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História O que ninguém conhecia. - Capítulo 9


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Notas do Autor


Oii, mais um capítulo aqui para vocês. ❤️
O número de views estão crescendo bastante! Estou muito feliz!

Boa leitura 🙂

Capítulo 9 - De frente com Natasha




Ao acordar, a primeira imagem que veio na mente de Nathalya foi o rosto de Gustavo e isso a fez lembrar de uma coisa: Precisavam conversar com sua mãe. Ela estava receosa de contar para sua mãe que queria marcar um "encontro" deles 3 para conversarem. Mesmo assim pegou seu celular e foi falar com Gustavo sobre o assunto, ela estava animada mas ao mesmo tempo nervosa. Se levantou, fez suas necessidades básicas e também foi avisar sua mãe sobre. 




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Gustavo chegava na rua de sua casa e ficou aliviado ao olhar para a casa de sua família e ver que as luzes estavam todas apagadas, já era um sinal que estavam dormindo e que não estavam lhe esperando chegar. Foi depressa para casa para ninguém na rua o ver. Entrou para casa, colocou seu celular para carregar e apagou, estava muito casando e nem foi ver que horas eram. 


Era Domingo, Gustavo acordava ainda cansado, não dormiu muito por que sabia que ainda teria que fazer uma coisa um tanto quanto importante, levantou rapidamente e foi para o banheiro, era algo automático, nem olhava para os lados, só ia em direção ao banheiro todo santo dia no exato momento que acordava. Foi tirando sua roupa para tomar um banho e logo lembrou de seus machucados. 


- Hmm, parece que já estou melhor. - Quando estava sozinho em casa ele costumava falar sozinho. - Ainda bem que minha mãe e minha tia não vieram aqui e tomara que nem venham, quanto mais tempo passar, melhor, com isso elas não vão ver meus machucados aí vai ser uma coisa a menos que eu ter que explicar. Também acho que não vai dar para ir na academia hoje, mais lascado do que eu estou, só dois de mim. - Tirou os bandeides e alguns outros curativos que tinha no corpo, menos a faixa em seu braço.


- Ainda dói um pouco... não sei o tamanho do corte então não vou tirar ainda. - Enquanto tomava seu banho se lembrava do que aconteceu na madrugada, "arrumar uma companhia dessas não é fácil hoje em dia." - Pensava ele. Quando saiu, foi olhar seu celular e se deparou com algumas mensagens. 


Nathalya: Oi Gustavo, tudo bem? Está se sentindo melhor? Como tá o braço?


Gustavo: Oi, está tudo bem sim, o braço ainda doi mas tá tudo certo, obrigado por se preocupar. E com você, tá tudo bem? 


Nathalya: Que bom, estou ótima, obrigada. E por que eu não me preocuparia? Aliás, tenho uma coisa para te falar.


Gustavo: Diga.


Nathalya: Lembra que você disse que queria falar com minha mãe? Então, pode ser hoje? Três horas? 


Gustavo: Pode ser. 


Nathalya: Se não quiser não precisa aceitar.


Gustavo: Por que eu não aceitaria? Te vejo depois. 


Nathalya: Ok! Até daqui a pouco. 


O garoto soltou um suspiro longo e se jogou na cama. " Será que o que aconteceu ontem não foi de grande importância para ela? Bom... vou ter que descobrir. Eu quero falar com ela sobre o que rolou, mas com a mãe dela lá acho que não vai dar. Tomara que ela seja tranquila." 


Mãe: Vida? Tudo bem? Como foi a festa?


Gustavo: Boa. 


 Ela demoraria um pouco para responder já que uma hora dessas ela está no trabalho, não queria prolongar muito essa conversa com sua mãe por que sabia que ela ia perguntar um monte de coisa e não queria falar sobre nada. Como era um pouco mais de meio dia ainda tinha um tempinho para esfriar a cabeça antes de ir para a casa de Nathalya, pensou em ir um pouco mais cedo para poder conversar com ela a sós, mas achou melhor não forçar a barra. 


Comeu alguma coisa levinha para não sair de barriga vazia e foi jogar um pouco de vídeo game para ver se tirava um pouco esse assunto da cabeça e para o tempo passar mais rapidamente. Passou um tempinho e quando foi ver já estava faltando 15 minutos para o horário que foi determinado, se ajeitou e foi caminhando calmamente em direção a casa de Nathalya. 



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Enquanto a garota avisava sua mãe, estava tremendo com medo da resposta que ela daria, mas se surpreendeu com a resposta, ela estava mais compreensiva e parecia que ia dar tudo certo. 


Nathalya resolve colocar algumas comidinhas sobre a mesa, algo que desse para comer rapidinho enquanto se conversava. Ao terminar escutou um carro parando em frente a sua casa, era sua mãe. 


- Oi filha tudo bem? 


- Tudo sim, entra. - Se abraçaram e se acomodaram à mesa. Ficaram conversando um tempo antes de Gustavo chegar, já que faltavam 3 minutos para as três horas. 


- Então filha, que horas que ele foi embora aqui da sua casa? 


- B-Bom... não demorou muito não, foi só o tempo de ele acordar, comer alguma coisa e ele já foi. - Não queria contar todos os detalhes, óbvio, sabia que sua mãe ficaria uma fera e mesmo se ela fosse uma pessoa tranquila, não via motivos para contar até por que, queria que o que aconteceu ficasse só entre ele e ela por enquanto. 


- Hmm, entendi. E que horas que esse marginalzinho vai chegar? - Disse a mulher pegando uns biscoitinhos que sua filha havia colocado na mesa. 


- Eu já disse que não é para falar dele assim... desse jeito a você não ajuda. 


- Eu não tenho que facilitar a situação, depende dele mudar a minha conclusão. 


- Tá, mas para de chamar ele de marginal! Que saco... 


Escutam batidas na porta, a garota foi abrir enquanto sua mãe fica sentada olhando para a porta. Ao abrir se deparou com com uma pessoa completamente diferente do que estava acostumada, Gustavo estava vestindo roupas casuais, não era nada comparado ao que ele usava na festa ou na Escola e isso já era de se esperar.


Gustavo começou a coçar a parte de trás da cabeça, já era uma coisa automática de se fazer quando ele estava constrangido. 


- Oi - Disse Nathalya enquanto se abraçavam. - Pode entrar. 


- Claro, com licença. - Ele esperou a garota  se sentar para depois fazer o mesmo, mas antes, queria comprimentar a moça de pé mesmo. - Boa tarde, prazer, Gustavo. - Esticou sua mão para a mulher que por um momento vacilou em pegar, mas logo o fez. 


O jeito com que ele se apresentou a mãe de Nathalya foi exatamente o mesmo de quando ele se apresentou para ela, isso a fez lembrar de quando se conheceram e nem imaginaria que aquele garoto gentil que a livrou de uma situação constrangedora estaria mexendo tanto com ela. 


- Prazer, Natasha. - O moreno se sentou e os três ficaram em silêncio por um tempo. 


- Em primeiro lugar... - Foi atropelado por Natasha, ela parecia que estava calma mas logo mostrou os dentes. 


- Em primeiro lugar digo eu, Gustavo, eu quero saber por que diabos você meteu minha filha em uma briga de rua! - A mulher falava alto e firmemente, a intimidação com certeza era seu ponto forte. 


- Mãe! - Disse Nathalya morrendo de vergonha por sua mãe. 


- Eu não meti sua filha em briga nenhuma, não sei se ela já te falou mas eu deixei ela de fora do que estava acontecendo o tempo todo. É claro que eu nunca ia querer e nem deixar que algo acontecesse com ela, eu sabia muito bem que ela não tinha nada a ver com a situação. Então... não sei qual é o problema. 


Nathalya se surpreendia com a facilidade com que Gustavo estava falando, parecia ter treinado falas. 


- O problema é que essa foi a primeira vez, mas pode ter a segunda, terceira, quarta. Eu não quero que minha filha ande com um briguento como você! 


- Eu não sou uma pessoa que arranja briga o tempo inteiro, "eu acho" - Pensou desfiando o olhar por um momento - Pode ter certeza que eu não vou abrir mão da amizade de sua filha tão fácil. 


- A é?! E por que não? Tem algo a mais que você não quer me falar, Gustavo? - A mulher não era boba, "minha filha não é a única pessoa no mundo, por que ele não se afastaria dela de modo algum?" 


- Não, nada. É só que pessoas como sua filha não se vê todos os dias. Acho que a gente veio até aqui para conversar, não discutir, não é? Vamos falar com mais calma, por favor. - Natasha estava surpresa com o garoto, não costumava ver pessoas assim baterem de frete com ela. Nathalya ficava de lado na conversa, só prestando atenção no quanto os dois eram firmes nas palavras. 


- Com quem você mora? - Perguntou Natasha. 


- Eu moro sozinho. 


- E você trabalha? 


- Não. 


- Então como você mora sozinho? Quem te sustenta?


O garoto suspirou e pensou em não responder essas perguntas, não fazia sentido nenhum esse interrogatório. 


- Minha mãe me da o dinheiro e eu vou e compro comida, pago a conta de luz e água e compro outras coisas básicas que são necessária. Satisfeita? 


- Por que você não vai morar com sua mãe? Qual o sentido de morar sozinho sendo que pode ser bancado na casa da mãe, aí não precisa gastar o dobro do necessário. 


- Eu acho que isso eu não preciso de responder, venhamos e convenhamos, isso não é da sua conta. 


Nathalya arregalou os olhos e olhou para Gustavo e em seguida para sua mãe,  não estava acreditando na coragem do garoto em falar com ela dessa maneira, pensou que sua mãe ia voar no pescoço dele mas ela não fez nada.


"Hmm... esse moleque é diferente, todos os outros com quem eu conversei ficavam assustados e só obedeciam o que eu dizia, vejo que esse aí tem potencial para a minha garota, está na cara que ele tá afim dela, não sou idiota." 


- Não é problema meu... entendi. Então, o que você queria falar? 


- Ah... eu... quero agradecer você pelo que fez por mim, eu já estou bem melhor e tudo graças a você e a Nathalya, que me tratou super bem. - Nathalya sorria ainda cabisbaixa, enquanto sua mãe olhava friamente para o garoto, como sempre. - Posso? - Perguntou o moreno apontando na direção das bolachas sobre a mesa. 


- Claro. - Respondeu Nathalya. 


- Que fique bem claro, não fiz aquilo por você, fiz pela Nathalya, foi só por que ela me pediu, entendeu? - Gustavo acenou com a cabeça e continuou escutando. - Mas que ótimo que você está melhor. Eu vou te dar uma chance, mas ó, se alguma coisa acontecer com a minha filha por sua culpa, você vai se arrepender. Está me ouvindo? - Falou pausadamente para que ele entendesse bem. 


- Estou ouvindo sim... mas como eu já disse, não vou deixar nada acontecer com ela, não precisa se preocupar, senhora Natasha. 


"Ele ficar repetindo que não vai deixar nada acontecer só entrega cada vez mais que ele gosta dela... será que ele não percebe que está dando tão na cara?" 


- Então... já conversamos o que tinhamos que conversar, acho que já vou ir para casa. - Disse Gustavo. 


- Já? Não quer ficar mais um tempinho? - Perguntou a garota, queria conversar com ele sobre outra coisa, mas acabou pensando melhor já que sua mãe estava ali presente. 


- Acho melhor eu ir, quero descansar mais um pouco por causa do que aconteceu comigo nessa madrugada... 


- Ah... é claro, me desculpe. 


- Não precisa se desculpar, que isso. - Nathalya acompanhou o moreno até a porta e sua mãe ficou observando. "Se esse moleque... bom, agora já foi, só o tempo vai nos dizer o que vai acontecer." 


- Até amanhã! - Disse a morena quando se abraçaram. 


- A gente conversa melhor amanhã na escola, tá bom? - Falou ele bem baixinho no ouvido de Nathalya, que se arrepiou com sua voz tão próxima. 


- Tá. - Respondeu com o mesmo tom baixo, o garoto sorriu e seguiu seu rumo e ela entregou novamente para casa. 


- O que foi que ele te disse em? 


- Na-nada de mais... só disse que nós veríamos amanhã na Escola. - Nathalya ficou corada por sua mãe ter percebido que eles cochicharam. 


- O que você acha dele? Para uma pessoa que você acabou de conhecer, não acha que está se importando de mais? 


- Ele é um amigo como todos os outros, não estou te entendendo mãe. - Estava achando estranho as perguntas da mãe, as que está fazendo agora e as que fez para Gustavo. 


-Amigo... entendi. 


- Onde você quer chegar? 


- Esquece. Bom filha, já vou ir para casa. 


- Cedo assim? Não quer ficar mais um pouco? - Chega a ser engraçado o quanto a garota gosta de pedir para os outros ficarem mais um tempo. 


- Eu até ficaria, mas estou cansada já que tive que sair do serviço, ir na sua Escola e depois passar aqui. 


- O que você foi fazer lá na Escola? 


- Você não sabe? A secretaria ligou para mim e para toda os outros pais de alunos do Ensino Médio da Escola, dizendo que amanhã vai ter uma olimpíada escolar e que alguns alunos irão participar, inclusive você. 


- Mas por que amanhã? Eles disseram que iria demorar.


- Não sei o por quê, mas fiquei sabendo que da sua sala vai ir um tal de Diogo, você e o Gustavo. Por que não me disse nada que havia sido escolhida? 


- Eu não estava dando muito importância, estava pensando em não ir, mas agora acho que eu irei. 


- Por que mudou de ideia? 


- Por nada ué. 


- Hum, tá bom. Bom, já vou ir, além de estar cansada ainda tenho que arrumar umas coisas para a minha viajem de volta para o Sul. 


- Ah... é verdade, você já vai ter que ir né? Não tem como você ficar mais por aqui em São Paulo? 


- Eu prometo que vou voltar um dia, quem sabe no dia do seu casamento eu não volte. - Disse Natasha dando uma piscadinha para sua filha. 


- Meu casamento? Ainda sou muito nova para esse tipo de coisa mãe. 


- Você é nova por que ainda é menor de idade, mas quando fizer seus 18 ou 19 anos, já vai saber o que fazer da vida, eu espero. 


Foram até a porta e se despediram, Nathalya ficou pensativa sobre o que sua mãe tinha lhe dito. "Casamento... quem sabe." Sorria sozinha ao pensar nessa possibilidade. " Agora que eu sei que o Gustavo vai, tambem vou ie, quero conversar com ele o mais rápido possível e agora acho que é a chance



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- Aaahh... graças a Deus sai dali, aquela mulher me assusta. - Suspirava de alívio o garoto. - Tentei me manter firme, acho que até consegui, mas pelo amor de Deus, se eu tinha alguma esperança de ela ser tranquila... Bom, não é de se esperar o contrário, se a Nathalya tivesse sido agredida por minha causa tenho certeza que a Natasha ia tirar o meu coro.


Ao chegar em casa pensou em dormir para ver se seu corpo melhorava mais rapidamente mas o sono havia ido embora, então resolve que iria jogar mais um pouco. Percebeu que seus amigos estava jogando então resolve conversar um pouco com eles.


Chamada de voz do vídeo game


Gustavo: Alô, convida ae. 


Rikelme: Iae 


Gustavinho: Opa... vo convidar calma aí.


Gustavo: então como que foi a festa para vocês depois que eu fui embora? 


Gustavinho: Para mim foi super normal,  nem sabia que você tinha ido embora antes já que eu não fiquei com vocês, fiquei o tempo inteiro lá com a minha mãe e outras pessoas e só. 


Rikelme: Foi legal, quando eu fui embora fui junto com o Diogo e a Raquel, aconteceu umas coisas estranhas que eu acho melhor contar na escola terça-feira. 


Gustavo: Hmmm... entendi. Mas por que terça-feira? Vai faltar amanhã? 


Rikelme: Bom, pelo visto você não sabe: Eles adiantaram a olimpíada escolar para amanhã, nossos pais foram até lá hoje e como eu não passei no teste de qualificação, eu não vou ir. 


Gustavo: Aaaata... E eu passei... 


Rikelme: Ainda bem que eu não passei, puta bagulho chato. Agora entra ae, bora jogar. 


Passou o dia jogando com seus amigos, como ele gostava de fazer isso. Gustavo ficou esperando sua mãe ir até sua casa achando que ela iria o avisar pessoalmente sobre as olimpíadas, mas ela não foi, até que recebe uma mensagem. 


Mãe: Que bom que gostou da festa. 

    Presta atenção, amanhã na sua escola não vai ter aula, vai ter as olimpíadas que você tinha me falado outro dia. Vê se ganha em. 


Gustavo: Não prometo nada, mas vou tentar. 


- Já que a Nathalya vai ir, vou tentar falar com ela lá, mas acho que não vai ser tão simples. 



..... 








Notas Finais


Espero que estejam curtindo 😊

Também espero não estar dando um rumo estranho para a história, se estiver, perdão!


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