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História O que ninguém sabe - Capítulo 1


Escrita por: Bad_Witch666

Notas do Autor


Oneshot também postada no wattpad. Me sigam lá também, mesmo Nick ❤️

Capítulo 1 - Único



Estava cansada.

Pela quinta vez em mais um esconderijo atrás de Sasuke e dessa vez não fez questão de esconder sua insatisfação de estar ali. Sabia que iriam voltar para Konoha de mãos vazias mais uma vez.

- Eles já devem estar muito longe daqui, não sei porque ainda insistem nessa merda. - Exclamou com raiva.

- Tsunade nos garantiu que as informações que a Ambu passou são verdadeiras. Pode bufar de raiva depois de garantirmos que seu namoradinho foragido realmente não está  aqui. - Sai não teve tempo de piscar os olhos, sua gola foi puxada com força e olhos verdes incendiados de raiva lhe encararam, como se fosse o incinerar vivo.

- Cuidado com a língua, seu filho da puta! Eu só não te soco aqui porque precisamos de você para a missão. Então vê se fica quieto e não fala merda. - Naruto estava perto, para garantir que Sakura não partiria para cima de Sai, pois sabia que a amiga transpirava raiva dos poros. Sabia que não estava sendo fácil para ela ter que lidar com a recém notícia do Sasuke no livro bingo de criminosos foragidos de Konoha.

- Porque está com tanta raiva, se o que falei é verdade? - A expressão apática continuava, mesmo Sakura quase o sufocando enquanto apertava ainda mais sua gola.

- Cala a boca Sai, para o seu próprio bem. Sakura-chan, está tudo bem, solta ele. - Pegou o braço da amiga e desfez o aperto forte na gola de Sai. - Vamos focar na missão. Também não quero voltar para Konoha de mãos vazias. - O grupo continuou a caminhar pelo corredor mal iluminado e quando chegaram numa esquina, se viram com três opções de seguir caminho. - Acho melhor cada um ir para um corredor, assim temos mais chances de encontrá-lo. - E assim foi feito.

Seguiu pelo corredor que estava a sua direita e diferente de todos os outros, este não possuía nenhuma tocha para iluminar o caminho. Mas mesmo assim começou a caminhar e para ajudar, pelo menos um pouco, na iluminação, formou um Chakra de cura na destra, que reluzia uma pequena luz verde e deu certo. Era o suficiente para olhar as portas do corredor.

Com uma Kunai na mão, preparada para o que der e vier, abria as portas, encontrando quartos vazios e empoeirados. Estava sendo o mais cautelosa possível, para pegar aquele maldito de surpresa e levá-lo de volta a Konoha nem que fosse arrastado, mas seu nariz não colaborou e quando abriu a porta de um quarto extremamente empoeirado, seu espirro barulhento ecoou por todo o corredor.

- Droga! - Ficou preparada e em alerta caso algum inimigo a pegasse de surpresa e quando menos esperava, foi exatamente isso que aconteceu.

Foi tão rápido que se quer teve tempo de mover os olhos para ver de onde ele saiu. A Kunai caiu, fazendo o barulho ecoar por todo o corredor, suas mãos – assim como seu corpo – foram parar na parede atrás de si, os braços acima de sua cabeça. Quando a levantou, o viu. 

- O que está fazendo aqui? – O timbre da voz – agora grave – fez seus pelos arrepiarem em ver que era o Sasuke, mas definitivamente, bem diferente do Sasuke que havia visto três anos atrás. 

Rosto maduro, cabelo maior, roupas novas e um corpo bem maior e mais definido. 

Sasuke havia mudado, e para sua frustração, para melhor. 

- Não preciso dizer. Você deve estar cansado de ter que fugir da gente. E sinceramente, eu também estou cansada. – Desabafou. Era frustrante a Hokage - com certeza sob a influência de Kakashi e Naruto - mandá-los para caçar Sasuke como se fosse um pique-esconde. - Cansada dessa merda. Cansada de ter que ficar indo atrás de você, cansada de ver você correndo atrás do Orochimaru, casada de ver a sua ausência no time e o pior de tudo... Cansada de continuar te amando. - Estava cansada. Sentimentos guardados por anos simplesmente foram colocados para fora, estranhamente lhe dando a sensação de ter retirado uma bigorna dos ombros.

Sua visão estava turva devido às lágrimas que se acumularam no canal lacrimal e que Sasuke não deixou descer para a bochecha.

- Não era pra você estar aqui. - Sussurrou no ouvido feminino, agora limpando as lágrimas de ambos os olhos. - Tem ideia do que aquele filho da puta é capaz de fazer? Ele é forte, mas é um desalmado que não tem piedade. Se ele te ver aqui, ou os outros, ele mata sem pensar duas vezes. Ele é poderoso Sakura, e é por isso que estou aqui. Mas por favor, para de ficar correndo atrás de mim nessas merdas de missão. Eu não quero que você... Droga. Esquece. Só para de vir atrás de mim, por favor. Não vou voltar para Konoha até matar aquele desgraçado. - Taxativo, a olhava profundamente, vendo-a ofegar devido ao nervosismo e novamente, lágrimas se formarem nos olhos. - Para de chorar. - Novamente começou a limpar as lágrimas dela com uma carranca. Nunca gostou de vê-la chorando. Mas seu pedido não foi atendido, pois ela começou a soluçar e chorar profundamente.

Não era idiota. Apesar do foco estar totalmente e completamente em buscar poder para aniquilar seu irmão, ainda era um ser humano com sentimentos. Os anos que passou em Konoha e com o time sete, foi o suficiente para criar laços de admiração, amizade e... Amor.

A amava. E quando se deu conta disso, infelizmente já era tarde. Já estava sob a tutela - asquerosa - de Orochimaru, e seu consolo era de vê-la bem, fora de perigo e vivendo a vida, sem uma pessoa com um passado tão sombrio. Achava que ela merecia mais que um Nukennin procurado que não tinha absolutamente nada para oferecer. E duvidava que ela fosse aceitar a única coisa que poderia lhe dar, amor.

Tinha plena certeza de que ela não sentia mais nada por si, que tinha seguido em frente e que talvez tivesse até um namorado, mas pelo visto, estava errado.

E ouvir que ela ainda lhe amava, lhe trouxe uma estranha sensação de bem-estar no meio de sentimentos tão negativos que sentia diariamente para não perder o foco do porquê estava ali.

E juntando isso mais a vontade desesperada de não querer vê-la chorando, a beijou.

Sentiu as lágrimas quentes molharem seu rosto, sentiu os lábios cheios se moverem devido a surpresa, mas logo começou a responder em sincronia com os seus. Sua mão na nuca dela, a dela na sua e em meio a tristezas, raiva, amor e tantos outros sentimentos misturados, se entenderam perfeitamente naquele beijo afoito, rápido, latente e incrível.

Queria ter o controle da situação, senti-la mais, beijar mais, morder mais, satisfazer mais, mas ela também queria.

Começaram uma pequena guerra de quem iria ter o controle sob o outro e pensou que havia ganho quando sua destra acariciou o seio por cima da blusa, lhe arrancando um gemido que quase o fez jogar tudo para o alto e levá-la até o seu quarto, porém sentiu a mão dela lhe apertar.

Ela estava apertando seu membro e apenas o calor da palma feminina em seu falo pulsante lhe era quase uma completa satisfação. Não conseguiu segurar o gemido na garganta e abriu os olhos quando ela riu baixinho.

- Estamos quites. - ah sim, mas faria a obrigação de desempatar.

A provocação o fez se desviar da linha de raciocínio e então foi sua vez de provocá-la.

A mão que estava segurando firmemente a cintura, desceu para as nádegas por dentro do short de lycra. Rosnou quando constatou que ela estava sem calcinha e não demorou para passar o indicador e o médio por cima do clitóris e lábios.

- Você está molhando os meus dedos. - Provocou, começando a fazer movimentos de vai e vem, masturbando-a, assistindo Sakura delirar. - Quer que eu pare? - Ah, estava brincando com fogo, mas era prazeroso.

- Te mato aqui mesmo se você ousar... Fazer isso!

- Você não conseguiria. Você me ama.

- É... Eu te amo. Aaahhh... Mais rápido! - Obedeceu, sentindo as paredes internas dela começarem a apertar seus dedos e com isso, parou. - O que...?

- Precisamos parar. - As orbes verdes lhe encararam de forma assassina, não se intimidando com as suas que estavam vermelhas devido ao tesão enorme que estava sentindo. - Acredite, quero continuar, mas ainda estamos na toca do Orochimaru. E eu não quero fazer isso com você aqui. - Disse a verdade. - Mas quem sabe não nos esbarramos por aí e continuamos de onde paramos? - A provocação soou desafiadora para Sakura, que já não sentia mais nada dos sentimentos de outrora.

- Tudo bem. Mas ninguém pode saber, ok?

- Ok.



Fim. 


Notas Finais


😘


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