História O que sabe o coração - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Adaptação, Bangtan Boys (BTS), Gay, Kookv, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 21
Palavras 1.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, tudobom?
Vou ser breve já que não quero ocupar muito o tempo de vocês. Bom, minha conta lá no Wattpad foi novamente banida, e sinceramente eu não sei o que essa pessoa que tanto me atormenta se incomoda, nunca fiz nada para [email protected], então eu espero que essa pessoa arrume o que fazer e pare de encher o meu saco. Criei uma nova conta, tô lá como @Jeonjkcok2, mas qualquer coisa deixarei o link nas notas finais, bjo.

Capítulo 4 - Capítulo 3


"Cientistas identificam neurônios individuais que se ativam quando determinada pessoa é reconhecida. Assim, [é possível que] quando o cérebro de um receptor analisa as feições de uma pessoa que impressionaram significativamente o doador, o órgão doado possa transmitir mensagens muito emocionais, que sinalizam o reconhecimento do indivíduo. Essas mensagens de feedback ocorrem em milissegundos e o receptor [talvez até acredite] que conhece a pessoa." 

— "Cellular Memory in Organ Transplants"

 

JEON JUNGKOOK SE APROXIMA de mim, sobrancelhas escuras franzindo a testa com preocupação, um pano em uma das mãos, a outra se estendendo sobre a poça de café derramado.

— Você está bem?

Faço que sim, ainda tossindo, mas estou longe disso.

— Venha, passe por aqui. Vou cuidar disso.

Ele segura de leve meu cotovelo e fico tenso com seu toque.

— Desculpe. — diz ele, baixando a mão rapidamente. — Eu... Tem certeza de que está bem?

Ele fica ali parado, bem na minha frente, com um pano de prato na mão. Pergunta se estou bem. Isso não podia estar acontecendo. Não é o que devia acontecer, esse...

Desvio o olhar. Tusso mais uma vez, pigarreio e solto a respiração trêmula. Calma, calma.

— Desculpe. — consigo dizer. — Sinto muito. Eu só...

— Está tudo bem. — diz ele, como se estivesse com vontade de rir.

Por cima do ombro, ele olha para Jimin, que pelo visto já está preparando uma xícara nova para mim.

— Saindo um fresquinho! — exclama Jimin.

— Viu só? — diz Jeon Jungkook. — Sem problemas. — ele gesticula na direção da cadeira mais próxima. — Eu cuido disso. Pode se sentar.

Não me mexo e não digo nada.

Ele se agacha para limpar o café com o pano, mas depois volta a olhar para mim e sorri. Fico chocado porque esse sorriso é muito diferente daquele fraco que aparece em tantas fotos do irmão. Porque ele não se parece em nada com aquele das fotos. Acho que eu não teria adivinhado que era a mesma pessoa. Talvez nem se ele tivesse entrado primeiro na loja dos pais.

O Jungkook das fotos estava doente. Pálido, com olheiras, rosto inchado, braços finos. Um sorriso que parecia exigir esforço. Esta pessoa ajoelhada na minha frente é vibrante, saudável e é aquele que...

Quero desviar o olhar, mas não consigo. Não com o jeito com que ele está olhando para mim.

Sua mão fica imóvel e paira acima do chão pegajoso como se ele tivesse esquecido o que estava fazendo. Depois, sem tirar os olhos de mim, ele se levanta devagar, até ficarmos frente a frente, e vejo o castanho-escuro dos seus olhos investigando os meus.

Sua voz sai mais suave, quase hesitante, quando ele enfim fala:

— Você é...? Você tem...? Será que eu...?

Suas perguntas flutuam, sem resposta, no espaço entre nós, e por um momento me prendem ali. Depois o pânico aparece de forma precipitada.

A realidade do que fiz — ou cheguei perigosamente perto de fazer — me atinge, me faz passar por ele esbarrando em seu ombro e sair pela porta antes que ele possa dizer mais alguma coisa. Antes que a gente possa nos entreolhar por mais tempo.

Não olho para trás. Ando pela calçada até o meu carro o mais rápido que consigo, movido pela certeza de que eu não devia ter vindo e que preciso ir embora agora. Porque, misturada com a noção de que fiz algo terrivelmente errado, há a sensação dominadora de que quero conhecer melhor essa pessoa. Jeon Jungkook, de olhos castanhos, pele levemente bronzeada e um sorriso de quem me conhece. Muito diferente da pessoa que achei que fosse encontrar.

O barulho da porta atrás de mim, depois de passos, me dá vontade de correr.

— Ei. — chama uma voz. — Espere! — é a voz dele.

Aquelas duas palavras.

Elas me fazem querer... parar e esperar, me virar e olhar para ele de novo. Mas não faço isso. Ando ainda mais rápido. Para longe. Isso foi um erro, um erro, um erro. Enfio a mão o bolso e aperto o botão da chave de destrancar o carro sem parar de andar, quase frenético. A um passo na calçada de alcançar a porta do meu carro, os passos dele surgem logo atrás de mim, bem perto.

— Ei — repete ele. —, você esqueceu isso.

Fico paralisado, agarrando a maçaneta com os dedos fechados.

Meu coração acelera quando me viro lentamente para olhá-lo de novo.

Ele engole em seco. Estende minha bolsa para mim.

— Toma.

Eu a pego.

— Obrigado.

Ficamos ali parados, recuperando o fôlego. Procurando por outras palavras. Ele encontra as dele primeiro.

— Eu... Você está bem? Parece meio... Talvez não esteja bem.

As lágrimas surgem instantaneamente e eu nego com a cabeça.

— Desculpe. — ele dá um passo para trás. — Isso foi... Não é da minha conta. Eu só...

Os olhos dele percorrem meu rosto, procurando mais uma vez.

Isso é mais do que um erro. Puxo a maçaneta e abro a porta, entro no carro e a fecho com a mão trêmula. Preciso ir embora daqui agora mesmo. Eu me atrapalho com as chaves, procurando a certa, mas todas parecem iguais e sinto os olhos dele fixos em mim, e só preciso ir embora, e nunca devia ter vindo, e... encontro a chave certa, enfio na ignição e giro. Quando faço isso, ergo a cabeça a tempo de vê-lo dar um passo assustado para trás, voltando à calçada. Engreno o carro, giro o volante e piso no acelerador. Com força.

O impacto é repentino e alto. Um insulto que vem de lugar nenhum. Metal e vidro moído. Meu queixo bate no volante. A buzina toca, e na imobilidade do momento me dou conta do que acabei de fazer. De tudo o que acabei de fazer. Fecho os olhos, na esperança boba de que nada tenha acontecido. Que eu tenha apenas sonhado, como sonho com Hoseok, sonhos onde tudo é tão nítido e real, até que acordo e percebo que estou sozinho e ele se foi.

Abro lentamente os olhos. Tenho medo de fazer qualquer outra coisa, mas minha mão se mexe no automático e puxa a alavanca do carro para estacionar. Então minha porta se abre.

Jeon Jungkook não foi embora. Está bem ali, me olhando com preocupação e algo mais que não sei definir. Ele se debruça e estende a mão para desligar o motor por mim.

— Está tudo bem com você? — há preocupação na voz dele.

Minha boca lateja, mas faço que sim com a cabeça, evito seus olhos e engulo o choro. Sinto gosto de sangue.

— Você se machucou. — diz ele.

Ele ergue só um pouco a mão, como se quisesse limpar o sangue do meu lábio, mas não faz isso. Apenas continua me olhando.

— Por favor — diz ele depois de muito tempo. —, deixe eu te ajudar.


Notas Finais




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