1. Spirit Fanfics >
  2. O Raio >
  3. Problemas

História O Raio - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Bora pra mais um hein. 😊
Espero que gostem.
Beijos e boa leitura. 😘

Capítulo 4 - Problemas


Segunda-feira, 6:00am

Elizabeth (Matt)

Droga. Acordei com o despertador buzinando no meu ouvido. Esqueci que o celular da Elizabeth estava com o despertador e acabei dormindo com o mesmo ao lado da minha cabeça.

Me levantei com certa dificuldade pois ainda estava com sono. E ainda por cima estava sentindo uma dor terrível na barriga. Sem demorar muito, tirei as roupas que eu usava, passei para o banheiro e tomei um banho rápido. Mas antes que eu fechasse o registro, logo senti algo escorrer pelas minhas pernas. Quando olhei para baixo vi um enorme filete de sangue.

-AAAH! -dei um grito. -Que merda é essa? Será que eu me cortei? -falei pra mim mesmo.

Me lavei rapidamente, depois peguei a toalha, me enrolei e sai do banheiro.

-Elizabeth? -chamei ela. Mas pela hora, ela ainda deve estar dormindo. -Elizabeth, acorda.

-Hm... Que foi? Você sabe que horas são pra está me chamando? -ela estava com uma voz sonolenta.

-Primeiramente eu sei que horas são. Aqui são seis e quinze e aí é duas e quinze da manhã. Mas só que hoje eu terei que ir pra aula, não é mesmo? E eu tô sangrando.

-Ah, que merda. Você menstruou. Use um absorvente e tome um comprimido para cólica. Às sete e meia a Ana vai passar aí para te dar uma carona pra faculdade.

-Como se eu soubesse usar um absorvente. -falei com uma certa raiva. -Ou você me ajuda ou então não vou pra aula.

-Puta que pariu hein. Espera aí. -provavelmente ela se levantou para se concentrar em me ajudar. -Ok. Vai no guarda-roupa, e pega o pacote de absorvente que está na porta do meio. -fiz o que ela falou.

-Pronto. O que eu faço?

-Pega um absorvente, tira ele do papel, tira a fita e gruda ele na calcinha e depois se veste.

-Tá ok. Espera aí. -fiz o que a Elizabeth disse. E acho que deu certo. -Pronto. Deu certo.

-Ótimo. Posso voltar a dormir?

-Ainda não. O que você veste pra ir a faculdade?

-Bom, como você está com cólica, use um vestido. Tome um buscopan, a caixa de remédios está no armário na cozinha. Última porta a esquerda. Não esqueça de levar o pacote de absorvente, troque a cada quatro horas ou quando estiver no limite. E mais, todas as aulas de todos os dias da semana está anotado na primeira folha do meu caderno. E hoje é aula de anatomia humana, preste bem atenção. Ok?

-Ok.

-Ah, e eu não uso maquiagem. Então não precisa se preocupar com isso.

-Menos mal... Agora já pode voltar a dormir.

-Obrigada e boa aula.

-Elizabeth?

-Quê?

-Vê se você dá um jeito de conseguir meu número com a Valary. Eu vou tentar conseguir o seu com a Ana. Pelo menos a gente pode se comunicar pelo celular. Aposto que você não se lembra do seu número, certo?

-Verdade, eu não lembro. Eu vou tentar conseguir. Mas agora me deixa dormir.

-Tá bom, tá bom. Tchau.

-Tchau.

Só acho que o inferno vai começar agora.

(...)

Enquanto Ana falava alguma coisa da qual eu não estava interessado, eu só sabia gemer de dor. Não acredito que as mulheres tem que passar por essa merda todo mês. Que desgraça.

-O que tanto você geme aí? -Ana perguntou enquanto íamos para a sala de aula.

-Cólica. -ainda bem que a Ana tinha a mesma aula que eu.

-Tomou os seus remédios?

-Sim.

-Relaxa. Daqui a pouco passa.

Chegamos na sala e eu me sentei mais ao fundo. Pelo que percebi o professor ou a professora não havia chegado ainda. Fiquei observando as poucas pessoas que estavam ali. Mas logo a minha observação foi para no rapaz que se sentou bruscamente ao meu lado e começou a me encarar.

-Esse garoto não dá sossego hein. Você deveria mandar alguém dá uma surra nele. -Ana cochichou ao meu ouvido e eu logo entendi que aquele garoto era o tal Glauco.

-Quero falar com você na hora do intervalo. -o rapaz falou.

-Eu não tenho nada pra falar com você.

-Mas eu tenho.

-Mas eu não quero saber. -falei puto das caras já.

-Enfim, no intervalo eu vou estar te esperando ao lado da árvore que tem próxima a cantina. -a professora chegou e o maldito saiu da sala. Menos mal, porque achei que ele ia assistir essa aula.

-O que o embuste queria? -Ana parecia curiosa.

-Quer falar comigo no intervalo.

-E você vai?

-Não sei. -paramos de conversar, pois a professora começou a falar.

(...)

Finalmente o intervalo chegou e com ele a minha fome. Não aguentava mais aquela mulher falando de todos os ossos do nosso corpo. Puta que pariu, que coisa chata. Não sei como a Elizabeth aguenta ficar nesse âmbito.

Já ia saindo da sala quando a Ana me chamou.

-Me espera aí apressadinha. O Matheus e a Isabel mandaram mensagem dizendo que estão nos esperando na cantina. -apenas dei de ombros e segui ela. Até porque eu não sabia onde era.

Quando chegamos na cantina, escutei alguém me chamar. Logo que me virei, vi que era o desgraçado do Glauco. Ele acenava como se eu não estivesse vendo ele. Pedi a Ana que fosse na frente e que logo eu encontrava ela. Então, fui até onde o garoto estava.

-O quê que você quer?

-Te conheci mais educada. -ele falou e eu rolei os olhos.

-Anda, fala logo.

-Queria saber se você quer sair pra jantar comigo hoje a noite. -fiquei encarando ele por uns segundos e falei.

-Não. -me virei para sair, mas logo o filho da puta segurou meu braço. 

-Por favor, vamos.

-Eu já disse que não. E é melhor você soltar meu braço.

-Se eu não soltar, o que você vai fazer? -no mesmo segundo que ele se calou, com a minha mão direita livre, desferi um soco bem no nariz do desgraçado, que rapidamente me soltou e levou as mãos ao nariz que estava sangrando. -FICOU MALUCA?!

-EU FALEI PRA VOCÊ ME SOLTAR.

Não demorou muito pra formar um aglomerado de curiosos e no meio disso um velhote apareceu.

-O que está acontecendo aqui? -o mesmo perguntou.

-Esse babaca que estava me segurando. Falei pra ele me soltar e ele não ouviu. 

-Elizabeth, na minha sala agora. E você. -falou apontando para o Glauco. -Me acompanhe, porque depois que eu terminar de conversar com ela, vou encaminhar você ao coordenador do seu curso. -então, eu e o miserável do Glauco seguimos o cara.

Passei pela Ana, e a mesma me olhou com uma cara de quem não estava entendendo nada. Ignorei e continuei seguindo o velho.

Matt (Elizabeth)

Não sei porque, mas eu estava com uma sensação de que o Matt ia fazer alguma merda. Seja na faculdade ou no meu trabalho. Até porque o cara nunca esteve em uma faculdade e muito menos trabalhou. Será que ele vai dar conta de tudo isso? Logo parei de pensar ao escutar um bipe no celular. Peguei o aparelho e vi que era uma mensagem do Jason no whatsapp.

-Acorda filho da mãe. Hoje é dia de ficar bodybuilder. Tô te esperando na academia.

Sério isso? Eu vou ter que ir malhar? Ótimo, porque eu nem sei que academia é essa. Eu realmente vou ter que chamar o Matt e perguntar.

-Matt? Tá aí?

-O que foi? Tô tentando prestar atenção na aula.

-O Jason me mandou uma mensagem dizendo que estava me esperando na academia. Que academia é essa?

-É a body fitness. Fica a duas quadras daí da minha casa.

-Ok.

-Ei, mais tarde eu tenho que conversar com você.

-Tá bom. Tchau.

-Tchau.

Não gostei desse "mais tarde eu tenho que conversar com você." Isso tá me cheirando a cagada. Mas enfim, vou logo cuidar de tomar um banho, comer alguma coisa e ir me encontrar com o Jason.

(...)

Puta que pariu. O Jason estava pegando pesado no peitoral e eu sentia que ia morrer. Como o Matt aguenta levantar esses pesos?

-Cara, vou dar uma pausa. -falei.

-Mas já? -Jason pareceu não acreditar.

-Sim. Tô morto.

-Ok. Fica aí então, que eu vou malhar um pouco de tríceps. -assenti e bebi o último gole de água que havia em minha garrafa.

Enquanto eu descansava, fiquei admirando os rapazes que havia naquela academia. Minha nossa, era um mais lindo que o outro. Mas logo eu fechei os olhos e pensei, "se controla Elizabeth, você está em um corpo que não é seu."

-Com licença. -uma voz masculina se fez presente e logo eu abri os olhos.

-Pois não.

-Vi que você estava me encarando. Quer falar alguma coisa? -puta que pariu.

-Eu encarando você? Tá me estranhando meu chapa? -arqueei uma sobrancelha. -A propósito, eu estava olhando a personal trainer e você estava no meu campo de visão. -menti, porque de fato eu estava olhando pra esse cara mesmo.

-Hm, então ok. Tudo numa boa.

-É. Tudo numa boa mesmo. -falei e o cara saiu.

Caralho, eu vou embora. Porque se não vai dar uma merda aqui. Me levantei de onde eu estava e fui atrás do Jason. Quando o encontrei, disse a ele que a Valary me ligou e que eu já estava indo pra casa. Me despedi dele e sai daquela academia.

Elizabeth (Matt)

-Caralho. Que trabalho estressante. -falei pra mim enquanto abria a porta da casa da Elizabeth. 

Definitivamente essa menina é uma guerreira. Eu não conseguiria fazer tudo isso. E agora eu só penso em como eu vou falar pra ela que ela levou duas advertências hoje. Tanto na faculdade quanto no trabalho. Mas enfim, eu ia falar, só que depois do banho.

(...)

Me sentei no sofá, fechei os olhos e comecei a chamar por ela.

-Elizabeth, tá aí?

-Oi.

-Tá ocupada?

-Não. Estou assistindo.

-Bem, tenho que conversar com você.

-Pode falar.

-Primeiro eu quero te pedir desculpa tá. E dizer que tudo o que aconteceu hoje não foi minha intenção.

-Ok Matt, agora você está me preocupando. Fala logo o que aconteceu.

-Hoje na faculdade, eu dei um murro na cara do seu ex.

-O QUÊ?! PORQUÊ VOCÊ FEZ ISSO?

-Ele apareceu na sua sala dizendo que queria conversar e que ia me esperar na hora do intervalo. Daí eu fui saber o que ele queria. Ele queria que você fosse jantar com ele, só que eu disse não. Ele segurou no meu braço e eu mandei ele me soltar, só que ele não soltou e eu dei um murro no nariz dele.

-Puta que pariu Matt. E aí? Tô suspensa por causa disso?

-Felizmente não. O coordenador do curso disse que por ser sua primeira confusão, você ia levar só uma advertência verbal. Já o Glauco, levou uma suspensão por assédio.

-Menos mal. E o que mais você fez?

-Você recebeu uma advertência no seu trabalho.

-Ah não Matt! Você quer me lascar, é isso?

-Claro que não. -falei e Elizabeth ficou calada. -Elizabeth, fala alguma coisa por favor.

-Fale você. Anda, diz logo o que você fez no meu trabalho.

-Eu estava servindo as mesas, quando um cara que estava sozinho me chamou para fazer o pedido. Daí eu fui, e quando ele terminou, ele perguntou se o pedido vinha com o meu número, daí eu falei: "Se eu quiser te fuder, a sua mãe vem como travesseiro?" O cara ficou calado e eu saí. E a outra, foi uma mulher que me chamou dizendo que o café estava muito amargo, aí eu disse: "Tem açúcar bem na frente da senhora." Aí ela disse que queria que o café já viesse doce, e eu disse que não. Porque lá eles já fazem sem açúcar que é pra ficar a gosto do cliente se quer ou não doce. Aí ela ficou tagarelando lá, e pra finalizar esse assunto de café eu disse a ela que se estivesse achando ruim, ela poderia fazer o café na casa dela mesmo e colocar o tanto de açúcar que ela quisesse.

-Meu Deus, eu não tô acreditando que isso aconteceu. E o Paulo falou o que?

-Ao final do expediente, ele me chamou para conversar e perguntou se estava tudo bem comigo e eu disse que não. Estava naqueles dias e muito estressada. Até que ele entendeu e me deu só uma advertência verbal. E ele disse que esperava que isso não se repetisse mais.

-A gente precisa urgente dá um jeito nisso. Eu tô vendo a hora de eu ficar desempregada e não ter mais como pagar minhas contas. E aí, você volta pro seu corpo, com seu dinheiro e sua fama. Enquanto eu, fico toda fodida no meu. Sem emprego e sem grana.

-Calma Elizabeth.

-Calma o caralho. Já cansei de ficar nesse corpo que não é meu. Sem falar que sua mulher é um saco. Ela fala demais, reclama demais e ronca demais. Sem falar que eu não posso admirar os homens. Hoje na academia veio um tirar satisfação porque eu estava olhando pra ele. Daí eu menti porque eu não queria começar um UFC ali. Amanhã mesmo vou começar a procurar um jeito de desfazer essa merda toda. E você, senhor Matthew, trate de fazer o mesmo.

-Me desculpa.

-Que seja. Só não faça mais merda até conseguirmos voltar para os nossos corpos. Tchau.

-Tchau.

Que merda. Eu preciso aprender a me controlar. Eu não quero estragar a vida da Elizabeth, ela não merece isso. E ela está certa. Temos que agir logo pra desfazer tudo isso, porque se não, só Deus sabe o que pode acontecer.

 


Notas Finais


Até o próximo gente.
Beijos. 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...