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História O Rapaz Bonito do Elevador - Capítulo 1


Escrita por: MashiroHanabi

Notas do Autor


Olá, pessoas.
Esse ship é bem diferente do que eu tenho escrito nos últimos tempos. Eu sei kkkk.
Ele nasceu de um rpg online, e essa história foi inspirada em alguns acontecimentos da vida de uma amiga minha.
Essa fanfic é um presente de natal à minha amiga Eloísa, e é dedicada somente à ela. Amo você, Elo, aproveite bastante, eu fiz com muito carinho :')

Capítulo 1 - Querido Diário


 

Querido diário, eu não sei quando foi que eu comecei a sentir isso, ou quando foi a primeira vez que o vi… Só sei que esse sentimento vem intensamente toda vez que o vejo de novo.

 

    Dia 13/09/2019

    Mais um dia no escritório onde eu contava as horas pro almoço. O prédio comercial onde eu trabalho sempre fica insuportavelmente cheio nos elevadores quando bate o horário do almoço. Eu não gosto de estar cercado de gente. Não gosto de lugares lotados. Mas eu gosto muito de comida, e de trabalhar de barriga cheia.

    Não é atoa que eu sempre sou um dos últimos a voltar pro andar da BHE. Antes isso era apenas porque eu não queria pegar o elevador lotado, mas agora… É porque eu sei que é o mesmo horário em que ele entra.

    Hoje não é diferente. Deixei todos os meus amigos e colegas de trabalho irem na frente, e então, fui pegar o elevador sozinho. Ele já estava lá.

    O rapaz estava como sempre, em frente à porta do elevador. Entrando no prédio e seguindo até àquelas portas de ferro, eu já podia ver aqueles cabelos pretos delicadamente penteados pro lado, aqueles ombros e costas largas cobertos por uma camisa social branca, quase sempre acompanhados de suspensórios e calças pretas. Ele era tão bonito.

    Como sempre, parei um pouco atrás dele e esperei que o elevador chegasse ao térreo. Quando entramos, eu apertei o botão do décimo primeiro andar e o outro, do décimo nono. 

    Incrível como ele sempre tem os mesmos hábitos. Adorável, eu diria. Eu sempre me mantenho ao lado da porta, de cabeça baixa, enquanto ele olha para o espelho tão, mas tão pensativo, que nem nota que eu estou o observando.

    Quando ele está de bom humor, cantarola baixinho músicas que eu sequer conheço, mas que soam tão bem na voz dele. Quando ele está cansado ou triste, ele fica olhando pro chão, completamente alheio à qualquer coisa. 

    Mas hoje, ele fez algo novo. Eu nunca vi ele fazer tal coisa, e preciso dizer que quase desmaiei ali mesmo, dentro daquele elevador. O rapaz bonito suspirou pesadamente e afrouxou a gravata. Sim, afrouxou a gravata.

    Céus, eu achei que fosse morrer com tamanha beleza. Não que eu nunca tivesse o achado atraente e sensual, longe disso. Sempre esteve claro pra mim o quanto aquele homem era sexy apenas respirando. Mas o simples ato de afrouxar a gravata fora mais do que suficiente para me fazer tremer as pernas e ser obrigado a jogar uma água fria no rosto depois que saí dali. 

    Quando saí do elevador, ele continuava olhando pro espelho, sem dar pela minha falta. Nada de novo sob o sol.

 

    Dia 28/09/2019

    Querido diário, hoje foi um dia muito triste pra mim.

    Hoje, enquanto estava no elevador com o rapaz bonito, notei uma marca arroxeada em seu pescoço, perto da barra da gola da camisa. A marca era pequena, e como hoje é segunda, imagino que isso tenha acontecido no final de semana.

    Pelo visto, o rapaz bonito do elevador tem alguém.

 

    Dia 05/10/2019
 

    Querido diário, o rapaz bonito do elevador tem aparecido cada vez menos. Imagino que ele esteja almoçando com alguém, em outro horário. Será que finalmente é hora de esquecê-lo?

    Eu nem cheguei a saber o nome dele, nem soube o que ele faz, pra qual empresa do prédio comercial ele trabalha.

    Acima de tudo, eu nem cheguei a falar com ele.

    Eu fui um covarde.

 

    Dia 22/10/2019

    Querido diário, o rapaz bonito do elevador nunca mais apareceu. É estúpido dizer que sinto saudades dele? É estúpido dizer que me sinto mal quando penso nisso?

 

    Dia 15/11/2019

    Querido diário, hoje o rapaz bonito do elevador apareceu, mas eu sinto que teria sido melhor se eu não tivesse visto ele assim. 

    Hoje ele estava esperando o elevador junto de um rapaz de cabeça raspada, menor do que ele. Ele estava extremamente cabisbaixo, e o outro rapaz o consolava. “Eu disse! Eu disse que não gostava dela. Você nunca me ouve.” Dizia o menor, e eu tenho quase certeza de que ouvi o rapaz bonito murmurar um “Me desculpe, hyung” ao outro.

    Quando estávamos entrando no elevador, o homem menor disse que havia esquecido de comprar o café que alguém havia pedido, e disse que o outro poderia subir sem ele. Só quando entramos e eu pude ver o rosto do outro no espelho, foi que eu pude ver que este chorava baixinho. 

    Obviamente, eu só podia deduzir que a causa do seu choro era a tal mulher que seu amigo havia dito. Suspirei triste por vê-lo assim. 

    Tirei do meu bolso um lenço que eu costumava deixar ali por precaução. Nada é capaz de preparar o ser-humano para o ar condicionado da BHE, nada. 

    Por mais que meu lenço fosse rosa e tivesse uma alpaca desenhada nele, eu engoli minha vergonha e estendi a mão para o outro. Toquei o ombro dele, e ao se virar, eu pude ver de perto o quão adoráveis eram seus olhos, que sempre pareciam tão sérios, tão bem desenhados e elegantes como os de uma raposa que caminhava de maneira imponente na floresta, mas que agora pareciam tão cheios de dor, tão tímidos e amedrontados quando os de um pequeno filhote de raposa que se escondia na neve. Mas tão, tão bonitos.

    “Obrigado”, ele me disse, aceitando o lenço e limpando suas lágrimas, ainda virado para mim. Ele tinha um nariz grande, porém proporcional, um queixo acentuado, sobrancelhas bem desenhadas, uma testa curta, maxilar marcado e lábios pequenos e finos na medida certa. Tudo no seu rosto era tão harmonioso e belo, e quando me dei conta, a porta já estava aberta no meu andar. 

    Saí rápido por ela, sem dar tempo algum para o outro me falar algo. 

 

    Dia 29/11/2019

    Talvez eu estivesse meio constrangido em pegar o elevador no mesmo horário que o rapaz bonito, uma vez em que eu larguei um lenço todo fofinho e infantil com ele, e ainda saí correndo ao invés de esperar que me dissesse algo.

    Porém, eu estava preocupado e com vontade de vê-lo, então segui minha rotina hoje, diferente dos outros dias dessa semana.

    Hoje ele não estava sozinho, estava ao lado de um rapaz um pouco mais alto que ele, e um que parecia ter uns dez centímetros a menos. O mais alto tinha os cabelos tingidos de castanho, usava óculos e era extremamente magro. O menor, por sua vez, tinha os cabelos tingidos de loiro, um corpo que parecia bastante definido por baixo da roupa e um conjunto de nariz e lábios bem grandes, que contrastavam com olhos pequenos. Ambos eram extremamente pálidos se comparados com o rapaz bonito do elevador.

    Quando me aproximei, notei que os três conversavam animadamente… Em inglês. Céus, eles falavam tão rápido e misturavam as palavras com tantos risos que meu pouco inglês, aprendido apenas na escola, não era suficiente para acompanhar. Principalmente o menor, que tinha um sotaque muito difícil de entender.

    Ao entrar no elevador, notei que a conversa diminuiu de volume, a fim de não incomodar o intruso, que no caso era eu.

    Fiquei muito contente em notar que o rapaz bonito não estava triste como antes. Inclusive, fiquei imensamente feliz ao notar o som da sua risada. Era adorável, mas bonito mesmo era o seu sorriso.

    Chega a me dar uma certa raiva, porque… Deus, como é possível um ser-humano tão perfeito? Seu sorriso era lindo, delicado, brilhante e harmonioso como tudo nele.

    Meu coração se aquece só de lembrar.

 

    Dia 15/12/2019

    Já fazia alguns dias que eu não via o rapaz bonito do elevador. Hoje, porém, enquanto eu almoçava sozinho na mesa do restaurante que eu mais gostava pelas redondezas do trabalho, ouvi uma voz me chamar. “Seokjin Sunbaenim!” Eu conhecia aquela voz levemente nasal e adorável. 

    “Lee Minho ah? É você?” À minha frente, segurando uma bandeja cheia de comida deliciosa e fumegante, estava o rapaz de estatura média, olhos enormes, lábios carnudos que formavam um pequeno biquinho, e um sorriso que se assemelhava ao de um coelho.

    “Há quanto tempo, Sunbaenim! Como vai?” Perguntou já se sentando à minha frente, sorrindo simpático.

    “Eu é que te pergunto. Nunca mais te vi. Saiu da BHE?” Sorri de volta, feliz em ver novamente o jovem rapaz, que trabalhou por longos meses em nosso escritório, alegrando a todos com seu sorriso adorável, que escondia uma personalidade tão perversa e piadista quanto a minha.

    “Sim, eu recebi uma proposta da JYPE. Nós ainda trabalhamos no mesmo prédio, mas agora eu estou no décimo nono andar.” Comentou bastante contente. Demorei longos segundos para processar a parte final, só então me dando conta.

    “Espera… Você disse décimo nono? A empresa do décimo nono andar é a JYPE?” Eu estava feliz com a informação. Agora eu sabia onde o rapaz bonito trabalhava.

    “É sim. Por quê?” Naquele momento eu enchi a boca de comida e desviei do assunto. Um tempo depois, Minho e eu voltamos ao prédio, e quando chegamos perto do elevador, encontramos o rapaz bonito. Nem tive tempo de me perguntar mentalmente se Minho o conhecia o rapaz, pois um segundo mais tarde ele já sorria e o reverenciava amigavelmente “Boa tarde, Sunbaenim!”

    “Oh, boa tarde!” O rapaz sorriu de volta e o reverenciou igualmente. Meu coração deu três voltas dentro do peito ao vê-lo sendo tão amável e sorridente, e ainda, conversando com alguém que eu conhecia. Quando entramos no elevador, eu rezava para que Minho falasse o nome dele, só pra eu saber qual era. Sempre estive tão curioso, e ainda assim, essa curiosidade não foi sanada hoje.

    “Tchau, Sunbaenim, diga “Olá” para os outros hyungs, por favor” O menor disse quando a porta se abriu no meu andar. Eu o reverenciei, sorrindo pequeno e sendo gentil. O que eu não esperava, é que não apenas Minho, como também o rapaz bonito sorriram para mim e me reverenciavam. 

    Foi muita sorte que as portas do elevador se fecharam antes que os dois pudessem ver minha cara vermelha. 

    É, foi um dia feliz.

 

    Dia 24/12/2019

    É natal, diário. Finalmente é natal.

    E esse, posso afirmar, foi o natal mais doido da minha vida. O mais diferente e inusitado dos últimos 27 anos, preciso dizer. 

    Teve festa na empresa.

    A BHE não costuma investir muito nesse tipo de coisa, afinal, chefe é bastante muquirana. Mas esse ano, enfim, ele chegou um dia no escritório e avisou que teríamos uma festa em nosso andar. 

    Eu saí de casa bem bonito, usando roupas pesadas, pois a neve estava densa e o frio impiedoso. Os cabelos castanhos combinavam com o tom rosado do meu casaco, e eu estava de bom humor depois do que havia acontecido com o rapaz bonito do elevador.

    Nós não pegamos mais o elevador juntos durante essa semana, e acredito que tenha sido porque estive muito ocupado com meus colegas, organizando a festa de natal e decorando o andar todo.

    Chegando lá, depois de todo o período de trabalho, nós pudemos desligar os computadores e montar a mesa cheia de comida e bebida. Me empanturrei com as mais deliciosas iguarias natalinas e bebi uma quantidade considerável de vinho e champanhe. Teve até karaokê, e meus seis amigos da empresa cantaram e beberam comigo, até bater onze horas da noite.

    Fui o primeiro a ir embora dentre os meus amigos. Mesmo assim, o escritório já estava com menos da metade das pessoas, e o prédio parecia deserto. Eu parecia o único a estar naquele prédio, sem contar os que estavam na festa. Mas, assim que as portas do elevador se abriram, o destino me provou o contrário. 

    O rapaz bonito do elevador estava no elevador. Parece óbvio, mas para mim não era. Lá estava ele, alto, bonito, vestindo as mesmas roupas da empresa que sempre veste, além de um casaco preto, tão pesado quanto o meu, e um gorro de papai noel com um par de orelhas de raposa saindo dele. 

    Pelo leve rubor de suas bochechas, a gravata completamente frouxa, o botão da camisa aberto e o ar descontraído, eu logo julguei que o andar dele estava tendo uma festa tal como a nossa. 

    Quando entrei no elevador, nenhum de nós dois teve coragem para sustentar um olhar, e, como sempre, cada um estava no seu canto. Mas preciso dizer que a energia do lugar estava diferente. Era como se quiséssemos conversar um com o outro, mas nenhum de nós fez menção disso. 

    O clima estava estranho, constrangedor, e, como se não pudesse piorar, o elevador quebrou. Sim, o elevador quebrou. CÉUS, O ELEVADOR QUEBROU! Comigo dentro, me deixando preso com o cara em que eu tinha o maior crush.

    Naquela hora, nós dois nos olhamos e apertamos os botões, e nada acontecia. Depois de poucos minutos já quase morrendo de constrangimento ali, o rapaz apertou o botão que servia como um interfone para a recepção. Mas obviamente, ninguém nos respondeu. O prédio estava vazio, tirando as nossas duas salas, que estavam fazendo uma festa. Talvez tivesse alguém ali para fechar o prédio depois de todo mundo sair, mas essa pessoa definitivamente não estava na recepção.

    “Com licença.” Ele disse, olhando apreensivo para mim. Prendi a respiração na mesma hora. “O seu celular tem sinal aqui?” Peguei o aparelho na mesma hora, acendendo a tela e me deparando com absolutamente nenhuma barra de sinal. E pior, o elevador já tinha descido o suficiente para que o sinal de wi-fi do meu andar não pegasse também. 

    “Não, pior que não tem nada.” Ele suspirou pesado e escorregou pela parede, se sentando no chão em minha frente. 

    “Se eu fosse você, eu me sentaria.” Sorriu sem graça, provavelmente tão desconfortável quanto eu. Assenti e me sentei em frente ao outro, espelhando suas posições. “Eu não estava mesmo com pressa de chegar em casa.” Riu, olhando para o chão. O sorriso dele era tão lindo, sua presença, apesar de intimidadora, era tão agradável.

    “É, eu também não.” Falei no mesmo tom, atraindo a atenção dele para mim. O rapaz esticou sua mão em minha direção, sorrindo pequeno, e conseguindo me abalar completamente apenas com seus olhos brilhantes.

    “Meu nome é Kang Younghyun. Qual o seu?” Depois de me recuperar do estupor, estiquei minha mão para apertar a dele. Kang Younghyun… Nunca imaginei tal nome. Acho que nem sequer fui capaz de imaginar um nome para ele, de tão irreal que sua presença me parecia.

    “E-Eu sou Kim Seokjin. Muito prazer.” A mão dele é tão macia, tão suave e tão grande. Apenas mais um detalhe pra eu adicionar à minha coleção de fantasia estúpidas sobre ele. 

    “Você é o rapaz que me deu o lenço quando me senti mal, não é?” Ele recolheu a mão e disse num tom gentil. Assenti, sem saber o que dizer, e ele aumentou o sorriso. “Nem tive a chance de agradecer direito. Muito obrigado. Eu estava me sentindo muito mal naquele dia.”

    “Eu vi. Imaginei que devia ter sido algo muito ruim, porque eu nunca te vi tão pra baixo.” Assim que falei, retraí o corpo. Não acreditei que tinha realmente dito uma coisa dessas. Eu sou bem estúpido, não sou? KKKK

     “Você já tinha me notado antes?” Perguntou, com uma feição surpresa estampada no rosto.

    “Hmm, s-sim...e-eu sempre te vejo no elevador” Eu me sentia bem idiota naquele momento, mas ainda assim, não era de todo desagradável estar ali com ele. Em nenhum momento o moreno havia feito uma expressão facial que demonstrasse desagrado com minhas palavras, ações, ou mesmo com a minha presença ali.

    “Eu também já tinha te visto várias vezes. Mas pra ser sincero, eu sou muito distraído, às vezes eu só te via quando estava saindo.” Ele brincava com a gravata, não parecendo nem um pouco nervoso, ao contrário de mim. “Você trabalha em qual empresa?”

    Nós conversamos por vários minutos, sobre várias coisas. Ele me contou que chorou porque a ex namorada havia traído ele, e que todos os seus amigos haviam o advertido sobre ela, mas seus conselhos não foram ouvidos.

    A tensão em mim foi embora rápido, e quando menos esperava, estava rindo e contando piadas ruins, fazendo Younghyun rir também. A risada dele é adorável, e tão alta quanto a minha. Ele demonstrava interesse às coisas que eu falava e tudo parecia tão bem, que me senti mal quando o elevador voltou a funcionar.

    O sorriso de nós dois murchou quando sentimos o tranco e as portas se abriram. Ele me deu passagem, e quando nós dois pisamos na calçada, o frio era rigoroso. Chamei um táxi, e antes mesmo que ele chegasse, eu espirrei e tremi de frio. Younghyun tirou um lenço do bolso e me deu.

    Para a minha surpresa, era o meu lenço. Sim, aquele que eu havia dado à ele quando precisou. “Eu o lavei. Está limpo e novo em folha. Obrigado.” Sorri com o ato adorável dele. “Eu estava com isso no bolso pra te devolver a semana toda, mas não te vi.”

    “Estávamos ocupados com a festa, almocei num horário diferente a semana toda.” Espirrei novamente, levando o lenço, ainda fechado, à boca. “Obrigado por guardar meu humilhante lenço rosa de alpacas.” Ri, um pouco constrangido e ele também riu baixinho.

    “Achei adorável.” Disse com um sorriso enorme no rosto “Se isso te faz sentir melhor, eu durmo usando uma samba canção estampada com raposinhas.” Ele coçou a nuca com um leve rubor nas bochechas.

    “Isso sim é adorável!” Sorri grande e o vi fazer o mesmo.

    “Jura? Todas as pessoas com quem me relacionei achavam que isso era ridículo” Eu ri alto do que ele disse. Pra mim parecia um absurdo alguém achar um detalhe tão fofo de alguém tão gentil algo ridículo. Talvez fosse só a minha cabeça indo longe e quase endeusando a figura daquele homem lindo usando só uma samba canção, mas parecia maravilhoso para mim.

    “Isso é realmente adorável, Younghyun-ssi.” Ele sorriu pra mim de um jeito ainda mais lindo que o habitual. Um silêncio levemente constrangedor apareceu entre nós, e meu coração acelerou. Preciso dizer que eu tremi na base. Afinal, quantos beijos já foram dados durante um silêncio constrangedor, durante um momento agradável? Eu realmente não reclamaria se ele me beijasse ali mesmo.

    “Seu táxi chegou.” Ele disse se afastando um pouco. Me senti bem idiota. O que custava me dar um beijo, poxa? Ele abriu a porta do carro para mim e me deixou um sorriso adorável. “Te vejo qualquer dia desses?” 

    “Hm, sim. Até qualquer dia.” Sorri amarelo, entrando no táxi. “Obrigado por hoje. Feliz natal” Eu disse me sentando confortavelmente dentro do veículo aquecido. Tentei não transparecer que queria mesmo era ter dado uns beijos nele. Pensei que eu era muito idiota por esquecer que ele era hétero e lá estava eu, nutrindo esperanças.

    “Feliz natal, Seokjin-ssi. Boa noite!” Ele fechou a porta do carro, e logo o veículo se mexeu, me levando em direção ao meu apartamento. Encostei a cabeça na janela e suspirei pesado, me sentindo tão bobo por nutrir sentimentos por alguém tão inalcançável.

    O lenço ainda estava na minha mão, e enquanto eu o apertava entre meus dedos, notei que havia algo diferente dentro dele. O que eu não esperava, é que havia um pedaço de papel dobrado, e que nele, havia uma mensagem.

 

        “Oi... Já faz tanto tempo que eu queria conversar com você.

        Eu adoraria se pudéssemos sair um dia desses…

        Esse é o meu número, se quiser me chamar pra tomar um café, não vou pensar duas vezes antes de aceitar.

        Xxxxx-xxxx      Abraços, Kang "Brian" Younghyun”

 

    É, diário, parece que eu tenho um encontro. O natal veio com um presente incrível esse ano…

 



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