História O rapto - Capítulo 4


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Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Caronte, Demeter, Dionísio, Eros (Cupid), Hades, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Íris, Leo Valdez, Niké (Nice), Percy Jackson, Perséfone, Poseidon, Zeus
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Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 4 - Capítulo 4 - O acordo


Eros coçou a nuca temeroso com o que sua mãe podia fazer consigo. 

-Eu atirei uma flecha do amor não correspondido, em um residente de Creta. -Tremeu com o olhar furioso que sua mãe lhe enviava. -Ou melhor que é o filho da cozinheira do castelo. 

-Por que você fez isso? -Exasperou se recompondo. 

-Para a rainha sofrer, por suas maldades. -Balbuciou. 

-E vai resolver alguma coisa você a privando do amor? -Apertou o maxilar.

-Acalme-se amor! -Falou apaziguador Hefesto. 

-Não me peça para obter calma. -voltou seu olhar para o filho. -Garoto maldita hora que lhe dei essas flechas, a aljava e o archote! Aonde por Caos estava com a cabeça? 

-Mãe, foi apenas com uma pessoa, isso não irá mais se repetir. 

-Mas claro que não vai, irei te retirar essas armas que deveriam ser utilizadas para conceder amor, não outra coisa. 

-Por favor, grande Afrodite não faça isso, tenha misericórdia de seu filho. -Se ajoelhou perante a mãe. -Hefesto interceda por mim. 

Como sempre o ingênuo coração de Hefesto foi atingido pelas vontades do garoto. 

-Afrodite, meu amor, ele é seu filho, e é apenas um garoto; não o prive disso. -Clamou junto a esposa. -Seu que teu coração de mãe irá se compadecer, foi só uma travessura para modificar a maldade da soberana Psiquê. -Contemplou a face angelical do filho, fitou as madeixas que ela mesma havia perfumado com néctar. 

-Esta bem, mas irá pagar por sua desobediência. 

Com palavras rudes assim falou Afrodite:

-No vigésimo aniversário daquela que tu filho da deusa do amor condenaste a sofrer sem ser correspondida por aquele que ama, irás vê-la com outros olhos; olhos lânguidos, a cercara,mas ela não sentira nada, apenas nojo, você chegara ao extremo a raptando, a terá em sua cama, porém não terá seu amor, ela tentará te matar com um punhal cravado em teu peito. -Essas foram as palavras dela, mesmo com o coração dilacerado amaldiçoou o filho. 

Com os olhos marejados ela mandou que ele se erguesse. 

-Levante-se! -Vá e cumpra o que estas pensando. 

Ele alçou voou e se foi trilhando tristonho as nuvens, no entanto faria de tudo para que a maldição de sua mãe fosse apenas um blefe, contudo ele não sabia que faltavam apenas dois dias para o aniversário da soberana. 

Afrodite se jogou nos braços de seu marido, quando viu o filho se distanciar. 

-Por que fez isso dyte? -Fez -lhe cafuné.

-Era necessário. - Abraçou com mais força. -Ele precisava saber que não deves fazer o contrário do que lhe fora incumbido. 

-Porém você pegou muito pesado com ele. -Beijou os cabelos de sua esposa. 

-Festo, eu sei, no entanto quem deveria puni-la era as parcas, e você sabe que elas poderiam fazer alguma coisa de ruim com meu menino e essa foi a única maneira de elas não mexerem com ele.

-Contudo, e se ela o matar? -Indagou lembrando de uma das partes da maldição. 

-Não, isso não irei deixar que aconteça Festo. -Soluçou.

-Não chore meu amor, tudo se resolverá. 

                   ***

Suas asas esbranquiçadas, que reduziam com o brilho do sol, voavam tristemente, a dor de ser amaldiçoado por sua própria mãe foi pior do que, uma lança enfiada no coração.  Ao longe viu um homem, de preto, que  continha uma aura carregada de morte, medo, e sofrimento, este corria pelos bosques atrás de uma ninfa que pretendia capturar e matá-la, assim acreditava Eros. 

Aquele era tanatos, filho da noite, personificação da morte, concebido sem auxílio de outro deus, e irmão de Hipnos o senhor do sono, tanatos era odiado pelos imortais,  e ele odiava os humanos e isso facilitava muito os planos de Eros. 

-Tanatos! -Brandou estridente descendo dos céus. 

-O que queres, é bom que seja importante, pois atrapalhou a minha caçada. -Semicerrou os olhos. 

-Sim é! -Gostaria de fazer um acordo contigo. -Foi direto ao ponto. 

-Eu não faço acordo com deuses do amor!-Desdenhou. 

-Nem se fosse para matar um humano? -Tanatos  pareceu interessado. 

-Onde você quer chegar? -Instigou para que este explicasse com minúcias. 

-Venho lhe pedir que mate Leo Valdez. 

-Por que um deus do amor vem me pedir isso? -Desconfiou. -Sua mãe sabe disso? 

-Por que eu quero que aquela rainha de fachada pague pelo que faz, e sim minha mãe sabe de algumas coisas. -Então... Temos um acordo? 

A morte pensou um pouco sobre aquilo, sim ele gostava de matar as pessoas e iria ser muito magnífico assassinar um inocente, sem ele mesmo levar a culpa sozinho. 

-Sim eu aceito, entretanto... -Foi interrompido por Eros. 

-Sabia que tinha um porém, o que desejas? -Indagou impaciente. 

-Uma de suas flechas? -Apontou para a aljava. 

-Por que você quer uma? Elas são sagradas. 

-Uma vida por uma flecha, ou você me dá ou não temos um acordo. 

Eros bufou, não poderia fazer isso, no entanto ele precisava fazer aquela rainha entrar em uma solidão e tristeza horrenda. 

-Esta bem. -Pegou uma flecha e deu a Tanatos.

-É bom fazer trato com você. -Sorriu maleficamente.

-Faz o que combinamos o mais rápido possível. 

                   ***

Em uma ilha cercada por mares e rochedos imensos que escondiam uma enorme casa, que era completamente detalhada em ouro maciço, o piso era do mais fino cristal, o teto havia imagens de uma de Eros atirando suas flechas nos deuses e deusas, os jardins eram envoltos de flores distintas, as árvores estavam carregadas de pomares. 

Eros invadiu, a janela de sua alcova, e pulou na cama que era coberta por um endredom de seda, com desenhos em âmbar,pôs sobre a cômoda de Turquesa com um azulado claro sua aljava e o arco, precisava descansar, o dia obtinha sido bem trabalhoso, porém não conseguiu pegar no sono, por conseguinte estava cogitando para que Tanatos detinha pedido em troca uma flecha sua, sendo que repugnava com todas as suas forças o amor incondicional, e era aquilo que estava contido naquele apetrecho. 

Eros espalmou a mão no outro travesseiro que estava a sua frente e o trouxe para junto de seu corpo, ele estava amedrontado em seu íntimo, e se as palavras rudes de sua mãe se cumprisse, era até abominável imaginar ele o bondoso, porém travesso deus apaixonado perdidamente por aquela mulher, se é que pode ser chamada de mulher, iria combinar mais como um monstro.

-Parece até uma piada de mal gosto, eu Eros caindo de amores por ela. -Debochou. 

Era insensato imaginar que Psiquê dividiria a cama com ele, e que ele iria a possuir como um consorte, isso era insignificante, ele a tendo nos braços, que blasfêmia. Todavia o que mais o apavorava era ter um punhal cravado, no peito, sim ele era um deu, no entanto uma coisa fincada em seu coração sem sombras de dúvida seria fatal. 

                   ***

Os empregados corriam de um lado para o outro tumultuando o castelo, eles precisariam ser velozes, porque faltavam apenas dois dias para o aniversário de sua soberana, e dois dias eram poucos para se organizar um banquete digno de uma rainha na flor da idade. 

-Mãe a soberana está aguardando o desjejum dela na sala de janta. -Pronunciou nervoso, pois sabia como era o humor dela quando alguém não era pontual.

-Esta aqui filho, leve rapidamente, antes que ela mande nos decapitar. -Falou com o rosto enrugado a senhora Valdez. 

Prontamente e com passos ligeiros, Leo levou o café da manhã de Psiquê. A mulher já continha o semblante impaciente, batia suas unhas bem feitas na madeira da mesa, contudo parou de rompante assim que viu Leo e um sorriso, se alargou em seus lábios. 

-Aqui estava seu café majestade! Minha mãe mandou suas sinceras desculpas pelo atraso, é que a correria está grande com os preparativos para o seu aniversário. 

Psiquê pensou um pouco sobre o grande festejo, não poderia acreditar que estava novamente de idade nova, a cada dia envelhecia mais e isso a agoniava, não queria ficar com o rosto todo enrugado, parecendo uma velha, amava sua juventude, e queria parar o tempo para continuar com ela intacta. 

-Senhora...

-Sim? 

-Esta bem? -Perguntou por educação.

-Sim! 

-Diga a sua mãe, que não obteve problema o atraso. -Sorriu. 

Leo arqueou a sobrancelha copiosamente incrédulo. Ela não estava bem de sua sanidade, quando ele poderia imaginar que ela mudaria tanto deixando relevar o atraso isso iminente de sua comida. 

-Com sua licença! -Virou-se para se retirar. 

Ela gesticulou assentindo e lá ele se foi, deixando uma majestade suspirando de amores entanto ingeria o líquido fervente de café.

-O que ela disse? -Indagou vendo a face pensativa do filho. 

-Nada, apenas disse que a senhora não se preocupa - se com a demora que obteve. 

- Estranho. 

-Também achei; ela estava mais sorridente, eu nunca a vi sorrir. 

-Eu já vi, no entanto ela era criança, uma muito feliz por sinal. 

Entanto a senhora Valdez contava com detalhes ricos de minúcias, a soberana se saboreava com seu delicioso café da manhã.

                      ***

Eros revirava-se continuamente de um lado para o outro na cama, tendo o que os humanos chamam de pesadelo. Ele estava suando muito.

-Não!-esbravejou ofegante colocando a mão no peito. 

Atormentado outra vez, sonhou que Psiquê cravava uma adaga em seu peito enquanto ele dormia, foi horrível para ele, pois no sonho fora morto pela mulher que supostamente estava apaixonado. 

Continua...









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