História O Reencontro da Clara com a Gema - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku)
Tags Deku Seme, Dekukiri, Kirishima Uke
Visualizações 177
Palavras 4.194
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Uma one-shot bem simples e fofinha de alguém que a algum tempo atravessou aquela grande porta rosa-choque que fica depois do arco-íris e conheceu as maravilhas do lado fujoshi da vida.

Essa fic está sendo lançada com o oferecimento de: "Minha mãe mandou" e "Congregação Deku Seme" (#entranogrupo)

Sem lemon porque nóis não sabe fazer isso direito ainda.

Gostaria de deixar bem claro que esta fic não está participando do desafio do mês. Eu tinha feito ela antes do desafio sair, por conta de um comentário que eu vi no grupo, e como o tema acabou ficando vago, mãezinha lari disse que era pra eu postar.

Sem mais, espero que gostem. ^-^

Capítulo 1 - Capítulo Único


Era a véspera de natal, as aulas das universidades haviam encerrado há alguns dias e quase todo mundo estava de folga do trabalho. Quase todo mundo, porque ainda haviam estabelecimentos que mantinham-se em pleno funcionamento na data, que em muitos casos era uma das com maior fluxo de clientes, e nesse caso os funcionários não tinham outra opção que não, acatar as ordens do patrão.

Esse era o caso de Midoriya Izuku, naquele dia o jovem de cabelos esverdeados e olhos esmeraldinos não fora liberado do serviço no restaurante onde trabalhava e agora estava correndo contra o vento congelante para chegar num dado local antes do fechamento, isso ou seus planos de meses seriam adiados até sabe-se lá quando no ano que vem.

Depois daquela parada iria direto para o apartamento do namorado, afim de passar a data com ele. Estava morrendo de saudades do outro, as últimas semanas haviam sido muito corridas para ambos, e isso os manteve um tanto afastados.

Queria ter pego algum doce do restaurante para Eijiro, como fizera muitas vezes, sabia o quanto ele amava as guloseimas de lá, mas se fizesse isso naquele dia, seu chefe arrancaria o seu couro para comer malpassado e com vinho tinto. Com os olhos do falcão sobre si, e com todo o movimento daquele dia, pode apenas fazer seu trabalho o mais apressada e eficientemente possível, e só parou na hora de sair.

Ahh! Queria mesmo ter trago um belo doce para ele. Bem, talvez pudesse cozinhar algo pra ele.

Enfim, naquela noite o amigo loiro de seu namorado não estaria em casa pois iria passar o natal com os pais, e o sardento planejara passar a data com o seu ruivo.

Contudo, apesar de ter saído um pouco mais cedo do trabalho afim de pegar um certo pacote que tinha pedido, o trânsito não colaborara consigo, então além de correr até a loja da amiga antes que fechasse, correra um bom pedaço até conseguir pegar um táxi e ainda assim chegara à casa do ruivo um tanto depois do esperado.

Entrou no prédio e logo sentiu a mudança de temperatura, estava realmente frio lá fora, e mesmo se limpando, quando chegou ao andar do ruivo, viu que ainda havia neve no casaco.

Logo que o namorado abriu a porta para si, percebeu que ele parecia um tanto chateado.

— O que foi, aconteceu alguma coisa?

— Não é nada, só o dia que foi um porre.

Eles entraram e sardento sentou no sofá em frente ao ruivo que mantinha a expressão triste.

— Amor, fala pra mim, o que aconteceu pra você ficar desse jeito.

— Não é nada, Izuku. É só bobagem minha. – Não queria perturbar o esverdeado com aquilo, ele tinha os próprios problemas pra lidar, e pelo que já vira sabia que eram bem mais sérios que os seus, se sentia até ridículo quando comparava as realidades.

— Ei, olha pra mim. Eijiro, eu sei que se fosse bobagem você não estaria assim. Se está desse jeito é porque é importante pra você, e se é importante pra você é importante pra mim. Eu não vou menosprezar os seus problemas, então conta pra mim, vai. Eu não aguento te ver assim.

— Arh! Tô nervoso com o teste daquele projeto que eu me inscrevi, a avaliação de entrada foi horrível, tenho quase certeza de que caguei a prova toda. Com certeza minha nota não vai dar pra ser aprovado, mas era pra sair até ontem e não saiu, aparentemente adiaram por problemas no sistema, e eu tô ficando doido com isso.

— Vem, cá. Relaxa, tá. – Dizia com carinho, o abraçando no sofá e fazendo carinhos leves na pele e nos cabelos. – Eu tenho certeza de que você vai passar, vai dar tudo certo, você vai ver.

— E como pode ter certeza disso?

— Eu sei o quanto você queria entrar pra esse projeto e o quanto se dedicou estudando pra a prova de admissão, e sei também que quando você quer mesmo uma coisa, mesmo que ela seja impossível, você vai de cabeça, se esforça e consegue. Essa é uma das coisas que eu admiro em você, e por isso eu acredito em você.

— Hm, pois não devia. Ah, e pra completar o Bakugou simplesmente foi embora sem me avisar que não tinha feito as compras que eu pedi, aí eu cheguei aqui supertarde e encontrei um bilhete escrito “não deu, foi mal” em cima da minha lista de compras na porta da geladeira. E agora eu tento ligar pra ele e ele não atende.

O sardento tentou animá-lo e como aparentemente não havia nada para a ceia já que o loiro saíra e o ruivo sequer tivera tempo de comprar nada, decidiu cozinharia alguma coisa, bastava usar o que tinham.

— E que tal se eu fizer um jantar bem gostoso pra você, hein neném? E de sobremesa um bolo bem fofinho, isso te faria melhor? — Sabia que o ruivo amava seus doces.

— Hm... sim.

E então o sardento levantou e foi até a cozinha com o ruivo em seu encalço.

— Ok, vamos ver o que temos aqui e... Nossa! – Foi abrir a geladeira e fora água e umas garrafas de energético, tinha meio pacote de café instantâneo, uma margarina quase acabando, umas folhas de alface e ovos, muitos ovos.

— Isso é culpa do Bakugou! Ele viu em algum lugar que ovo era bom pra o aumento da massa muscular e agora só compra isso! Eu não aguento mais comer ovo cozido, daqui a pouco vou virar uma galinha de tanto comer ovo.

— Hahahaha...! Mas amor, você sabe que o certo é a galinha pôr os ovos e não comê-los.

— Aff! Não começa, você me entendeu. – Disse com a cara emburrada, sua geladeira era uma frustração tão grande quanto suas notas.

— Certo, mas se acalma. Eu nem olhei os armários ainda!

— Mas eu sim. Arroz e açúcar pra o café, nada além disso, até o sal dessa casa acabou. Graças à dieta maluca do Bakugou nossa ceia vai ser gemada, arroz de ovo cozido e café.

— Ei, não fica assim...— Disse se aproximando do ruivo e desmanchando aquele biquinho com beijos.

— Ahh! Desculpa, o fim de ano está sendo um tanto complicado. – Disse se abraçando a ele e deitando a cabeça em seu ombro.

— Tudo bem, amor, eu entendo.

O ruivo fechou os olhos e ficou ali sentindo o cheiro do namorado enquanto ele lhe fazia um cafuné bem perto da nuca e envolvia seu tronco num abraço com a outra mão. Izuku sabia lhe acalmar e amava isso nele.

Desde quando Midoriya conheceu o ruivo, este morava com o amigo, ambos estudavam educação física então dividiam um pequeno apartamento nos arredores da universidade. O sardento, por outro lado, cursava um dos últimos períodos de gastronomia numa instituição um pouco mais distante, e recentemente, após terminar o curso e arrumar um emprego, tinha trocado de apartamento, escolhendo um maior e um tanto mais próximo dali. Os rapazes viviam em mundos bem distintos um do outro, então foi uma loucura se encontrarem e jamais pensariam que se apaixonariam daquele jeito.

Para Kirishima foi tudo uma completa surpresa. Quer dizer, é até normal você transar com o barman gato que você conheceu na balada, mas se depois disso o seu ex-namorado babaca começa uma briga com o cara e faz ele perder o emprego por quebrar o nariz de um cliente, e você passa a fugir dele até que se reencontram num beco atrás do restaurante onde ele trabalha, com você completamente bêbado e vomitando nos pés dele, fica difícil pensar que vocês podem ter algo um dia.

Só que também era quase impossível pensar que uma pessoa que se ferrou tanto por sua causa ia cuidar de si da forma que o sardento cuidou naquela noite.

Depois de tudo acabaram se aproximando e quando perceberam seus encontros ocasionais tinham virado encontros habituais, a preocupação e os cuidados haviam evoluído, sabiam mais coisas um do outro do que imaginavam e todos os amigos já achavam que eram namorados, logo, assumirem o relacionamento que só eles ainda não haviam percebido que tinham, foi apenas natural.

Gostavam demais um do outro para serem meramente amigos coloridos, e ali na cozinha, envolvido pelos braços dele, isso era claro como água.

— Está mais calmo?

— Sim, obrigado.  Mas viu? Nem dá pra preparar nada, só tem ovo nessa casa.

— Ei, eu disse que te faria um bolo e vou fazer.

— Trouxe farinha de trigo e leite do trabalho por acaso?

— Não.

— Então como pretende fazer um bolo?

— Eu tenho uma ideia e sei que você vai gostar. Confia em mim?

— Quero só ver.

— E vai. – Disse dando lhe um último beijo antes de se soltarem por completo.

O sardento deixou os ovos que usaria em cima da bancada, oito ao todo, depois pegou também o açúcar, duas tigelas de plástico e uma pequena panela antiaderente. Por fim foi pegar sua bolsa, onde guardava os seus instrumentos de trabalho.

Sempre ficava encantado quando ele abria a aquela bolsa marrom, tinha vários compartimentos e um monte de utensílios que não sabia nem pra que serviam, mas que as mãos dele manuseavam com maestria.

— Amor, pega pra mim aquela forma retangular que vocês têm pra a gente assar esse bolo? – Pediu o sardento.

— Deixa eu pegar. – Foi caçar a forma no armário baixo, enquanto o sardento separava o que ia usar.

O ruivo pegou a tal forma, deixou sobre a bancada e ficou observando o sardento por um tempo, ele estava tão concentrado que chegava a ser fofo, murmurava como se fizesse um check-list mental, sempre fazia isso. Ele tinha um foco impressionante quando queria, como se esquecesse de todo o resto, e sua expressão séria quando isso acontecia era tão sexy. Também amava aquele jeito sério e concentrado que ele tinha quando cozinhava, o futuro Chef Midoriya.

— O que foi? – Perguntou ao notar o olhar do ruivo.

— Nada. Só estou te olhando. – Disse

O sardento corou um pouco e desviou o olhar, buscando se ocupar com outra coisa. Então ele ligou o forno deixando a temperatura em 160° graus.

— Vai me dizer o que estamos fazendo?

— Certo, o doce se chama “brazo de mercedes” é uma sobremesa filipina muito muito comum e ainda assim incrivelmente conceituada. O nome, que significa "braço de Nossa Senhora da Misericórdia". A origem da sobremesa vem dos dias em que as Filipinas ainda eram uma colônia espanhola, é também por conta dos colonizadores que grande parte desses bolos, no estilo rocambole, são conhecidos lá por “brazo”. – Disse começando a quebrar os ovos e separando as claras das gemas.

— Nessa receita você vai separá-las? Então só vai usar as claras? Ou só as gemas?

— Não. As duas vão ser usadas só que em partes diferentes do bolo, então primeiro a gente separa, mas depois elas se reencontram pra formar o doce, você vai ver.

— Humm...

— Enfim, conta a história que os filipinos desenvolveram um gosto por sobremesas à base de gema de ovo, em parte por necessidade. – Disse pegando o fouet e começando a bater as claras em neve. – Desculpe, comecei a falar de história desse jeito outra vez. – Disse ao notar que estava falando demais.

— Tudo bem, sabe que eu gosto de te ouvir. – De fato gostava de ouvi-lo, logo cedo descobriu que o sardento gostava de saber mais sobre os pratos que preparava, a tradição, o lugar, a cultura, medicina, química, lendas, de tudo um pouco. Então cada prato vinha acompanhado de uma história e quando ele se empolgava cozinhando para si sempre contava todas elas.

Sabia que no trabalho ou com outras pessoas ele não fazia isso, pois já o haviam repreendido e caçoado dele por esse jeito, então ficava feliz de vê-lo se soltar assim consigo, e as histórias eram realmente boas. Faziam sentir como se através de cada prato pudesse conhecer um cantinho do mundo, e essa era outra coisa que amava e admirava no sardento.

— Continua, a história tava interessante. – Pediu.

Bem, enquanto os colonizadores espanhóis construíam igrejas em toda a nova colônia, preparavam uma espécie de argamassa, para “amarrar” os tijolos. E ovos brancos eram utilizados nessa argamassa e no cimento, ou acabamento de gesso. Isso porque a albumina na clara de ovo age como um aglutinante resistente que mantém igrejas centenárias intactas até hoje, conservando a maioria de seus detalhes.

— Uau! Ovo faz isso?

— Ah, a clara de ovo já foi usada pra muita coisa. Sabe, na idade média, clara de ovo e vinagre eram usados pelas mulheres para aveludar a pele, na verdade a própria clara de ovo crua e sem mistura podia ser usada como um impermeabilizante para a pele, também ajudando a esconder as rugas. E alguns lugares, ainda hoje, tem pessoas que afirmam que ela pode ser usada no tratamento de queimaduras, mesmo as graves. – As claras chegaram ao ponto de neve e foi acrescentando o açúcar aos poucos formando um merengue, e para completar pôs umas poucas gotas de essência de baunilha, um dos frasquinhos que sempre levava consigo.

— Nossa! E isso é real?

— A parte histórica sim. O lance das queimaduras, bem, eu nunca testei.

— E nem vai precisar, eu espero.

— Hahaha... Enfim, no processo de construção dessas igrejas, sobraram milhões de gemas e as mulheres filipinas que viam todos os dias estas gemas de ovos sendo jogadas no rio decidiram criar receitas para fazer uso das gemas e assim elas não serem desperdiçadas. E assim, o principal ingrediente do recheio do Brazo de Mercedes são as gemas dos próprios ovos que se usou para fazer a massa, uma receita com estrutura, com poucos ingredientes e em que não se perde nada.

Estando pronto o merengue, passou a untar a forma com margarina, pegou o rolo de papel manteiga que tinha e tirou uma boa quantidade para cobrir a forma, depois untou também o papel manteiga. Tendo terminado, despejou o merengue na forma, espalhando o uniformemente por toda ela.

— Agora vamos pôr no forno e... pronto. Agora a segunda parte.

— Quer dizer as gemas.

— Isso. – Disse pegando a panela antiaderente, pondo nela uma xicara de chá de água e pouco mais de uma e meia de açúcar. — Vamos mexer em fogo brando até estar em ponto de fio.

A calda de açúcar logo alcançou o ponto e o sardento peneirou as gemas e colocou elas peneiradas lá dentro, passando a mexê-las com o fouet.

— Quer me ajudar? – Perguntou ao ruivo.

— Eu posso?

— Claro, vem cá. – Kirishima chegou perto e o sardento lhe entregou a luva de cozinha. – O cabo do fouet costuma esquentar bastante, então tem que usar a luva.

— Entendi. – Disse já pondo a luva e pegando o objeto, começando a mexer a calda.

— Do jeito que está agora, acho que vai levar uns oito minutos pra alcançar o ponto que queremos, então eu vou marcar oito minutos no celular e deixar aqui de lado pra despertar.

— Certo. – Respondeu.

— Você mexe assim. – Se colocou atrás do ruivo e guiou sua mão nos primeiros movimentos.

Kirishima rapidamente ruborizou, aquela proximidade estava fazendo mal para o seu coração, e aquela posição também não era a mais segura para si.

— Isso, agora é só bater na mesma direção e manter o ritmo pra não embolar. – Sussurrou bem perto de seu ouvido, e as mãos escorregaram pelos seus braços de leve causando um arrepio.

As mãos dele desceram para a sua cintura apertando de leve e colando o quadril ás suas nádegas, sabia que ele estava lhe provocando, e até tentou se controlar, mas quando sentiu ele cheirar o seu pescoço e roçar os lábios ali, não foi capaz de conter um suspiro pesado.

— Izuku... para de me provocar. – Pronunciou com a voz falhando no tom.

— Eu estou te provocando? – Questionou rouco contra o seu pescoço, beijando a pele logo em seguida, e só com aquilo o ruivo já estava ficando duro.

— Hmm... está. – Respondeu junto com um novo suspiro, sentindo as mãos grandes descerem para suas coxas numa massagem firme.

— Hm... Será que estou? – A voz rouca foi liberada na borda da sua orelha, que logo foi mordida enquanto as mãos dele lhe apertaram mais forte, o puxando para si e fazendo seu traseiro empinar e roçar com força na intimide dele.

— Ah-ann... hmm...

— Você não pode parar de mexer, amor. – Disse o sardento subindo uma das mãos por dentro da camiseta do ruivo e passeando com os dedos pelos gominhos daquele abdômen incrivelmente definido enquanto mantinha o atrito contra a sua bunda gostosa.

— Hm... Hmm!... Ah! Porra! – As exclamações vieram quando ele alcançou seu mamilo e ao passo que os dedos lhe apertaram a boca chupou forte o seu pescoço, e a outra mão apertou sua virilha o fazendo se contorcer nos braços do sardento.

— Se não continuar mexendo vai estragar a receita. – Disse entrando com as mãos na calça do ruivo e o estimulando ainda mais, enquanto não deixava de se esfregar em si ou de chupar seu pescoço.

— Ah, hmm...hm-hmmm... Droga! Aha...ahnn... a-assim não vale... hmm...

O despertador do celular finalmente tocou e o sardento largou de si, desligando o fogo.

— É, acho que está pronto. Agora é só esperar a massa e... Humm-hmm! – Antes que terminasse a frase o beijo afoito do outro o interrompeu.

Izuku tinha esse dom de deixá-lo aceso em poucos minutos, tanto odiava quanto amava isso nele.

As mãos puxavam com intensidade os fios verdes da nuca alheia, aprofundando o beijo, o tornando algo cada vez mais fora de controle. Sentia as batidas do coração acelerando ainda mais, retumbando como trovões em seu peito. O sardento tinha começado uma tempestade dentro de si, e agora só ele poderia acalmá-la.

— Ahh! Eijiro... – Suspirou sentindo ele apertar seu membro por cima da calça, o sardento tinha brincado com fogo, sabia disso.

— Isso é sua culpa... hmm... é sua obrigação resolver.

Mal terminou de dizer e o outro já o prensou contra a bancada, atacando sua boca sem piedade, e rapidamente usou os braços para subir e sentar no móvel, abrindo as pernas e permitindo que o sardento se encaixasse entre elas.

O ruivo se sentia queimar e a situação apenas ficava cada vez mais quente, sabia do que precisava pra apagar aquele fogo, precisava dele, da pele quente e cheia de sardas colada na sua, dos sons nada pudicos que nasciam em suas bocas e no choque dos corpos, daquela ousadia que ele ganhava entre quatro paredes que o fazia ir ao limite oscilando entre inferno e paraíso, precisava dele por inteiro, precisava dele dentro de si, pra apagar aquele incêndio que ele próprio tinha iniciado em si.

— Me leva pra a cama. – Disse contra os lábios já vermelhos e inchados do sardento.

— Eijirou, a massa tem um tempo de cozimento de no máximo vinte minutos, já passaram onze.

— Então é melhor não perdermos tempo. – Terminou já o arrastando dali direto para o quarto de onde, mesmo com a porta fechada, os sons do sexo escapavam ecoando pelos demais cômodos do apartamento.

O despertador tocou umas duas vezes e o sardento saiu do quarto como uma bala, trajando nada além de uma bela cueca box preta. Com sorte e muito esforço, no caminho para o quarto o sardento ainda conseguiu pôr o despertador para tocar quando desse a hora de tirar o bolo.

Desligou o forno e o abriu, quase esquecia as luvas, mas lembrou delas no último instante, colocando-as e retirando a forma do forno.

Pegou o açúcar que tinha batido no liquidificador com a maisena e polvilhou generosamente sobre a massa. Procurou uma toalha fofa e a estendeu sobre o balcão, virando sobre ela o bolo e cuidadosamente retirando o papel-manteiga.

Nesse momento o ruivo saiu do quarto, agora vestindo a camisa azul de botões do namorado, ela e apenas ela, deixando as pernas torneadas à mostra. Tentando arrumar um pouco os cabelos desgrenhados, caminhou até a bancada da cozinha e sentou-se num dos bancos.

Enquanto isso o cozinheiro, pegando a panela com a calda de gemas doces, foi despejando a mesma sobre a massa no pano e espalhando levemente para ficar do jeito que queria.

— Pronto, duas irmãs antes separadas, porém agora novamente reunidas... – começou a falar ocupando-se de ir lentamente enrolando a massa com o pano para formar o rocambole. – E Voilá! Aqui está... o reencontro da clara com a gema. – Disse por fim, pondo a sobremesa numa bandeja e polvilhando um pouco mais do açúcar por cima.

— Quer dizer que já tá pronto?

— Está sim, pronto e quentinho, saído do forno. Quer provar?

— Eu posso?

— Claro, é todo seu.

O sardento tirou uma bela fatia do doce e serviu ao ruivo que encarou a sobremesa por um tempo antes de dar a primeira garfada. Mas só bastou a primeira garfada para que se apaixonasse pelo doce. Assim que pôs na boca o sabor e a textura o capturaram por inteiro.

— Hum! Izuku, isso é muito bom! É como uma nuvem que dissolve na boca e no meio tem o creme com uma textura diferente que é tipo um sol docinho.

— Que bom que gostou.

— Gostei e muito! Quando acabar esse, vou querer mais um pedaço.

— Aqui. – Pôs café numa xicara e a estendeu para o ruivo. – Cafezinho pra acompanhar.

— Obrigado. Hmm! Deus, isso é muito bom!

Agora o sardento encarava o ruivo, as covinhas das bochechas mostravam o quanto gostava da comida. E Céus, como ele era lindo! Mesmo com os cabelos bagunçados, vestindo sua camisa e com os lábios melados de açúcar ele ainda era a coisa mais linda e sexy que já tinha visto.

Enquanto o ruivo comia animadamente o seu doce o sardento foi até o quarto e pegou no bolso da calça a caixinha. Respirando fundo a abriu, revelando por conteúdo um belo anel de ouro com uma linha de prata numa das bordas que dava destaque à peça e se estendia por toda a parte interna, onde haviam dois nomes gravados.

Fechando a caixinha novamente, voltou até a cozinha e ficou do outro lado da bancada em frente ao ruivo que ainda se entretinha com a comida.

— Sabe... aqui essa sobremesa é muito conhecida como travesseiro de noiva.

— Hehehe... Que nome sugestivo. – Disse pondo mais uma colherada na boca.

Não esperava fazer o pedido daquele jeito, mas quão oportuna não foi a situação. E sendo assim, partindo uma fatia generosa do bolo, encaixou o anel sobre a mesma e serviu novamente o ruivo, que ainda levou algum tempo para percebê-lo.

— Izuku...isso...?

— Eijiro, eu...a minha vida nunca teve tanto sabor quanto nesse tempo em que estivemos juntos, você é o sal que dá gosto, e as vezes o cítrico que mexe com os sentidos, você tem seus momentos de azedo e até seus dias de amargo, mas mesmo com eles eu não consigo perder a vontade de te provar todos os dias.

Você também é refrescante, o mundo pode estar acabando, mas basta um sorriso seu e Puff! Estou bem de novo, como se fosse mágica. Além disso, você também sabe muito bem quando e como ser apimentado, do tipo que mesmo queimando vicia, e você sabe disso... mas acima de tudo você é doce, sem tirar nem pôr, doce na medida certa, um doce único e diferente de tudo o que eu já provei.

E foi nos seus lábios doces que eu descobri meu sabor favorito, porque passasse o tempo que passasse eu só consegui me apaixonar mais por eles, pelos beijos, os sorrisos, os biquinhos e todo o resto. E quando eu vi, já amava o dono deles. Eu não planejava me apaixonar tanto por você, mas eu tenho plena consciência de que essa... foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.

O anel não representa o meu amor por você, porque isso eu vou querer mostrar diretamente, todos os dias, pelo resto da minha vida.

O anel é a proposta, que inclui dividir o quarto, a cama, e um pouco da sua vida comigo. Mas se se você disser que sim, eu prometo te acordar todos os dias com um beijo, prometo que o café sempre vai ser do seu jeito, prometo te amar a qualquer hora do dia, e juro que mesmo quando estiver no trabalho eu vou tentar te ligar aquelas duas vezes que você me pediu. Prometo que quando estiver triste, doente, ou quando a noite apenas estiver muito fria, vou preparar o seu chocolate quente favorito e te acolher nos meus braços em frente à Tv debaixo de um grosso cobertor, e cuidar de você até você dormir, e quando dormir vou te manter nos meus braços, porque prometi a mim mesmo que depois que te pegasse não soltaria mais.

Eijiro, casa comigo?

— Sim! Sim! Sim, porra, é claro que sim!  – Respondia eufórico, atravessando para o outro lado da bancada para beijar o seu noivo, seu futuro marido.

O outro já esperava por ele, e num choque abrupto o recebeu, recebeu com os braços, com os lábios e principalmente com o coração, pois esse último era quem mais esperava.

Contra o peito o sentia bater acelerado, mas já não estava sozinho, pois o do outro o acompanhava e juntos criavam um ritmo novo, a música deles que de agora em diante soaria todos os dias.

 

 

 

 


Notas Finais


Pessoas, eu sei que não ficou lá essas coisas, mas tenho que dizer que amei fazer isso ♥u♥

Então, como eu disse, o tema "O reencontro da clara com a gema" veio de um dos comentários do grupo "Congregação Deku Seme" no facebook, e também foi um dos temas do desafio do mês.

E o grupo tá muito legal, além de todas as artes e fics de Deku Seme "O God dos gods gregos" que são divulgadas lá, você ainda encontra vários plots legais pra desenvolver, sem contar os desafios mensais como esse que mencionei, em que os temas são sorteados, mas claro, só participa quem quiser.

Ah! E se você até sentiu vontade, mas acha que pode não conseguir por ter dificuldade pra desenvolver um plot ou tema, ou mesmo pra fazer uma capa ou escrever melhor, não é motivo pra se preocupar. Temos pessoas dispostas a ajudar com qualquer uma dessas coisas, então basta falar e vai aparecer alguém pra te dar aquela forcinha. Eu mesma estou à disposição por lá. ^-^

Então entra no grupo gente!

LINK dessa Religião: https://www.facebook.com/groups/2091273167822154/

Pronto pastora @LariValk , missão cumprida!

Só relembrando: Esta fic não está participando do desafio do mês. NÃO ESTÁ! Ou seja, os comentários aqui não contam para o desafio, ok? Ok.

É isso gente. o/


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