História O Regresso. - Capítulo 13


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 381
Palavras 3.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey :v
Olha só quem resolveu aparecer e.e
Estive ocupada com a semana de provas e consequentemente a semana de recuperação ;-;

Sorry pela demora >.<

Já cheguei aqui muito contente pelos 88 favoritos e 50 comentários, é muito satisfatório ♥

• Esta fanfic é escrita por Sherry, também postada no Nyah Fanfiction, em andamento.

Boa leitura :D

Capítulo 13 - XII


:. Haruno Sakura .: 

                                             ... dias atuais ... 

 

O clima entre o novo time de escolta estava péssimo, e apesar de Sasuke manter sua expressão neutra, era óbvio que ele estava absolutamente aborrecido, pois seus ombros encontravam-se tão rígidos, e sua postura era tão ereta, que era impossível algum ser humano estar tranquilo e relaxado com esta linguagem corporal.

Sakura olhava para Ume como se ela tivesse duas cabeças, e quando direcionava o olhar para o moreno, não conseguia manter por mais de dois segundos, pois sentia-se culpada em se intrometer em algo que ele claramente não queria que ela se envolvesse; Ela não queria decepciona-lo, entretanto, não podia mais ignorar toda situação.

— Certo, podemos sair do vestiário pacificamente, ou vocês vão tentar se matar com olhares como fizeram há dois minutos atrás? — Sakura perguntou, com uma sincera preocupação na voz.

Sasuke crispou os lábios levemente, e não se moveu do lugar. Ele continuava parado dentro do vestiário feminino, olhando para as duas mulheres a sua frente, como se não fosse estranho um homem estar ali dentro.

— Eu vou na frente. — Ume anunciou,  e saiu do vestiário, passando ao lado de Sasuke como se ele não estivesse fuzilando-a. 

A rosada e o Uchiha ficaram sozinhos no vestiário apenas por meio segundo, pois logo uma civil colocou a cara para dentro, querendo adentrar no recinto, contudo, ela foi severamente repelida pelo olhar por cima do ombro, que Sasuke lhe direcionou.

— Sasuke-kun. — a rosada sussurrou, em um tom de perplexidade.

— Sakura. — ele repetiu, com sarcasmo.

— Vamos sair daqui, por favor. Estamos atrapalhando os civis. — ela praticamente murmurou, desviando o olhar, sem ter coragem de se mover na direção da porta de saída, afinal, Sasuke estava bem na frente da mesma.

Ela pode ouvir ele estalar a língua nos dentes levemente, e levantou os olhos curiosa. Ele parecia querer falar alguma coisa.

— Você, me irrita demais. — ele falou, fazendo a rosada encara-lo — Por que quer tanto se envolver com a Takeru? Por que não pode me ouvir pelo menos uma vez? — ele perguntou, falando baixo, as palavras saindo por entre os dentes.

— Sasuke-kun, não me trate como uma criança. Não peça que eu te obedeça como se fosse uma desmiolada. — ela respondeu de forma amena, porém firme — Eu o amo muito, e não escondo isso, mas não tente me repelir desta forma. Não coloque pessoas aleatórias entre nós. — completou, em um sussurro delicado.

Ele desviou os olhos dela para o chão, e para parede três vezes, antes de focaliza-la. Estavam a uma distância de três passos, e mesmo assim, parecia haver um oceano separando-os. Era angustiante para a Haruno, sentia-se sufocada com o tanto de sentimento que havia dentro de si; Era muito em comparação com o que Sasuke parecia ser disposto a receber.

— Meu interesse por outras pessoas é tão grande quanto um grão de poeira. — ele respondeu, como se estivesse falando algo absurdamente óbvio.

Sakura escancarou a boca. Aquilo era uma espécie de declaração de algo? 

Ela se aproximou dele, sentindo-se um tanto quanto confusa; Estava magoada e um pouco enraivecida era verdade, mas também estava emocionada e se desmanchando de vontade de abraça-lo. Ele estava visivelmente constrangido, pois olhava para o lado, como quando Sakura o elogiava quando tinham doze anos.

— Eu já falei que faço qualquer coisa por você, Sasuke-kun, só preciso que você confie em mim. — ela sussurrou, ficando a meio passo dele.

Em tão pouca distância, ela podia ver o leve tom de rosa pálido que coloria as maçãs do rosto do Uchiha, vendo isso, ela sorriu, sentindo seus olhos encherem de lágrimas. Seu querido e amado Sasuke estava ali, ele sempre estivera. O garotinho tímido e com dificuldades de expressar afeto, continuava guardado em algum lugar, dentro do coração do poderoso e perigoso veterano de guerra.

— Não se envolva nisso Sakura. — ele pediu, em um singelo sussurro.

Foi um pedido muito delicado, quase como se estivesse implorando. Ela tocou o rosto do seu amado com carinho, tentando tranquiliza-lo, pois ele estava vulnerável e exposto, e ela não gostava de vê-lo desconfortável.

— Eu quero estar com você em todos os momentos, você precisa entender, que não está mais sozinho. — ela murmurou, e suspirou — Você já aceitou o Naruto, o Kakashi-sensei, e até mesmo a vila... Por que não pode me aceitar? — ela perguntou, franzindo as sobrancelhas delicadas.

O moreno que até então, olhava pra todo o lugar menos para ela, resolveu encara-la, e Sakura sentiu seus joelhos virarem gelatina com os olhos dele tão perto de si, lhe dando tanta atenção. 

Ele segurou a mão dela que estava em seu rosto, e fechou o olhos sentindo seu toque; Sakura podia ouvir seus próprios batimentos cardíacos tamanha emoção. Ele estava não apenas tocando-a, mas retribuindo o gesto de carinho.

Muito deliberadamente, ele tirou a mão da rosada do seu rosto, e segurou-a, a mão pequena da kunoichi ficou quase toda encoberta por sua mão grande e ligeiramente áspera, e então, com a outra mão, a mão do braço recém implantado, ele tocou a testa dela com o indicador e o dedo médio, fazendo uma leve pressão. A Haruno piscou sentindo seu rosto queimar e suas pernas amolecerem ao ponto de tremer, então, de repente ela estava na sala do Hokage.

Sakura demorou um pouco para entender que Sasuke havia tocado em sua testa para compartilhar alguma lembrança consigo, e quando o fez, conseguiu concentrar-se o suficiente para entender a mensagem:
 

“ — Quero explicações para entender o que se passa, e parar de tentar adivinhar. — confessou, cruzando as mãos em cima da mesa.

Ambos se encararam com seriedade. Nenhum dos dois vacilou no olhar.

— Ela conheceu Itachi, e teve convívio com ele. — contou, resignado.

Os olhos de Kakashi tomaram um brilho intenso e logo se suavizou. Ele suspirou, e relaxou as costas na cadeira.

— É pessoal para você. — o mais velho comentou, e Sasuke assentiu levemente — Por um instante pensei que estava pensando em deixar nossa querida Sakura-chan de lado, para formar vínculos novos com a Kunoichi misteriosa de Kiri. — completou, com um certo humor na voz.

Sasuke ficou ainda mais desconfortável, e trincou o maxilar. Por que diabos estavam todos agindo como se ele fosse um tarado? Era ridículo. Nunca haveria a menor chance de Sasuke preferir, desejar, ou se interessar por qualquer outra pessoa que fosse. Seu coração já estava preenchido com o que era necessário para suprir suas necessidades emocionais no momento, um irmão como Naruto, uma figura chata porém confiável como Kakashi, colegas que não o tratavam como um traste, como Hinata, Ino, Sai, Chouji, Shikamaru, e até mesmo o atual Kazekage Gaara, e a ex Hokage Tsunade, e é claro, seu inferno pessoal e perigo emocional Sakura, a garota que não tinha receio, medo ou constrangimento de demonstrar e dizer como o amava... Apesar de tudo, ainda tendo todas essas pessoas ao seu lado, especialmente Sakura com seu amor e devoção irrevogáveis, como era sequer capaz que alguém imaginasse que Sasuke estaria interessado em qualquer outros laços de amizade ou de romance? Era irracional.

— Não seja estúpido. — foi a resposta do Uchiha.

Kakashi arqueou as sobrancelhas levemente, parecendo estar contendo o riso, e assentiu.

— Se é assim, deveria deixar que Sakura-chan soubesse dos seus sentimentos. — o Hokage pressionou, inclinando-se levemente para frente em sua cadeira.

Sasuke quase bufou, e estalou a língua nos dentes. É claro que Sakura sabe, não precisa ficar falando coisas óbvias. 

— Você não sai por aí dizendo que a chuva é molhada. — Sasuke respondeu, com azedume.

Kakashi soltou uma risada rápida e sincera, fazendo o moreno desviar o olhar para o lado. Que assunto terrível. Preferia lutar com Kaguya eternamente do que ficar tendo aquele papinho constrangedor e desnecessário com seu ex-sensei.

— Desculpe-me Sasuke, não queria lhe ofender. — o mais velho retratou-se — Apenas pense nos outros... Talvez isso tudo que você guarda tão bem guardado dentro do seu coração, não esteja assim tão claro para ela, ou pras outras pessoas. — aconselhou.

— Posso me retirar? — o moreno perguntou, entre dentes. “

No segundo seguinte, Sakura piscou, e o Uchiha já não estava mais a sua frente, ele encontrava-se de costas para si, saindo pela porta do vestiário.

A rosada queria correr e abraça-lo, sentir o calor de sua pele e a textura de seu cabelo, entretanto vivenciar aquela lembrança de Sasuke, com toda a perspectiva e sentimentos do moreno, era extremamente desnorteador. Estava assimilando a quantidade de sentimentos e sensações que Sasuke era capaz de sentir em apenas ouvir seu nome. Era como se estivessem em sintonia, pois sentia-se da mesma forma que ele, entretanto, não conseguia guardar tantos sentimentos para si. 

— Ele... — ela murmurou consigo mesma, tocando sua testa onde ele havia tocado anteriormente — Me ama desse jeito... — completou, sentindo a lágrima quente descer por sua bochecha. 

— Você não vem? — ouviu ele chamar, do lado de fora do vestiário.

— Vou sim. — ela respondeu, sentindo um sorriso enorme formar-se no rosto.



x-x-x-x

 

Sakura cuidou de dar atenção aos ferimentos cicatrizados de Ume, e não perguntou mais nada, pelo menos por enquanto, depois checou o braço de Sasuke, e fez uma leve seção de fisioterapia, estimulando a passagem de chakra desde o ombro até a mão; Tudo parecia bem, já estava bem mais tarde e as termas estavam quase totalmente vazias, então, sugeriu que passassem um tempo nas águas quentes. Sasuke vetou essa possibilidade e preferiu ficar do lado de fora da água, em um canto afastado, enquanto revirava pergaminhos que a rosada sequer sabia que ele carregava consigo.

Tinha uma área reservada para homens e uma para mulheres, mas também havia uma área unissex, e como Sakura não queria dividir a equipe, preferiu que ficassem na área unissex. Chojuro juntou-se a elas nas águas termais, mas não ficou próximo, ele manteve a maior distância que pode das kunoichis, ficando mais próximo de Sasuke, que estava fora da água, do que delas. 

— Ume-san, sabe que Konoha tem tecnologia o suficiente para lhe devolver o que foi perdido. — a rosada começou o assunto, referindo-se aos dedos da kunoichi.

Ume pendeu a cabeça para o lado levemente, e assentiu, sem demonstrar nenhum tipo de expressão; Sakura não sabia se ela havia cogitado a possibilidade ou não, mas ficou satisfeita em saber que ela havia ouvido.

Estavam de frente uma para outra, com uma distância de dez centímetros. Ume, assim como Sakura, estava com a toalha enrolada no corpo, e imersa até a altura dos seios, entretanto ela não colocou toalha alguma nos cabelos, e os fios ficaram colando em sua testa fazendo uma sombra em seus olhos.

— Espero que eu não tenha causado problemas para vocês. — a kunoichi de Kiri falou de repente, em um tom tão baixo que a rosada quase não ouve.

— Ah, não se preocupe com isso. — ela respondeu de imediato, de forma discreta, para não chamar atenção de Sasuke — Nossa missão é leva-la de volta para sua vila, em segurança. Depois disso, todos podemos conversar  — garantiu, tranquila — Ou não conversar nada. — completou, encolhendo-se levemente em baixo da água quente e relaxante.

Sakura olhou de lado para Sasuke, observando-o tirar pergaminhos  e mais pergaminhos de dentro de selos. Ele parecia muito concentrado no que estava fazendo, mas a rosada sabia que ele poderia muito bem estar ouvindo-as.

— Sou muito grata a Konoha. — Ume falou em um sussurro suave, sem virar o rosto para Sakura — Então, o que eu puder fazer para colaborar, com qualquer coisa que seja, o farei. —  completou, fazendo a rosada desviar a atenção para si.

— Obrigada. — A Haruno agradeceu, sincera.

Agora que sabia que Ume havia sido amante de Itachi, e que Sasuke havia dado de presente aquela lembrança para acalma-la, podia notar como havia sido boba em sentir ciúmes do Uchiha. Era tão óbvio que eles dois não compartilhavam nada romântico entre si, que chegava a ser bizarro imaginar isso.

— Não se sinta culpada por ter tirado conclusões sobre Sasuke-san e eu. — Ume falou de repente, fazendo a rosada se assustar levemente — O amor nos deixa um pouco descontrolados. — ela falou um pouco mais alto, olhando diretamente para Sasuke.

Chojuro fechou os olhos e se afundou totalmente na água, com certeza ele havia ouvido, e Sasuke, apenas fingiu que não havia ouvido nada e continuou em sua leitura.

— Você lê mentes também? — Sakura perguntou, um pouco ríspida.

Fora pega de surpresa e exposta. Estava constrangida e perplexa.

— Leio auras emocionais. — Ume respondeu, com seriedade.

— Oh. — a rosada arquejou absorvendo a informação.

— Não faço de forma proposital. Simplesmente tenho essa habilidade e não consigo “desativa-la”. — Takeru explicou, suspirando levemente no final.

Sakura ponderou sobre. Isso explicava porque ela raramente conversava olhando para as pessoas com a qual estava falando, deveria ser muito desconfortável você saber exatamente o que alguém está sentindo quando fala consigo. Parecia muito desagradável e um pouco perturbador, você estar constantemente vendo o estado de espírito emocional das pessoas. Não parecia ser algo agradável ou pacifico. 

— Você disse que é uma habilidade, então não é uma kekkei genkai certo? Nunca ouvi falar de nada do tipo. — a rosada comentou, agora receptiva por sua curiosidade.

— Não, não é. Era uma habilidade comum entre os monges do templo, e eles a passava para todas as crianças que viviam nas dependências do monastério. — contou, de forma casual — A maioria de nós aprendeu sem problemas, porque o ambiente era propício. Não fomos criados para viver em sociedade, nossa existência era para a exclusiva devoção e evolução espiritual. — contou, ficando ligeiramente rígida. Sakura ponderou novamente. Ler áureas... Parecia algo muito específico apenas para pessoas que queriam elevar seus espíritos a evolução e luz.

Sakura não falou nada sobre sua observação mental, contudo, Ume a olhou pelo canto dos olhos e lançou um olhar afirmativo, como se ela estivesse concordando com a ideia de desconfiança de Sakura. Então, realmente havia um motivo para qual os monges aprendiam a ler auras... Sakura começou a refletir sobre e ficou em silêncio por um tempo. A leitura de aura é quase como uma forma de detectar chakra, é uma maneira de antecipar se o adversário está com intenções levianas ou dúbias... Então, porque monges pacifistas precisariam saber sobre as intenções de terceiros? Sakura estava com esse questionamento na ponta da língua, mas podia entender que Ume não queria falar sobre isso, pelo menos não no momento. Muito provavelmente por causa de Sasuke.

Mesmo que Sakura ainda não estivesse informada especificamente do motivo pelo qual Sasuke queria tanto mante-la longe de Ume, agora ela começava a entender que existia um motivo por trás disso, um motivo perigoso que o preocupava. Definitivamente o interesse de Sasuke em Ume não era romântico, mas também não era apenas porque ela conhecera Itachi, ele sabia do motivo pelo qual ela fora atacada, e isso estava intimamente ligado com o templo que fora massacrado, disso tinha certeza.




x-x-x-x
 

Saíram de manhã cedo para voltar ao caminho de Kirigakure. Agora, o clima entre a equipe já não estava mais tenso, e o silêncio pairava entre todos de forma tranquila e suave, de forma que Sakura vez ou outra falava algo ameno, e ganhava respostas curtas, porém interessadas dos outros três.

A tarde chegou e o sol já estava a pino, entretanto a brisa marinha trazia um frescor incomum a Sakura. Já não estavam mais no País do Fogo, e encontravam-se no litoral do País das Fontes Termais.

— Capitã. — Chojuro chamou-a, com o mapa nas mãos — Vê, aqui é onde estamos agora. — apontou, mostrando a exata localização — Poderíamos ter feito este caminho aqui, indo andando até o País da Floresta, mas demoraria mais, porque gastaríamos muito mais tempo andando. Então, vamos pegar um barco há cerca de dois quilômetros a frente, e vamos poder chegar mais rápido em Kiri. — explicou por fim.

— Claro, por barco é mais rápido do que andando. — Sakura assentiu.

— É um adianto de seis horas. — Sasuke falou, sem precisar espiar o mapa.

Seu tempo de peregrinação deve ter sido o suficiente para ele ter memorizado o mapa de cabeça.

— Mas mesmo assim, só vamos chegar em Kiri amanhã de manhã. — Chojuro contou, observando a reação da rosada.

Metade de um dia e uma noite em um barco, não parecia muito confortável, mas não seria a situação mais estressante de sua vida.

— Vamos em frente então. — ela falou com naturalidade.

Caminharam por mais uma hora, até que chegaram em um píer velho e com uma carcaça de barco atracada.

Sakura que não sabia de nada, apenas esperou pelos planos de Chojuro, entretanto o shinobi olhou ao redor alarmado e sacou sua espada, no mesmo segundo que Sasuke e Ume sacaram suas respectivas espadas.

Sakura não sabia oque estava acontecendo, mas adotou uma postura ofensiva.

— Destruíram o barco que faria nosso transporte de volta. — Chojuro contou, com uma seriedade mórbida.

— Tinha alguém a bordo, nos esperando? — Sakura perguntou, vasculhando com os olhos, o ambiente praiano com perícia.

— O capitão do barco. — Chojuro contou, com amargura.

— Estão nos provocando. — Ume sibilou.

Sakura pode ver Sasuke assentir positivamente de forma sutil. Quem estava os provocando? Os homens que atacaram Ume previamente? Mas como eles sabiam dos passos deles?

— Sasuke-kun, você presencia alguma assinatura de chackra por aqui? — a rosada perguntou, em um fio de voz.

 — Nada. — ele respondeu de imediato — Quem fez isso, já foi embora há algumas horas. Vê como muitas partes do barco já foram levadas pela água? — completou.

— Isso indica que houve mudança na altura na maré. — Ume prosseguiu a linha de raciocínio.

— Então, isso aconteceu há cerca de 12 horas atrás. — Sakura determinou.

— Atacaram no meio da madrugada, e sabiam exatamente quando estaríamos todos longe daqui. Foi um ataque premeditado, em ponto cego. — Chojuro terminou a observação.

Estavam os quatro parados no meio da areia macia da praia, com a brisa do mar trazendo um frescor, que agora já não era mais tão agradável. 

Sakura apertou os olhos contra o sol, vendo uma gaivota voar ao longe enquanto relaxava a postura ao saber que não havia inimigo a vista.

— Vamos vasculhar os destroços do barco. — a rosada falou, fadigada com a ideia de encontrar o cadáver do capitão do barco.

Quando deu o primeiro passo para ir até o barco, Sasuke passou para o seu lado, ficando a uma distancia mínima. Ela sentiu-se ligeiramente acalentada pela postura protetora dele; Por mais que esse não fosse o cenário que imaginava quando pensava em passar um tempo na praia com seu Uchiha.


Notas Finais


Gente só um aviso: Como eu sempre avisei, a fic também é postada lá no Nyah pela sua autora, que se chama Sherry. Lá a história está com seus 13 capítulos postados e como podem ver, chegamos a mesma numeração. Não sei informar quando haverá atualização, só posso dizer que vai demorar, e peço a paciência de vocês. A autora está passando por problemas, então é compreensível. De coração eu desejo que logo mais eu possa atualizar aqui, enfim, espero a compreensão de todos.

Até ♥


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