História O Regresso. - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 365
Palavras 3.973
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey!

Era pra eu ter postado ontem, mas não deu. Mas cá estou eu com mais um capítulo, bem fofo por sinal :v

~ 60 favoritos ♥

• Esta história é escrita por Sherry. Sendo também postada no Nyah Fanfiction (Em andamento).

Boa leitura :D

Capítulo 9 - VIII


:     Haruno Sakura     :.

                                ... dias atuais ...

   O jantar terminou de uma forma meio estranha. Kakashi praticamente colocou Naruto e Sakura para fora, deixando Sasuke e Ume lá; É claro que eles dois ficariam lá, pois dormiriam ali, sobre a tutela do Hokage, entretanto fora estranho e inquietante para a Haruno  ir embora com a imagem de Ume e Sasuke, lado a lado na porta de saída; Ambos sérios e sóbrios, apesar de Ume parecer sempre mais solene que o Uchiha, eles continuavam com aquele tom estranhamente complementar… Como se partilhassem de algo que não era do conhecimento de mais ninguém, como se fossem cúmplices de alguma coisa íntima. O pensamento a fez ter um calafrio demorado, e Naruto, ao seu lado, percebeu o arrepio da amiga.

— Sakura-chan… — o loiro chamou, olhando-a pelo canto do olho — Você vai mandar bem! Como sempre. — ele afirmou, oferecendo um sorriso amigável.

— É. — ela assentiu, dando um sorriso rápido sorriso amarelo — Obrigada Naruto. — completou, desviando os olhos do amigo.

Caminharam pelas ruas da vila lentamente, por mais alguns segundos; Apesar de ser tarde, a rua estava movimentada e eles eram cumprimentados a torto e a direito; Agora que Naruto havia se casado o assédio a ele havia diminuído, mas Sakura continuava sendo cortejada regularmente por alguns homens; É óbvio que na presença do Uzumaki, esses homens não a abordavam, mas ainda direcionavam alguns olhares. 

Sakura sempre fingiu que não estava entendendo, ou quando o assédio era muito inconveniente, ela ignorava total e completamente, mas agora, que sentia-se tão frágil com a presença de Ume ao lado de Sasuke, o flerte dos outros homens massageava um pouco seu ego, fazendo-a sentir-se menos inferiorizada e fragilizada; É claro que não admitiria isso a ninguém, e não se via de forma alguma desistindo do seu amado, mas não podia negar a sensação a si mesma.

— Sabe, eu não estava falando da missão. — Naruto tornou a falar, sem desviar os olhos do caminho a sua frente.

— Hã? — ela respondeu, sendo pega de surpresa pelas palavras do outro.

— Você fica preocupada com a Ume-chan, né, mas vai ficar tudo bem. — ele afirmou, em um tom casual — Você tira essa de letra Sakura-chan, até porque, ninguém que queira sobreviver pra ver o próximo dia, tentaria tirar nada de você. — completou, falando mais baixo.

Sakura riu-se. Naruto tentando dar apoio emocional era muito acolhedor, mas também era meio trágico, afinal ele afirmou disfarçadamente que nenhuma mulher que a conhecesse, ousaria algo com Sasuke, por ter medo de levar uma surra dela.

O amadurecimento dele desde que começou a dividir a vida com Hinata, era notável, ele passou a ser mais perceptivo emocionalmente, mesmo que ainda tivesse aquela estranha característica de tocar em assuntos delicados, de forma que os fizessem parecer completamente casuais; Naruto ainda era seu amigo enérgico e meio pateta, que passava segurança para as pessoas da forma mais incomum do mundo. 

— Qual a graça? — ele perguntou, fazendo uma espécie de bico curioso, enquanto a olhava em sua caminhada tranquila.

— Você bancando o guru amoroso, me lembra de quando estávamos na academia. — ela confessou, em meia verdade.

— Hmm.…— ele refletiu — Tá dizendo que to mandando mal no meu apoio moral? — ele perguntou, ligeiramente alarmado.

— To dizendo que, de certa forma, é nostálgico. — ela suspirou, e parou, na esquina que dividia a rua de sua casa com a casa de Naruto.

Ele parou junto com ela, e ficaram em baixo de um poste de luz, e ela tornou a falar, desta vez olhando-o nos olhos.

— Você esteve aqui por mim quando Sasuke-kun era distante na época da academia, esteve aqui quando ele partiu, e continua, ainda agora. — piscou pensativa — Quero dizer, as coisas mudaram, mas… Seguem o mesmo padrão de familiaridade. —contou. O loiro sorriu, entendendo o sentimento de nostalgia da amiga, e assentiu.

— É, as coisas mudaram, mas nem tanto assim. — ele garantiu, passando toda confiança que ela precisava, em um sorriso caloroso, juntamente com um olhar de compreensão.


(...)

 

Acordou de manhã cedo para o plantão no hospital, pensando que devido a missão de última hora, talvez a prótese de Sasuke fosse demorar mais do que havia planejado. Resolveu que iria deixar a responsabilidade médica do dia nas mãos de Shizune, e tentar adiantar os preparativos para o transplante de Sasuke o mais rápido possível, tendo em vista que o representante da Mizukage chegaria pela noite, e que partiriam todos na outra manhã, até o País da Água.

Tomou um banho frio, e arrumou-se como o de costume, antes de tomar uma xícara de chá e seguir para o hospital; A conversa da noite passada com Naruto havia realmente surtido um efeito positivo em si. A fez pensar em tudo que passou com Sasuke, em sua infância, e em como eles tinham um vínculo muito mais profundo que qualquer outra coisa. 

Com pensamentos positivos, seguiu para sua sala particular, e foi tentar adiantar o máximo possível dos preparativos.

O tempo passou rápido, e quando percebeu, já era hora do almoço. Resolveu pular essa parte, e continuar nos seus esforços… Iria conseguir, já havia deixado a equipe cirúrgica que a auxiliaria de sobre aviso, e agora só faltava terminar os testes das células do Shodaime para adapta-las a anatomia de Sasuke, e tudo estaria preparado para a cirurgia…

— Sakura.…— a voz de Ino chamou, batendo na porta, do lado de fora.

— Tô ocupada. — a rosada respondeu, ainda concentrada no que fazia.

— Vamos almoçar! Koshiro-san disse que paga nosso almoço. — a loira continuou, adentrando na sala com animação — Você sabe, ele recebeu uma promoção e quer comemorar com a gente. — completou, agitando as mãos. 

Ela estava radiante e animada para a interação social no trabalho, entretanto Sakura não compartilhava desse mesmo sentimento; A rosada apenas continuou a olhar no microscópio com atenção, e agiu como se não houvesse ninguém ali. 

A Yamanaka bufou, e colocou a mão nos quadris esperando receber atenção, mas não funcionou. Então, derrotada, a loira se aproximou da bancada de serviço da amiga e observou o prontuário extenso e cheio de anotações feitas a mão, a letra obviamente era de Sakura, apenas ela em todo o hospital havia tocado em Sasuke, ninguém tinha interesse ou ousava cuidar dos assuntos do Uchiha. 

O nome dele estava destacado no alto da folha, e logo em baixo havia o nome da melhor equipe cirúrgica, e a médica cirurgiã responsável era obviamente a própria Sakura. Ela havia assinado todos os termos de responsabilidade sozinha, mais ninguém da equipe pareceu disposto a querer se arriscar em nada, apesar de terem aceitado participar do transplante do Uchiha; E Ino tinha certeza, que seus colegas de trabalho apenas aceitaram participar, por Sakura, pois nenhum deles levava Sasuke realmente em consideração. Isso era meio irônico,  porque os profissionais do hospital quase se estapearam para participar da cirurgia de Naruto. 

— Entendi. — a loira murmurou consigo mesmo, resignada — De qualquer forma, vou guardar alguma coisa pra você comer mais tarde. — completou, recolocando a prancheta de papéis na bancada.

— Obrigada. — a rosada respondeu, parecendo distante demais. Sem ter mais nada a fazer ali, Ino se afastou da amiga, e saiu da sala. 

Alguns poucos minutos depois, bateram na porta novamente. E apesar da batida ter sido suave, fez com que a Haruno se assustasse, e ela acabou deixando uma lanceta escapulir de suas mãos; Não havia sido apenas o susto em si, mas também estava com as mãos um pouco trêmulas pela falta do almoço. 

— Ino não quero saber do Koshiro ou do almoço dele, vaza daqui. — Sakura respondeu frustrada. 

Esperou a amiga entrar para começarem uma típica discussão, daquelas que só as duas poderiam ser capazes de começar, e nada aconteceu. Bateram na porta novamente, desta vez mais suavemente. 

Convencida de que se tratava de sua amiga sendo insuportavelmente chata, Sakura resolveu praguejar alto o suficiente para que ela ouvisse do lado de fora; Não teria uma reação tão espontânea assim com mais ninguém, apenas com Ino e Naruto, pois sabia que eles eram seus amigos e a conheciam de verdade. Era uma espécie de intimidade estranha

— Sakura? — aquela, definitivamente, não era a voz de Ino.

Sasuke passou pela porta sutilmente, e a fechou atrás de si, parando quase colado a parede. E toda estrutura da rosada tremeu; Céus, havia dado uma patada nele, sem querer, que vergonha.

 — Sasuke-kun! — ela respondeu, levemente esbaforida — Desculpa a bagunça, e a deselegância.. Eu não esperava te receber aqui hoje. — confessou, tentando controlar-se. 

Ele ergueu uma sobrancelha para ela, e a rosada notou que ele havia trocado de roupas. Usava algo parecido com que usava antes, entretanto as roupas eram visivelmente novas; A calça azul escura, as sandálias, e a camiseta de manga comprida preta; A faixa azul nos cabelos, ainda estava presente, e ela quase suspirou ao notar como ele poderia ficar ainda mais lindo com um adereço tão comum. 

— Não foi minha intenção causar desconforto. — ele respondeu, com os ombros murchando levemente, tão levemente que apenas ela seria capaz de notar — Nos vemos quando você estiver disponível. — completou, virando-se para a porta.

— Não Sasuke-kun, espera. — ela respondeu de imediato, fazendo-o parar com a mão na maçaneta.

Ele a olhou por cima do ombro, com o olho escuro, e seus cabelos dançaram sobre sua testa lançando uma sombra sutil em sua pele; Sakura sentiu suas mãos tremerem, mas dessa vez, tinha certeza de que não era por falta de alimento. 

— Eu estou disponível, pra você. — ela conseguiu verbalizar seus pensamentos, sentindo-se ousada por proferir aquelas palavras em um tom tão íntimo.

Imediatamente o moreno largou a maçaneta da porta e virou-se para ela, assentindo levemente com a cabeça, sem olhar em seu rosto. Deuses, ele estava ficando constrangido, tinha certeza! 

— Então, Sasuke-kun, a que devo essa surpresa adorável? — ela falou, oferecendo um sorriso de acalento, para que ele soubesse que não havia necessidade de se sentir desconfortável ou constrangido em sua presença. 

— Você me convidou para almoçar ontem. — ele falou, levantando os olhos para ela, com uma firmeza inquestionável.

— Sim, convidei. — ela afirmou, encorajando-o, com um sorriso doce. 

Ele desviou os olhos rapidamente para o lado, e tomou o ar sutilmente, assumindo uma postura pra lá de tensa. A rosada mordeu o lábio, e sabendo que aquela situação estava desconfortável para ele, resolveu tomar as rédeas.

— Vamos agora? — ele perguntou, antes que ela pudesse dizer algo.

Bom, ele havia perguntado, entretanto o tom autoritário e decidido que acabara de usar para falar, parecia mais com uma afirmação do que com uma pergunta de fato. Aquilo pegou a rosada de surpresa, deixando-a ligeiramente boquiaberta, enquanto olhava-o. Ele a encarou de volta, e não pestanejou, olhou-a seriamente sustentando o olhar no dela. Ela sentiu os joelhos fraquejarem, e então virou-se para seus materiais na bancada, constrangida.

— Ah, claro, vamos almoçar juntos agora. — ela afirmou, ainda um pouco perplexa, tentando arrumar tudo de forma que conseguisse seguir facilmente a linha de raciocínio e organização depois de voltasse — Me dê só um minuto para organizar essa bagunça, tudo bem? — perguntou, olhando-o por cima do ombros rapidamente.

Ela se surpreendeu ao vê-lo mais próximo do que esperava; Estava quase em suas costas, olhando para a bancada cheia de parafernálias de pesquisa laboratorial. Ela sentiu-se desconcentrada e confusa com a proximidade, mas foi forte e seguiu fingindo como se nada estivesse acontecendo.

— No que está trabalhando? — ele perguntou, observando-a atentamente, guardar alguns componentes, e organizar outros em fileiras.

— Adiantando os preparativos para sua cirurgia. — ela contou, em um tom satisfeito, olhando-o pelo canto do olho. Ele crispou os lábios levemente, parecendo insatisfeito com a resposta. 

— Por isso não foi almoçar com sua amiga… — ele murmurou, em um tom amargo e levemente contrariado. 

— Ah, não foi nada. — ela sorriu amarelo pegando a prancheta para destacar onde havia parado. 

Sasuke continuou observando os aparelhos da bancada, com um visível interesse, enquanto Sakura terminava suas anotações olhando-o discretamente; Era incrível como ele não se cansava de ser inteligente, e sempre que aparecia algo novo, era capaz de aprender ou de ter genuíno interesse sobre. A sua própria maneira, Sasuke era curioso, e a curiosidade é a chave que destranca todas as portas. 

— Se importa se eu ler? — ele perguntou, apontando para a prancheta que ela havia acabado de colocar de lado.

— De jeito nenhum, fica a vontade. — ela respondeu amigável, e feliz com o interesse dele em aprender — Mas não vamos ficar por muito tempo, vou só guardar essas coisinhas aqui. — completou.

Ele assentiu e pegou a prancheta, sentando-se em uma cadeira que ficava quase atrás da porta. A rosada terminou de organizar tudo em poucos minutos, e então retirou seu jaleco, quando iria chamar Sasuke para sair, sua porta foi aberta por ninguém menos que Koshiro; Ele não se fez de rogado e saiu colocando a cara pra dentro da sala, com um sorriso enorme, e rapidamente os olhos de Sasuke saíram dos papeis discretamente e foram diretamente para o homem na porta, que não podia vê-lo, por estar naquela cadeira quase atrás da porta. 

— Sakura-san. — ele cumprimentou animado — Você está saindo para o almoço agora? — perguntou, observando que ela estava sem o jaleco — Estamos todos te esperando no refeitório, vamos comemorar minha promoção! — contou, adentrando um pouco mais na sala.

Sakura sorriu amarelo, e tentou não olhar para Sasuke. Ela sabia que ele estava prestando atenção na conversa, apesar de parecer estar concentrado em sua leitura.

— Parabéns pela promoção, Koshiro-san. — ela falou, fazendo uma mesura de congratulação formal — Mas, infelizmente não vou poder me juntar a vocês hoje. Sinto muito. — ela completou, educada, tentando manter as relações do trabalho agradáveis.

— A Yamanaka-san me disse que você estava ocupada, mas pensei que talvez… — ele respirou fundo — Talvez eu pudesse te persuadir a me acompanhar. — completou, assumindo uma postura mais séria.

Sakura mordeu o lábio, e segurou seu cotovelo esquerdo com a mão direita, desviando os olhos para o lado. Que situação embaraçosa, pelos deuses. Queria se enfiar em um buraco. Koshiro queria mesmo flertar consigo, e insistir em leva-la para uma comemoração, justamente quando Sasuke estava bem ali, sentado, esperando-a para saírem juntos? Era surreal. 

— Eu já tenho planos, Koshiro-san, vou almoçar com o Sasuke-kun hoje. — ela falou por fim, olhando para onde Sasuke estava sentado, afim de mostra-lo para seu colega de trabalho.

Pelo local que o Uchiha encontrava-se sentado, era compreensível que Koshiro ainda não o tivesse visto, pois ele estava de costas para o Uchiha, e além do mais, Koshiro era apenas Enfermeiro, não havia desenvolvido nenhuma habilidade ninja extra, além de controle de chakra, necessário para aplicar na profissão. 

Sasuke levantou os olhos da prancheta preguiçosamente, e olhou para o enfermeiro, acenando com a cabeça levemente em um cumprimento silencioso e discreto. 

Koshiro travou e empalideceu tanto, que parecia que o fluxo sanguíneo de seu rosto havia sido cortado; Ele olhou para Sakura, e para Sasuke novamente com os olhos arregalados e piscou diversas vezes, parecendo estar prestes a cair duro.

Então, fingindo estar totalmente alheio ao visível desconforto ( para não dizer medo)  de Koshiro, o Uchiha levantou-se, fazendo o enfermeiro dar um passo para trás. 

O moreno foi até a bancada, e colocou a prancheta de papeis ali em cima, e com muita naturalidade andou até a porta, ignorando a terceira pessoa no recinto com veemência.

— Vou estar lá fora. — O Uchiha anunciou, retirando-se da sala.

Sakura agitou-se, e forçou um sorriso para o colega de equipe antes de empurra-lo para fora da sala, trancando-a com a chave, para em fim seguir para junto de Sasuke.

Encontrou Sasuke no meio do caminho para a saída, e começou a caminhar ao seu lado, com toda satisfação que podia ter. Não podia dizer que não entendia a reação do seu colega de trabalho, Koshiro, principalmente porque ele fora pego de surpresa ao ver Sasuke ali, depois de ter claramente flertado consigo, entretanto não conseguia entender como as pessoas ainda podiam temer tanto o Uchiha. Ele estava visivelmente diferente, muitas coisas mudaram dentro dele… Ele estava mais aberto para as pessoas, por mais que isso fosse difícil de perceber aos outros, era algo muito óbvio para Sakura. O coração de Sasuke não era mais uma terra inóspita e seca, ele estava pronto para aceitar novos sentimentos e deixar-se crescer, prova disso foi ele não ter esnobado ou maltratado Koshiro em sua sala… Ele não era mais arrogante, abusado, e egoísta. Ele pensava no bem estar dos outros, e se esforçava, a sua maneira, para não causar desconforto nos outros. 

— Estou muito feliz que você tenha vindo me chamar para almoçar hoje, Sasuke-kun. — ela confessou, com uma satisfação tão grande e sincera, que sua voz parecia ter o poder de derreter calotas de gelo. 

Sasuke não falou nada, mas assentiu. 

— Vamos almoçar em um lugar diferente hoje. — a rosada comunicou, parando na calçada, fazendo Sasuke parar junto consigo — Tem um restaurante muito bom, que abriu recentemente… — completou, pensativa, e logo sentiu seu rosto esquentar.

Ino havia dito a ela, que levou Sai naquele restaurante e que foi incrível pois o local era aconchegante e delicadamente romântico. 

— Hm. — foi o que ele respondeu, assentindo positivamente. 

Continuaram a caminhada tranquila, em um silêncio agradável, onde os pensamentos de Sakura eram completa e totalmente positivos naquele momento. Tudo parecia tão bem, até que finalmente chegaram no restaurante e acomodaram-se em uma mesa para dois, nos fundos. Sakura que a escolheu, imaginou que Sasuke não fosse querer ficar exposto de alguma forma, e sentou-se nos fundos. 

Ironicamente, o vasinho de planta decorativo do canto do restaurante, exibia um pequeno pé de ameixeira, que começava a florescente exibindo suas primeiras flores de ameixa. Aquilo fez os pensamentos da Haruno irem diretamente para Ume, e isso foi um balde de água fria em seu emocional naquele momento. ( N.A:. A palavra "Ume", significa flor de ameixa. )  

— Aliás, como está Ume-san? — Sakura resolveu perguntar.

Não podia deixar de perguntar agora que a questão veio a tona, iria ficar remoendo isso todo o almoço se não perguntasse e isso acabaria totalmente com o clima, então resolveu fazer o que sempre fazia, ser franca. 

Sasuke tirou os olhos do cardápio que estava na mesa, e olhou-a de forma questionadora, arqueando uma sobrancelha sem disfarçar.

— Está com os Uzumakis. — ele respondeu, voltando os olhos para o cardápio. 

Hmm, então provavelmente estava com Hinata, porque nessa hora, Naruto normalmente estava na academia dando aula aos genins. 

Sasuke deu o cardápio para Sakura, e ela o observou; Minutos depois, o garçom se aproximou e pegou os pedidos, deixando-os sozinhos no silêncio, que Sasuke não se incomodava em manter.

— Sakura. — ele chamou, fazendo-a desviar os olhos das flores de ameixa a sua esquerda — Serei seu único parceiro na missão de amanhã, e pelo que conheço do caminho até o País da Água, demora cerca de dois dias,  de caminhada daqui até lá. Contando com a estadia de precisaremos ter para conversa diplomática com a Mizukage, vamos ficar cerca de cinco dias fora, nesse meio tempo eu gostaria de ter seu aval, como capitã da missão, para agir livremente, obviamente dentro dos conformes da missão, sem comprometer o objetivo principal. — completou, tão profissional e impessoal que parecia um eletrodoméstico.

Sakura ficou parada por alguns segundos, e pestanejou.

— Se esta pedindo permissão para tratar de assuntos pessoais dentro da missão, você tem meu apoio excepcional. Confio que seus motivos de interesse em algo externo, sejam plausíveis. — ela respondeu, no mesmo tom profissional que ele, afinal não queria parecer infantil ou sem profissionalismo.

Ele assentiu, com a expressão um pouco pesada.

— Estou investigando algo importante. — ele contou, abaixando o olhar para a mesa de forma reflexiva.

— É algo perigoso, e Ume-san está envolvida?! —Sakura arriscou dizer, em um sussurro.

Ele assentiu severamente, e juntou as sobrancelhas brevemente. 

— Ela é perigosa. — ele respondeu, mal movendo os lábios.

— Se ela é tão perigosa assim, por que precisou ser salva por você? — a rosada perguntou, realmente curiosa. A pergunta não tinha uma conotação maldosa, entretanto podia ser interpretada desta forma. 

— Conhecimento é perigoso. — ele respondeu, deixando os olhos vagar pelo restaurante.

Sakura assentiu, séria. Então era isso… Ume sabia demais, sobre algo que Sasuke tinha interesse, e é claro que ele sempre precisava se interessar por coisas perigosas e macabras. Típico.

Bom, de certa forma, ele estava deixando Sakura de fora do assunto para protege-la de seja lá o que estivesse acontecendo.. Era reconfortante pensar assim, entretanto, não conseguia encontrar um motivo plausível para que existisse aquela conexão estranha e extremamente notável, entre Sasuke e Ume. Até onde sabia eles eram praticamente desconhecidos, então, como poderiam ser tão complementares um ao outro? 

O garçom chegou com o almoço, e desejou "Bom apetite para o casal". Sakura sentiu-se constrangida com aquilo, mas Sasuke pareceu absolutamente tranquilo sobre. Como se ele não se importasse que as pessoas pensassem aquilo sobre eles dois.

— Ah, Sasuke-kun, eu gostaria que se encontrasse comigo a noite, antes da chegada do representante da Mizukage. — ela anunciou, depois de alguns minutos de silencio comendo.

O moreno olhou-a por baixo da franja, de forma que seu rinnegan ficou opaco na luz do estabelecimento. Deuses, que homem…

— Sim? — ele a incentivou a falar, depois que viu que ela havia simplesmente empacado.

— Eu gostaria de fazer sua cirurgia hoje, antes da viagem. — ela contou, animada — Sei que parece imprudente uma cirurgia dessa magnitude antes de uma missão… Mas, é uma missão diplomática, e mesmo que você esteja interessado na sua investigação pessoal, eu vou estar ao seu lado o tempo todo, e posso ficar de olho na prótese e cuidar dela caso ocorra algum incidente. — explicou, profissionalmente.

Sasuke estava com aquela expressão meio azeda, que fazia a Haruno lembrar-se da época da academia ninja. Ele não queria mesmo fazer aquela cirurgia, quanta teimosia.

— Prefiro esperar. — ele falou, desviando os olhos para o lado.

— Prefiro fazer hoje. — ela anunciou, com firmeza. 

Ela buscava o olhar dele, queria dar-lhe conforto e passar confiança, mas ele parecia um animal acuado. Sabia que nunca era uma boa ideia pressionar Sasuke, porque ele podia ser um pouco imprevisível, mas o assunto em questão não era trivial, não podia deixar passar.

Ele se concentrou no almoço sem falar mais nada, e ela desistiu de encara-lo, pois ele parecia decidido a olhar apenas para seu prato. 

No final do almoço, quando o garçom voltou deixando a conta, Sasuke finalmente olhou para ela… E lá vai Sakura sentir as mãos, e os joelhos tremerem.

— Que horas? — ele perguntou, torcendo o canto da boca.

— Hã? — ela perguntou, lerda demais com os olhos presos nos lábios dele.

— No seu consultório, que horas? — ele reformulou a pergunta, levantando-se.

Sakura levantou-se também, quase dando um pulo. Ela sorriu, e ficaram frente a frente, apenas com a pequena mesa entre eles.

— As 19h. — ela falou, visivelmente feliz e satisfeita.

Ele assentiu, e deixou o dinheiro do almoço em cima da mesa; Sakura perguntou-se onde ele havia arrumado dinheiro, mas não verbalizou  a questão. 

Se olharam por mais alguns segundos, e aquela sombra de sorriso continuava nos lábios dele… Ela teve uma vontade incontrolável de pular em cima dele, e abraça-lo. Tomou impulso para faze-lo, entretanto ele esticou o braço e tocou a testa dela com os dois dedos, fazendo-a parar a centímetros de si. 

— Sasuke-kun… — ela murmurou, fazendo uma espécie de biquinho.

Ele havia feito a mesma coisa antes de sair para sua viagem há dois anos atrás, e agora estava fazendo novamente. Agora, havia ficado mais claro que este era um ato de carinho da parte dele, apesar dela não entender muito bem o real significado. Talvez aquela fosse sua maneira de abraçar.

— Depois. — ele murmurou, em um tom solene de promessa, antes de virar-se e sair andando. 

Sakura queria segui-lo para que ele a acompanhasse até o hospital, mas tudo que conseguiu fazer no momento foi voltar a se sentar na cadeira em que estava previamente, e tentar acalmar seu coração, que parecia querer explodir dentro do peito.


Notas Finais


Até ♥


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