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História O rei dragão e o camponês (BakuDeku) - Capítulo 19


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Notas do Autor


Revelações vindo por ai só digo isso....

Mais uma vez me desculpem por demora reescrevi isso aqui umas 3 vezes porque umas ideias brotaram enquanto eu lia o cap. Ai começava reescrevendo umas partes e depois outras ideias brotavam e quando vi mudei o capitulo inteiro.
Enfim aproveitem o cap, estou aberta a criticas ^^, quero muito saber como a fic tem ido até agora apesar das demoras (Desculpa de novo)

Capítulo 19 - Cap. XIX


Fanfic / Fanfiction O rei dragão e o camponês (BakuDeku) - Capítulo 19 - Cap. XIX

Como seu noivo está em uma reunião com os generais, Izuku aproveitou para conhecer a vila. No começo os olhares das pessoas sobre si foi difícil de se ignoraram, sinceramente não sabia se era porque estava usando roupas demais em comparação a eles ou se era porque tinha uma certa “intimidade” como rei. A essa altura já não é mais uma segredo.

Ao se afastar mais do centro da vila ele encontrou uma caverna não muito profunda com alguns desenhos feitos pelo o que deduziu ser sangue, não podia compreender alguns dos desenhos mas os maiores com certeza eram de dragões.

-Explorando? - Perguntou a anciã Chiyo do lado do esverdeado, que recuou alguns passos pelo susto.

-S-Sim, a senhora poderia me explicar o que eles significam? - Ela assentiu e apontou sua bengala para o desenho com 7 dragões.

-O que está nessas pedras é mais do que simples desenhos, é a história do meu povo. Séculos atrás nosso reino nem havia nascido ainda, mas os dragões sim, apesar de termos as gravuras e as histórias passadas de geração a geração acreditamos que muito da nossa história foi perdida durante a guerra entre tribos. Cada uma disputava pelo poder de nossas terras, esses sete dragões foram os líderes das principais tribos guerreiras e o que eles tinham em comum era seu sangue.

-São todos irmãos?

-Sim, mas uma deles quis parar a guerra. Ela não aguentava ver nosso povo se destruindo, por isso pediu para que seus irmãos a encontrassem aqui nesta terra sagrada para que pudesse convencê-los de que continuar matando uns aos outros não era a saída.

-Espera, você está falando da rainha-mãe não é? Kacchan mencionou ela uma vez.

-De fato ela foi conhecida por esse nome, mas naquela época ela era só Nana a mais nova entre os líderes de tribos. Eles não deram ouvidos a ela até que a tribo dos bárbaros começou a se mostrar capaz de matar dragões, os irmãos de Nana começaram a perceber que teriam que deixar suas diferenças de lado para combatê-los. A rainha-mãe combateu os invasores com seu exército de seguidores e membros de sua pequena tribo, todos os dragões reconheceram a força e liderança dela aceitando a unificação dos reinos tornando-a a primeira rainha do reino dos dragões.

-É de se admirar tamanha conquista, mas e os irmãos?

-Eles juraram lealdade a rainha-mãe tornando-se generais. E desde então tudo o que eles queriam era manter a linhagem dela, a linhagem dos dragões de escama vermelha, eles são a realeza dos dragões por possuírem o maior parentesco com a rainha-mãe.

-Espera, mas kacchan não tem escamas vermelhas… - Ela suspirou e olhou para as pinturas com um semblante triste.

-... Muitas coisas mudaram desde aquela época, depois que Nana morreu. Os generais não podiam confiar a liderança do reino ao filho pequeno dela, temia até que quando ficasse mais velho morresse precocemente em uma batalha como a mãe. Eles concluíram então que o propósito do rei teria que mudar, os generais tiraram a liderança dos dragões descendentes de Nana e declararam que a partir dali a rainha ou o rei seria escolhido através de provações. Aquele que for coroado deverá proteger o sangue da família real além de proteger o povo e garantir nossa união.

-Eu entendo, Kirishima e os bebês são descendentes da rainha-mãe.

-E Mitsuki Bakugou foi a vencedora das provações e coroada rainha a muito tempo atrás.

-Não o kacchan… - A mulher virou-se olhando para o chão séria.

-É por isso que já era hora dele voltar, nossa aldeia ficou anos sem um rei ou rainha, não tínhamos como iniciar as provações sem ter certeza de que não aconteceria outro ataque.

-É claro, vocês sofreram muito com medo do... Do meu povo ir atrás de vocês de novo. - Começou a encarar seus pés triste.

-...Bom agora que o jovem Bakugou está aqui ele poderá fazer as provações, mas ele não pode achar que a situação em que nos encontramos vá fazer com que o povo esqueça que ele não se provou digno do trono. - Izuku nada falou, apenas assentiu acompanhando a senhora  de volta para a casa dela.

……..

-Eu tenho carne de cordeiro de sobra, vou pegar um pouco para você. - Falou a anciã lembrando-se que queria dar a comida para ele faz um tempo.

-Por favor senhora Chiyo não precisa se incomodar. - Ela apenas o ignorou e adentrou a casa para pegar o que queria. Midoriya suspirou e desviou seu olhar para uma cabeleira castanha que avistou escondido na moita. -Ah, com licença acho que você não devia estar ai. - Ia se aproximar quando viu que cabeleira se abaixou escondendo-se totalmente no arbusto, mas foi puxado pela bengala de Chiyo que estava com a carne de cordeiro embrulhada na outra mão.

-Aqui está jovem Midoriya, tenha um bom dia.

-A-Ah obrigada, olha acho que tem alguma coisa ou alguém no seu jardim--

-É só um animal estúpido, ele aparece às vezes. Agora vá, acredito que ambos somos pessoas atarefadas. - Izuku piscou estranhando o comportamento dela, mas deu de ombros mentalmente e se virou para ir embora.

-Tudo bem, até mais anciã Chiyo.

-Até. - Acenou enquanto sorria.

.......

O jovem ex camponês e agora embaixador da paz caminhava na trilha até a casa feita para ele, Bakugou, Kirishima e os bebês ficarem. Era um lugar bem aconchegante e o esverdeado gostava de lá, lembrava um pouco a sua antiga.

Bom...

A que tinha sua mãe alegrando o local só com o jeito dela de ser.

Mesmo tendo essas lembranças felizes no momento elas somente traziam tristeza e amargor para ele.

Midoriya distraído em seus pensamentos nem percebeu quando esbarrou levemente no general Monoma, arregalando os olhos.

-General eu sinto, estava distraído em meus pensamentos.

-Hum, pensando no que fazer com o cordeiro ou pensando em como fazer seu povo entrar aqui.

-E-Eu... Mesmo que nosso reinos ainda estivessem em guerra, eu nunca contribuiria com o derramamento de sangue. Eu posso saber o que fazia na minha casa? - Ficou assustado no primeiro momento, mas manteve a compostura não podia continuar se encolhendo para sempre.

-O rei saiu da reunião antes que eu pudesse falar com ele.

-O que exatamente, eu posso dar o recado para ele quando o encontrar.

-Lamento cidadão de Yagi, mas acho que isso não é problema seu.

-Bom, é quando envolve meu noivo. - Monoma estalou a língua no céu na boca e virou sua cabeça pro lado parecendo já estar irritado. 

-A guerra entre nossos reinos pode ter acabado, mas não quer dizer que esteja do nosso lado, ou de qualquer um na verdade. - O loiro se aproximou do menor e encarou os olhos dele sério, assustadoramente sério. -Conheço bem o seu "povo", só pensam nos interesses próprios não tem honra. E ainda se diz um embaixador da paz. - Monoma afastou se de Midoriya, mas antes de ir embora virou seu rosto para ele. - Sua máscara logo cairá, assim como a do traidor mais conhecido como seu noivo. - Falou ríspido seguindo seu caminho para a aldeia. O jovem de Yagi suspirou e permaneceu com a cabeça baixa voltando a caminhar.

-Qual foi a necessidade daquilo? Uma declaração de guerra contra mim e Kacchan, por que sou de Yagi? - Murmurou para si mesmo mais uma vez distraído e não percebendo que algo mordeu sua mochila e o levantou para dentro da árvore. Foi quando deu de cara com o rei dragão que não tinha um semblante muito amigável, mas isso já é costume. Olhou para trás e viu que quem o ergueu foi kirishima. - Kacchan o que foi? Por que está em uma árvore?

-Velho hábito, e você o que tava fazendo? - Perguntou curto e grosso.

-Eu fui caminhar pela aldeia e encontrei a anciã Chiyo, ela me contou a história do reino e depois me deu carne de cordeiro pra gente come.

-Isso ai parece coisa de avó. - Disse franzindo as sobrancelhas fazendo Izuku rir.

-Acho que ela tem sido como uma avó pra mim desde que eu cheguei, é legal.

-Enfim, não tem outra coisa pra me contar?

-... Não.

-Nenhuma conversa com certo alguém? - Midoriya irritou-se ao ouvir o que ele disse.

-Não vejo motivo de te contar sendo que você obviamente tava me espionando!

-Não tava te espionando, eu tava espionando o Monoma que resolveu bater na minha porta pra me incomodar. - O loiro alterou sua voz mesmo sabendo que não era em Deku que devia descontar.

-Falou com ele?

-Não, fingi não tá em casa até ele ir embora, segui ele pra ver se descobria alguma coisa e achei vocês dois conversando, não me aproximei pensando que ele ia me perceber então agora eu to te dando a chance de ser honesto comigo e dizer logo o que aquele desgraçado disse. - O esverdeado entristeceu seu olhar e virou sua cabeça para não ter que encarar Bakugou.

-Ele acha que eu tenho segundas intenções aqui, não confia em mim e com certa razão eu acho. Chamou você de traidor.

-Ele vai ver da próxima vez que eu encontrar ele--

-Não, é isso o que ele quer, te afetar. Kacchan a última coisa que esse reino precisa é de uma briga entre o rei e o general, há coisas mais importantes agora. - Katsuki suspirou e indicou com a mão para que Kirishima soltasse Izuku, que se sentou perto dele.

-Tem razão, não vou dar esse gostinho pra ele, mas pro bem dele é melhor não mexer com você.

- Não me importa o que ele pensa, não vai me afetar.

-Certeza?

-Certeza.

-Sério não sei de onde você tira tanta paciência, eu explodia aquele merda.

-Eu sempre tive ela, que nem você sempre teve seu pavio curto.

-Isso Deku esculacha o seu marido. - O esverdeado riu e deitou sua cabeça no ombro do outro

-Ei a gente se completa, você precisa de minha paciência e talvez, às vezes, raramente, em últimos casos eu precise do seu pavio curto.

-Talvez verdinho. Talvez.

……

A anciã dragão se encontrava no jardim do lado de dentro de sua casa, os de fora não viam o que acontecia ali graças a um feitiço que a mesma fez. Observava o sol se pôr enquanto caminhava para perto do homem de cabelos castanhos sentado embaixo da sombra da árvore de cerejeiras que ela tinha.

-Eu pensei ter dito para não passar da barreira.

-Eu sei, sinto muito senhora Chiyo, mas eu… Eu me distrai e fui parar no jardim da frente de novo, perdão, perdão, perdão, e-e-eu-- - Quando viu que o homem estava começando a ficar nervoso e a hiperventilar ela se aproximou dele e através de seu cajado concentrou sua magia para acalmá-lo.

-Tudo bem, está tudo bem Masaru, respire. Não precisa se desesperar. - Fala calmamente percebendo que ele estava voltando ao normal. - Sabe que você ainda não está pronto para o mundo lá fora, preciso que tenha mais paciencia a hora irá chegar. - Ele respirou fundo e assentiu.

-Você tem razão anciã Chiyo. - Ela sorriu e se virou para voltar ao interior da casa. - Senhora Chiyo eu queria perguntar uma coisa.

-Sim?

-Um homem com cabelo loiro e espetado esteve aqui uma noite em que saí, eu não sei exatamente o porque, mas sinto como se… Como se de alguma forma eu o conhecesse, a senhora sabe quem ele é? - A anciã ficou parada no mesmo lugar pensando em sua resposta, ela virou-se para ele e sorriu.

-Não é ninguém com quem precise se preocupar, é só um vizinho mal humorado. - Falou antes de voltar para dentro da casa deixando o homem para trás preso em seus pensando sobre quem podia ser o loiro.



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