História O Reino - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gente linda! Tudo bom? Cheguei com mais um capítulo dessa fic e espero que vocês gostem pq sinceramente, eu estou achando que já fiz melhores, porém, vamos seguir:

Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction O Reino - Capítulo 3 - Capítulo 3

Nessa Seleção as coisas estavam muito mais adiantadas. Não esperaríamos uma semana até as outras selecionadas chegarem, pois o rei Charles julgou aquilo como injusto já que eu havia ficado mais tempo no palácio que elas. Então, elas chegariam nesta manhã.

O meu pai já havia ido embora há um dia, mas não estava em seus planos me deixar em um país sozinha. Cinco guardas do palácio da França foram designados para cuidar da minha proteção. Eles me seguiam de um lado para o outro, e quando ia dormir, ficavam na frente da minha porta fazendo ronda. Os    seus nomes eram Harrison, o mais velho entre os guardas. Seth, que possuía olhos mais claros que águas cristalinas. Logan, cujo havia levado um tiro em meio ao serviço de proteger o meu pai. Connor, o soldado que eu nunca havia ouvido falar e finalmente Austin, o novato. 

Não havia visto o príncipe desde do nosso "encontro" no jardim em outro lugar a não ser na hora do jantar. É quando me encontro com a família Real. A única pessoa com quem converso durante a refeição é com o rei. Ele me pergunta sobre a economia da França e se estou gostando de Meyer. Respondo tudo com sinceridade. Não pretendo esconder as minhas opiniões de ninguém. Considero a rainha muito misteriosa. Não fala quase nada, apenas me dirige sorrisos muito gentis. Fiquei um pouco decepcionada com a atitude da monarca, já que ela era a única pessoa além de minhas criadas que pensei que seria agradável manter uma conversa. Então, ficamos em um silêncio mortal até que o príncipe e o rei comecem a falar sobre negócios. Depois disso, peço licença, e ando para fora da sala de jantar. Neste momento, sinto os olhos do príncipe cravados em minha costa, porém, apenas ignoro. 

Mesmo se passado três dias, ainda não conseguia parar de pensar no fato de ter gritado com Isaac no jardim. Mas o seu paletó ainda estava no meu quarto. Eu mantinha ele escondido dentro do guarda-roupas. Não podia arriscar que alguém o visse.

— Sobre o que está pensando, Alteza?— Rose perguntou, chegando mais perto de mim. 

Estava sentada na cadeira da penteadeira, observando o meu próprio reflexo. O rosto sorridente de Rose apareceu no espelho me fazendo sorrir também.

— S'il vous plaît, Rose, já conversamos sobre isso. Me chame de Olívia— pedi, enquanto lhe encarava pelo grande espelho.

Ela deu uma risadinha.

— Me perdoe, prometo que tentarei chamá-la pelo nome— prometeu, tocando os meus ombros.

Clarissa, a minha outra criada entrou apressadamente no quarto, fechando a porta logo depois. 

— Senhorita, as selecionadas já chegaram— avisou, com um sorriso na face.

Minha barriga gelou. Senti o nervosismo me subir a cabeça. 

— Já é hora— Rose completou.

Engoli em seco e me levantei da cadeira. Caminhei lentamente para a porta do quarto, e quando dei uma última olhada, recebi sorrisos tranquilizadores de minhas criadas.

— Boa sorte, Olívia— disseram em uníssono.

Sorri de volta. Me acalmava o fato de mesmo em pouco tempo, eu ter feito amizade com as duas. 

Fechei a porta do quarto, e depois me virei vagarosamente para o corredor. Alisei o meu vestido, suspirando pesadamente. Os meus cinco guardas me cercaram rapidamente, se movendo a medida que eu andava. Estava tão nervosa que não me incomodei com o fato de estar quase sendo esmagada. Mesmo estando na presença de guardas que quase nunca me dirigiam a palavra, eu estava um pouco mais aliviada com a companhia deles. 

Desci degrau por degrau, tentando prologar o tempo. Das escadas, eu já podia ouvir o movimento no grande salão. Continuei andando, não tinha mais volta.

O salão estava lotados de pessoas. Cabides de roupas iam de um lado para o outro, selecionadas estavam sentadas nas cadeiras, sendo arrumadas por um grupo inteiro de profissionais. Uma equipe de filmagem andava de um lado para o outro já entrevistando as garotas prontas. Ouvia gritos como "Encontrei o tom!" e "Levem a senhorita Eleonor para o setor 2!". 

— Aqui esta ela!

Vi Cassandra caminhando em minha direção. Os seus cabelos pretos balançavam a medida que andava. Ela era uma espécie de governanta. Comandava várias coisas no palácio. 

— Esta atrasada, princesa Olívia— ela falou, encarando uma prancheta.

— Désolé, me esqueci do tempo— falei, passando as mãos pelos meus cabelos.

— Tudo bem— murmurou, e logo se pôs a trabalhar— Você já esta ótima, não precisa de nada. Mas vamos ter que te dar mais uma arrumada, para o antes e depois. 

Ela apontou para um biombo no canto do salão. Caminhei para lá, sendo seguida pela mulher e a minha turma de guardas. Após as fotos, Cassandra começou a disparar diferentes ordens.

— Levem-na para o setor 7— gritou, e logo uma mulher negra apareceu para me guiar.

Ela fez uma pequena reverência e eu apenas assenti. Me sentei na poltrona, esperando o que iriam fazer em mim. 

— Olha, eu não costumo falar isso para todo mundo, mas você já esta ótima— disse, me medindo da cabeça aos pés— Porém você terá que passar por alguma transformação.

Suspirei.

— O que sugere?— perguntei.

Ela pareceu pensar.

— Vamos fazer uma escova no seu cabelo, passar alguns cremes em seu corpo, tiramos o esmalte preto das unhas e colocamos você em um vestido novo e um sapato novo— sugeriu. 

Afirmei, e logo um um grupo de três mulheres vieram trabalhar em meu cabelo. Percebi que os guardas estavam tomando quase todo o espaço daquele cubículo, e as assistentes estavam ficando um pouco incomodados.

— Harrison— chamei o mais velho dos guardas.

Ele veio rapidamente em minha direção. 

— Oui, Altesse? (Tradução: Sim, Alteza?)

— Pourriez-vous faire de la place pour les assistants?— pedi, fazendo um sinal para que se afastassem. (Tradução: Você poderia dar espaço para as assistentes?)

— Nous ne pouvons pas, sont les ordres du roi— ele pareceu um pouco confuso com o pedido. (Tradução: Não podemos, são as ordens do rei)

— Je ne te demande pas d'aller loin. Juste un peu d'espace pour qu'ils puissent travailler— pedi novamente, apontando para onde deveriam ficar.(Tradução: Não estou pedindo que vá longe. Apenas um pouco de espaço para elas trabalharem) 

Ele hesitou um pouco, mas logo assentiu. 

— Merci— agradeci.

As assistentes voltaram a trabalhar, e desta vez, mais livremente. Elas passaram alguns cremes em meus braços e pernas, me fazendo ficar com um aroma enjoativo de morango. Uma delas me contou que era o aroma preferido do príncipe. A única coisa que eu consegui pensar foi no mau gosto que ele possuía. 

Quando terminaram de cuidar da minha pele, começaram a tratar do meu cabelo enquanto outras duas tratavam de minhas unhas. Decidi que passassem um esmalte branco, e o resultado foi satisfatório. A mulher que cuidava do meu cabelo o lavou, condicionou e hidratou. Cortou algumas pontas, mas nada que diferenciasse muito do comprimento. Secaram e por fim alisaram. Fizeram um penteado simples, apenas prendendo algumas mechas do meu cabelo. Para finalizar, uma delas saiu correndo até o meu quarto para pegar uma de minhas coroas, e a colocar graciosamente sob minha cabeça. 

Cassandra, que estava passando por ali, viu que a minha transformação já havia acabado, e então, me direcionou a uma das araras que possuía o meu nome. Havia vestidos para uma semana, todos de diferentes cores e caimentos. Escolhi um azul claro que era curto, na altura dos joelhos. Era reto, sem nenhuma camada. Simples, eu diria.

— Muito bem, princesa, pode voltar ao biombo para tirar a foto do "depois".

Caminhei na direção do biombo, mas não pude tirar as fotos pois tinha uma pequena fila. Uma menina estava tirando as fotos, enquanto duas estavam na minha frente esperando serem fotografadas. Ela era loira, e se dava muito bem com a câmera. Usava um vestido creme que combinava perfeitamente com o tom de sua pele. Assim que terminou, ela veio até o sofá onde eu tinha a fila, se sentando no último lugar. 

— Ei, você é a princesa da França, certo?— uma das garotas que estava no sofá perguntou, apontando para a minha coroa.

Assim que fez essa pergunta, a garota loira virou o rosto, cravando os seus olhos em mim. 

— Culpada— respondi, a fazendo soltar uma risada.

— Eu não tenho que te chamar de Alteza ou coisa parecida? 

— Não, claro que não. Me chame só de Olívia, s'il vous plâit— pedi, me sentindo aliviada por alguém entender.

Li o seu crachá, vendo o nome Madeleine escrito em letras brilhantes. Com certeza ela seria alguém que eu queria ter por perto. 

Ela assentiu, e abriu a boca, pronta para falar quando a outra a interrompeu.

— É engraçado você ter sido sorteada, não é mesmo?— ela perguntou.

Comecei a encara-lá. Aonde ela queria chegar? Li o seu nome no crachá. Nicola, uma Dois. 

— Eu diria trágico, mas se você quiser colocar assim— dei de ombros, tentando passar indiferença.

Madeleine deu uma risada. Sorri junto com ela.

— Vai ser uma competição interessante— disse Nicola, sorrindo maquiavelicamente. 

— Pode apostar que sim— respondi, dando uma pequena risada diante da sua fala.

Ela estava mesmo tentando me intimidar? 

— Alteza, sua vez— gritou o fotógrafo.

Agradeci mentalmente por ser a minha vez. Nicola parecia querer me matar com o olhar. 

Acenei para Madeleine e fui para o biombo. Ele tirou três fotos, e falou que iria usar a que estava melhor. Antes de eu poder me sentar novamente, Cassandra aproximou-se.

— Muito bem, garotas, estão prontas? Irei fazer um pequeno tour para que possam conhecer o castelo. 

O nosso grupo consistia em Madeleine, Nicola, Kim Danbi que era da Nova Ásia, Camille, Charlotte e Skyler. 

— Este salão que estávamos agora é o Salão das Mulheres. É utilizado pela rainha e as suas damas de companhia. Se acostumem a ele, pois passaram a maior parte do tempo aqui. 

Passamos pelo Grande Salão, e Cassandra nos explicou que eram usados em festas e grandes eventos. Foi lá que aconteceu a festa com a chegada da embaixada francesa a alguns meses, Cassandra disse, e todas imediatamente olharam para mim. Nicola, Skyler e Camille me olhavam torto, enquanto as outras possuíam olhares pacíficos. Não entendia o motivo deles, pois neste dia, eu nem cheguei a falar com o príncipe. Tentei ignorar todos, mas ainda podia senti-los fixados em mim.

Cassandra nos apresentou o jardim, e os nossos quartos que ficavam no segundo andar. O terceiro era reservado a família Real, que era um lugar além dos nossos limites assim como o escritório do rei. 

Depois de toda a correria, finalmente me deixaram no meu quarto. A única coisa que consegui fazer dormir. Nem aparecia no jantar. Apenas apreciei a maciez da minha cama.


Notas Finais


Gostaram? Odiaram? Tá meio parado né? Falem o que acharam nos comentários para mim sz

Beijos 🦋


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