História O reino das rosas. - Capítulo 70


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Categorias Rule of Rose
Tags Rule Of Rose
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Jennifer deve fazer um último sacrifício em sua jornada.

Capítulo 70 - Sacrifício.


Fanfic / Fanfiction O reino das rosas. - Capítulo 70 - Sacrifício.

O coração de Jennifer quase parou e a sua visão ficou bastante turva quando a garota azarada ouviu a frase proferida pela princesa Clara.

Nem mesmo Brown, Amanda, Eleanor e os outros sobreviventes importavam naquele momento; pois Wendy já não vivia mais.

Wendy, morta? — Perguntou e sussurrou Jennifer ao olhar para o corpo pálido e frio de sua amada, que agora jazia caída no chão frio e detestável do salão daquele medonho lugar.

Sim, infelizmente ela não resistiu à luta e ao poder mágico aqui utilizado. — Explicou Clara até bastante séria e calma com o ocorrido.

Não! — Gritou Jennifer enquanto várias lágrimas brotavam e escorriam pelos seus olhos — Não! Não, minha Wendy não pode morrer! Ela não está morta, não! — Desabou a pobre garota azarada ao se abraçar com o corpo já gélido e sem vida da rainha e começar a chorar desesperada.

Jennifer, eu sinto muito. — Falou Eleanor ao se aproximar acompanhada de Brown, Amanda e Tibério.

Não! Ela não pode morrer! Ela não pode! Por favor, alguém, façam alguma coisa! — Gritava Jennifer enquanto chorava totalmente desconsolada.

Não há o que se fazer, garotinha, infelizmente vossa amiga já faleceu. — Comentou Tibério enquanto assistia impotente a dor e o sofrimento da pobre garota azarada.

Não é verdade. — Comentou Clara com uma voz tão calma e fria que até parecera que era Eleanor quem estava falando.

O que você disse? — Perguntou Tibério completamente confuso.

Eu falei que não é verdade. Talvez exista uma maneira de salvar a rainha. — Respondeu Clara ao olhar para o rosto do esperto homem barbudo.

Qual, como!? — Perguntou Jennifer totalmente desesperada e esperançosa de que talvez ainda existisse uma pequena e única chance.

É complicado. — Respondeu a princesa do reino do Litoral completamente fria e concentrada. — Exige um sacrifício bastante valioso e uma grande quantidade de magia.

Nós temos o miraj da princesa. — Falou Eleanor ao apontar para o pequeno Sir Peter que estava preso dentro de uma singela e velha gaiola. — Você não poderia utilizar a magia dele para o processo? — Perguntou a condessa em uma tentativa nobre de ajudar a amada de sua melhor amiga e paixão de vida.

Clara então olhou para o branco miraj e ao perceber que um pouco de sua magia voltara para o seu corpo, a princesa do litoral falou — Sim, talvez eu consiga usar a magia do Miraj, mas ainda assim eu vou precisar de algumas ervas e objetos.

Isso não é problema! — Exclamou Tibério bastante esperançoso e empolgado com a nova expectativa. — Me diga o que necessita, e eu lhe trarei, jovem senhora.

Clara então sorriu ao perceber que talvez aquele não fosse o fim da rainha, e ao se levantar e pegar na mão direita do barbudo senhor, falou — Eu vou precisar de uma lâmina virgem, agrião, chicória, cravo de defunto e ovos de pássaro. 

O velho homem apenas estranhou o toque frio, porém delicado da princesa do litoral, e após ter sua mão direita libertada pela mesma, Tibério falou — Eu creio que Martha possuía todos esses itens em sua despensa. Afinal, ela era uma maldita bruxa. — E saiu correndo do salão o mais rápido que pôde.

Enquanto isso, em um dos vários corredores daquele lugar, Diana, Meg, Sir Lucas e Thomas, examinavam uma porta negra com vários símbolos estranhos sobre a madeira.

O que vocês acham que tem aí dentro? — Perguntou Diana ainda com Sangue em chamas empunhada na sua mão direita.

Se for igual a todas as outras portas que já entramos nesse maldito lugar, nós provavelmente encontraremos apenas mais imps. — Respondeu Meg ainda com a espada de seu pai em suas mãos.

Não acho, minhas senhoras, escutem! Parece que tem um bebê chorando aí dentro. — Comentou Sir Lucas bastante atento a todos os seus sentidos de cavaleiro.

Bom, então vamos ver se é um bebê mesmo ou apenas um imp chorão! — Gritou Diana ao dar um chute bem forte e abrir a porta de uma só vez.

Então, dentro do quarto, o pequeno grupo encontrou uma imp porca cuidando de três bebês humanos, do qual dois mamavam em suas tetas suínas enquanto apenas um, uma menininha, se recusava a mamar e chorava.

Mas o que é isso!? — Questionou Sir Lucas ao já preparar a sua espada para o abate.

Porém, antes mesmo que Sir Lucas, Thomas, Diana ou Meg, pudessem atacar, a velha porca imp gritou — Não me matem! Eu não vou lhes fazer mal algum!

Todos hesitaram ao ouvir a estranha criatura falar, mas apenas Thomas teve coragem suficiente para perguntar — Quem e o que é você?

Eu me chamo Pigura, e tenho servido à senhora Martha por muitos anos, sempre me preparando para o dia em que o feitiço que estava por sobre os seus filhos se quebrasse. E pelo que vejo, esse dia finalmente chegou; mas essa aqui não para de chorar. — Falou a imp porca ao mostrar a pequena menininha, nua e em prantos, para os estranhos visitantes que invadiram o quarto.

Eu acho que ela está com medo; aqui, me dê ela um pouco. — Falou o pequeno Thomas ao jogar a pequena espada curta no chão e segurar a chorona bebezinha em seus magrelos braços.

Eles são seus filhos? — Perguntou Meg bastante curiosa e ainda intrigada com toda aquela situação.

Não, não são. — Respondeu a velha imp porca enquanto amamentava os dois bebezinhos famintos como se fosse seus próprios filhotes. — Eles são da senhora Martha, com o seu antigo marido. Eu sou apenas a ama de leite deles, e a encarregada por cuidar de suas crianças. — Explicou Pigura bastante educada e muito simpática para uma imp.

Bom, ela parou de chorar, ao menos. — Falou Diana ao apontar para a pequena bebezinha que agora dormia tranquilamente nos braços do magro Thomas.

Pela bruxa, como você conseguiu fazer isso, criança? Vocês também são enviados de Martha? — Perguntou Pigura bastante impressionada com as habilidades de tranquilizar bebês de Thomas.

Hêhehe.... — Riu Thomas enquanto balançava a criança alegremente, porém com cuidado. — Não trabalhamos para a bruxa não. Nós somos cavaleiros da rainha Wendy, e eu apenas brinquei um pouco de balançar com ela, e ela se acalmou. — Respondeu o príncipe maquinista sem nenhuma preocupação em esconder de fato quem eles realmente eram.

Cavaleiros da rainha? — Perguntou Pigura bastante confusa com tudo aquilo. — Vocês poderiam me explicar um pouco melhor? — Pediu a velha imp porca com bastante educação e cortesia.

Bem.... — Murmurou Meg já bastante cansada de tudo aquilo. — É uma longa história....

Enquanto isso, no salão onde Jennifer, Wendy e os outros estavam, Tibério retornara com os itens pedidos por Clara, que após checar se não estava faltando nada, perguntou — Jennifer, você realmente tem certeza que quer tentar fazer isso? O preço do sacrifício que terá que ser pago será bastante alto, e se algo der errado você também pode acabar morta.

Sim! — Respondeu Jennifer ao finalmente enxugar todas as lágrimas que lhe molhavam o rosto. — Eu pago o preço, não importa o que seja ou qual for o valor. Eu apenas quero minha Wendy de volta. — Afirmou Jennifer sem sequer perguntar o que realmente seria cobrado.

Clara então apenas balançou a cabeça, e ao colocar o cravo de defunto no peito da rainha caída e colocar um dos pequeninos ovos de passarinho dentro da boca de Wendy, a princesa do litoral falou — Jennifer, coma o agrião e a chicória e depois coloque um dos ovinhos na boca também.

Jennifer então assim o fez, e após colocar o ovinho pequenino e branco na boca, apenas olhou para Clara em busca do próximo passo.

Agora segure a adaga com a lâmina virgem em suas mãos e permaneça ao lado de Brown o tempo todo. — Falou Clara ao segurar no pescoço do amarronzado cão e colocá-lo ao lado de Jennifer.

Jennifer então segurou a adaga nova com força, mas sentiu um pouco de medo ao perceber que seu melhor amigo também seria envolvido naquele ritual estranho.

Clara então suspirou profundamente, e ao olhar para Amanda, Tibério e Eleanor que observavam tudo em silêncio, retornou o seu olhar para a garota azarada e falou — Me escute Jennifer, e preste bastante atenção, assim que eu fizer algo que você não vai gostar, enfie essa adaga afiada em seu próprio peito. Não hesite ou reclame, apenas o faça; senão mais de uma ou duas vidas poderão ser perdidas.

Jennifer então sentiu um enorme medo possuir o seu corpo inteiro, mas a garota azarada já havia ido longe demais para desistir, e antes mesmo que Eleanor, Amanda ou Tibério pudessem argumentar alguma coisa e dizer que tudo aquilo era loucura, a mais nova regente e herdeira do reino das rosas avistou a princesa Clara cortar a garganta de seu querido e melhor amigo Brown com uma faca afiada que aparecera magicamente na mão direita da princesa, e ao ser tomada por uma dor e fúria jamais sentida antes, a garota azarada se esfaqueou de imediato, o que fez Amanda, Eleanor e Tibério gritarem de desespero e temor.

Sangue banhou novamente o chão frio daquele salão, e ao ver o rosto de Eleanor em lágrimas por sobre o seu uma última vez, Jennifer caiu na escuridão fria e profunda, apenas para segundos depois acordar em uma espécie de jardim repleto de rosas de todas as cores, e entre as rosas, estava a rainha Wendy.

O coração da garota azarada palpitou mais forte do que nunca, e ao correr na direção de sua amada, Jennifer avistou Sir Gregory e Sir Clerec, sentados em um banco de pedra branca, enquanto riam e aparentemente contavam histórias divertidas e engraçadas um para o outro.

Porém, os cavaleiros poderiam esperar, pois agora a única coisa que Jennifer ansiava era o abraço e o beijo carinhoso e quente de sua amada.

Wendy! — Gritou Jennifer ao abraçar firme e forte a falecida rainha, que agora parecia mais bela e radiante do que nunca.

Meu amor? O que você faz aqui? — Perguntou Wendy ao perceber quem era a garota que havia lhe abraçado do nada.

Wendy, minha vida, eu vim te buscar! Por favor, volta comigo, eu faço tudo por você, eu prometo; apenas me diz que você vai retornar para mim! — Chorou e implorou Jennifer completamente desesperada e ansiosa para que tudo aquilo desse certo.

Porém para o choque da pobre e triste garota azarada, a princesa das rosas vermelhas apenas sorriu e após limpar algumas das lágrimas que banhavam as bochechas coradas de Jennifer, sussurrou — Eu não posso, meu amor. Eu estou esperando um velho amigo.

Um velho amigo? Quem? — Perguntou Jennifer extremamente confusa e mais preocupada ainda.

Eu creio que ela está se referindo a mim. — Falou um pálido garoto vestido de roupas brancas e com um sorriso bastante perverso no rosto.

Joshua.... — Murmurou Wendy ao se levantar e ir na direção de seu antigo amigo e professor de magia, que lhe recebeu com um abraço bastante forte e apertado.

Jennifer apenas assistia a cena do reencontro sem saber o que falar, isso até Joshua desfazer o abraço com Wendy e voltar a sua atenção para a pobre garota azarada.

Príncipe Jennifer. — Falou o misterioso garoto ao fazer uma bela e respeitável reverencia em homenagem a jovem e brava heroína. — Fico feliz em saber que você conseguiu salvar o reino das rosas e impedir que ele se tornasse uma terra de imps sobre o comando de uma terrível e malvada bruxa. É uma pena que eu não tenha vivido tempo o suficiente para ver suas façanhas e poder te desafiar para um duelo de espadas.

Jennifer então retribuiu a reverencia com uma outra mais simples e bastante humilde, e ao olhar para Wendy que tanto chorava de felicidade ao rever aquele estranho garoto, falou — Obrigada, Sir Joshua. Eu gostaria que você soubesse que eu sinto muito por você ter morrido e não poder realizar todos esses seus.... Desejos. — Completou a matadora da bruxa, ao tentar não soar tão mal-educada.

Não se preocupe, meu príncipe. O meu único arrependimento em vida foi não ter confessado o meu amor pela Wendy enquanto ainda podia. Mas agora, isso é passado. — Falou o príncipe fantasma com uma expressão de quem estava completamente em paz.

Sim, meu amor, agora tudo isso é passado! — Exclamou Wendy feliz — Agora nós três estamos aqui juntos, e poderemos viver juntos e felizes por toda a eternidade. — Completou a princesa das rosas vermelhas ao sorrir feliz como nunca sorrira em toda a sua vida.

Não, minha rainha. — Falou Joshua com uma voz bastante calma e segura. — Nós não poderemos ficar juntos, pois Jennifer aqui veio para levá-la de volta ao mundo dos vivos.

Wendy então ficou impactada pelo motivo da aparição de sua amada, e ao começar a chorar mais forte do que antes, falou — Não! Eu não quero! Eu não quero ficar sem você novamente! Eu não vou suportar ficar sozinha sem você e deixar você sozinho aqui! — Gritou e argumentou Wendy completamente desesperada.

Eu não estou sozinho. — Falou Joshua com uma paz e serenidade que nem parecia existir em alguém que não fosse a Eleanor ou a Clara no momento do ritual. — Pelo menos, não mais. — Completou o garoto ao olhar para a figura de dois homens altos que se aproximavam seguidos por um cachorro de pelo amarronzado.

Brown! — Gritou Jennifer ao correr e abraçar seu fiel e corajoso amigo, antes de receber várias lambidas e mordidinhas de leve.

Ele é um bom amigo. — Falou Sir Clerec que estava risonho como nunca estivera em toda a sua vida.

Sim, ele é. — Falou Jennifer ao chorar fortemente enquanto abraçava com força seu melhor e amado amigo.

É bom ver que você conseguiu alguém para te amar e te proteger em sua jornada. — Comentou Sir Gregory ao se aproximar de Jennifer com um sorriso inocente e terno nos lábios.

Sir Greg.... — Murmurou Jennifer ao se levantar e enxugar as lágrimas de seu rosto. — Eu sinto muito por tudo o que aconteceu com o senhor. Tchunf! Eu realmente lamento muito que o senhor tenha tido que morrer para nos proteger. — Completou Jennifer antes de se render ao choro novamente.

Porém, ao contrário da garota azarada, o alto homem não estava nem um pouco triste, e ao se ajoelhar e segurar o queixo pequeno e delicado de Jennifer com os seus dedos rústicos e bastante machucados, o sorridente cavaleiro falou — Não chore, bravo filho meu. Você foi a maior alegria de minha vida desde que perdi meus dois primeiros amores; e morrer lhe protegendo foi a maior honra que eu poderia ter em toda minha miserável vida. Agora, eu estou feliz como nunca, pois estou rodeado de todos os meus amados filhos e filhas.... Todos os meus preciosos filhotes. — Segredou Sir Gregory ao se levantar novamente e olhar também para Wendy e Joshua.

Jennifer então chorou mais forte do que antes, enquanto Joshua apenas correu na direção de seu querido pai e o abraçou com força, enquanto Wendy também chorava emocionada.

Foi então, que Sir Clerec tocou no ombro direito da garota azarada, que ao se levantar e se virar para encarar o bravo cavaleiro, avistou a figura de duas pessoas se aproximando lentamente.

Uma era uma mulher de longos cabelos liso cor loiro escuro que estava vestida com um vestido verde tão lindo que qualquer jardim seria ofuscado pela cor de tal peça.

Já a outra figura era um homem de longos cabelos negros que usava uma cartola preta e possuía um bigodinho bem pequeno e até um pouco engraçado; acompanhando por um fiel falcão pousado em seu ombro direito.

Mãe, pai! — Gritou a garota azarada ao correr em prantos na direção do simpático, sorridente e feliz casal.

Minha amada filha! Nossa adorada garotinha.... Como você cresceu. — Comentou Lorde Leo ao abraçar Jennifer acompanhado de sua bela esposa Julieta.

Mamãe, papai! Por que eu me esqueci de vocês!? Por que agora eu me lembro de tudo!? Me perdoem, eu não queria ter esquecido, eu juro! — Falou Jennifer completamente emocionada e entregue aos seus mais profundos sentimentos

Minha amada e sapeca filha, nós nunca ficaríamos com raiva de você por algo além de sua capacidade e controle. Nós estamos muito felizes e orgulhosos que você sobreviveu tempo suficiente para salvar o reino e ainda poder nos visitar um pouco neste lindo lugar. Você é uma verdadeira heroína, minha preciosa Jennifer; a mamãe e o papai te amam muito, minha pequena princesa. — Falou Lady Julieta com uma voz tão doce e terna que tocou o coração de todos ali presente.

Mamãe, papai, eu queria que vocês tivessem conhecido a Wendy rainha; pois ela se casou comigo e me deu tudo o que me possibilitou derrotar a bruxa e salvar o reino. — Explicou Jennifer bastante emocionada e nostálgica com tudo o que vivera até ali.

Foi então que Lorde Leo, acariciou carinhosamente os cabelos curtos da garota azarada, e ao sorrir mais uma vez para a sua amada filha, falou — Nós sabemos, meu amor. Nós estivemos lhe observando o tempo todo desde que partimos. E estamos muito felizes e orgulhosos de tudo o que você conquistou e conseguiu; mas agora está na hora de limpar essas lágrimas e seguir em frente; pois você ainda tem muito o que viver. — Completou o elegante e feliz lorde ao retirar a sua cartola e colocar por sobre a cabeça de sua amada filha.

Senhores. — Falou Wendy ao se aproximar do doce e caloroso casal. — Eu amo muito a sua filha e gostaria bastante que vocês dois me dessem vossa benção para que eu pudesse protegê-la e cuidar dela por toda a eternidade.

Jennifer então chorou ainda mais forte, enquanto Lorde Leo e Lady Julieta apenas colocaram as suas mãos por sobre os ombros da princesa das rosas vermelhas e falaram — Nós não poderíamos desejar pessoa melhor para a nossa filha. Você tem a nossa benção, rainha Wendy.

Wendy então chorou calorosamente, e ao se abraçar fortemente com sua amada, a princesa das rosas vermelhas murmurou — Eu queria que meus pais também estivessem aqui para poder lhe dar vossa benção também.

E foi então que Joshua gargalhou gostosamente e bastante alto, antes de sorrir e apontar na direção de duas figuras e falar — E quem foi que falou que eles também não estão aqui?

Wendy então não se conteve e correu o mais rápido que pôde até se jogar nos braços do seu amado e falecido pai, rei Marion.

Papai, mamãe, eu falhei! Se não fosse por Jennifer o reino todo não teria ficado seguro! Eu fui uma péssima rainha. — Desabafou Wendy bastante emocionada.

Uma péssima rainha? — Perguntou rainha Lais com um olhar bastante confuso. — Minha querida, sapeca, esperta e bobinha princesa solitária. Você é e sempre será a melhor e única rainha que sacrificou a própria vida e segurança para defender o reino. Wendy, você é a melhor rainha que eu ou seu pai jamais pudermos ser. — Segredou a antiga rainha antes de abraçar a filha em um abraço forte e aconchegante.

Isso mesmo, filha minha. Nenhum pai ou rei no mundo poderia pedir uma princesa ou rainha melhor do que você.... Agora vamos logo com essas despedidas, que suas amigas já devem estar querendo enterrá-las agora. Hôhohoho.... — Falou o finado rei antes de dar a sua característica risada.

Wendy, porém, não sorriu e apenas ficou abraçada a sua mãe, até que Jennifer se aproximou do antigo rei, e ao fazer uma reverência bastante humilde e nervosa, falou — Senhor, digo, vossa majestade, eu me chamo Jennifer e sou a regente e cavaleira mais fiel de vossa filha e vosso reino, e venho aqui humildemente lhe pedir vossa benção para com sua filha.

O rei então apenas deu a sua risada característica novamente, e ao acariciar e bagunçar o cabelo da azarada garotinha, falou — Jennifer, príncipe prometido, cavaleira regente e mensageira do reino das rosas; sou eu quem deveria pedir vossa benção! Hôhohohoho....!

Jennifer não entendeu o motivo da risada do rei, então, ainda com certa dúvida, perguntou — Isso seria um sim?

Hôhohohoho....! Mas é claro que é um sim, pequena mocinha. Como antigo rei do reino das rosas, deixo minha filha em vossas bravas e corajosas mãos. — Falou rei Marion com um sorriso bastante contente e feliz nos lábios.

Eu digo o mesmo. — Falou a rainha mais orgulhosa do que nunca em ter deixado a espada das rosas vermelhas nas mãos de Jennifer.

Muito obrigada, vossas majestades. — Agradeceu Jennifer conseguindo finalmente parar de chorar.

Por nada, querida. Somos nós quem agradecemos. — Finalizou rainha Lais ao finalmente desfazer o abraço com a sua filha.

E foi então, que naquele momento, Brown começou a latir incessantemente como se quisesse que as garotas lhe seguissem.

O que ele quer? — Perguntou Wendy ainda bastante abalada.

Apenas levar vocês de volta, minha rainha. — Respondeu Sir Clerec com bastante orgulho de ter morrido em batalha para salvar o reino.

Wendy, nós temos que ir! — Falou Jennifer ao pegar na mão da princesa das rosas e completar — A Clara falou que isso é bastante perigoso, então vamos.

A rainha então percebeu que não teria outra escolha senão seguir em frente, mas antes de sair daquele lugar, Wendy sabia que precisava fazer uma última coisa.

Jennifer, eu vou com você, mas antes eu tenho que fazer algo. — Falou Wendy ao se soltar da mão da garota azarada e ir caminhando até Joshua, que observava tudo tranquilamente.

Jójó. — Falou a rainha ao parar na frente do sábio garoto.

Minha rainha? — Perguntou Joshua bastante confuso e curioso.

Wendy então respirou profundamente e ao suspirar tudo de uma vez só, falou — Eu prometo que eu nunca vou esquecer de você. Nunca! — E então o beijou profundamente, fazendo o garoto sábio ficar bastante envergonhado, vermelho e sem jeito com toda aquela situação.

Gregory e os outros adultos apenas gargalharam bastante alto, e Jennifer apenas sorriu, pois não havia mais espaço para lágrimas naquele momento.

E então, quando o longo beijo finalmente foi finalizado, Joshua ficou sem saber o que dizer, e apenas desviou o olhar de Wendy que sorria feliz como nunca, antes de dizer — Agora está feito. Já posso partir. — E caminhou na direção de Jennifer que agora estava sendo abraçada por Sir Gregory, que ao beijar o seu rosto por uma última vez, falou — Eu espero que algum dia nós possamos jogar aquele jogo de perguntas novamente.

Jennifer então sorriu mais uma vez, e ao beijar carinhosamente a bochecha direita do alto homem, falou — Eu também, papai, eu também.

E então o cavaleiro lobo apenas sorriu e foi em direção ao seu primeiro filho, onde o pegou e o colocou por sobre o ombro direito, e depois o levou na direção de uma bela mulher de longos cabelos negros, que provavelmente era a mãe de Joshua.

 Vamos, meu amor. Está na hora de partirmos. — Falou Wendy ao entrelaçar a sua mão direita com a esquerda de Jennifer e seguirem Brown que as guiou até o enorme e mágico miraj Sir Peter, que estava esperando as garotas na frente de um enorme portal de luz azul e brilhante.

Ao atravessar o portal, Jennifer acordou em uma enorme e confortável cama, ao qual ela reconheceu ser a cama onde dormira com Wendy pela última vez antes da viagem.

Deitada ao seu lado esquerdo estava Wendy e Sir Peter, e ao seu lado direito jazia Brown, com uma enorme cicatriz de corte no pescoço e algumas pétalas de flores amarelas jogadas por cima de seu corpo.

Naquele momento a memória do que Clara havia feito com o pobre cão retornou de imediato para a mente de Jennifer, que logo colocou a sua mão esquerda por sobre o corpo do amarronzado cão para poder sentir sua respiração.

Vivo.... — Sussurrou Jennifer aliviada com aquela constatação.

Será mesmo? — Perguntou Wendy ao se sentar e acariciar o pelo branco e fofinho de Sir Peter. — Será que não estamos todos nós mortos?

Jennifer então sorriu ao ver o rosto de sua amada menos pálido do que antes, e ao abraçá-la com muita força, a garota azarada respondeu — Não, meu amor. Nós estamos vivas, e tudo graças à Clara.

Wendy então retribuiu o doce abraço, e ao beijar carinhosamente a bochecha direita de Jennifer, falou — Vamos, meu príncipe, vamos ver onde estamos.

E então, acompanhadas por Brown que finalmente se levantara e Sir Peter que rapidamente pulou da cama, as duas garotas saíram do quarto e deixaram bastante feliz e surpreso um cavaleiro de olhos violeta que protegia a porta pelo lado de fora.

Pouco tempo depois a notícia de que a rainha e a regente haviam retornado do mundo dos mortos se espalhou rapidamente pelo castelo branco, fazendo com que todos ali presente desejassem testemunhar tal inesperado fato.

Margarete e Diana foram as primeiras que tiveram coragem de se aproximar das ressuscitadas, porém foi Diana quem teve a ousadia e a coragem de tocar no rosto das duas primeiro.

Não é possível. Toque Meg, e veja! Elas estão mesmo vivas! — Falou Diana totalmente incrédula enquanto tocava e apertava com força a bochecha das duas garotas loirinhas.

Impossível, se passaram quatro dias desde a morte da rainha. Como elas podem estar vivas depois de tanto tempo sem respirar? — Questionou a baronesa Meg ao tocar e investigar o calor do corpo da rainha e da regente também.

 Hihihi.... — Riu Wendy feliz. — É possível sim. Eu estou viva, e também não estou tossindo mais; e tudo graças à minha doce, esperta, corajosa e brava Jennifer. — Completou a rainha ao apertar a mão da garota azarada com mais firmeza.

Nada disso! — Exclamou Amanda ao se aproximar apressadamente do jovem e belo casal — Vocês estão vivas apenas e exclusivamente por causa da princesa Clara que fez aquela magia louca lá! E pensar que nós teríamos que prender ela se vocês não acordassem em mais três dias.

Hihihihi.... — Riu Wendy novamente — E onde estar a minha salvadora para que eu possa agradecê-la apropriadamente?

A princesa Clara está no jardim, acompanhada de seu filho e esposo. — Respondeu um cavaleiro do castelo, ainda bastante impressionado com o que estava testemunhando.

Então me guie até lá, sir, e me conte como a princesa Clara conseguiu um filho em tão pouco tempo. — Pediu Wendy para o nobre e leal cavaleiro que apenas concordou e contou sobre as três crianças filhas da bruxa Martha com o mago Hoffman.

Porém, antes de chegarem no jardim, Meg, Diana e Amanda pediram um momento as sós com Jennifer, pois segundo as três garotas, Eleanor entrara em uma tristeza profunda desde a “suposta morte” da regente, e desde o retorno ao castelo branco, passara todos os dias reclusa à uma varanda enquanto bebia vinho e olhava melancólica para o céu.

Jennifer sentiu um aperto enorme em seu peito ao ouvir que a sua melhor amiga estava sofrendo tanto assim, e ao pedir para que Wendy esperasse um pouco, foi direta e velozmente até a tal varanda, onde encontrou Eleanor bebendo e encarando o céu com um olhar mais frio e sem sentimentos do que todos os outros que a princesa fria tivera antes.

Eleanor. — Chamou Jennifer com uma voz cheia de sentimentos e felicidade ao rever a sua preciosa amiga.

O som da voz da garota azarada soou como uma melodia para os ouvidos da condessa, que ao ouvir o seu nome ser chamado por uma garota que até agora estava supostamente morta, deixou cair a taça de vinho tinto no chão e se virou lentamente até poder avistar o rosto belo e vivo de Jennifer, que fez seu mundo se encher de vida e cor novamente.

Jennifer? É você mesma ou eu já estou tão bêbada que estou vendo fantasmas? — Questionou Eleanor totalmente incrédula com o que estava vendo ali.

Hihihi.... — Riu Jennifer baixinho — Fantasmas fazem isso? — Perguntou a loira ao se aproximar da nortenha e lhe abraçar de maneira bastante calorosa e beijar o seu rosto carinhosamente.

Não, isso não é real! Eu vi! Você morreu nos meus braços! A Clara matou você apenas para poder reinar em seu lugar! Eu vi! — Desabou a condessa ao finalmente chorar pela primeira vez em toda a sua vida.

Shiiiiii, calma, eu estou aqui. Eu estou viva, toque-me! — Falou Jennifer enquanto sentia as frias lágrimas da princesa do gelo lhe molhar o ombro esquerdo e o seu pescoço.

Eleanor então passou as mãos frias pelo cabelo curto e dourado escuro da garota, e ao sentir a maciez e o calor das bochechas fofas e macias de Jennifer, falou — Só existe uma única maneira de eu confirmar se é você mesma.

Qual? — Perguntou Jennifer feliz e inocente.

Assim. — Respondeu Eleanor ao beijar profundamente os lábios quentes e macios da boca cheia de vida da garota azarada.

Diana, Meg, Amanda e Wendy que apenas observavam escondidas à cena, ficaram sem saber o que fazer, já que Wendy acabara de avistar sua amada ser beijada por outra garota.

Porém, antes que alguém pudesse falar algo, o longo beijo foi rompido e os olhos de Eleanor se encheram de lágrimas de felicidade pela primeira vez em sua fria vida; e ao sorrir o sorriso mais belo que a princesa nortenha já dera, a condessa falou — Eu pensei que eu nunca mais veria seu sorriso novamente.

Jennifer então sorriu calmamente e ao segurar as mãos geladas e frias da princesa do Norte, e beijá-las com respeito e carinho, a garota azarada respondeu — Eu também tive medo de não voltar, mas agora eu estou aqui, e tenho que ir até à princesa Clara agradecê-la por me dar uma nova chance de viver ao lado de todas vocês.

Eleanor então finalmente compreendeu que tudo aquilo era real, e ao separar as suas mãos das mãos vivas e calorosas de Jennifer, falou — Então vá, e peço para que não lhe conte o que eu falei aqui. Eu estava muito triste, e agora não mais.

Jennifer apenas sorriu novamente, e ao dar mais um beijinho na bochecha esquerda da condessa, se despediu em voz baixa e se virou em direção às garotas, que logo disfarçaram e fingiram que não estavam espiando aquele momento.

Vamos? — Perguntou Jennifer ao se aproximar de Wendy e segurar em sua mão direita.

A princesa das rosas vermelhas apenas ignorou o fato de Jennifer ter sido beijada por Eleanor, e ao beijar a mão esquerda de Jennifer carinhosamente, Wendy respondeu — Vamos lá.

Porém, antes de entrarem no jardim onde a princesa Clara estava, Jennifer, Wendy, Diana, Meg, Amanda, Brown, Sir Peter e o cavaleiro guia, se encontraram com Thomas, que carregava uma pequena bebezinha em seus magros braços, enquanto era acompanhado por Tibério, seu pai.

Jennifer, Jennifer! Hahahahaha.... Você está viva! Eu sabia, eu sabia! Eu sempre soube! As princesas não quiseram me escutar, mas eu falei para elas que você ia voltar, eu falei! — Declarou Thomas enquanto sorria e pulava de pura felicidade.

Hêhehe.... Muito obrigada, Thomas. Mas de quem é o bebê? — Perguntou Jennifer curiosa pela pequena criança.

Ah, essa é uma das crianças do mago Hoffman! Mas a princesa Clara não gosta muito dessa, então ela deixa que eu fique brincando com ela por aí. Você quer segurá-la um pouco? — Ofereceu e perguntou Thomas ao literalmente colocar a criança nos braços rápidos e esguios de Jennifer.

Oh, ela é tão fofinha. — Comentou Jennifer ao olhar para o sorriso meigo e cativante da pequena menininha. — Qual é o nome dela? — Perguntou ao olhar novamente para Thomas.

Ela não tem um. — Respondeu o magro garoto ao juntar todos os dedos de suas mãos e estalá-los de uma só vez. — A princesa só nomeou uma das crianças até agora, e foi apenas a que ela mais gostou. — Explicou Thomas com o seu jeito sempre sincero de ser.

Ah, entendi. Aqui, pegue-a de volta; acho que se eu ficar com ela por mais algum tempo não irei devolvê-la nunca mais. Hihihi.... — Comentou Jennifer ao oferecer a bebezinha de volta para o magro e brincalhão garoto.

Hêhehehe.... Não precisa devolver não! Hihihi.... Na verdade, seria bom se você ficasse com ela, pois eu já estou satisfeito demais só de ter meu papai de volta. —Falou Thomas ao olhar para o barbudo e quieto homem ao seu lado.

Jennifer então olhou para o senhor de óculos e barba negra que sorriu simpaticamente para ela, e logo o reconheceu como o homem que estava lá no momento em que ela fez o feitiço para resgatar Wendy.

Prazer em conhecê-lo, senhor. Me chamo Jennifer. — Falou Jennifer ao se apresenta e fazer uma reverencia bastante humilde, porém um pouco mais caprichada.

O prazer é meu, jovem heroína. Eu me chamo Tibério e o meu filho me contou tudo o que ele pôde sobre você; e eu fico extremamente feliz em saber que o procedimento realmente funcionou. — Falou o esperto homem ao olhar para a rainha e comprovar que os boatos dos empregados de que a rainha e Jennifer ressuscitaram eram verdadeiros.

Obrigada senhor, adorarei ouvir por onde o senhor esteve durante todo esse tempo de desaparecimento, mas agora tenho que me encontrar com a princesa Clara para poder agradecer por tudo o que ela fez por nós duas. — Explicou Jennifer educadamente para o homem ao qual ela ouvira Thomas falar incessantemente por um dia inteiro, quando ela conheceu o príncipe maquinista pela primeira vez.

Entendo perfeitamente, nobres princesas. — Respondeu Tibério ao sair do caminho e abrir passagem para as jovens garotas e o cavaleiro.

E então, ao finalmente chegarem no jardim, Jennifer, Wendy, o cavaleiro e as outras meninas, finalmente encontraram e avistaram a princesa Clara com um pequeno bebê em seus braços pardos, enquanto Sir Hoffman observava a cena, sentado e amarrado com cordas rusticas à uma simples cadeira de madeira.

Clara aparentava estar até mais saudável e bonita, enquanto o bebê parecia bastante feliz e sorridente em seus braços.

Wendy e Jennifer então se aproximaram, e ao fazerem uma nobre e respeitosa reverência para a princesa do mar e do litoral, Wendy falou — Clara, eu lhe devo a minha vida e a de todo o meu reino; e eu sei que já acordamos uma recompensa antes de partimos aquele dia, mas se você desejar algo à mais, por favor me diga, e eu verei se é possível lhe conceder tal desejo.

A princesa Clara então sorriu satisfeita com tamanha honraria da rainha, e ao se aproximar lentamente de Wendy, falou — Minha rainha, a maldita bruxa Martha destruiu a varinha que eu tanto desejava obter aquele dia. Porém, devo dizer que graças à vossas amigas, acabei encontrando algo mais precioso que uma mera varinha mágica.

E o que é tão precioso assim? — Perguntou Wendy feliz e curiosa por sua mais nova amiga.

Vida! — Respondeu Clara. — Um filho! Um filho do qual eu nunca consegui ter. Eu peço encarecidamente, minha rainha. Permita-me ficar com essa criança, e eu serei grata eternamente por vossa bondade. Você pode até ficar com as outras duas, pois só desejo esse garoto aqui; pois o poder mágico nele presente é poderoso. — Pediu e explicou Clara sincera.

Minha cara e querida amiga, esse pedido vosso já está concedido. Apenas me pergunto o que faremos com as outras duas crianças. — Declarou Wendy ao olhar para a doce menininha nos braços calorosos e aconchegantes de Jennifer.

Nós podemos ficar com ela! — Falou Jennifer bastante empolgada com a ideia de criar e educar a pequena garotinha. — Ela poderia ser a nossa filha, não poderia? — Indagou Jennifer com um olhar que transmitia pura felicidade e satisfação com aquela determinada possibilidade.

Wendy então sorriu contente ao ver a felicidade no olhar de sua amada, e ao olhar novamente para a pequena bebê, falou — Eu acredito que sim, meu amor. Apenas precisaremos escolher um nome para ela e achar alguém para amamentá-la. Porém, o cavaleiro me falou de três crianças, e até agora eu apenas vi duas. Onde está a terceira? — Perguntou Wendy ao olhar novamente para Clara.

Clara então apontou para uma das torres brancas do castelo, e ao recolher o seu dedo indicador direito após o apontamento, falou — O bravinho está sendo amamentado pela imp porca que foi encarregada de cuidar deles pela bruxa Martha. Aquele é o que menos possui potencial para magia; presumo que vai ser um verdadeiro troglodita quando crescer.

Wendy e Jennifer apenas riram do comentário da princesa, porém Amanda e Meg apenas permaneceram sérias, até que Diana se aproximou de Wendy e falou — Majestade, posso pedir para ficar com esta última criança?

Jennifer e Wendy então pararam de rir, enquanto Amanda, Clara e principalmente Meg, olharam surpresa para a duquesa que apenas esperava tranquilamente pela resposta da rainha.

Wendy então percebeu que todos agora estavam no aguardo de sua resposta, e ao olhar nos olhos azulados e belos da duquesa ruiva, a rainha respondeu — Não vejo motivos para dizer não; porém, me apetece saber.... Por qual motivo desejas a criança? — Perguntou Wendy bastante curiosa.

Diana então sorriu e ao olhar para Meg que ainda estava boquiaberta com o pedido inesperado da duquesa, respondeu —Eu desejo treinar a criança para ser um guerreiro e talvez futuro rei do reino dos espinhos. E eu sei que com as minhas habilidades de batalhas e o conhecimento e os ensinamentos de Meg, nós duas conseguiremos transformar essa criança em um herdeiro digno.

Jennifer, Clara e Amanda acharam bastante sensata e justa a ideia de Diana, porém Meg ainda estava sem palavras e não sabia o que dizer ou sequer pensar diante de tal situação.

E foi então que Wendy, ao se virar para a baronesa Margarete, perguntou — Baronesa Margarete, o que me diz da proposta da duquesa? Lhe parece vantajosa?

Meg então finalmente conseguiu raciocinar alguma coisa, e ao avaliar a pergunta da rainha com calma, respondeu — Eu acho que não teremos problema algum, minha rainha.

Wendy então sorriu ao perceber que com aquelas crianças nem ela, nem Meg ou Diana precisariam se preocupar com casamentos futuros ou a falta de herdeiros, e ao se aproximar lentamente de sua amada, que ainda segurava a pequena bebezinha em seus braços, falou — Que os nossos futuros sejam belos e coloridos para todo o sempre. A última criança ficará sobre os cuidados da duquesa.  — E beijou carinhosamente a mãozinha pequenina da fofa bebê.

Então, depois da fala da rainha, Clara pediu para que o cavaleiro que guiou as garotas até o jardim, guiasse Diana, Meg Amanda e Wendy até a torre onde estava, a última criança, porém, antes de irem, Clara se aproximou de Wendy e pediu uns momentos a sós com Jennifer, além de também contar que já havia libertado todas as sereias que a princesa do litoral havia prometido libertar.

Eu apenas mantive a sereia que me foi prometida e acordada. — Completou princesa Clara com perfeita postura.

Como acordado e prometido. — Concordou Wendy ao dar mais um beijo no rosto de sua amada e pegar e levar a bebezinha consigo, enquanto saia acompanhada de Sir Peter e das outras pessoas ali presente, deixando apenas Wendy, Brown, Clara, o bebê e Sir Hoffman sozinhos.

Muito obrigada, Clara! — Falou Jennifer ao finalmente poder abraçar e agradecer a princesa Clara com vontade. — Eu realmente não sei o que eu faria sem a Wendy na minha vida. — Assumiu Jennifer com toda a sua sinceridade e paixão.

Não me agradeça, princesa. — Falou Clara ao sorrir para a garota azarada. — Foi você quem aceitou pagar o preço pela vida da rainha. Então é você e apenas você quem merece todo o crédito pela vida de Wendy.

Jennifer não compreendeu bem as palavras da princesa, e ao olhar para o pequeno bebê nos braços sofridos de Clara, perguntou — Mas por quê? Qual foi o preço que eu tive que pagar, afinal?

Clara então suspirou lentamente e ao olhar profundamente nos olhos belos e esverdeados da garota azarada, respondeu — O preço para trazer a rainha Wendy de volta do mundo dos mortos, foi metade de seu tempo de vida restante, Jennifer. Todos aqueles futuros anos que pertenciam somente a você, agora serão os anos de vida da rainha.

Jennifer então percebeu que o que ela havia feito foi literalmente sacrificar metade dos anos de sua vida restante para poder ter seu amor de volta. Porém, ao contrário de tristeza, a garota azarada sentiu alegria ao saber que aquele fora o único preço necessário para poder ter uma curta, porém feliz vida ao lado de sua amada.

E então, ao limpar uma lágrima que escapara de seu olho esquerdo, a garota azarada perguntou — Mais alguém sabe disso?

Não, apenas você, eu, Brown, este bebê e o Hoffman; e não se preocupe, o Hoffman fala tão pouco quanto o Brown ou o bebê. — Respondeu e explicou Clara com total confiança.

Jennifer então limpou mais uma lágrima que escapou de seus olhos verdes, e ao sorrir contente, falou — Que apenas esses continuem a saber, por favor.

Não vai contar para a rainha? — Perguntou Clara enquanto esperava para ver a reação de Jennifer para com sua amada.

Não. — Respondeu Jennifer de imediato. — Deixe-a viver feliz, sem saber da verdade. Eu lhe imploro!

Clara apenas concordou com a cabeça, e ao suspirar profundamente mais uma vez, falou — Que assim seja. Apenas saiba que no dia e no momento em que a rainha morrer, você também morrerá.

Jennifer apenas concordou com um sorriso, e ao olhar para Brown que cheirava e investigava a perna de Sir Hoffman amarrado à cadeira, falou — Eu espero que isso ocorra em nossa cama enquanto estivermos dormindo juntas e em paz.

Clara então abriu um sorriso sincero e com todo o respeito e carinho que sentia por Jennifer, falou — Que assim seja, minha heroína, que assim seja. — E abraçou a pobre garota azarada que chorou bastante em seus calorosos e receptivos braços.

E então, após uma semana de bailes e banquetes de comemoração pelo fim da guerra, pois todos os imps fantasmas haviam retornado ao mundo espiritual, e da ressureição da rainha e sua regente, todas as princesas e cavaleiros tiveram que se despedir para retornarem aos seus respectivos lares.

Wendy, cumpriu a sua promessa para com Sir Lucas e recompensou e homenageou muito bem a família de todos os cavaleiros que arriscaram ou perderam as suas vidas na jornada com a rainha, além de também cumprir o seu acordo com Amanda e recompensá-la com todo o ouro e títulos que lhe foram prometidos.

Minha rainha, eu agradeço por manter vossa promessa comigo, e espero que possa me agraciar com a possibilidade de usar um vestido que eu mesma farei exclusivamente para você. — Falou Amanda bastante emocionada ao saber que finalmente retornaria para casa e veria a sua mãe novamente, mas não como uma filha de uma costureira, e sim como uma lady cavaleira, consagrada e recompensada pela própria rainha.

Não se preocupe, Amanda. Eu prometo que a partir de hoje todos os meus melhores vestidos serão feitos por você e sua família. — Declarou Wendy toda sorridente enquanto segurava a sua mais nova herdeira em seus pequenos braços.

Muito obrigada, rainha. Eu prometo que assim que eu chegar em casa começarei a costurar algo para você e para a Jennifer também. — Completou Amanda ao olhar para a garota azarada que estava ao lado de Wendy acompanhada por Brown e Sir Peter.

Eu esperarei ansiosa. — Falou Jennifer totalmente contente de finalmente poder iniciar a jornada de retorno.

Eu também estarei, até porque eu sei que Amanda colocará todo os seus sentimentos nessas peças. — Falou Eleanor ao se aproximar de Jennifer com o pássaro vermelho da felicidade em seu ombro.

Eleanor. — Sussurrou Jennifer ao avistar a bela nortenha com uma tiara brilhante de cristal cor gelo em torno de seus negros cabelos.

Bela tiara. — Comentou Wendy com bastante gentileza e educação.

Agradeço o elogio, mas é um presente da princesa Clara para mim. Ela falou que combina comigo e deu uma vermelha feita de rubis para Diana e outra verde feita de esmeraldas para Meg. — Agradeceu e explicou Eleanor sobre o belo artefato.

Ficou muito bem em você. — Comentou Jennifer maravilhada com a beleza única da condessa.

Eleanor então corou um pouco, mas apenas concordou com a cabeça e ao olhar para a pequena bebê que dormia tranquilamente nos braços de Wendy, perguntou — Ela já tem um nome?

Jennifer então olhou para a pequena criança adormecida, e ao acariciar a sua macia testinha e sorrir gentilmente, respondeu — Sim, nós duas já escolhemos.

Eleanor então tocou gentilmente na mãozinha esquerda da bebê e perguntou — E qual é?

Jennifer então sorriu mais uma vez, e ao olhar rapidamente para Wendy que sorria bastante feliz, respondeu — O nome dela é Elua.

Elua? — Indagou Eleanor ao achar aquele nome bastante estranho.

Sim, Elua. Este nome foi o escolhido por ser uma junção do nome de duas pessoas bastante importantes para mim e para Wendy. — Explicou Jennifer com bastante prazer.

E que nomes seriam esses? — Perguntou Eleanor ao sentir a bebezinha segurar e agarrar o seu dedo indicador direito e frio.

Eleanor e Joshua. — Respondeu Wendy antes que Jennifer pudesse sequer abrir a boca.

A princesa fria apenas não conseguiu acreditar que estava sendo homenageada pela rainha e sua amada, e ao olhar novamente para Jennifer e perceber o maroto sorriso que a garota azarada esbanjava, a condessa falou — Muito obrigada. Se um dia eu tiver uma filha, ela terá o seu nome. — Segredou Eleanor diretamente para Jennifer.

Eu espero poder conhecê-la um dia. — Replicou Jennifer antes de Diana e Meg se aproximarem acompanhada da imp porca e do bebê raivoso.

Rainha, você está certa de que não deseja ficar com a Pigura? Ela é uma ama de leite bastante eficiente. — Questionou Meg que estava bastante elegante com a tiara verde por sobre a cabeça.

Não se preocupe, Margarete. Elua se adaptou bem ao leite de vaca e está bem saudável. Então deixemos que o jovem Luzion aproveite sua ama de leite sozinho. — Respondeu e agradeceu Wendy que na verdade não possuía muita simpatia por imps, sendo eles pacíficos ou não.

Hêhehe.... Este aqui será um guerreiro inigualável. — Comentou Diana bastante orgulhosa e esperançosa com o guloso bebê que mamava em Pigura sem parar.

É bastante provável. — Falou princesa Clara ao se aproximar bem vestida e bem cuidada como não estivera em anos.

Princesa Clara, que bom que veio até aqui para se despedir de nós. Eu espero que você visite todos os nossos reinos, algum dia. — Comentou e convidou Wendy bastante agradecida por tudo que a princesa do litoral havia feito por ela.

Agradeço o convite, minha rainha. Eu farei isso assim que o pequeno Leo já estiver grande o suficiente para me acompanhar na viagem. — Agradeceu e explicou Clara com sinceridade.

Jennifer: — Leo? O nome dele....

Sim. — Falou Clara com um sorriso lindo e até bastante meigo no rosto cheio de cicatrizes. — Ele possui o nome de um grande, corajoso e honrado homem.

Jennifer então encheu os olhos de lágrimas, mas antes que pudesse falar alguma coisa, a princesa Clara fez aparecer magicamente duas coroas de belíssimas rosas vermelhas por sobre a cabeça da garota azarada e da rainha, que ao perceber o belo e mágico presente, agradeceram em conjunto.

Minhas senhoras, estamos todos prontos para partir. — Falou sir Berturio acompanhado de Thomas, Tibério e outros cavaleiros que fariam a guarda e a escolta de todas as princesas até as suas respectivas casas.

Então que partamos, e que todos nunca esqueçam do dia em que todas as princesas, alguns bravos cavaleiros e cavaleiras juntas, salvaram todos os reinos. — Falou Wendy antes de ir em direção a sua carruagem e ser seguida por sua comitiva.

Muitas semanas depois, Jennifer e Wendy finalmente retornaram ao castelo das rosas, mas apenas depois de deixarem todas as outras princesas e “cavaleiras costureiras” em seus castelos e casas.

Wendy então declarou pela última vez o fim da guerra e apresentou a jovem Elua como futura princesa das rosas vermelhas, além de elaborar alguns projetos para reestruturação e conservação do reino das rosas.

Enquanto isso, no reino das terras além da floresta, Diana se preparava para partir para a fronteira com o reino dos espinhos, onde ela levaria os melhores engenheiros e construtores do reino para construir um novo castelo onde ela e a baronesa Margarete pudessem governar os dois reinos juntas de um só lugar.

Meg, estou partindo. Cuide bem de nosso herdeiro e não o mate até eu retornar. Hêhehe.... — Zombou e provocou a duquesa ruiva antes de abraçar apertado a baronesa e dar um beijinho carinhoso no pescoço de sua amada.

Sua idiota! — Xingou Meg antes de dar uma tapinha forte no bumbum da maior. — Se eu souber que você abusou ou ficou com alguma outra garota enquanto estiver por lá....

— Você não vai poder fazer nada! — Zombou e provocou a pervertida ruiva antes de dar um beijo profundo e bastante apaixonado em sua baronesa.

Já no reino de gelo ao Norte, Eleanor recebia contente a sua mais nova nobre e melhor amiga chamada Amanda, que veio acompanhada de sua mãe Fionna para celebrar a festa de noivado da princesa fria com o filho do sábio e brilhante inventor, Sir Tibério, que a cada dia que passava, criava novas máquinas à vapor com a ajuda de seu filho e futuro rei do Norte, Thomas.

Condessa, eu nunca imaginei que você casaria com um homem mais jovem que você. — Comentou Amanda ao sorrir e abraçar a sua fria e velha amiga de aventuras.

Tem razão, Lady Amanda, talvez eu devesse mudar de ideia e casar com alguém mais digno. Talvez você? — Zombou Eleanor ao sorrir de felicidade pela primeira vez naquela semana.

Hahahahaha.... — Gargalhou Amanda. — Me diga que você tem um bom vinho e algo gostoso para comermos e eu te contarei que já estou engajada com um belo e nobre rapaz filho do Lorde Mellias Corde. — Segredou a nobre gordinha ao dar uma piscadela de leve para a condessa, que apenas concordou e cumprimentou a mãe da amiga lhe oferecendo um luxuoso quarto e alimento quente.

Enquanto isso, no reino do litoral, princesa Clara finalmente terminara de confeccionar uma bela varinha mágica para o seu filho, enquanto olhava para uma carta já escrita e apenas esperando para ser enviada à rainha, com o intuito de lhe dizer que o reino do mar e o reino do litoral estavam finalmente em paz.

Algumas semanas depois, no castelo das rosas, Jennifer e Wendy liam felizes as notícias que todas as suas amigas lhe escreviam, e enquanto conversavam sobre o que deveriam contar para as mesmas em uma carta de retorno, observavam Brown e Sir Peter que dormiam juntinhos e bem aconchegado aos pés do berço luxuoso e confortável de Elua.

O reino está todo em paz. — Comentou Wendy completamente feliz e calma.

Sim, e tudo graças à bela e magnifica rainha que sacrificou a sua própria vida para defendê-lo e salvá-lo. — Falou Jennifer com um sorriso de pura admiração no rosto.

Não, minha doce bobinha. Foi tudo graças à uma corajosa princesa que sacrificou a sua própria vida e segurança para salvar a todos aqueles a quem ela ama. — Replicou Wendy ao acariciar o rosto de Jennifer com puro afeto e carinho.

Jennifer então sorriu belamente, e ao provocar a rainha com seu olhar extremamente sapeca, falou — E você acredita que essa princesa faria tudo isso de novo apenas para ter o beijo de sua bela rainha em seus sedentos lábios?

Hihihi.... — Riu Wendy repleta de amor e pura felicidade. — Eu acredito sim, minha doce e bela princesa. E eu te amo o suficiente para fazer o mesmo; minha adorada, amada e querida Jennifer.

Jennifer então sorriu mais uma vez e ao segurar com força nas mãos de sua amada, proferiu — E eu também te amo bastante, minha bela, amada e adorada Wendy. — E a beijou profundamente, antes de separar seus lábios e sussurrar — Eternamente... Amor verdadeiro... Eu sou sua...

Fim.

 


Notas Finais


Fim. (Agradeço a todos os queridos leitores que chegaram até aqui, em especial à Aurora Guzman, mi querida y guapa amiga de años já, Rsrsrs ^^, que sempre leu, me incentivou e adorou cada cap desta fic até o final. ^3^/ Muchas Gracias Aurora! ^_^/ E também um agradecimento especial para o Dev, que cria as melhores fics DianaXMeg que eu já li em toda minha vida! * - */ Muito obrigado por tudo! ^3^/ E que essa tríade de ROR dure para todo o sempre. :3


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