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História O Reino de Oak Forst. - Capítulo 3


Escrita por: e Pjmcity_


Notas do Autor


Tenha uma boa leitura, meu anjinho 😉💜

Capítulo 3 - De repente, não respirava mais


Fanfic / Fanfiction O Reino de Oak Forst. - Capítulo 3 - De repente, não respirava mais

Estava com minha cabeça apoiada em um de meus braços, enquanto observava atentamente a paisagem que me era proporcionada. Eu estou no terraço do meu quarto novamente, entendeu? É, eu gosto bastante daqui, pois é o único lugar que dá para ver quase todo o reino. Era divertido ver como as coisas pareciam tão pequenas, embora eu sentisse uma tontura com a altura. Então, de repente, um corvo pousou ao meu lado, o observei como se eu disse:

— Olá, amiguinho! — Me curvei para ele. — A vista é bonita, não? — Sorri por vê-lo tombar sua cabeça um pouquinho para o lado e depois voltei a observar as pessoas que estavam tão pequenas que nem dava para serem vistas direito, essa cena que também passou a ser apreciada pelo bichinho, tornando as coisas… relaxante. Sem stress.

Um momento de tranquilidade reinando por alguns minutos e teve essa sensação intensificada quando o vento passou a bagunçar meus fios de cabelo.

— Jiminie! — gritou animado, assustando o corvo, que saiu voando. Bufei, o animal era legal. — Está chegando a hora. — Me virei para o Senhor Espantador de Corvos. — Está animado?

— Nervoso… — admiti encarando o chão, enquanto brincava com meu pé.

— Oh! Pois, não tenha, tenho certeza que seus súditos irão amá-lo. — Com seu tom de voz ainda animado, tentou me acalmar. O que deu um pouco certo, pois agora estou sorrindo bobo e com o coração derretido. Quando Hoseok segurou meu rosto e o ergueu. — Ei, mantenha sua cabeça erguida, ok?

Concordei lentamente, enquanto deitava minha cabeça em sua palma, logo fechando os olhos e me imaginei estar seguro, de certa forma. As mãos do ruivo eram macias e quentes, totalmente confortáveis. Então abri os olhos, quando percebi que estava sendo observado, e encontrei Jung mordendo os lábios enquanto estava numa espécie de transe, este piscou rápido algumas vezes, acordando de seu devaneio.

— E-er, vamos? — Se afastou, erguendo seu braço para que eu passe o meu ali, agora indo até o local onde iria ser o pronunciamento.

— Muito bom dia a todos! — falei assim que cheguei perto daquele microfone e fui respondido com alguns "Bom dia". Sim, as pessoas que moram nesse reino são bem educadas e não são capazes de não responder um bom dia. — Hoje, convoquei a todos apenas para avisar que todos os pedidos para o "O que eu posso fazer por você?" serão REALIZADOS. — disse um pouquinho mais alto. — Então, sim, meu povo! Os professores terão seus recursos para dar aula, aquelas pontes serão consertadas, os Comedores de Chocolates Anônimos terão ajuda.

— E os Usuários de Leite de Banana? — gritou uma pessoa que por tudo estar silencioso conseguiu ser ouvida. Mas mesmo assim, pobre garganta.

— Sim, os Usuários de Leite de Banana também receberam toda a ajuda possível.  — Sorri grande. — Tudo isso e mais um pouco, todos terão o que precisam!

Assim que terminei de falar todos gritaram animados, até que os gritos se transformaram em "Viva ao Rei Jimin!". Sorri e sai lentamente, mantendo minha pose diante deles e logo correndo quando não me viam mais.

— Yoon, você viu isso? — me aproximei animadamente, estava tremendamente feliz, uma explosão de alegria vivia em mim nesse instante. — Todos gritavam para mim, "Viva ao Rei Jimin!". Argh! Essa sensação é tão boa…

— Eu vi, eu vi, eu estava lá… — Sorriu, mas algo estava errado, parecia desanimado. Rapidamente mudei meu semblante para um preocupado.

— O que aconteceu? — Perguntei, o fazendo se encolher, parecendo que não queria responder, gaguejou sem conseguir falar algo, respirou e depois disse.

— Jimin… vem cá. — Encostou suas costas na parede enquanto me puxava para mais perto, muito perto, faltando alguns poucos centímetros para que eu não estivesse grudado nele. Oh! Espera, as mãos dele estão segurando minha cintura?

Encarou-me profundamente, como se fosse a última vez que me veria e não pudesse perder detalhe algum para assim conseguir se lembrar de meu rosto para sempre.

— Jimin, eu vou embora. — finalmente disse, direto e sem gaguejar.

— O quê… — Instantaneamente aquela alegria que sentia evapora, sem deixar rastros de que um dia existiu.

— Eu preciso, surgiram alguns problemas que só poderei resolver pessoalmente e… Tilas precisa de alguém para liderar, eu não posso ficar aqui para sempre. — Sorriu entristecido, não conseguindo me encarar. 

— Tudo bem… — Suspirei frustrado, abaixando meu olhar. — Quando você vai?

— Amanhã, bem cedo. Prometo voltar para te ver, ok? — Balancei a cabeça concordando e em seguida Yoongi meu deu um beijo na testa. — Até, princesa-rei. — Separou-nos e se afastou, me fazendo sentir falta de estar perto dele. Levei meus olhos até Yoongi, o assistindo caminhar lentamente para o fim do corredor, tentei engolir o nó na garganta, mas de nada adiantou.


Eu vou sentir sua falta, Yoon…


Cinco dias depois… a não presença de Yoongi todos os dias me fazia falta, muita falta, mas não podia fazer nada, pelo menos ele virá me visitar. O que estou fazendo agora? Correndo até o castelo, estou atrasado para um jantar em "família" com a corte. Passei muito tempo naquela ponte, onde encontrei Yoon, e perdi a noção do tempo.

Parei de andar quando pensei ter ouvido barulhos de algum animal aparentemente ferido. "Pru, pru", olhei para o lado e vi uma pomba negra presa num ramo de árvore. Senti pena e me aproximei dela, a fazendo se encolher assustada, carinhosamente, passei a fazer carinho para acalmá-la, começando a soltá-la bem devagar. Peguei a no colo quando a libertei, a dando mais um pouquinho de carinho e a coloquei no chão, voltando a caminhar em direção ao castelo, animado. O que era uma grande surpresa para mim, já que alguns meses atrás eu detestava esses jantares com a corte, talvez só esteja feliz porque desta vez, Hoseok vai estar lá.

— Majestade! — exclamou uma serva — Venha rápido, todos já estão lhe esperando. — Me chamou com suas mão. 

— Me desculpe pelo atraso. — Curvei-me em desculpa, assim que cheguei a mesa, e tomei meu lugar, tendo todas as minhas ações observadas por alguém em especial, um garoto ruivo.

— Tudo bem, Jimin. — Choi sorriu.

Uma serva estava distribuindo as taças de todos e antes que eu pudesse pegar minha taça, Won Shik a pegou primeiro e deu um sorriso de canto para mim. Dei de ombros e peguei outro copo, que alguns minutos depois foi preenchido com algum suco. Todos levantaram seus respectivos copos e Kang começou a dizer:

— Com esse brinde começamos nosso jantar. — Todos brindaram e beberam seus sucos.

Lancei meus olhos para Hobi e percebi que ele ainda estava atento a mim, analisando cada mínimo movimento.

— Você… — Não pode terminar e foi impedido com um som muito alto, olhamos de onde vinha o barulho e vimos Won Shik caído sobre a mesa. Aproximaram-se todos, preocupados, então Minki disse, depois de checar os batimentos do homem:

— Ele está… morto. — Arregalei meus orbes, sentindo um nó na boca do estômago começar a se formar. — Envenenamento… — Observou o copo que Choi segurava.

— Tsk. — Uma risada feminina fora ouvida. Era uma das empregadas, uma nova contratada, ela se aproximava com um sorriso cínico por seu rosto, sua feição psicótica determinava o quanto estava se divertindo com tudo isso. — Você teve sorte, Jiminie… esse poderia ser o seu copo. — Riu mais com meu medo, agora escandalosamente e incansavelmente. Engasgou-se e espuma começou a sair de sua boca, assim a mulher caiu dura no chão, morta. De repente a porta fora arrombada, mostrando os guardas do reino do sul. Era um ataque.

Sendo assim, mais outros soldados apareceram, de todos os lados, cercando a mesa. Hoseok me puxou para perto de si e sacou sua espada, igual à corte fez, todos preparados para um ataque do outro time, que começou quando um avançou no ombro amigo de Choi, Lee Minki, e este rasgou o braço do outro. Barulho de espada para lá, e eu estava no meio disso tudo, podendo ver todos lutarem entre si. Mais espadadas, o adversário perdeu um guerreiro, eu estou desarmado, o que posso fazer? Desviei um chute, pegando o braço de quem tentou me atacar e o torcendo, fazendo que ele caísse no chão e em seguida o quebrei, ouvi seu grito de dor e por fim peguei sua espada a enfiando em suas costas. Luta para lá, será que eles atacaram as vilas? E mais mortes.

Alguns soldados meus chegaram para ajudar, já foram seis de dez, mas conforme ia passando mais atacantes apareciam. Três dos meus estão caídos, um morto, dois feridos. Aproveitei e peguei outra espada para mim, uma que eu me sentisse melhor usando, e entrei no confronto novamente. Olhei ao lado e vi alguém correndo até mim, desviei, vendo que sua espada estava perto de ter cortado meu cabelo, tentei acertar sua barriga, mas ele desviou e pegou uma distância boa de mim. Eu o olhava com raiva, dissipando meu medo antes, como se ele nunca tivesse existido. Fui ao ataque, nossas espadas batiam repetidas vezes, ele era tão rápido e hábil quanto eu, então ele atacou por cima e jogou seu peso a espada, fazendo me segura-lo tentando evitar que minha cabeça fosse atingida. Me desvencilhei dele, tomando distância. Vi de canto, Hoseok perfurando a barriga de um homem e já acertando outro que se aproximava atrás de si. Cambaleei para trás quando o soldado quase me acertou.

— Preste atenção em nossa luta, e não na dos outros. — Sua voz grossa ecoou, logo estalou o pescoço e olhou para trás de mim, confirmando algo. Droga, tinha alguém atrás de mim, o homem voltou a correr, pronto para acertar meu peito, mas eu consegui desviar, agachando-me e como eu esperava, ele acertou seu parceiro. Aproveitei a oportunidade e o matei, acabando de vez essa briga.

Suspirei, aliviado, depois vendo meu caro amigo correndo em minha direção.

— Abaixe! — gritou e assim fiz, e assim ele cortou a cabeça de quem quer que esteja atrás de mim. Olhei para trás e depois para ele, assustado. — Cortem-lhe a cabeça, reizinho. — Riu de lado.

— Bobo. Será que atacaram os vilarejos? — Estralei meu pescoço, pronto para um próximo combate.

— Certeza… — Se aproximou. — Ei, vamos ver o resto do castelo? — Concordei e rapidamente ele pegou minha mão e começou a correr, ao que via mais soldados do sul aparecem, chamando os guardas de lá e deixando a corte se virando contra os invasores, afinal eles saberiam como derrotá-los.

O mais velho passou por alguns corredores e nesses pude ver alguns soldados meus lutando contra os invasores, pedi para que dois guardas fossem lá ajudar. Depois vi algumas mulheres amarradas enquanto choravam desesperadas sendo vigiadas por mais soldados do sul, mas felizmente meus guardas foram ajudá-las. Eu vi também alguns dos meus do outro lado do time. Senti meu coração pesar, eu queria chorar, queria chorar muito. Eu não podia acreditar no que estava acontecendo, eu não queria. Soltei todas as minhas lágrimas quando saímos desses corredores, o mais velho percebeu e se virou para mim.

— Não, Jimin, não pare agora. — Tínhamos parado de andar no salão de festas, bem no meio. — Vamos procurar acabar com a invasão antes, ok? — perguntou, tentando limpar minhas lágrimas. Concordei e peguei sua mão novamente.

— Ora, ora, majestade? — Tremi pela surpresa, virando-me, muito devagar, e vendo outro soldado do sul, um que parecia esbanjar confiança. — Que sorte a minha te encontrar aqui, hein? — Comprovado, confiante demais. — Está me ouvindo? Ei, me responda! — gritou, de repente. Pessoas assim detestam ser ignoradas, certo?

— Ei, você não pode gritar com ele assim! — esbravejou ao outro, que o olhou com raiva também, confesso que achei fofo.

— Que seja! Mortos não falam mesmo. — O homem tirou sua espada e Hoseok foi para minha frente, confrontando aquele. Não importa quantas vezes tentasse atacar, o ruivo sempre iria defender e contra-atacar, mas infelizmente não iria conseguir acertá-lo. Então ele conseguiu, num ponto vital que fez o soldado cair na hora. Comemorei internamente e disse:

— Então vamos? — perguntei, mas não tive resposta alguma, ele estava estranho, imóvel. Me aproximei lentamente dele, enquanto dizia coisas como "Hobi? Você está bem?". Então ele se virou, devagar, e meus olhos cresceram. Um furo, um furo bem profundo no meio de seu peitoral. — Hoseok! — gritei vendo o outro cair. O medo reinava seu rosto assim como o meu. Havia muito vermelho, muito vermelho saindo do garoto agora no meu colo. Rasguei um pedaço grande de minha roupa e comecei a usá-lo para estancar o sangue. O mais velho começou a ultra ventilar e isso fez meu desespero crescer mais ainda.

— J-jiminie… — Remexeu-se mais em meu colo. Sua voz quase não saia, estava fraco, muito fraco. O parei, pedindo que não se movesse tanto e evitar esforço com o machucado aberto. — T-tudo bem, Minie. — Sorriu. — Vá lá derrotar os outros soldados, ok?

— H-oseok, n-não… — disse num fio de voz. — E-eu não posso te deixar aqui. — Pegou minha mão, ainda sorrindo. Ele estava feliz pela minha preocupação por ele?

"Eu quero morrer sorrindo e ao seu lado" passou e começou a ecoar por minha cabeça, só parou quando o garoto em meu colo não estava mais respirando. A primeira lágrima caiu, com isso muitas outras também caíram, incansavelmente, então começo a chorar desesperadamente, abraçando seu corpo. Fungo, deixando mais e mais lágrimas rolarem. Se for para você morrer que pelo menos tenha sido como queria, pensei, chorando mais e apertando o corpo no meu colo. Eu soluçava e soluçava, qualquer um que me ouvisse saberia o quão desesperado estou agora, ouvi passos e era outro soldado do sul se aproximando de mim, mas antes que pudesse fazer algo, uma espada o atravessou e revelou um rosto conhecido, quando aquele caiu no chão frio. Yoongi olhou para o corpo de Hoseok e disse:

— Jimin… droga, cheguei tarde demais. — Parecia se repreender internamente, chacoalhou sua cabeça e voltou a me encarar. Se aproximou, ajoelhando-se ao meu lado. — Sinto muito. — Me puxou para um abraço, talvez fosse o que eu precisa, mas não agora. Quase me deixei levar pelos seus braços e ignorar o que acontecia agora, até deitei minha cabeça no ombro do Min, mas consegui resistir.

— N-não… precisamos acabar com a invasão. Eu preciso acabar com quem fez isso. — Separei-nos, pegando "minha" espada novamente. Já levantado, pude ver a corte toda, tirando dois que infelizmente morreram, Choi e Jeong, se aproximando de nós dois.

— Acabamos com todos daquele lado. — Apontou para onde vieram. — Vamos acabar com o resto, juntos, rei? 

Limpei minhas lágrimas e disse:


— Vamos…


Notas Finais


;^;

Eu não consigo ser séria numa história. "Comedores de Chocolate Anônimos e Usuários de Leite de Banana" é fodah.

Capa e banner por: @chittaphrr


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