1. Spirit Fanfics >
  2. O Reino dos Anjos Perdidos >
  3. Capítulo 10

História O Reino dos Anjos Perdidos - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Hellou, Demôninhos.
Tudo bem com vocês?
Estamos ótimas, muito obrigada por perguntar ฅ^•ﻌ•^ฅ
E aqui está mais um capítulo entregue no prazo ╰(⸝⸝⸝´꒳`⸝⸝⸝)╯
(Não totalmente porque já é considerado sábado, mas estamos nos dando bem até (´ε` ) )
Agora sem mais delongas, boa leitura.
Esperamos que gostem.
🖤✧◝(⁰▿⁰)◜✧🖤

(Greta&Bia)

Capítulo 11 - Capítulo 10


“ Morte e destruição"

Mesmo depois de Alexandre ter colocado um fim na reunião, as palavras de Maia continuavam ecoando na cabeça de Cassie, mesmo sabendo que aquelas palavras não eram a verdade.

Quer dizer, tudo bem que meu pai e avô fizeram várias coisas imperdoáveis, mas tinha que ter alguém na família que ainda era considerado bom. Afinal  mamãe salvou o mundo das sombras várias vezes, ela até matou o próprio pai e nunca perdeu o sono por isso, e agora é rainha do inferno. Ela fez o que era necessário... Não é? Sussurou para si.

Nada daquilo que a licantrope disse era verdade. Seu pai podia ter começado uma guerra, mas não era sua culpa, ele estava sobre influência de Lilith e, além disso, foi criado por Valentim que acreditava que a única maneira de salvá o mundo era através da purificação do sangue. Ele não era mais assim. Sua mãe tinha mostrado para ele como era amar e ser amado. Tinha feito ele enxergar que o amor não era uma fraqueza e quem era sua família de verdade.

Mas e se...

Sentimentos atrapalhando o julgamento." Seu pai tinha lhe dito uma vez.

A verdadeira natureza da pessoa não mudar. Nunca se esqueça disso, Amélia” Ouviu isso várias vezes vindas de Asmodeus.


Não.


Cassie não podia acreditar nisso. 

Seu pai a amava, sua mãe a amava e, não importava o que os outros falavam, eles eram sua família e família significa tudo para os Morningstar.

Cassie foi tirada de seus devaneios quando ouviu Anúbis latir, assim chamando sua atenção para a mão que deixava gotículas de sangue caírem.

Cassie, até então, nem percebeu que ainda segurava a adaga que tinha usado para ameaçar a lobisomem. Ela só queria sair o mais rápido possível de lá e só parou quando se viu na Praça do Anjo, em frente a estátua de Raziel olhando a fonte. 

- Tudo bem, não foi nada. - Disse para Anúbis e Hades que mostravam certa preocupação pela dona. Assim pegou a estela, se sentou na fonte e desenhou uma runa de cura no pulso. -Pronto – Falou satisfeita observando a runa negra na pele pálida.  


- Então quer dizer que você consegue suporta uma runa... – Ouviu uma voz entediada a cima de sua cabeça.

Cassandra levantou o olhar e se deparou com um garoto mais velho que ela de cabelos loiros e olhos azuis frios que lembravam alguém que ela conhecia.

- E porquê eu não suportaria?  - Perguntou olhando atentamente para ele. Parecia ser mais alto que ela e tinha uma postura arrogante e roupas chiques.

Típico garotinho rico. Pensou.

- Porque você é parte demônio, não é óbvio? – Falou como se duvidasse da capacidade mental da platinada.

- Pelo Anjo, porque vocês cismaram com isso? Eu também sou parte anjo se serve de alguma coisa – Esbravejou.

- Se é o que diz. – Disse dando de ombros - Mas, para mim, você não passa de uma aberração.

- Que bom que eu não dou a mínima para sua opinião e, aliás, quem é você mesmo? 

- Eu sou Darius Santori – Disse sorrindo com arrogância. 

Ah, ótimo. Ele é o filho do velho especialista em demônios e irmão da namorada do meu irmão. Não podia tem escolhido família melhor, Caspian. Pensou.

- Queria poder dizer que é um prazer conhecer você, mas, infelizmente ou felizmente, eu não gosto de mentir. – Respondeu com um claro sorriso falso. 

- Pensei que isso fosse a única coisa que sua raça sabia fazer: mentir.

- Minha raça? – Indagou com as sobrancelhas levantadas.

Vamos ver onde a cria do velho quer chegar.

- Sim, demônios, sua família... Como você preferir chamar. Eu, sinceramente, não sei a diferença de um pra outro.

- Uau. E ainda se diz Shadowhunter.- Diz Raphael saindo das sombras de uma árvore com as mãos no bolso e um sorrindo sarcástico nos lábios. - Se não sabe diferenciar um do outro nem deveria estar nesse ramo.

Darius franziu a testa e olhou com nojo para Ralph antes de responder com veneno na voz .

- Eu deveria saber que vocês, aberrações, sempre andam em bandos.

- Então cadê o resto dos seus? Eles se cansaram de você?  - Perguntou Cassie se divertindo com a situação.

-  Cuidado. Você sabe quem é o meu pai?

- Creio que sim, meus pêsames.

- Mas ele ainda está vivo, por quê "meus pêsames"?– Darios se mostrou confuso.

- Por isso mesmo. - Ralph chegou a engasgar com o riso depois dessa.

Darius ficou com o rosto totalmente vermelho de raiva e apontou um dedo para Cassie de maneira ameaçadora.  

- Olha aqui sua ... – Cassie foi poupada de ouvir o xigamento por Raphael que se colocou na frente da platinada e falou com voz calma e fria.

- Cuidado, Darius. Ela é uma emissária e eu não acho que seu pai vá conseguir te tirar dessa tão fácil como das outras vezes.

- Que seja. Vocês são insignificantes para mim, eu não perco o meu tempo olhando lixo. -Bufou.

- Então você deve evitar sempre o espelho, não é?  - Falou Raphael sorrindo latido.

Cassandra observou o loiro sair espumando de raiva e pisando duro.

- Eu não preciso que ninguém me defenda. – Disse direcionando o olhar para Rapha.

- Ah, eu sei disso. Eu só não queria perder a oportunidade de irritar o idiota. - Respondeu despreocupadamente se sentando ao lado da mesma. - Meu pai me contou sobre a reunião, você está bem? 

- Por que eu não estaria? - Perguntou focando os olhos no horizonte.

- Porque, pelo que eu fique sabendo, a reunião foi uma merda.

- Não é errado xingar na frente da estátua de um anjo?

- Merda não é um palavrão, você quer ouvir um palavrão? Eu vou mostrar o que é um palavrão...

Raphael puxou o máximo de ar que conseguiu e gritou para os quatro ventos uma palavra que, com certeza, vária Asmodeus ter um treco. Ele abominava palavras de baixo escalão.  

Cassie se permitiu soltar uma contida gargalhada. 

- De nada, querida. Ah, é mesmo, eu ia te dizer isso mais cedo e acabei esquecendo "As quartas nós usamos rosa" senão você não pode sentar comigo.

-  Não faço a mínima idéia do que isso significa. - Riu sem entender.

- Pelo anjo, vocês não tem TV lá em baixo não? - Questionou forcando o choque.

- Não temos nem sinal de telefone, muito menos TVs.

- Pelo anjo. Como você sobreviveu tanto tempo sem as maravilhas da modernidade? Isso vai mudar agora. - Disse se levantando e estendendo a mão em direção a Cassandra numa reverência. - Me acompanha, Milady?

- Com prazer, Lorde do Caos. - Respondeu rindo e aceitando a mão do "cavalheiro".


                   ~ 👑 ~ 


Caspian sabia por experiência própria que quando seu pai queria ficar sozinho era melhor não incomoda-lo, mas aquilo era diferente. Ele precisava de respostas e sabia que seu pai podia ajudar com algumas perguntas que rondavam sua cabeça.

Então com a ajudar de Tom, Caspian pegou o primeiro portal para Idris e foi até a Academia de Caçadores das sombras. Ele praticamente cresceu lá, e aprendeu como ser um honrado Shadowhunter.

Caspian sabia exatamente onde podia encontrar seu pai: sala de treinamento.  Quando Jace tinha alguma coisa na cabeça era para lá que ia e sempre foi assim, Cas perdeu as contas de quantas noites viu o pai ali, praticando até a exaustão. 

Cas sabia que cada golpe e machucado vinham com o nome "Clary" talhado em suas memórias.

Se amar era aquilo, Caspin não queria se apaixonar de forma alguma. Já bastava os problemas que tinha em sua cabeça, não precisava se envolver com problemas do coração.

Com cuidado ele abriu a porta e encontrou o pai praticando com um saco de boxe, já com o dorso nu e com os cabelos colados na testa.

- Não acha que está muito velho para ser lutando de boxe, Pai? - Perguntou se escorando no batente.

Jace riu sem parar de transferir os socos.

- E você achar que eu vou querer estragar o meu rostinho bonito nesse tipo de luta?

- Não sei. Acho que o seu "rostinho bonito" consegue usar as rugas como uma proteção natural, seria uma boa.

Jace riu novamente dessa vez parando com o treino e olhando para o filho.

- Não vai perguntar o que eu estou fazendo aqui? – Perguntou andando em direção ao pai.

- Não, eu te conheço desde que nasceu. Esqueceu quem trocou suas fraldas? – Falou pegando uma toalha e se sentando no banco.

- Foi o tio Simon, você disse que era alérgico ao cheiro e o tio teve que fazer isso por você, lembra? – Respondeu risonho.

- Eu estáva lá dando apoio moral, você não pode dizer que não estava ajudando de alguma forma. 

- Sei. - Riu ficando de frente para o mais velho.

Alguns segundos passaram em total silêncio, até que Jace perguntou:

- Você veio falar da sua mãe, não é? – Perguntou em voz baixa.

- Sim. – Disse se sentando ao lado do pai.

Jace suspirou coçando a nuca em desconforto.

- O que você quer saber? 

- O que aconteceu no dia que ela foi embora? 

Cas já tinha escutado essa história antes, mas depois de tem escutado sua irmã, algumas coisas finalmente faziam sentindo.

- Eu e Alec tínhamos saído em uma missão  de reconhecimento e estávamos procurando algum sinal de Jonathan já que, aparentemente, ele tinha parado os ataques e ninguém sabia porquê.

O acordo. Pensou Cas com amargura apertando fortemente as mãos.

- Agora que penso nisso, acho que foi só uma distração para Clary poder fugir. – Disse olhando para o nada.

- O que aconteceu depois? 

- Eu cheguei no Instituto e sua mãe não estáva lá.  Eu subi correndo até o nosso quarto e vi você lá, no berço dormindo tranquilamente. Parecia tão pequeno e indefeso enrolado na manta...– Jace sorriu e balançou a cabeça prosseguindo com a história. -Junto de você tinha uma carta de Clary dizendo que te amava, que nos amava, mas tinha que fazer o que era preciso.

- Ela não falou mais nada? Nem mencionou algum trato com Jonathan?

- Não, nada. Por anos eu achei que ela tinha morrido ou pior, que Jonathan a mantinha prisioneira em algum lugar daquele inferno.

- Ela nunca mandou uma mensagem ou tentou falar com você? 

- Não, eu nunca tive notícias dela. Pelo menos não até ontem. -Disse ainda sem olhar nos outros do filho. - Eu pedi á Clave para mandar uma esquipe de busca, mas eles não fizeram nada. Disseram que ela tinha ido por contra própria e eles não podiam fazer nada em relação a isso. Passei meses procurando uma entrada para Edon, mas não achei nada. Fui até o povo das fadas mesmo sem a aprovação da Clave, mas eles se recusaram a me ouvir. Acho que teve a haver com as proibições que foram impostas depois que Jonathan apareceu. Eu estava tão obcecado em encontrá-la que passava dias e noites trancado numa sala estudando todas as formas possíveis e impossíveis para chegar em Edon, cheguei a ficar dias sem conseguir olhar nos seus olhos, porque me sentia um inútil por não conseguir trazer sua mãe de volta.

Jace parecia realmente abalado, porém finalmente teve coragem de encarar o filho e apertar carinhosamente sua mão.

- Numa noite, ninguém pode ficar com você, então tive que deixar de lado as minha pesquisas e ser o pai que eu precisava ser. Você, por algum motivo, não parava de chorar e nada do que eu fazia te acalmava. Até que eu comecei a cantar baixinho e você parou de chorar, apertou o meu dedo e sorriu para mim. Foi aí que eu soube que tinha que deixar minha obsessão de lado e cuidar da minha maior prioridade: Você. Independente do que acontecesse, você precisava de mim.

- E vou sempre precisar. – Sorriu docemente e abraçou o pai. - Agora é melhor você tomar um banho, vamos almoçar juntos hoje. - Disse já se levantando.

-  Caspian. - Chamou com seriedade. - Você tem que tomar cuidado com a sua irmã.

- Por que? – Perguntou confuso. Cas não acreditava que Cassie pudessr machuca-lo.

- Porque ela te ama. – Falou simplesmente.

- E isso deveria ser algo ruim? – Indagou olhando para o pai.

- É ruim se ela é uma Morningstar. Eles não saber amar sem destruír.

- Você não sabe se ela vai vir atrás de mim.– diz Cas desviando o olhar. 

- Está no sangue dela, ela virá atrás de você querendo ou não. 


                           ~ ♡ ~ 


Rose estava atrasada. Totalmente atrasada. 

Pelo anjo, a culpa não era dela: primeiro foi o despertador que não tocou; depois ela não conseguia achar seus livros; teve que tomar banho correndo com água fria, porque o chuveiro tinha queimado. 

Aquele, com certeza, não era o dia dela.

Rose estava descendo as escadas com presa, tanta presa que fez com que seus pés tropeçasse um no outro ocasionando num  desequilibrio e uma futura queda.

Ai, Raziel. Isso vai doer. Pensou fechando os olhos preparada para o impacto.

Assim que chegou ao chão percebeu que tinha caído em alguma coisa macia e quente, na mesma hora lembrou de Church, o gato do Instituto.

- Ai, Deus. Cai em cima do gato. – Exclamou arregalando os olhos, porém para sua surpresa se deparou com um par de olhos verdes escuros lhe encarando.

- Obrigado, eu acho... – Respondeu o garoto confuso sorrindo para ela – Mas eu agradeceria muito mais se você saísse de cima de mim.

Rose sentiu os bochechas esquentarem no mesmo momento quando percebeu que se encontrava quase que deitada em cima do rapaz que nem conhecia.

- E-e-eu sinto muito mesmo. Eu  escorreguei, juro que não foi de propósito. - Gaguejou em desespero se levantando rápido. - Desculpa, desculpa mesmo.  

- Não se preocupe, já estou acostumado com desconhecidos caindo encima de mim. - Brincou para amenizar a vergonha da garota. - Mas você está bem? Se machucou?- Perguntou suavemente. 

- Não, eu estou bem – Disse sorrindo educadamente analisando-o com mais calma. O garoto aparentava não ser muito mais mais velho que ela com certeza tinha a idade aproximada de Cas, tinha cabelos loiros e olhos verdes escuros tudo nele lembrava um daqueles modelos famosos que apareciam nas revistas mundanas. 

- Tem certeza? Talvez seja melhor dar uma olhada melhor. – Disse olhando para um pequeno machucado no braço dela.

- Não é nada – Falou despreocupada dando de ombros.

O garoto se aproximou e com cuidado pegou a mão dela, tirou uma estela do bolso e delicadamente desenhou uma runa na pele da mais nova.

- Obrigada – disse sem encara o loiro, voltando a ficar corada.

- De nada, senhorita ... 

- Rosabel Lightwood.

Beijando a mão de Rose de forma galanteadora, prosseguiu.

- Prazer em conhecê-la Senhorita Lightwood. Eu me chamo Nathaniel Bellefeur.

- Obrigada por amaciar minha queda. - disse sem saber ao certo o que fazer.

- Não foi nada, se precisar um cavaleiro de novo é só chamar.- Piscou e sorriu.

- Eu estou bem, me desculpa pela transtorno. Eu estava atrasada e... Ai meu Deus, eu tenho que ir. Eu sinto muito mesmo.

Ele riu se divertindo com o desespero de Rose.

- Você estudar Herbologia ? – Perguntou se referindo aos livros que ela segurava.

- Estudo, na verdade é minha próxima aula. Desculpa, mas eu tenho mesmo que ir.

- Você sempre pede tantas desculpas assim ou é só comigo ? 

Rose riu 

- Juro que não sou assim normalmente.

- Bom, em todo caso me deixe acompanha-la até a sua sala.

- Não precisa, eu não quero atrapalhar.

- Sem problemas, eu também estou indo para lá. Me acompanha, Mademoiselle ?  - Falou oferecendo o braço. 

- Oui, Monsieur  – Disse entrelaçando o braço com o dele – Então você também estudar herbologia? 

- Sim , na verdade eu estou aqui para fazer uma pesquisar sobre as flores feéricas e suas capacidades curativas . Então eu acho que você vai me ver muito por aqui. – disse sorrindo para ela.

Rose sorriu e pensou que talvez sua sorte estivesse mudando finalmente.


Notas Finais


Hii, Criaturinhas, esperamos que tenham gostado (ノ◕ヮ◕)ノ*.✧
Sexta (ou por esse horário mesmo) estaremos com outro capítulo novíssimo <( ̄︶ ̄)↗
Esperamos você aqui neste mesmo aplicativo/site e no coraçãozinho sombrio de cada um de vocês ʕ ꈍᴥꈍʔ
Beijos ლ(◕ω◕ლ)🖤♥️🖤♥️

(Greta&Bia)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...