História O renascer da esperança- Interativa. - Capítulo 2


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Notas do Autor


Desculpem qualquer erro pessoas. Espero que gostem e qualquer critica construtiva será bem vinda. Afinal, faz um bom tempo que não escrevo shauhs. Beijos.

Capítulo 2 - A espada da Humanidade


O sol já se punha quando Metatron chegou na cidade. Os poucos comércios que ainda funcionavam tinham sua entrada varrida por seus donos antes de baixarem as portas. A guerra havia sido cruel em todos os lugares, mas ali seu cheiro era mais forte; casas destruídas espalharam suas ruínas pelas calçadas e cansados humanos retiravam as pedras do caminho. A esperança humana.

No fundo, ficava feliz por não ser reconhecido naquelas terras e, apesar de olhares curiosos, sabia que aquele ou aquela que carregava a espada não bateria os olhos nele e correria como um coelho assustado. 

Parou em frente a uma taverna que emitia uma luz fraca. Fechou os olhos e respirou fundo. Bingo! A Abdisa se escondia entre álcool e drinques. Entrou com a postura militar que sempre o acompanhava e sorriu internamente, aliviado pelo lugar deserto. 

-Estamos fechados.- Uma voz feminina invadiu seus pensamentos, porém não parou de andar. -Não ouviu? Estamos fechados!

Metatron não respondeu, apenas parou de frente com a moça, olhando ao redor como que mapeando o espaço que iria ter caso precisasse lutar, mas parou quando a moça novamente entrou em seu campo de visão. Sabia o'que ela era; sua energia inundava o local e se sobressaia com aquela que a guerra trazia. Sorriu de lado quando voltou a andar em sua direção. 

-Não quero ser obrigada a usar a força. Ande, vá embora!- Ela disse mais alto, em um tom ameaçador.

-Os potestades estão cada vez mais bravos.- Respondeu rindo.

-Ahn?- A postura da mulher quebrara um pouco, e sua voz soou mais fraca. 

-Potestade.- Continuou Metatron- O anjo protetor da fauna, dos elementos..da humanidade, é claro. Não é isso que você é?

-Quem é você?- Ela pegara algo embaixo do balcão e se aproximou dele, não deixando o objeto a mostra. 

-Sou Metatron. Um serafim, naturalmente. E você é Nashira. Me entregue a Abdisa, anjo. Isso não é um pedido. 

-Abdisa…?

-A Espada da Humanidade! Ande logo!

Nashira se impulsionou com extrema velocidade para a direção de Metatron, que desviou um segundo mais tarde e o objeto que ela havia escondido- a própria Espada Abdisa- lhe fez um corte fino no rosto. Virou-se para a direção da garota e viu que a mesmo havia duplicado. Ah...ilusões? Que ótimo. 

-Acho que me entendeu errado, anjo. Seja lá qual for você- Ele disse limpando o rosto e se sentando calmamente junto ao balcão.- Estou aqui para selar o artefato.

-Não me importa quem você seja, como espera que eu confie em qualquer ser atrás disso?- Nashira respondeu enquanto guardava a espada com rapidez. Estava pronta pra pegar outra arma quando Metatron colocou um saco de moedas no balcão  dizendo ``Isso vai demorar, pode me servir uma taça de vinho?´´.

-Nashira..?- Outra voz feminina invadiu o ambiente, fazendo Metatron se virar no pequeno banco para examiná-la.- O que está acontecendo? Precisa de ajuda? 

Ambas as garotas encaram o anjo mais velho, que continuava sentado, batendo os dedos na perna como se estivesse esperando algo. E estava..cadê o vinho? 

-Ayla, esse é Metatron. Metatron, Ayla- Disse Nashira enquanto passava a mão a testa e suspirava- Você pode servir um vinho para o senhor..por favor?

-Em três taças diferentes..precisamos ter uma longa conversa e quero que me acompanhem, se desejarem.- Ele se voltou para frente, olhando as inúmeras marcas de bebidas espalhadas enquanto o vinho era derramado na taça- Você não é um anjo, certo senhorita Ayla? 

Ayla olhou confusa e surpresa para Nashira, que fez um gesto para que ela se acalmasse, afinal, ele já sabia de tudo. 

-Eu sou.- Metatron cortou a comunicação não verbal das duas, tomando um gole de seu vinho.- E ela também. 

-Não.- Respondeu friamente, sem demonstrar muita emoção.- Sou uma ninfa. O que deseja?

-Antes, a Espada. Agora, conversar. Se não vão confiar em mim, peço que me acompanhem. Estou cansado para lutar por ela agora, e talvez façamos isso mais tarde. Mas agora, esse artefato aqui tão exposto representa um enorme risco não só para vocês duas, como para toda essa vila. Acho que esse lugar já sofreu demais para inúmeros seres destruírem o pouco que lhes resta. Peço que como anjo, siga seu instinto primário de proteger, Nashira.- Metatron se levantou e caminhou até a porta ainda com a taça na mão. Já era noite e a lua iluminava as estradas de pedras do vilarejo. 

Nashira parecia pensar. Olhava para o chão enquanto Ayla a encarava. Quando finalmente seus olhares se cruzaram, a anja acompanhou o homem, ficando do seu lado enquanto contemplava a direção oposta. 

-Mas e quanto pra onde vamos? As pessoas não vão ficar tão expostas quanto as daqui? 

-Vamos para terras distantes, onde é mais fácil trombar com uma fada. Os humanos de lá são guerreiros, não moradores de uma cidade destruída. É verdade que talvez os daqui carregam mais a esperança do que qualquer outro lugar, mas não pode arriscar vidas inocentes assim.- Finalizou a bebida e a levou até a pia, voltando a sua posição junto a porta logo em seguida.- Eu te ajudo a proteger o'que quiser, mas pra isso, vocês precisam me acompanhar.

Seis grandes asas se abriram na frente delas. Tinham uma escolha a fazer: Seguir o Serafim ou ficar para trás em uma taverna antiga. Sabiam qual era a escolha certa e, em 30 minutos, estavam os três a caminho de terras distantes.

 


Notas Finais




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