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História O Retorno da Titã - Capítulo 8


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Notas do Autor


Oioi galera, como estão? Espero que bem, vou tentar postar os últimos capítulos um por dia, espero que tenham paciência.

Capítulo 8 - O tempo dirá


Fanfic / Fanfiction O Retorno da Titã - Capítulo 8 - O tempo dirá

Os dias foram passando e nós seguíamos viajando, estava cansativo, e eu não fazia ideia de há quanto tempo estávamos no mar, mas parecia uma eternidade, minha sorte era ter a Milene que me iluminou dizendo que não faltava muito para chegarmos em "casa". Quanto ao Zerek, bom, ele sequer me dirigia a palavra, ou me olhava desde o incidente, vulgo beijo que detalhe, ele iniciou! No início até foi doloroso não tê-lo por perto, mas acabei me acostumando. De modo geral tudo ia bem, Reia se comunicou várias vezes em meus "sonhos", e por mais que ela me negasse algumas verdades no início, acabava soltando devido à minha insistência.

Ela me contou que Zerek e sua turma eram os Heróis da atualidade, tipo como Jasão, Hércules, Perseu, entre outros já foram um dia, ou seja, era semideuses, ou como eu gosto de chamar, os "escapadinha dos Deuses", e eles (Deuses) os usavam já que não podiam intervir diretamente nos problemas do mundo "mortal". Basicamente os Heróis eram os cachorrinhos dos Deuses.

Contudo, mesmo me fornecendo inúmeras informações interessantes, algumas ela não dizia de modo algum, nem com minha insistência, principalmente se as perguntas fossem sobre mim e o que ela queria comigo, essas irritavam ela de uma forma assustadora, da última vez que tentei ela explodiu, e desde então não entrou mais em contato, pensei em pedir desculpas, eu juro, queria que ela voltasse, me sentia sozinha sem ela, mas eu não sentia de verdade, então não faria sentido dizer.

Finalmente, faltando os poucos dias para o fim da nossa tortuosa viagem, Milene decidiu que faria uma espécie de "baile", era totalmente improvisado, e ela cuidou de tudo a respeito. E cá estou eu, me arrumando para um baile.

- Você está linda!- Milene me olhava com um certo brilho no olhar.

Me encarei no espelho, coisa que eu não fazia há tempos, e realmente senti que estava bonita, estava usando um vestido preto de tubinho, o que eu geralmente usava em eventos no Museu, e que Emília tinha me dado de presente, com um scarpin preto nos pés, que também foi um presente, mas de Luca. Meu cabelo estava preso em uma coroa de tranças, com alguns fios soltos na frente, e ali me olhando pude notar algumas coisas diferentes. Meu cablo que antes era um castanho avermelhado, agora estava preto, e meus olhos já não eram mais verde escuro, eram um verde claro.

"Por que minha imagem está semelhante à dela?"- pensei.

Por fim, depois de Milene me maquiar seguimos para o convés, que devo dizer, para um improviso estava mais que ótimo, Milene tinha posto a mesa de jantar lá fora, com algumas frutas cortadas em formatos fofinhos e alguns petiscos, e claro, o que não podia faltar, bebida, ela havia feito um ponche de frutas vermelhas e vodka. Não sabia como ela havia preparado tudo em tão pouco tempo, mas bom, é a Milene, ela é incrível o suficiente pra fazer isso e muito mais.

Depois de uma enrolação, os meninos chegaram, usavam roupas sociais, e tinham os cabelos alinhados, provavelmente era obra de Milene, mais uma vez, porque ambos estavam bonitos.

- Vamos agitar essa festa!- Milene disse quanto ligava uma caixa de som que só Zeus sabe de onde saiu, e talvez nem ele.

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A festa correu bem, conseguiu animar as coisas assim como Milene havia dito que faria, bom, pelo menos um pouco. Enquanto Átalo dançava com ela, feito bobos, eu e Zerek estávamos no canto, algumas vezes pude notar ele me encarar, mas logo tratava de desviar o olhar.

De repente a música passou de animada, pra lenta, obra de Milene, como sempre, ela pensava em tudo, e agora estava empurrando Zerek até mim.

- É uma festa, dancem!- e logo voltou até Átalo, tirando-o para mais uma dança.

Zerek não pareceu gostar muito da ideia, mas acabou me puxando para dançar.

- Não precisa dançar comigo se não quiser.

Eu realmente odiava que fizessem coisas por mim sem realmente ter vontade.

- Estou fazendo pela Milene.

- Ah, entendo.- "Cara de pau, ele não tem vergonha nessa cara."- pensei em seguida.

Dançamos até a música acabar, ele olhava para tudo ao redor, menos pra mim, pude notar suas bochechas coradas, mas não sabia ao certo se era por causa da bebida, ou por causa da dança, enfim, a música acabou, e bastou isso para ele me soltar e se afastar, me deixando ali plantada.

- O que há entre vocês?- Átalo perguntava, agora de frente pra mim, eu nem havia notado sua presença.

- Como assim?- dei um sorriso forçado.

- Vocês não se falam tem um tempinho, e ele te evita o tempo todo, normalmente estariam juntos e discutindo.

- Ah...- desviei o olhar.- Acho que ele está cansado, só isso.

Átalo colocou a mão no topo de minha cabeça e me olhou com ternura, passando a mensagem de que só queria me ajudar.

- suspirei.- Eu...nós...nos beijamos há um tempo, e ele tem me ignorado desde então. Eu até entendo, ele namora, deve ser esse o motivo do afastamento.

- Agora faz mais sentido.- Milene disse ao meu lado.

- Milene?!- me afastei um pouco, surpresa.

Ela sorriu para mim, enquanto entregava um copo de ponche para Átalo.

- Não se preocupe, não vou contar pra Verônica.

- Vocês não são amigas?

Pude ouvir Átalo segurar o riso.

- O quê?- ela riu.- Não!!

- Quase ninguém do Refúgio gosta dela.- disse Átalo.

- Por quê?

Os dois pararam pra pensar, e pareciam estar decidindo quantos pontos negativos de Verônica poderiam ser listados.

- Ela é briguenta.- disse Milene.

- Mandona.- completou Átalo.

- Grosseira.- disse Milene, mais uma vez.- E mais uma série de coisas.

- Ah...entendo.- ri, e desviei o olhar para Zerek, o encarando de rabo de olho.- Ele deve gostar mesmo dela.

Milene tomou um tanto generoso de seu ponche e deu uma boa olhada em Zerek.

- Bom, eles passaram por poucas e boas juntos, muitas missões perigosas, por aí vai.- ela disse.

- Mas eles nunca tiveram uma química. Se lembra, Milene, de quando anunciaram o namoro?- disse Átalo.

- Ninguém acreditou de primeira, eu mesma ainda luto pra crer, mas sinceramente, isso parece mais uma coisa óbvia, quer dizer, eles estiveram juntos desde que ela chegou ao Refúgio, então seria óbvio começar algo.

- Ou talvez seja por poder, já que juntos eles são...destrutivos.- disse Átalo.

Depois dessas informações tive a plena certeza de que ambos não gostavam de Verônica, mas não era difícil de entender, ela esbanjava mesmo um ar de complicada.

- Enfim...-continuou Milene.- Amores mudam às vezes, nada é eterno, apenas enquanto durar, e me parece que Zerek notou isso agora, visto que ele parece tão atordoado.

- Se for da vontade de Afrodite, que assim seja.- disse Átalo.

- Não se preocupa com isso agora, tenta descansar ou aproveitar a festa, você quem decide.- disse Milene.

Logo ambos se afastaram, e os seguindo com o olhar pude notar Zerek me encarando novamente.

- revirei os olhos.- Idiota.- disse olhando para ele, e saí do convés indo direto para o meu dormitório.

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É meus caros, a justiça tarda mas não falha, nunca percam as esperanças. Pouco tempo depois de eu ir para o meu quarto e trocar aquele vestido por um pijama, Zerek adentrou sem ao menos bater, atordoado.

- O que foi?

Ele me encarava, talvez tentando encontrar o que dizer.

- me levantei da cama.- Fala logo, Zerek!

Sinceramente, vê-lo sem toda a pose de "uiui, olhem pra mim, sou o Zerek e sou foda" era cômico.

- O que você quer? Se não for falar nada, pode sair daqui!- apontei para a porta.

Ele se aproximou de mim, e eu dei alguns passos pra trás, até me encostar na parede. Sua respiração quente estava contra meu rosto, o cheiro de bebida me embargava, ver seus lábios tão perto sem poder tocar só me dava mais vontade de o fazer, e num impulso, acabei por concluir isso. Fiquei na ponta dos pés, e levei meus lábios até os dele, de primeira era um selinho, mas logo ele deu passagem para a minha língua, seu hálito de álcool me deixava mais excitada, e não podia conter minha vontade sobre ele. E mais uma vez estávamos indo para um caminho errado, que ele provavelmente se arrependeria depois, mas eu não podia parar, o joguei na cama e me sentei em seu colo, continuando o beijo, o tornando cada vez mais intenso, ele por sua vez agarrou minha cintura e a apertou, seu membro agora se fazia duro, empurrando contra o meu por cima da roupa, ambos estávamos ofegantes, e cheios de desejo.

- repentinamente ele desvencilha nossos lábios.- Eu...nós não devíamos estar fazendo isso...- ele me encarava, seu olhar transparecendo desejo.

- Você quer parar?- o olhava nos olhos.

- Não...eu quero você, mas estou confuso, tem a Verônica, apesar de tudo, ela não merece ser traída.

- Eu...sim, claro, sei disso.

- Olha, não entendo muito bem o que tá rolando comigo, eu gosto de você, mas ao mesmo tempo...

- Você gosta dela.

- Sim...

- sorri e acariciei sua bochecha.- Vamos deixar isso de lado, foi só um momento, gosto da sua amizade, que tal mantermos isso?

- ele colocou o polegar em minha bochecha e a acariciou.- O problema é que não quero isso...só preciso colocar a cabeça no lugar, entender de fato o que quero.

- Entendo.

- Não quero ficar com incertezas, porque assim eu posso magoar as duas, e me magoar também, seria péssimo isso.

- O que quer fazer então?

- Vamos esperar essa viagem terminar, até lá eu já vou ter colocado minha cabeça no lugar, e então te dou uma resposta, e uma pra Verônica também, pode esperar?

- sorri.- Sim, posso.

- ele suspirou, aliviado.- Obrigado por entender, Bele, agora...que tal sair de cima?- ele riu.

- Ah! Tinha esquecido.- me levantei de sobressalto e me sentei na cama.

- ele se sentou e ainda me olhava.- Bom, vou indo nessa.- ele disse e em seguida se levantou, se retirando do meu quarto.

Assim que o fez, me joguei pra trás, completamente boba, imaginando que talvez ele pudesse me escolher, ao invés da Verônica. Estava indo de um lado ao outro da cama, em completo frenesi, quando me veio em mente que Luca morreria quando soubesse disso. Mas ele não saberia, e só de lembrar desse pequeno detalhe, percebi que não voltaria a vê-lo ou a Emília, e isso acabou com a pequena parcela parcela de felicidade que havia me preenchido. Nessa noite chorei até pegar no sono, pensando em como ambos estariam preocupados comigo, talvez colocando cartazes por aí, e o sono não tardou a vir. Dessa vez não viajei para o universo de Reia, estava em um outro lugar, um sonho, ou talvez fosse mais uma história do passado, que me custou a entender.


Notas Finais


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