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História O rubi que habita nosso céu - Capítulo 2


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Capítulo 2 - As órbitas que nos observam


A sala de jantar de uma família nobre sempre tem algo de especial, isso traz uma personalidade única a família e demonstra que eles não são apenas uma parte da população. Alguns dizem que já viram móveis feitos de ossos dos inimigos de um Barão, uma parede cheia com as pinturas de gatos da família de um Arquiduque.

Dentro desta casa, os duques decoravam o local com flores azuis de todos os tipos, da mesma cor de suas roupas e de grande parte de suas mobílias. Laplace, Eliza e Rizebell (A filha mais velha da família) se sentam dos lados, junto com a mãe. Akarin e o Duque se sentam nas pontas, comendo silenciosamente.

- Então, por que motivo migrou para cá? Especialmente tão subitamente, mal tivemos tempo para preparar os documentos - Rizebell estava com olheiras bem profundas, mas não aparentava um pingo de cansaço.

- Houveram alguns... contratempos em nosso reino, meus pais acharam melhor me mandar para cá até que a situação se resolvesse, sem contar que aqui existe uma escola melhor que a que eu costumava frequentar - Ele fala sem ter uma expressão, como se tivesse contado isso milhões de vezes - O norte pode ser um pouco tortuoso, então muitos mensageiros demoram para entregar as cartas, mil perdões pela situação desesperadora, a culpa é minha por ser um bom navegador.

Laplace e Eliza se entreolham - Que tipo de contratempos fazem pessoas como seus pais te mandarem com tanta pressa para longe? - Eles falam juntos.

- O tipo de coisas que não se fala a mesa, se nem saíram nos jornais deve ser algo difícil de falar - O Duque corta os dois, ele coça sua barba mal feita, com uma feição que tenta não demonstrar ansiedade - Eu sei que Akarin deve ter seus motivos para vir a nossa humilde casa.

Akarin se levanta - Eu estou cheio, mil perdões por sair desta forma da mesa, mas eu preciso arrumar minhas malas.

Ele sai da sala, por suas costas, todos o observam com uma cara de curiosidade, os olhos de todos brilham quando o veem seguir sem olhar para trás. Que garoto estranho.

Akarin entra em seu quarto e não sai até a manhã, aonde acorda sozinho usando uma roupa justa e preta, roupa tradicional do Norte. Laplace e Eliza que estavam a porta se assustam quando ele abre ela sem os dois terem batido na mesma.

Akarin está arrumando suas mangas - Vamos para a escola após o café? Ou vocês já tomaram?

Laplace olha ele de cima a baixo - Bem, você parece pronto para ir, vamos pegar um pouco de comida na cozinha e estamos indo.

Após algum tempo, Akarin, Laplace e Eliza estavam em uma carruagem andando em direção a escola dos duques. Era um lugar maior que a maioria dos castelos, com quadra para cada esporte popular do sul e vários locais abertos na planície ao seu redor para que os estudantes descansem.

- É bem diferente da maior parte das escolas do Norte, com toda certeza - Ele observa os grupos de pessoas que se juntavam e começavam a conversar no caminho da escola - Quando vamos descer?

- Logo, pedimos para o cocheiro nos deixar próximo da entrada hoje - Eliza observa o castelo de longe, preocupada com o que aconteceria com Akarin - Lembre-se das regras.

- Não precisa botar pressão nele, o que pode acontecer? Ele olhar nos olhos de alguém sem saber o escalão dele? - Laplace ri da situação - Akarin é do norte, ele sabe se cuidar.

O cocheiro para em frente de um grande portão de ferro e uma fonte super detalhada que deixa Akarin tonto de tanto tentar entender, os três saem da carruagem e são recebidos por risos e gritos. Uma garota está em cima de uma das torres, olhando para baixo e gritando coisas inaudíveis de tão longe que ela está. Akarin não perde tempo, pega um casaco e puxa Laplace para baixo da torre.

- O que pensa que está fazendo? Ficou louco? - Laplace estava tentando se soltar, mas Akarin se segura firme nele - Espero que isso não pegue mal para nós.

Akarin pega e estende o casaco e faz Laplace pegar o outro lado, nisso, a garota pula. Laplace e Akarin se colocam de forma a amortecer a queda dela com o casaco, ela cai e então sobe novamente devido a tenacidade do casaco. Akarin solta o casaco e pega a garota pela mão para deixá-la em pé.

- Está maluca? - Akarin está perplexo - Daonde eu venho a gente não fica gritando antes de se suicidar, parece até que você queria ser salva, tem sorte de eu estar por aqui.

- Akarin... - Laplace olha penetrantemente para Akarin - Você salva ela e a dá um sermão? Ei... você está bem? - Ele tenta abanar a garota para ver se ela recobra todos os sentidos.

As pessoas que antes estavam gritando e rindo agora estavam vaiando na direção dos 3, "Por que fez isso? Deixava ela cair!" ou coisas como essa. Akarin apenas ignora essas pessoas e anda em direção de Eliza.

- Melhor você ir ajudar os dois - Ele fala para ela com certo ar de orgulho - Eles podem precisar de uma mão feminina - Akarin vai andando até dentro da escola como se nada tivesse acontecido, com o casaco por cima do ombro.

Uma garota no meio da multidão escrevia tudo que acabou de acontecer, de forma apressada e excitada, nada como isso acontecia faziam meses. Pessoas que acabaram de chegar perguntavam uns aos outros o que estava acontecendo.

Dentro da sala de aula, Akarin é chamado para a frente para se apresentar, em frente a todos os olhos. Alguns pareciam irritados, outros sonolentos, uma grande parte estava quase desmaiando pelo que via. Mas um olhar mostrava medo.

- Eu sou Akarin Rustsword, sou um aluno do Norte - Akarin toma uma pausa - Podem me chamar de Akarin, qualquer pergunta podem vir a minha mesa, ou caso desejarem pode ser agora, uma pergunta por aluno.

Várias mãos se levantam no ar, uma série de perguntas começa sobre o Norte e a situação das guerras, até parar no último aluno, ele estava nervoso.

- Você por acaso tem algum outro nome? - A voz gaguejava, mas não era possível ver a pessoa exatamente atrás do monte de alunos.

- Tenho, sim, mas prefiro não comentar - Ele estava completamente sério, porém seus olhos demonstravam algo que ninguém deveria ver - Por acaso isso importa?

Toda a classe ficou silenciosa, agora muitos cochichos passavam entre os alunos, porém nada da voz assustada, como se ela soubesse que se abrisse a boca não sairia dali. O professor manda Akarin sentar e chama a atenção dos outros alunos.

( Parece que eu terei muitos olhos em mim este ano ) - Akarin pensa para si mesmo, ainda imaginando o que havia pensado antes.

Continua...



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