História O sabor do reencontro ~Imagine Kim Seokjin~ - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Comedia, Drama, Romance
Visualizações 45
Palavras 3.687
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi, meus amores ><

Sei que demorei um pouco/muito para postar esse capítulo, mas aconteceu várias coisas depois daqueles 4 trabalhos que me impossibilitou de escrever algo bem elaborado para vocês, porém, o capítulo já está aqui. Prontinho.

Ps:. O início desse capítulo está meio "safajin", então se você não gosta desse tipo leitura, favor, não leia, agora pra você que não se importa, boa leitura ksksksks

Capítulo 7 - Com mais clareza.


" ㅡ Ha, mas é muito filho da mãe mesmo! Desisto! ㅡ larguei o controle do video game sobre a mesa de centro e fui em direção a cozinha pisando duro, com uma raiva bem mesquinha, por sinal. Mas poxa! Perdi sei lá quantas vezes, estou no meu direito. Abri a geladeira e retirei um jarro com água, em seguida pegando um copo. Depositei o líquido ali, iniciando o ato de beber.

ㅡ (S/n). Não me diga que você ficou com raiva? ㅡ Jin surgiu cômodo adentro, sorrindo divertido com a minha cena. Eu apenas o observava de soslaio, mantendo a pose de orgulhosa que sempre tive. ㅡ Vem aqui para gente jogar mais. Prometo que te deixo ganhar, hum?

ㅡ Vai à casa do caralho, Seokjin. ㅡ bufei colocando o copo sobre o móvel composto por uma pedra de granizo, logo sentindo meu corpo ser abraçado por trás.

ㅡ Você fica muito sexy assim, sabia? Dá vontade de te comer aqui mesmo. Em cima desse balcão. ㅡ e para acabar com a minha sanidade, o ser morde o lóbulo da minha orelha após sussurrar essa frase.

Cerrei os olhos formente e prendi o lábio inferior entre os dentes, evitando um arfar. Porra! Como eu podia já estar excitada? Porém, a dona (s/n) aqui é putamente orgulhosa, e ela obviamente não cederá a uma provocação barata. ㅡ Vai se foder. ㅡ forçei uma saída, todavia, foi sem sucesso. 

Sagaz, Jin girou o meu corpo fazendo meus seios, cobertos apenas por uma regata, fossem de encontro com o seu tórax desnudo. O cretino, fodidamente gostoso, sorriu sacana e logo após indagou ㅡ Só se for com você, sweet.

Ha, mas ele não fez isso. Ele não me chamou de 'sweet'. Se minha amiga sanidade já tinha ido embora, ela voltou só pra jogar na minha cara o quanto eu não resistia ao ouvir Jin me chamar por esse apelido. Tão sexy e excitante... quer saber? Dane-se o orgulho. Não vou perder a oportunidade de ter uma transa fantástica em cima do único lugar da cozinha onde ainda não estreamos com incansáveis rodadas de sexo.

ㅡ Você é o cretino mais gostoso que eu já vi. ㅡ com ajuda de Jin segurando minha cintura, impulsinei meu corpo para cima, já não me importando em ter a pele da minha perna tocada pela baixa temperatura da preda do móvel. ㅡ Agora que me provocou, vai ter de dar conta. Pagar por todas as rodadas que eu perdi até me estressar. Me ouviu bem? ㅡ ditei sorrindo maliciosamente, enquanto corria a palma de minha mão por seus ombros largos.

ㅡ Você não vai andar quando agente terminar isso daqui, meu amor. Não mesmo."


Ok, talvez a minha mente perturbada não tenha tido uma recordação de acordo com o momento, mas relevem. Faz sei lá quanto tempo que não faço um bom sexo, e isso, com certeza, vem mexendo com a minha cabeça, ainda mais agora com a volta de Seokjin. Estar sendo abraçada por ele, fez com que todas as sensações de cada antigo toque voltasse. Até os mais íntimos. E detesto essas lembranças, mas oque eu posso fazer? Elas são tão involuntárias quanto o meu ódio por ele. Eu queria esqueçer cada uma delas, entretanto, também são marcantes demais para receberem tal proeza. 

ㅡ O-oque você está fazendo? ㅡ fiz menção em sair do envolvimento de Seokjin, mas ele não permitiu. Senti seu queixo pousar sobre o alto de minha cabeça e um carinho curto foi feito em minhas costas.

ㅡ Você está bem? ㅡ afastou nossos corpos, me mantendo segura pelos ombros, e seus olhos vasculharam minha face à procura de algum, muito improvável, machucado. Seokjin estava tão desesperado que não tive a oportunidade de dizer absolutamente nada, pois ele já disparou na frente me deixando atônita diante da situação. ㅡ Como eu me preocupei com você. ㅡ e tornou a me abraçar, dessa vez soltando um suspiro, qual julguei ser de alívio.

ㅡ Eu estou bem... Pode me soltar? ㅡ ainda assustada, susurrei. Cerrei as mãos fracamente e fechei os olhos friccionando os lábios, me praguejando intensamente por estar aproveitando o perfume amadeirado que exalava do homem. Perfume que tantas vezes impregnou nossos lençóis e se esvairou contente por meus pulmões.

ㅡ Não. ㅡ respondeu firme, de uma forma que me fez questionar o porque daquela insistência. Seu aperto se intensificou, e tudo oque eu mais queria era correr, entretanto, permaneci ali. Cercada por seus braços, me auto-ferindo de forma inconsciente. ㅡ Eu não vou deixar você ir de novo.

ㅡ Mas quem disse que eu vou permanecer, Seokjin? ㅡ rebati sua resposta tola. Ele finalmente se afastou, e em meio ao escuro buscou por meus olhos até os encontrar.

ㅡ Eu vou te fazer ficar, garanto. ㅡ foi o simples toque de suas mãos segurando a minha face que me fez desabar internamente. Ele me encarava profundamente enquanto retirava uma mecha do meu cabelo que caia sobre meu rosto. Assim não pude deixar de notar o quanto Seokjin era bonito. Seus traços são tão prefeitos. Exatamente dentro dos padrões exigidos pelo país de sua origem. Porque tão cobiçado? Isso é injusto. ㅡ Mas não é isso que importa agora. Vem, vou te levar para casa em segurança.

ㅡ Eu não sei se quero ir com você.

ㅡ Como assim não sabe? Você ainda se acha no direito de escolher? ㅡ embasbacado, me questionou.

ㅡ Claro que sim. Eu decido se vou ou não.

ㅡ Nem pensar. Olha só oque quase aconteceu por causa desse seu orgulho. Já deu. Chega. ㅡ Sim, eles estava irritado. Tinha mudado da água para o vinho, e o seu tom me fez retroceder dois passos firmes.

ㅡ Você não tem o direito de fazer isso. Nem sei oque você está fazendo aqui.

ㅡ Eu te segui, e para de dizer que eu não tenho direito, isso me machuca, sabia? ㅡ suspirou fundo passando as mãos pelos fios escuros, tornando a se aproximar. ㅡ Eu vou te levar, e nada de contestar, entendido? Não me faça ter que te carregar até o carro. ㅡ ditou simplista, capturando minha mão pela sua, e assim ele passou a guiar nosso caminho. Um arrepio subiu minha espinha acima, e dentro do peito meu coração disparou feito um trem sem rumo. E pela segunda vez, eu não fugi.


×××


ㅡ Pelo oque eu vejo, você continua fascinada por carros, certo?

ㅡ Oque? ㅡ meu olhar, que se ocupava em reparar o painel digital, levantou por instinto para ver o homem que dirigia de forma calma e atenciosa pelas ruas escuras de Seul. ㅡ Ha, sim. ㅡ engoli um enorme nó e voltei a me acomodar no estofado do banco. ㅡ Pode me deixar ali na frente. Eu sigo sozinha. ㅡ indiquei com o dedo já retirando o cinto, mas ao alcançar o local ele apenas continuou a dirigir, não dando importância ao meu pedido. ㅡ Porque você passou? Eu disse que poderia me deixar ali mesmo, Seokjin. ㅡ esbravejei o fitando séria.

ㅡ Já esqueceu oque aconteceu? ㅡ girou o voltante para a direita, afim de entrar na rua do endereço que o indiquei. Estávamos perto.

ㅡ Claro que não, mas também não quer dizer que vai acontecer de novo.

ㅡ Mas também não quer dizer que não vai acontecer. Como você mesma dizia: melhor prevenir do que remediar. E outra, eu já estou aqui, não me custa nada te levar até a sua casa.

ㅡ Mas para mim custa. E muito.

ㅡ Você não muda... ㅡ suspirou fundo colando o carro em ponto neutro após estacionar em frente ao edifício. ㅡ (S/n), eu sei que pode ser meio tosco oque eu vou te perguntar, mas porque você me odeia tanto? ㅡ me observou com curiosidade, e agradeci aos céus por já estarmos parados, pois não queria responde-lo, então usufrui da oportunidade me apressando em sair do automóvel, mesmo eu o ouvindo me chamar. Mas quando terminei de tocar o interfone da portaria, tive meu corpo voltado para trás com agilidade. Não sei em que momento Seokjin também saiu, apenas vi quando o mesmo me segurou junto a ele, nos deixando em um silêncio profundo, sendo o único som presente o das nossas respirações descompassadas, essas quais se chocavam pela proximidade. ㅡ Eu disse que não te deixaria ir embora.

ㅡ E eu disse que não vou ficar. Lembra?

ㅡ Eu não posso exigir uma resposta, (s/n)? Oque te custa me responder? Mesmo que talvez eu saiba, eu preciso ouvi la de você.

ㅡ Eu não vou perder meu tempo te dizendo oque você já sabe, Seokjin. ㅡ dei um leve solavanco, mas invés de me soltar, ele circundou minha cintura com um de seus braços e levou sua mão livre até a minha nuca, me fazendo perguntar oque ele queria ao me tomar daquela forma.

ㅡ Já que você não me diz, vou tirar minhas próprias conclusões.

ㅡ Oque~ ㅡ meus olhos se esbugalharam ainda mais ao sentir o lábios fartos de Seokjin tocarem os meus sutilmente.

Suas mãos permaneciam nos mesmos locais, só que agora na intenção de me manter firme. No momento, eu travei. Meu subconsciente não trabalhava, ele apenas congelou. Não houve reação, não houve reclusão ou aceitação. Entretanto, tudo voltou a órbita quando o senti se movimentar para o lado. Sua língua tocou meus lábios me fazendo bater as palmas de minhas mãos contra seu tórax, mas nem assim ele parou com oque fazia, e em uma fração de segundos entreabri a boca, sem querer, o dando a deixa perfeita para me invadir com o seu músculo.

A partir desse instante, coloquei o máximo de esforço em unicamente não me lembrar de todos os nossos beijos. Um por um. No entanto, fui fraca de mais para isso. Meu paladar foi presenteado com o doçe sabor do seu ato audacioso. Pouco a pouco eu recordava e, no mesmo ritmo, vergonhosamente eu cedia. 

O gosto agridoce, já conhecido por mim, continuava viciante, exatamente igual à quase seis anos atrás. E meus olhos agora fechados, me faziam ter a sensação de estar nas nuvens. Caminhando por entre elas, porém, perdida.

Seokjin se movimentou para o lado oposto qual eu me mexi, assim nos permitindo ter o encaixe mais que perfeito das nossas bocas. Os dedos curvados de sua mão esquerda adentraram o emaranhado de fios de minha nuca, fazendo pequenos movimentos involuntários no local, já eu me limitei em apertar o tecido do seu sobre tudo por entre meus dígitos. Ele me abraçou um pouco mais, fazendo nossos físicos terem um atrito possessivo, e assim findando o pouco de espaço entre nós, qual já era quase inexistente, enquanto pressionava ainda mais minha boca contra a sua.

Não sei por quanto tempo permanecemos assim. Eu estava ridiculamente envolvida demais para notar sequer as poucas pessoas que passavam pela calçada, e que com certeza nos julgavam mentalmente como dois jovens sem vergonha. 

Senti meus pulmões clamarem por oxigênio, e ao que me pareceu a situação para ele não foi diferente. Nos separamos afoitos e quando me dei conta do que havia acabado de acontecer, voltei exatos três passos, tocando meus lábios sutilmente com as pontas de meus dedos. Não conseguia raciocinar nitidamente, não conseguia desconectar os olhares refletores dos nossos sentimentos. Eu o fitava indignada comigo mesma, já Seokjin me raparava de uma forma indescritível. Como se soubesse que o seu feito recente tinha sido algo tão estúpido quanto ele.

ㅡ (S/n), eu... me descul~ ㅡ ele tropeçava em suas próprias palavras à procura de uma desculpa que o justificasse, mas eu não o deixei proseguir.

ㅡ Não se aproxima! ㅡ novamente andei para trás ao ver que ele vinha em minha direção. ㅡ Você é um cretino, Seokjin. Acha que pode brincar comigo como fez à anos atrás?!

ㅡ Me deixa te~

ㅡ Nada. Você não tem nada pra me falar, como eu também não tenho com você. ㅡ deixei claro a situação já segurando as malditas lágrimas que ameaçavam cair a qualquer instante. Eu poderia tudo, menos chorar diante de Seokjin. Jamais irei o mostrar que não superei oque aconteceu, e muito muito menos que ele foi, e é, o principal causador do meu pranto. ㅡ Nunca, nunca mais me toque dessa forma. Não me faça te odiar ainda mais... ㅡ trinquei o maxilar e o olhei uma última vez antes de dar as costas.

Segui do rall do prédio até o elevador, onde indiquei o quarto andar e esperei chegar. No reflexo da parede espelhada do cubículo, pude notar meus lábios vermelhos e levemente inchados, me fazendo os tocar novamente.

Fechei os olhos relembrando de cada detalhe do beijo. Cada instante de quando os lábios fartos de Seokjin tocaram os meus, junto a sua língua que vasculhou minha boca com destreza. E, com uma imensa vontade de me bater, confesso que foi uma sensação absurdamente incrível.

"Jin, porquê é tão difícil te esquecer?... pior, porque eu ainda te amo tanto?"


Jin onn


Fiquei completamente sem reação quando vi a (s/n) adentrar o prédio, pisando duro e sem olhar para trás. Ela realmente me odeia, e isso me deixa destroçado por dentro. Minha vontade era de ir atrás e a exigir que me dissesse tudo oque não foi explicado à anos. Eu apenas quero saber qual a pior parte disso tudo que a faz continuar alimentando tanto ressentimento. Eu só queria poder entender o lado dela com mais clareza. 

Mas como sempre, pisei na bola. Não sei oque deu em mim quando me deixei ser levado pelo instinto. Desobediência que desencadeou um beijo. 

Ha, esse beijo...

Por mais que fora algo nada compreensível de minha parte, eu jamais deixaria de fazer de novo. Depois de tanto tempo, pude sentir aqueles lábios juntos aos meus. E ainda que eu tenha ficado com incontáveis mulheres durante esses anos, nenhuma delas beijavam na mesma intensidade de (s/n). Entretanto, acho que isso complicou mais a minha situação.

ㅡ Seokjin, você é um idiota! ㅡ falar comigo mesmo não era a solução, mas talvez fazer isso iliviasse um pouco do meu descontentamento, esse que expressei ao levar as mãos até os cabelos e os puxar para trás, em seguida chutar uma pedra no chão com certa força soltando o ar de meus pulmões em uma bufada de pura frustração.

ㅡ Vai com calma aí, senhor Deus dos cretinos. ㅡ consertei a postura um pouco surpreso ao ver Yani parada à uma certa distância de mim, sorrindo sarcástica com apenas um lado de sua boca e mantendo os braços cruzados diante do corpo. ㅡ Você por aqui, Seokjin?

ㅡ Hã... Boa noite. Eu só vim trazer a (s/n), já estava indo embora.

ㅡ Não precisa fugir, até porquê, eu vi tudo.

ㅡ O-oque?

Antes de responder, a mulher revirou os olhos. ㅡ Creio eu que não preciso falar com todas as letras o quão estúpido você foi ao beijar a (s/n), não é mesmo?

ㅡ Ha, não mesmo. ㅡ suspirei fundo.

ㅡ Você vai morrer sendo um idiota.

ㅡ Também é um prazer te ver de novo, Yani. ㅡ indaguei desanimado e irônico.

ㅡ Olha, que legal, você me reconheceu. Já é um início.

ㅡ Não sei para que.

ㅡ Agente precisa conversar, e sério.

ㅡ Me Desculpe, mas eu já fiz muita merda hoje. Se for sobre o casamento de você e do Namjoom, diz a ele que eu aceito ser padrinho, mas agora preciso ir para casa, sem querer ser grosso.

ㅡ Você já está sendo, mas isso não importa, até porquê é sobre a (s/n) que eu quero falar com você, meu casamento eu resolvo com o meu noivo.

ㅡ Sobre a (s/n)? ㅡ perguntei curioso e ela assentiu. ㅡ Onde podemos conversar?

ㅡ Na loja de conveniência aqui da esquina.

ㅡ Certo.




O sino, que ficava no alto da porta, fez ecoar seu atinar assim que entramos no estabelecimento. Pude sentir o variar de temperatura de imediato, me fezendo retirar o sobretudo e ficar apenas com a blusa preta de gola alta. Escolhemos uma mesa localizada diante do enorme vidro, e o encosto do banco serviu de apoio para a peça que fora dispensada por mim naquele instante. Me sentei e, à frente, vi a mulher repetir o ato. Ela deixando a bolsa sobre a superfície de madeira, onde apoiei meus braços e cruzei os dedos, nitidamente nervoso.

ㅡ Não vai me oferecer nada? Telvez um suco, ou um lamén? Leite de banana também seria uma ótima opção. ㅡ supôs ela me fazendo a observar cauteloso.

ㅡ Pensei que você tivesse parado com o seu vício por banana milk. ㅡ falei não dando tanta importância e esse detalhe.

Negou com a cebeça. ㅡ E eu pensei que depois de anos você tinha deixado de ser um cretino. Mas olha só, me enganei, não é mesmo? ㅡ deu de ombros me fitando com o mesmo sorriso sarcástico de antes.

ㅡ Eu devia saber que você também me odiava.

ㅡ Ha, mas que calúnia, Seokjin. Eu não te odeio, só não gosto da merda que você com a (s/n). É diferente. ㅡ me informou simplista.

ㅡ Você não muda. Continua não gostando de mim, não é mesmo?

Yani suspirou fundo, e vi o rumo da conversa tomar uma certa seriedade.ㅡ Desde a época da faculdade, sempre soube que você era uma má escolha, e mesmo que eu tenha avisado a (s/n) sobre a sua fama, ela preferiu aceitar o seu "pedido de namoro". ㅡ fez aspas com os dedos. ㅡ porém, não joguei isso na cara dela depois da sua canalhice. Ela ficou extremamente abalada.

ㅡ Imagino... eu só queria poder entendê-la melhor. Consegui saber mais a fundo oque ela sentiu quando tudo aconteceu.

ㅡ Jin, você tem não noção do quanto a machucou.

ㅡ É exatamente isso que quero saber, Yani. Não estava nos meus planos me reencontrar com a (s/n), mas já que isso aconteceu, vou tentar buscar pelo menos o perdão dela. Eu preciso. 

ㅡ Não faça isso. Você vai estar sendo egoísta. A única coisa que vai conseguir da (s/n), é fazer com que o ódio que ela diz sentir, cresça.

ㅡ Mas então oque eu devo fazer? Ir embora? Não, eu não posso fazer isso de novo.

ㅡ Não mesmo. A única coisa que você deve fazer é agir normalmente. Um dia tudo isso passa, e a convivência de vocês dois não vai ser algo tão desagradável. Eu prezo pela a minha amiga, e se ela continuar amarrada ao oque aconteceu, prevejo uma (s/n) nada diferente desses quase seis anos.

ㅡ Mas essa situação me agonia. A (s/n) só aceitou trabalhar comigo por eu ter dito que ia me demitir, ou seja, eu feri o orgulho dela. Orgulho que ainda vai a prejudicar muito.

ㅡ Ela não deixou você se demitir? ㅡ me encarou de cenho franzido.

ㅡ E ainda fez da minha carta de demissão míseros pedaços de papéis.

ㅡ Dessa eu não sabia. Mas você conhece a (s/n), sempre foi orgulhosa, porém, o motivo qual ela decidiu permanecer com o emprego não foi esse. Eu a convenci com o papo de que passar um tempo com o algoz da sua dor faz a convivência passar a ser mais tolerável, porquê só assim ela conseguira seguir em frente. Enfim, enfiei nela um papinho cafona, mas que serviu como uma luva.

ㅡ Algoz da dor... ㅡ murmurei sentindo o amargo daquelas palavras ㅡ Yani, me diz como ela viveu esses anos. Como a (s/n) levou vida depois daquilo?

ㅡ Tipo, emprego, amigos... namorados?

ㅡ Namorados? ㅡinvoluntariamente, a pergunta saltou de minha garganta e após um pegarreio meu, me ajeitei no estofado do banco. ㅡ sim, pode me contar?

ㅡ Bom, adoraria te ajudar, mas não compete à mim lhe contar como ela viveu. Se você souber por mim, ela me mata.

ㅡ Mas oque eu não posso saber?

ㅡ Jin, a (s/n) só tem pose de durona, mas por dentro ela é sensível. Ela te amava de mais, e, ao que me parece, era tanto que a ferida que você deixou não cicatrizou ainda. Se realmente quer o perdão dela, se mostre diferente, e principalmente, vá com calma, coisa que você demonstrou não ter nenhum pouquinho hoje, seu danado.

ㅡ Ha, você tá falando do beijo? ㅡ levei a mão até a nuca e a coçei fazendo uma careta.

ㅡ Exatamente. Porque você fez isso, seu tapado? 

ㅡ Sei lá. E só fique com uma enorme vontade de a beijar, e fiz. Aish! Que imbecil!

ㅡ Isso, com certeza. Mas não se preocupe. Oque eu mais quero é ver a (s/n) feliz, então eu vou te ajudar, fora que eu quero ter certeza de algumas desconfianças minhas.

ㅡ Como?

ㅡ Eu tenho muita influência sobre ela. Vai ser fácil tirar algumas coisas daquela cabeça dura. Espere e verá.

ㅡ Enquanto à eu e ela?

Vi a mulher suspirar fundo e me encarar com um bico confuso nos lábios. ㅡ É exatamente isso que quero descobrir. Se ela realmente te odeia como diz.

ㅡ Você acha que ainda tem, sei lá, uma possibilidade de que, talvez, ela ainda... ela ainda goste de mim? ㅡ perguntei como quem não queria nada, mas dentro de mim uma vozinha clamava para que ela dissese nem que fosse um misério "Provavelmente".

ㅡ Jin... ㅡ repentinamente, ela se inclinou para frente e semi cerrou os olhos, me observando meticulosa. ㅡ Você, por acaso, ainda gosta da (s/n)?

ㅡ Aigoo. ㅡ sorri sem jeito me ajeitando no estofado. ㅡ Não foi isso que eu quis dizer. Eu só queria ter certeza de que ela não nutre nada por mim. Foi você mesmo quem disse que ela sofreu muito por ter me amado de mais.

ㅡ Tsk. ㅡ estalou a língua voltando a sua postura anterior. ㅡ Não precisa se explicar, já entendi tudo. E respondendo a sua pergunta: eu realmente não sei. ㅡ cruzou os braços relaxada. ㅡ Por mais amiga que eu seja da (s/n), ela não deixa transparecer com clareza oque sente. Lógico que tem aquelas horas em que, por sua causa, ela desaba no cho~ ㅡ no mesmo instante a fala de Yani foi cortada por ela mesma ao levar a mão até a boca e a tapar.

ㅡ Oque, Yani? Termina de falar. ㅡ pedi curioso.

ㅡ Nossa! Olha hora. ㅡ rapidamente olhou no pulso esquerdo, esse qual estava desprovido de um relógio. Pegou sua bolsa e com agilidade se levantou. ㅡ Eu vou indo, já está tarde. Ha, mas se a (s/n) souber dessa conversa, quem te mata, sou eu. Boa noite.

Sem perder tempo, ela me deu as costas e saiu da loja de conveniência, me deixando completamente confuso.

"Pois é. Certas coisas não mudam."




Notas Finais


Oque acharam? Espero que tenham gostado ><

Já aviso que não tenho data prevista para a postagem do próximo capítulo. Sorry.

Vou ficando por aqui ao som de Serendipity, porque esse hino é o meu novo vício ksksksks beijocas, amores.


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