História O Safado do 105 - Sprousehart - Capítulo 13


Escrita por:

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Categorias Riverdale
Tags Bughead, Riverdale, Sprousehart
Visualizações 481
Palavras 3.442
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hi!
passei a tarde toda digitando é posso falar que eu tenho 5 capítulos prontos para serem postados hihihi
Desculpa qualquer erro eu não revisei

Capítulo 13 - Capítulo 13



Não me lamento pelo que devia ( ou não ) fazer; sei as consequências das minhas escolhas


Não soube dizer o que significava aquela suavidade circulando pela minha língua. Calvin havia iniciado um beijo selvagem, como o esperado, mas a voracidade foi diminuindo gradativamente. Os lábios pareciam querer desistir de investir contra os meus, contudo permaneciam constantes, jamais sedistanciando. Minha pele ficou toda arrepiada. Juro, ele foi capaz de eriçar cada pelinho do meu corpo apenas com um beijo suave.


Aquelas mãos grandes apoiaram a minha coluna como se eu fosse uma preciosidade. Foram abaixando devagar, e me levando junto, porém de um jeito confortável. Não fiz esforço algum, estava no estado de marionete que pelo visto ele sempre me faria ficar. Minhas costas sentiram a superfície fria da mesa. Quero dizer, acho que era eu quem estava quente demais.


Calvin curvou o seu corpo grande e musculoso inteiro, fazendo com que as nossas bocas jamais se afastassem. Senti sua ereção dura entre as minhas pernas, e o abracei ainda mais forte com elas.


Meus nervos à flor da pele me permitiram sentir absolutamente tudo o que aquele homem fazia comigo; tomei consciência das suas mãos me tocando, da sua respiração ofegante contra o meu rosto, do seu corpo inteiro encontrando o meu em diversos pontos. Era bastante informação para processar, mas a minha mente fazia o possível para não deixar passar nada.


Entrei em uma espécie de frenesi. Nada fazia muito sentido. A luz da cozinha refletia o corpo dele de um jeito fantástico. O cheiro de comida gostosa mesclado com o perfume masculino que ele usava (que saudade daquele cheiro!) tirou o meu juízo, que há muito já não era grande coisa. Achei que não fosse possível que o meu coração batesse mais forte que aquilo, mas aconteceu assim que os seus dedos brincaram com as laterais da minha calcinha.


Era difícil acreditar que seria dele novamente, mas ao mesmo tempo não me surpreendia.


Acredito que, no fundo, sabia muito bem que não resistiria aos seus caprichos. Eu era uma fraca quando o assunto era o Calvin. Não conseguia ficar chateada como deveria, não conseguia recuar e me preservar de algo que certamente acabaria me machucando. Estava brincando com o fogo, sabia bem disso, mas a vontade de me queimar nos braços do safado era mais forte que o meu instinto de sobrevivência.


Fui despida lentamente. Apesar de não estar ouvindo nada além dos grilos lá fora e das nossas respirações ofegantes, pude escutar alguma música muito erótica, lenta, profunda. Calvin parecia fazer tudo no ritmo dela. Uma sintonia perfeita. Fechei os olhos e me entreguei à batida silenciosa do nosso momento.


O safado se afastou só quando precisou erguer as minhas pernas para me livrar da calcinha. As mãos continuavam comandando, firmes, precisas. De alguma forma, Calvin conhecia o jeito ideal de me tocar. Não era áspero nem tampouco suave, só perfeito para me fazer entender que, naquele instante, pertencia somente a ele.


Gemi quando sua boca encontrou os dedos dos meus pés. Não fazia ideia, até então, de que acharia tão excitante um estímulo por ali. Mas foi (e muito!). Podia sentir seus lábios com os pés, a maciez e a destreza da sua língua rodopiando cada dedo. Eu nem sabia se estavam tão limpos assim, mas, pela sua paciência e falta de pressa, não parecia se importar nem um pouquinho.


Soltei um gemido, e ele parou na mesma hora. Abriu as minhas pernas lentamente, ainda seguindo o ritmo da música invisível que nos envolvia. A cada centímetro que as minhas coxas ficavam longe uma da outra, desvendava aquele homem incrível entre elas, como se fosse uma cortina. Terminei completamente exposta e ofegante, morrendo por dentro ao analisá-lo por inteiro; seu rosto afilado, misturando masculinidade e também certa inocência, talvez por ser novinho demais, os olhos hipnotizantes devorando o meu corpo sobre a mesa, a boca presa de um jeito lindo, os braços grandes se movimentando mediante as mãos acariciavam as minhas coxas, o peitoral arfando, o abdômen rígido.


Foi impossível. Era muito fácil. Fácil demais o meu corpo se entregar para ele, ser dele. A visão do paraíso me levou exatamente para lá, e embora soubesse que tudo poderia virar um inferno, meu coração começou a bater acelerado, preenchendo meus instintos de algo além do tesão.


Sabia que não dava para voltar atrás. Fui atraída como um bichinho indefeso nas garras de um animal selvagem, que sabe caçar como nenhum outro. As grades da armadilha se fecharam, provocando um ruído grotesco que me fez entender que só um milagre me tiraria dali.

– Calvin... – gemi o único nome que conhecia daquele cara. Era difícil acreditar que alguém que eu não tinha como nomear corretamente havia me atingido tanto.


Ele soltou os lábios, deixando a boca desenhada totalmente visível. Fechou os olhos e desviou o rosto. Soltou um longo suspiro e voltou a abri-los, mas não me encarou. Percebi os seus instantes de confusão, mas eles duraram muito pouco.


As mãos alisaram a parte interna das minhas coxas até se encontrarem bem no meio. Gemi novamente. Eu era uma bomba de pavio curto, sabia que explodiria facilmente nas mãos dele. A música ainda tocava quando ele, seguindo os passos exatos, começou a me estimular.

– Sua boceta é tão linda – murmurou, rouco. Os olhos ainda evitavam os meus. Encararam a minha vagina e lá ficaram, até que sua boca atirou contra mim (ou ao meu favor). Gritei diante da sensação sem igual. – E tão gostosa... – sussurrou entre as minhas pernas. O hálito quente se chocando na minha pele sensível me fez gemer. Lambeu toda a minha extensão e parou. – Deliciosa... Estou viciado, Lili.


Muito safado. Muito, muito cafajeste. Eu não podia me esquecer disso. Precisava lembrar o tempo todo, mas era difícil saber até qual era o meu nome quando a sua boca me estimulava. Ele tinha razão, nomes não são importantes. Aquele desejo que inflamava o meu corpo inteiro parecia ter muito mais valor.


Senti sua língua me torturando. Acompanhei cada trajeto que ela fez, assisti às minhas reações como se fosse uma mera expectadora. Calvin sabia o que estava fazendo. Na verdade ele parecia saber até mesmo o que eu estava sentindo. E só me fazia sentir cada vez mais, até que os meus espasmos saíram totalmente do meu controle.


Suas mãos ainda tentaram me segurar, impedindo o meu ventre de se contorcer, mas nem a sua força foi capaz de impedir o orgasmo intenso que irrompeu. Gritei muito alto. Pus para fora toda a loucura que era estar com aquele homem.


Calvin só voltou a se erguer depois que tomou todo o meu gozo. Continuou evitando os meus olhos, mas abriu a boca várias vezes para dizer alguma coisa enquanto seus dedos continuaram me atiçando. Eu estava tentando recuperar o ar, meu pulmão reclamava muito. Ergui os meus braços, deixando-os estirados na mesa. Encarei o teto. Senti as mãos dele remexendo os meus seios. Soltei mais um gemidinho.

 

– Lili...


Encarei-o. Calvin se inclinou de lado e se abaixou um pouco. Estava tirando a própria cueca.

– Sim... – Só existia aquela palavra no meu vocabulário.


Ele se afastou um pouco e abriu uma gaveta. Pegou uma série de preservativos, com os envelopes grudados um ao outro. Sorri. Quem guardaria camisinhas na gaveta da cozinha? O safado do 105, claro! Devia guardar pacotes como aqueles em cada compartimento de sua casa.

 

– Você vai gozar no meu pau até enjoar... – rosnou baixo, vestindo-se com um dos preservativos que abriu. Ainda não me olhava. – E, quando enjoar, vai gozar de novo. E de novo... Não vou parar, Lili.


Sua promessa encheu o meu corpo de tesão, e o meu peito de uma ânsia que mal conseguiu ser controlada. A música que nos envolvia mudou de gênero muito rapidamente. Bastou que suas mãos puxassem a minha cintura com firmeza, buscando apoio. Senti seu pênis atiçando a extensão da minha vagina algumas vezes antes de me penetrar. Acho que vi estrelas.


Calvin abriu ainda mais as minhas pernas e retrocedeu lentamente uma única vez. Tornou a me penetrar. O meu corpo estava tão relaxado e pronto para ele que não sentiu a dificuldade da primeira vez. O segundo retrocesso foi rápido, bem como a próxima investida. Depois, devo ter perdido o fôlego ou a consciência, porque seu movimento foi tão rápido que nem soube dizer como ele conseguia.


O pior de tudo era a constância. Os choques dos nossos corpos eram intensos, barulhentos, e sentia o seu pênis me preenchendo daquele modo perfeito que já conhecia. A posição era absolutamente confortável, de modo que só precisei fechar os olhos e gemer.


Calvin ergueu a minha perna direita e deixou a esquerda disposta na mesa. Apertou-me as coxas e continuou se movimentando na maior velocidade.


A mesa de madeira pesada começou a se mexer perigosamente, pude ouvir o barulho de alguns pratos e copos tilintando. O ruído de atrito no chão era diferente do que a cama fazia, mas também era bem alto, estridente. Intensifiquei os meus gemidos. Espasmos tão rápidos quanto o Calvin cruzaram o meu corpo.

 

– Ah, Lili... – ouvi-o praticamente berrando. Estava fora de si, assim como eu. Ainda bem que não era a única louca por ali. – Lili... Lili..

. – Repetiu o meu nome algumas vezes, de um jeito selvagem. Gostava de ouvir sua boca me chamando. Era um convite ao orgasmo.


Seus dedos começaram a me estimular, mas nem precisava. Entrei no segundo êxtase depressa. Segurei a beirada oposta da mesa, tentando controlar os espasmos. Minha coluna se desgrudou da superfície. As mãos dele me empurraram de volta para ela, depois seguraram os meus seios com força.


A minha perna erguida desceu pela lateral. Seu corpo se projetou todo para frente.


Calvin voltou a me beijar, só que dessa vez sem nenhum resquício de suavidade. Seu quadril ainda balançava com destreza na direção da minha vagina.


As mãos largaram os meus seios e prenderam o meu pescoço. Achei que fosse morrer sem ar.


Calvin puxou a minha cabeça, obrigando-me a ir de encontro à sua boca fervorosa. A língua guerreou com a minha, e acho que ninguém saiu perdendo. Prendi minhas mãos nos seus pulsos, quase  implorando por um socorro. A falta de ar, por incrível que pareça, fez uma coisa louca acontecer com o meu corpo, como se a ausência do olfato liberasse um sentido desconhecido por mim.


Não acreditei quando percebi que estava gozando novamente. Foi um orgasmo mais sutil, que seria imperceptível se não tivesse feito questão de gritar alto. Calvin parou para me assistir. Minha vagina vibrou ao redor do seu pau. Ouvi alguns gemidos vindos dele.

 

– Puta que pariu, Lili... Você me deixa louco...


Eu o deixava louco? Fala sério. Depois de tudo o que tinha feito, ainda achava que a culpada era eu?

– Você me deixa louca... – respondi aos sussurros.
Ele sorriu do velho jeito safado. Deu-me um selinho e depois voltou a se erguer, porém me levou junto. Fiquei de pé, não me pergunte como. Acho que só consegui porque ele não me largou por nada. Beijou a minha boca, voltando à doçura.


Estranho demais... Calvin não se decidia. Suas atitudes deviam ser calculadas para confundir qualquer mulher. Bom, eu só era mais uma confusa nos braços dele.


Encarou-me fixamente quando se afastou. Abriu a boca. Fechou. Os olhos mudaram completamente, transformando-se em fendas. Só então ele conseguiu falar, ou melhor, rosnar:

 

– Vou te comer por trás.


Girou o meu corpo (foi quase um passo de Ballet), empurrando-me na direção da mesa. Minha barriga se chocou na superfície dela. Senti seus braços empurrando a minha coluna, tirando-me qualquer chance de escapar. Não que eu quisesse, claro. Segurou as minhas mãos por trás das minhas costas. Seu pau enorme tocou a minha bunda.


Minha bochecha foi imprensada contra a mesa também. Fechei os olhos e esperei. Ouvi a música agitada e erótica prosseguir, sabendo que não seria poupada. Realmente, não fui. Aquele homem incrível não sabia o que era poupar. Calvin ergueu a minha perna direita, fazendo-a se apoiar na mesa. Fui invadida um segundo depois.


Os choques continuaram exatamente de onde pararam. As mãos firmes seguraram as minhas durante muito tempo, que usei apenas para sentir o seu corpo possuindo o meu a toda velocidade.


Nada conseguiu ser processado pela minha mente além daquelas sensações maravilhosas. Ser dele é realmente muito bom. Não há comparativos. Sentia-me uma mulher realizada em suas mãos, em seus comandos. Nunca havia usado a minha liberdade para uma coisa tão profunda.


Ouvi o barulho de um copo caindo no chão por causa do tremelique da mesa, e então ele foi um pouco mais devagar. Seu riso preencheu o ambiente. Algo dentro de mim sabia que ele riria daquilo, e que eu o acompanharia assim que fizesse. Foi o que aconteceu.


Calvin largou as minhas mãos e me puxou pelos ombros, fazendo-me erguer, porém sem sair daquela posição. Continuou me invadindo, porém cada vez mais devagar. Uma mão tomou o meu rosto, obrigando-me a observá-lo. Vi o seu sorriso cafajeste implantado em sua face suada e corada de prazer. Mais uma vez, o meu coração encenou batidas estranhas para mim.


Calvin usou a outra mão para estimular o meu clitóris. A sensação foi tão concreta que entrei no clímax em menos de dois minutos, derretida nos braços dele. Apoiei a minha cabeça no seu ombro e apenas gemi. Gemi de todas as maneiras possíveis.


Tinha consciência dos nossos corpos suados (o dele pelo esforço, o meu pelos orgasmos), e isso só era mais um item para a minha lista de coisas que me faziam perder o juízo. Abri os olhos quando o êxtase foi embora. Ele estava me analisando fixamente. Morri diante daqueles olhos escuros tão perto dos meus.

 

– Sinto vontade de te foder pra sempre toda vez que você goza, Lili – falou com uma seriedade que me espantou. – Seu gemido me enfeitiça.


Soltei um gemidinho de propósito. Ele prendeu os lábios e praticamente me empurrou de volta para mesa. A violência do movimento foi completada com o retorno da velocidade máxima dos choques. Gritei muito. Estava cansada. Não tinha mais fôlego, não havia coragem dentro de mim.


Sabia que não gozaria novamente, meu corpo estava muito satisfeito. Em contrapartida, querer que aquele instante de entrega acabasse era tarefa impossível.


Após alguns minutos, quando achei que podia sim gozar de novo (impressionante como o Calvin me fazia mudar de ideia tão depressa), ele parou tudo e me puxou com força.

 

– Vem que eu vou te dar na boquinha, gostosa! – berrou enquanto retirava o preservativo, jogando-o longe, e me fazia agachar diante dele.


Juro que a minha cabeça deu um giro de trezentos e sessentas graus, de modo que não conseguia entender mais nada. Acabei me ajoelhando no chão, meio desajeitada, e só deu tempo de ouvi-lo gemendo alto o meu nome. Seu sêmen deixou o meu rosto absolutamente sujo.


Só percebi que Calvin quase arrancava os meus cabelos quando me soltou. Ergui a minha cabeça e o encarei, estupefata. Ainda não sabia se estava sentindo nojo. Acho que não. Era mais surpresa mesmo. Sabia que estava suja, mas aquele era o prazer que o seu corpo perfeito tinha fabricado só para mim. Não podia renegá-lo.


Visualizei o seu sorriso canalha. Meu corpo reagiu daquele jeito estranho e novo, deixando-me um pouco confusa. Sorri de volta e segurei o seu pênis. Ainda estava firme. Sem nada pensar, comecei a chupá-lo. Senti o seu gosto na minha língua, e novamente o meu coração me traiu. Sabia que estava perdida. O controle não me pertencia mais.

 

– Sua boca é muito gostosa, LIli, mas eu acabei de te dar muita porra mesmo. Vem cá, deixa eu te limpar...
Calvin me ergueu com cautela. Fechei os olhos e fiquei esperando. Não sabia como ele me livraria daquilo, mas a minha dúvida foi sanada quando se aproximou de mim novamente. Abri os olhos e percebi um pedaço grande de papel-toalha em suas mãos. Usou um bocado igual àquele em meu rosto, tocando-me como se eu fosse um cristal (não dá pra entender esse cara!), e só assim tive ideia do quanto ele realmente havia me presenteado.


Calvin jogou os papéis em um lixeiro e caminhou devagar de volta para mim. Deu-me um selinho. Observou-me.

– Gostosa...


Sorri.
Suas mãos apoiaram a minha cintura e me fizeram sentar sobre a mesa de novo. Fiquei sem entender. O que ele ainda queria? A resposta estava bem ao lado. Calvin pegou o prato com a fatia de torta e um garfo. Separou um pedaço considerável.


Abri a boca quando me serviu. Saboreei a torta com muita vontade. Seria estranho se eu dissesse que tinha voltado a ficar com fome? Acredite se quiser, por mim, jantava tudo de novo. E quando digo tudo, é tudo mesmo. Seria um ciclo eterno.

 

– Eu gosto de você, Lili – falou depois da terceira garfada. Não me olhou.


Guiei meus dedos até o seu queixo. Fiz seus olhos encontrarem os meus. Sério, o meu maldito coração só podia estar de brincadeira comigo. Não podia ser possível.

– Qual é, Calvin? O que você tem? Manda logo a real.
Ele abriu a boca. Arfou.

– Não quero te machucar, juro. Você é legal... Gosto mesmo de você. – Balançou a cabeça em negativa. – Mas vai ser inevitável. Eu me conheço, Lili.
Dei de ombros. Tentei não me abalar. Só tentei.

– Deixa disso! – Sorri. Abri o bocão, e ele me deu mais torta. Sorriu também, mas de um jeito estranho. – Uma pessoa só pode ser magoada quando é iludida... Ela não espera pela mágoa, aí pum!
Acontece.
Calvin aquiesceu.

– Só peço que não se iluda. Eu não presto. Não sou para você. Não sou para ninguém assim... especial como você.
Minhas veias viraram água gelada.

– Você também é especial, Calvin. Só não sabe disso ainda. Por isso que sai por aí vendendo os seus valores.

– Não vendo nada. – Epa... Ele ficou realmente chateado.

– Tudo bem, digamos que oferece de graça. Tanto faz, dá na mesma. Você fica sem eles de todo jeito.
Sr. Klein depositou o prato em cima da mesa. Encarou-me com chateação evidente. Culpei a minha TPM.

– Só faço o que quero e o que gosto, Lili. Sou livre. Eu não tenho mais nada... Perdi tudo! Só sobrou a minha liberdade, e eu vou usá-la

do jeito que quero. Nem você e nem ninguém tem o direito de me julgar.
Ergui os braços.

– Ei, ei! Não quis te ofender. Calma... – Tentei tocá-lo, mas ele deu um passo para trás.

– É melhor você ir embora.
Olhei-o sem acreditar. Sério, a minha vida é uma piada. Deviam me contratar para a nova temporada de Zorra Total.

– Sabe o que é melhor? Você crescer – proferi com firmeza, já queimando de ódio. Desci da mesa. – Está na hora de agir como um homem, e não estou falando de sexo. Ser homem não é ser bom de cama, Calvin. Se perdeu tudo, não é com essas amizades nada a ver que vai conseguir alguma coisa.


Vai viver, cara! – Empurrei-o de leve. Ele ainda me olhava com uma seriedade desconhecida. Seu rosto ficou vermelho de raiva, toda direcionada para mim. – Vai atrás do que você quer de verdade! O que está fazendo para sair da inércia? Um cozinheiro não pode lavar pratos para sempre, não é? Vai se contentar com qualquer coisa, assim como se contenta com suas vadias? Aliás, nenhuma nunca te contenta, já percebeu? Sabe por quê, Calvin? Porque você vale mais do que isso.


Nem percebi que já estava chorando. Sou mesmo patética.

– Você não me conhece. Não faz ideia.

– Lembre-se de que não sei seu nome. Talvez eu tenha descoberto muito mais sobre você do que imagina.
Virei as costas e fui andando a passos largos. Ia embora daquele jeito mesmo: como vim ao mundo. O jardim esconderia a minha nudez para quem estivesse passando na rua. Abri a porta da frente da casa de Calvin. Sua mão me puxou, impedindo-me de partir.

– É melhor assim, Lili.
Assenti.

– Sabia que você era safado, só não sabia que era tão covarde. Sua mãe deve estar muito infeliz contigo.Acho que consegui abalá-lo ainda mais.

– Você não tem o direito de...

– Não quero saber! Sabe por que magoa tanto as pessoas? Porque elas esperam que você seja quem realmente é, Calvin. – gritei. – Vou estar bem ali ao lado, esperando o momento em que decida parar de se esconder no meio de tanta canalhice.


Bati a porta na cara dele. Corri até a minha casa e tranquei tudo; portas, janelas, coração. Evitei entrar no meu quarto, não ia adiantar prolongar a discussão. Joguei-me no tapete da Sra. Klein e chorei.


Só me restava chorar mesmo.
 


Notas Finais


Até mais....
XOXO


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