História O Safado do 105 - Sprousehart - Capítulo 17


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Categorias Riverdale
Tags Bughead, Riverdale, Sprousehart
Visualizações 404
Palavras 2.832
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente vim aqui nas notas iniciais para falar que daqui uns capítulos a historia vai ter muito hot pesado
então se vcs não gostarem de hot pesado é melhor nem ler, só esse avisinho msm, irei falar quando tiver hot pesado se vcs quiserem pular o capítulo ou parar de ler eu entendo então é isso fiquem com o capítulo...

Capítulo 17 - Capítulo 17


Começo a achar que estamos trocando muito mais do que meros favores


Devo ter dormido em algum momento. A última coisa que me lembro foi de ter o corpo do Calvin embaixo do meu; sua pele quente e as mãos macias me acalentando, tentando amenizar a angústia que se instalava no meu peito. Confesso que facilitou muito. Não conseguia sequer imaginar como aquela noite seria se o meu vizinho não estivesse comigo.


Minha cabeça pilhada havia desistido de raciocinar em demasia. Ia explodir se continuasse juntando os meus problemas, sentindo a força deles sem uma separação sóbria. Vovó sempre dizia que todo problema tinha solução, desde que ele fosse tratado como único. Achei que era a minha obrigação acatar seus bons conselhos (não que em algum dia eu a tenha desobedecido ou duvidado de suas palavras, sou a neta mais boazinha do mundo).


O mais incrível foi quando acordei e, um pouco assustada, descobri que o Calvin estava ao meu lado na minha cama, dormindo calmamente (usando short e a camisa branca de manga comprida que pertencia a ele e vivia em cima do meu travesseiro). Ainda dividíamos o edredom.
Fiquei o observando durante longos minutos. Cada detalhe seu foi minuciosamente analisado, e a minha conclusão gerou um sorriso diferenciado instalado em meu rosto. Sentindo-me perdida, comecei a me mexer um pouquinho. Queria acordá-lo. Embora estivesse com pena, uma olhada no relógio me fez ver que já eram quase onze horas da manhã. Fazia muito tempo que eu não acordava tão tarde.


Lembrei-me da situação da minha avó, e logo a angústia total voltou a se apossar do meu corpo.


Conferi o meu celular, mas não havia nenhuma ligação. Ainda bem. Sinal de que tudo estava, na melhor das hipóteses, como no dia anterior. Mesmo assim, resolvi ligar para a minha tia, mãe da Camila. A ligação acabou fazendo o Calvin despertar.


Fiquei observando sua cara de sono – e o sorriso leve apontado para mim – enquanto recebia as notícias da manhã. Segundo a minha tia, o estado de saúde da vovó era relativamente estável. Não havia tido melhoras ou pioras, ainda respirava com os aparelhos e permanecia na UTI, onde nenhum familiar poderia visitá-la. Prometi que passaria no hospital mais tarde, independentemente de qualquer coisa.
Quando desliguei o celular, ainda deitada, sorri de volta para o Calvin. Ele bocejou, espreguiçando seu corpo grande. Depois, ergueu uma mão para tocar os meus cabelos.

 

– Bom dia, vizinha. Como estamos?

– Bom dia, vizinho... Estamos bem. Quero dizer, nada novo.

– Isso pode ser bom – sussurrou, ainda me olhando intensamente. Aqueles olhos... Sério, havia alguma coisa naquele olhar que não estava me deixando ser a mesma Lili de sempre. – Vamos torcer para que este dia seja melhor. – Ficou em silêncio. – Ah, lembrei-me de mais uma da Clarice: “ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas...”


Meus olhos se encheram de lágrimas.

– Parece-me me que ela sempre tem algo a dizer... A respeito de tudo – comentei, com a voz bastante embargada.

– Verdade. Deve ser bom saber o que falar quando a única coisa bem-vinda é o silêncio.

– Através dela, você acaba fazendo isso, Calvin.
Ele sorriu de orelha a orelha.

– Acho que, depois de tantos anos, achei uma utilidade para a minha mania de decorar frases.


Fiquei calada, pois não soube o que dizer. O sentimento de gratidão se uniu a todos os outros.


Acredito que era aquele misto de emoções que estava fazendo com que eu me sentisse tão diferente. A minha vida nunca esteve tão longe da estabilidade anterior.


Calvin começou a rir depois de algum tempo em silêncio.

 

– O que foi?

– É a primeira vez que durmo na cama de uma mulher sem ter transado com ela.
Continuei séria. Sei lá.

– Isso pode ser bom – murmurei, repetindo suas palavras.


Calvin ficou sério também. Nem me importei. Nunca funciono muito bem pela manhã. Em condições normais eu estaria me lamentando pelo que falei, julgando-me por, mais uma vez, estar mencionando algo que pudesse colocar em risco a liberdade dele.
Observei-o se espreguiçando novamente.

 

– Vou dar uma passada no mercado – alertou, levantando-se. Retirou a camisa e a jogou na minha cara. Começou a rir. – Pode ficar com ela. Ah é, você já estava com ela.
Ri também. Era o jeito.

– Gosto do seu cheiro.
Ele me analisou com o rosto distorcido. Estou dizendo... Não funciono pela manhã.

– Tudo bem, confesso que estou guardando a calcinha e o sutiã que deixou lá em casa. – Arregalei os olhos. Não me lembrava deles. Haviam sido deixados no dia em que discutimos. – Aquilo ali está cheirando a mulher gostosa até hoje.


Senti o meu rosto corar. Calvin começou a rir da minha cara, mas acabei jogando o travesseiro nele. O maldito o jogou de volta, e com força máxima (o doido começou a rir como um garoto, e naquele instante percebi o quanto ele ainda era um). Joguei o travesseiro de novo. Ele segurou no ar e se curvou para puxar o edredom. Tentei agarrá-lo a mim, mas acabei sendo descoberta. Ainda usava o shortinho e a blusa fina que estava vestindo na noite anterior.

 

– Você é um bobo! – gritei.
Calvin largou o edredom e o travesseiro no chão.

– Querida vizinha, adoraria entrar em uma guerra de travesseiros contigo, mas o dever me aguarda. Preciso estar no meu quintal antes do meio-dia.


Espreguicei-me.

– E o que devo levar para este curioso churrasco, querido vizinho?

– Sua boca deliciosa, seu biquíni e a sua paciência para aturar um vizinho depressivo! – falou aquilo tudo em tom de brincadeira, até mesmo rindo, mas eu simplesmente estaquei. Depressivo?
Como assim?


Fiz uma careta enorme, mas Calvin a ignorou.

– É sério, o que levo?

– Já tenho tudo, Lili. Só vou comprar mais carvão e gelo. – Caminhou até a porta e soltou um beijinho estalado. Depois, piscou um olho.

– Calvin!

– Oi? – Ele já tinha sumido da minha vista, porém retornou depressa.

– Por que dormiu aqui?
Pensou durante alguns segundos antes de responder:

– “Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso. E fui.”
Então, ele realmente foi embora, deixando-me com cara de bocó.


Que estranho. Ele não me beijou nem uma vez, não me tocou com mais ousadia (como sempre fazia). Será que eu estava mesmo incluída na tal friend zone? Será que pararia de me tocar, de sentir tesão com relação a mim?


Não fazia ideia de como me comportar em uma espécie de relação aberta. Se é que aquilo era mesmo uma relação. Parecia-me um troço esquisito que podia ser nomeado como safadeza. Tanto da parte dele, quanto da minha parte, claro. O que achar de uma mulher que aceita foder com o vizinho de vez em quando, sem nenhum compromisso?


Certo, estou sendo preconceituosa (e comigo mesma!). Mas, entenda-me, sexo para mim sempre significou algo além de puro desejo. Eu não sei apenas transar. Deve ser por isso que estava tão perdida, tão envolvida. Na minha cabeça, Calvin era o meu homem. Precisava entender que ter transado com ele duas vezes não fazia com que me pertencesse. Sexo não é pertencimento. Sexo só é sexo.


Quero dizer, naquela situação, era. Infelizmente.


Fiquei na cama nem sei por quanto tempo. Estava quase dormindo de novo quando ouvi a voz do Calvin me chamando. Olhei para todos os lados antes de perceber que ele estava em seu quarto, do outro lado da parede.

 

– Lili? Você vem?
Pisquei os olhos várias vezes. Levantei-me no sobressalto.

– Desculpa... Vou sim.

– Eu que te peço desculpas... Você está triste e tal... Desculpa mesmo, Lili. Acho melhor que fique aí.
Franzi a testa. O timbre que estava usando era sério demais para o meu gosto.

– Nem pensar. Chego em cinco minutos.

– Lili... Eu... Não fico muito bem. – Certo, a voz ficou ainda mais profunda. – Foi uma péssima ideia... Acho que preciso fazer isso sozinho mesmo.

 

– Calvin... Já era. Estou muito envolvida.
Ouvi o seu silêncio. Que merda, hein? Um dia vou morrer pela minha boca grande, igual a peixe.

– Não queria te envolver... Não podia ter feito isso. Não sei onde estava com a cabeça.
Ouvi o barulho da sua cama se arrastando, e depois da porta batendo. Ele tinha saído do quarto.


Merda total! A minha preocupação se intensificou a ponto de eu ir ao banheiro só para um xixi rápido e para escovar os dentes mais rápido ainda. Nem troquei de roupa, segui diretamente para a casa do vizinho.


Achei tolice bater a porta. Fui logo a abrindo e entrando como se não precisasse pedir licença.


Procurei-o pela cozinha, pela sala, e até mesmo em seu quarto. Calvin não estava. Apoiei o meu corpo em uma parede enquanto tentava raciocinar. Surtiu efeito: lembrei-me do quintal.


Procurei por uma porta ou passagem, e a encontrei logo. Localizava-se no canto direito da sala, meio escondida entre uma estante repleta de DVDs e um sofá. O verde predominante me fez perder a fala. Não fazia ideia do que veria ao atravessar aquela porta, mas a surpresa completa marcou presença. Lembro-me de ter soltado uma exclamação admirada.


Havia um jardim maior do que o que se localizava na frente da casa. Mas aquele era diferente, composto por vários vasos de barro de todos os tamanhos, circulando os muros das casas vizinhas. Em cada um deles havia uma planta diferente, e a maioria dava flores lindíssimas, bem coloridas. O cheiro de terra molhada era marcante. No centro, alguns metros de grama verdinha convidavam qualquer ser a ficar ali para sempre.


Uma piscina pequena e redonda, daquelas que se arma em um segundo, estava montada. Uma mangueira jorrava água dentro dela, incansavelmente. No canto direito, rodeada pelos vasos, havia uma mesa grande de madeira. Equilibrada por quatro vigas, estava uma espécie de palhoça, mas bem pequena, do tamanho suficiente para cobrir somente a mesa. Ao lado, uma churrasqueira de metal já soltava fumaça.


Abri a boca, exasperada. O encantamento inicial só pôde ser quebrado quando me dei conta de que o Calvin estava sentado perto de alguns vasos. Pensei que estivesse sobre a grama, mas, quando me aproximei, percebi que havia algumas pedras grandes, com a superfície achatada, lembrando banquinhos. Elas foram espalhadas em locais bem estratégicos naquele jardim.


Aproximei-me às pressas e me ajoelhei diante dele, sentindo a grama acariciar a minha pele.


Calvin projetou o corpo para trás, porém não me olhou. Apoiei meus cotovelos nas suas pernas.

 

– Este lugar é lindo... – murmurei sofregamente, ficando nervosa ao perceber que seus olhos escuros estavam cheios de lágrimas. A emoção não me abandonou por nada. – Estou encantada. Aliás, tudo nesta casa me fascina. Não importa o que aconteça, estou exatamente onde deveria.


Calvin balançou a cabeça como se discordasse. Não ousou me olhar. Estava nitidamente tentando tomar o controle do próprio corpo, mas eu sabia que era questão segundos: aquelas lágrimas precisavam cair. E foi o que aconteceu. Quando a primeira escorreu, foi como se tivessem aberto a torneira da alma do meu vizinho, e ele simplesmente desabou.


Tentei abraçá-lo, mas o teimoso ficava se desvencilhando, evitando-me como podia. Não desisti.


Aquele cara tinha me consolado durante uma noite inteira. Que tipo de idiota seria se o deixasse naquele estado e não fizesse nada?
Ainda ajoelhada, obriguei a sua cabeça a ser depositada no meu ombro. Calvin finalmente veio.


Seu choro era silencioso, controlado. Apenas espasmos lhe tomavam o corpo, e fiquei com tanta pena dele que quase o adotei. Na verdade, bem lá no fundo, eu o já tinha adotado. Já me sentia responsável, de alguma forma. Estava envolvida demais.


– Eu só abro aquela porta aos domingos – confessou. A voz controlada me deu desespero. Não conseguia imaginar o tamanho do esforço que ele fazia para não se entregar de vez à dor. – Toda vez é isso, uma merda. Odeio este lugar! Odeio essas lembranças... Odeio!
Comecei a chorar imediatamente. Sei que devia estar consolando, mas era impossível não ser tocada por aquela história triste, que envolvia um garoto órfão morando sozinho em uma casa cheia de memórias.

 

– Se odiasse, já teria se livrado delas, Calvin... – sussurrei. Apertava a sua pele contra a minha com ainda mais força.
Ele me abraçou durante muito tempo, até conseguir realmente se recompor. Os espasmos foram embora. Não falou mais nada. Eu ainda estava emocionada quando se separou de mim e me encarou, sorrindo como se nada tivesse acontecido.

 

 – Vamos... Vamos comer, entrar na piscina... Vou pegar o som portátil.

 

– Calvin... – Segurei seus cabelos. – Prometo estar aqui em todos os domingos.
Ele deu de ombros. Desviou o rosto.

 

– Não precisa, Lili. Eu que preciso crescer, como você mesma disse. Essa droga um dia não vai mais me atingir. Esta é a minha

promessa – falou com a voz mais dura do que aquelas pedras.

– Isso precisa te atingir, Calvin, são seus pais. Você só precisa fazer com que as lembranças te fortifiquem, e não com que te enfraqueçam. Use as memórias ao seu favor... Não queira voltar no tempo, só lute para ser melhor e os orgulhar de onde estiverem.


Ele balançou a cabeça avidamente, deixando a impaciência bem óbvia diante das minhas palavras.

 

– Não quero discursos, Lili. Só eu sei o que é crescer sem mãe e perder o pai antes de entender o que é responsabilidade. Não sou o motivo do orgulho de ninguém, e nem quero ser. A verdade é uma só: não há quem se orgulhe de mim.


Dito isso, Calvin simplesmente se levantou, deixando-me plantada como aquela grama.


Caminhou até a churrasqueira e remexeu em alguma coisa.

– Isso não é verdade, Calvin. Eu me orgulho de você! – falei um pouco alto demais. Ergui-me e fui andando devagar em sua direção.

– Até eu te decepcionar. Vai acontecer, Lili. Não pense por um só segundo que não vai – respondeu sem me olhar, ainda mexendo em algumas coisas que estavam em cima da mesa (e que eu nem tinha percebido antes); garfos, pratos e travessas com carne fresca, já temperadas com sal grosso.


Acompanhei o Calvin retirando algumas verduras e legumes de uma sacola. Colocou-os em um prato e separou uma tábua de madeira. Pegou uma faca bem grande a afiada.

 

– Sabe de uma coisa? Não vou discutir – alertei, sentando-me no banco de madeira comprido que circundava a mesa. – Você ainda está vivo para sentir orgulho de si mesmo. Se não quer, paciência.

– Estou bem comigo mesmo – definiu, começando a cortar os legumes com tanta rapidez e desenvoltura que fiquei completamente admirada.


Uau!

– Minha nossa! Eu já teria fatiado o meu braço!


Calvin começou a rir. Sim, como se não tivéssemos acabado de ter uma conversa esquisita e deprimente.

– É prática. – Piscou um olho para mim. – Sabe, fiquei sonhando com aquela sua caipirinha. Os ingredientes estão ali. – Apontou com a faca na direção de uma caixa de isopor grande que ficava do outro lado da mesa.

– Que ótimo! Pelo menos não fico em desvantagem, já que venho sonhando com tudo que tenha a ver com você – soltei sem pensar.
Nem quis ver a reação do Calvin, de tão envergonhada que fiquei. Ouvi um risinho, mas só. Fui logo até a caixa de isopor. Curvei o meu corpo e abri a tampa, descobrindo um monte de bebidas.


Havia muita cerveja, uma garrafa de vodka e uma de cachaça. Encontrei uma sacolinha com limões, dois copos especiais e um espremedor de madeira.

 

– É... Acho que vamos ficar bêbados! – proferi de maneira divertida, ainda analisando o que tínhamos. Senti mãos tomarem a minha cintura e um quadril másculo ser projetado bem atrás de mim.

– Lili... Essa sua caipirinha é mesmo irresistível. – Calvin apertou ainda mais a minha pele, encaixando-se com força. Aprumei o meu corpo, sentindo o seu na minha retaguarda. Sua boca quase se encostou ao meu ouvido. – Espero que mais de quarenta horas seja o suficiente para você, vizinha.


Vou preparar a sua carne e cortar o tomate bem ali... – Girou o meu corpo para o lado e apontou para o espaço gramado que tinha ao lado da pequena piscina.

 

– Cortar... o tomate? – Ri de leve, já muito excitada. Seja lá o que significasse aquilo, eu estava doida para que acontecesse.

– É... – sussurrou com uma voz sacana no meu pé do ouvido. Arrepiei-me. Ele ainda me mantinha por trás, colada ao seu corpo. – Um tomate bem vermelhinho e lisinho... Hummm...


Delicioso!


Aquela comparação inusitada me fez gargalhar. E, com isso, o clima entre nós melhorou consideravelmente. Calvin retomou o serviço, e eu comecei a preparar a bendita caipirinha. Nada de mais sério foi mencionado. Qualquer resquício de angústia da minha parte, e de dor da parte dele, pareceu sumir depois que ele pegou o som.


Sabíamos que, no fundo, nada tiraria a minha angústia ou a sua dor, mas pouca coisa pode ser mais legal do que cantar junto com o Calvin enquanto trabalhávamos em prol do churrasco. Tudo bem que era como se estivéssemos comemorando a tristeza. Contudo, acredito que existem várias maneiras de se sentir uma dor, só havíamos escolhido a melhor: compartilhando com alguém e, ao mesmo tempo, fingindo sua inexistência.
 


Notas Finais


Desculpa qualquer erro.
Comentem, favoritem, divulguem...
Até mais
XOXO


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