História O Safado do 105 - Sprousehart - Capítulo 4


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Categorias Riverdale
Tags Bughead, Riverdale, Sprousehart
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Palavras 3.171
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei

Capítulo 4 - Capítulo 4



Admitir a carência é um passo importante para qualquer mulher que não pretende manter relações
com o vizinho safado

 


Não adiantou muito o fato de eu ser uma mulher independente e livre de qualquer responsabilidade que me ligasse à minha antiga casa; acordei morrendo de torcicolo mesmo assim.


Deve ter sido praga jogada pela Sara, a minha irmã. Mamãe deve ter lhe dito a história da dor no pescoço, ou então dormir no colchonete fininho não havia sido uma boa ideia.


Seja como for, trabalhei como um zumbi na terça-feira. Não vi sinal algum do Sr. Calvin Klein pela manhã, e fiquei muito grata por isso, do contrário certamente teríamos a nossa primeira discussão. O motivo iria me deixar envergonhada por toda a vida, mas, sinceramente, a minha vontade de chamá-lo de tudo o que não presta foi grande quando me levantei e constatei que mal podia virar o pescoço para os lados.


Depois de uma manhã repleta de dor e “ai, ai, ais”, resolvi comprar alguns analgésicos na farmácia. Acabei explicando o meu problema, e o farmacêutico me indicou um anti-inflamatório bem massa. A dor melhorou muito durante a tarde. Mediante o meu pescoço começava a se mover, mais eu percebia que o Calvin não tinha nada a ver com aquilo. Quero dizer, se eu levasse um cara para a minha casa ia querer gemer sem ter que medir o volume. Já bastavam os anos infindáveis em que tive que gozar em silêncio quando resolvia levar algum namorado à minha antiga casa. Não que ele dormisse no meu quarto; papai só permitia que os namorados, tanto os meus quanto os da minha irmã, dormissem na sala. Mas nada nos impedia de fazer uma visitinha durante a madrugada, né?


Sendo assim, perdoei o safado do 105 internamente, antes mesmo de ter uma oportunidade para lhe dizer que medisse o volume do sexo animal que fazia com as vadias que visitava sua casa durante a madrugada. Decidi nunca fazê-lo. Na verdade prometi a mim mesma jamais tirar a liberdade que ele tinha de fazer o que quisesse em sua casa. Só assim eu teria a minha própria liberdade. Afinal, não posso tirar de alguém o que quero para mim.


Quando cheguei à minha casa, às sete horas da noite, novamente não havia sinal algum do Calvin.

 A casa dele estava escura, e de novo fiz o favor de ligar as luzes do jardim. As rosas vermelhas ainda estavam lá, no mesmo vaso presenteado por ele. Estavam mais cheirosas do que nunca, exalando um perfume adocicado que adorei. Achei estranho, pois não havia me lembrado de colocar um pouco de água para mantê-las. Supus que o Calvin tivesse feito isso mais cedo. Sorri ao tirar aquela conclusão; ele realmente era um rapaz prendado, como já havia me dito.


Fiquei feliz por não ter entrado em uma briga desnecessária com ele. Nossa relação daria supercerto, desde que mantivéssemos o bom-senso e o diálogo. Renovei as minhas promessas antes de entrar na minha querida casa; prometi ter calma e paciência nas situações em que pudesse realmente ficar chateada.


Dormi cedo mais uma vez – até porque tive preguiça e jantei macarrão instantâneo –, logo após tomar mais um comprimido do anti-inflamatório. O descanso foi muito bem-vindo e, graças aos céus, não tive surpresa alguma durante a madrugada.
Acordei com o pescoço quase cem por cento. Fiz um café da manhã reforçado (deu tempo!), tomei um banho demorado (deu tempo!) e me arrumei tão devagar que nem parecia que ia trabalhar. O bom humor tomou conta de mim novamente. Agradeci por mais um dia pelo menos umas trezentas vezes, até inspirei o cheiro de rosas da minha varanda antes de cruzar o jardim.


As luzes já estavam desligadas, sinal de que a rotina entre mim e o Calvin havia se estabelecido: eu ligaria as luzes à noite, ele as desligaria pela manhã. Caminhei lentamente até um pé de goiaba. Estava enorme e carregado, realmente muito bonito. Retirei uma fruta, que estava tão madura que ganhava uma cor meio amarelada. Sorri. Nunca tinha reparado que o jardim era realmente lindo e bem cuidado. Havia um pé de pitanga e uma bananeira, além da goiabeira. O resto eram flores e plantas que não davam frutos. Não era um jardim muito grande, mas tinha uma variedade legal, com as plantinhas disponibilizadas de um modo bem organizado.


– Bom dia, vizinha! – Senti mãos segurarem a minha cintura. Uma boca quente encontrou algum ponto entre a minha orelha e o meu pescoço. Claro que me arrepiei. – Quanto tempo, hein?


Acho que temos horários desencontrados!


Virei para trás e dei de cara com o Sr. Calvin. Meu queixo caiu completamente. Ele estava usando calça jeans e uma jaqueta preta de couro por cima de uma camisa azul-escura. Ósculos escuros muito estilosos combinaram perfeitamente com o formato másculo de seu rosto. O cabelo castanho estava ordenadamente bagunçado. Uma delícia.


Só o tamanho daquela criatura podia intimidar qualquer mulher, não precisava nem do restante. Definitivamente, não havia necessidade daquele sorriso sacana apontado para mim como se fosse uma arma. E ela estava atirando muito, porque, na moral, eu já me sentia morta diante dele.


Perdi até a capacidade da fala.


– Lili? Aconteceu alguma coisa?


– Obrigada pelas rosas... – murmurei, embasbacada. A palavra “rosas” quase não saiu por causa de uma rouquidão repentina. Forcei a garganta, tentando me recompor.

 – Obrigada pelas rosas, adorei. São lindas.


– Elas combinam com você. –

 Ele apoiou os óculos no topo da cabeça e piscou um olho. Ver seu rosto encantador tão de perto fez meu cérebro dar tilt de novo.

 – Como está a nova casa Gostando?

– Sim... Ainda faltam algumas coisas, mas estou amando morar sozinha.


– É a sua primeira vez? – perguntou como um sussurro. O safado sorriu daquele jeito.


Meu coração quase saiu pela boca. Meu Deus, ele tinha a capacidade de falar sobre qualquer coisa em duplo sentido! Ou era eu que entendia tudo pelo outro lado? Misericórdia...


– Não... Quero dizer, sim. – Fiz uma careta. – É a primeira vez que moro só.


– Se precisar de ajuda, Raissa, posso ser útil em todos os sentidos.


Minha nossa...


Precisei soltar um resfolego. Até ri um pouquinho, pois ainda não acreditava direito no tamanho da cara de pau daquele cara.


– Obrigada, Calvin.


Ele gargalhou. Tirou os óculos da cabeça e agitou os cabelos com as mãos.


– Eu não estou usando uma Calvin Klein hoje. E agora? –

 Juro por tudo o que é mais sagrado que ele fez que ia abaixar a calça jeans. Na verdade, pelo que o conheço, ele ia mesmo se eu não tivesse dado alguns passos para trás e saído do transe.


– Não importa, Calvin! Você disse que eu podia te chamar do que eu quisesse, não?


– É verdade. – 

Deu de ombros, ainda sorrindo. 

– Está certo, Lili, você que manda. Mas é sério, posso ajudá-la no que for preciso. Em dias de semana chego em casa à meia-noite, mas pode me chamar a qualquer hora. Estou completamente livre para você aos domingos.
Certo. 

Completamente livre para mim aos domingos.


– Bom... Vou receber alguns móveis neste sábado. Se puder me...


– Claro que posso, vizinha! – interrompeu-me com animação. Foi uma pressa bem exagerada.


– As minhas manhãs aos sábados são livres. Esqueci de dedicá-las a você também.


Seu sorriso sacana não era capaz de morrer por nada neste mundo. 

Tomando uma dose de coragem (e de mais sei lá o quê, acho que foi alguma coisa contida no anti-inflamatório), aproximei-me do sujeito. 

Olhei para cima, pois apesar de não ser tão baixinha, e estar usando saltos, o maldito ainda conseguia ser mais alto que eu. Acho que ele tinha mais de um e noventa, ou chegar bem perto disso.


– Obrigada, Calvin... – 

Apertei sua bochecha como se fosse uma criancinha. – Sua dedicação será recompensada.


Ri internamente ao analisar cada detalhe de seu sorriso morrendo. Sério, o cara se modificou totalmente. 

Prendeu os lábios e ficou me comendo com os olhos. Seu humor era muito fácil de ser manejado. A minha vez de sorrir chegou. Expliquei-me logo em seguida, só para deixá-lo desconcertado por ter levado a minha sentença para o âmbito das segundas intenções:


– Vou fazer um almoço bem legal neste sábado, sei que não é uma boa recompensa para um cozinheiro como você, mas sei fazer uma feijoada que, modéstia a parte, fica uma delícia.  Calvin voltou a sorrir. Tocou o meu queixo e balançou.


– Aposto que a sua feijoada é uma delícia, Lili –

 murmurou. Seus olhos me fizeram trocar a palavra feijoada bem rapidinho.


Desisti de tentar entrar no jogo dele, pois eu certamente sairia perdendo. O cara manja das frases de duplo sentido, a coitada aqui é apenas uma leiga.


– Combinado, então. Bom dia pra você, Calvin! – Acenei e virei as costas, já caminhando na direção da portinha.


– Bom dia, Lili! – Ele demorou dois segundos para dizer a próxima frase: – Você tem um  belo traseiro!


Corei instantaneamente. Cheguei até a parar antes mesmo de abrir a maldita portinha. Olhei para trás, e tive certeza de que gaguejaria uma resposta. Calvin voltou a colocar os óculos.


– Você também, Sr. Klein! – 

Acho que falei mais alto do que pretendia. Ainda deu tempo de ouvir a sua gargalhada enquanto eu tentava andar pelo curto caminho até o meu carro.


Não tínhamos garagem ou qualquer estacionamento por perto, por isso eu estacionava em frente à nossa casa mesmo. A rua era larga e bem tranquila, percebi que muitas pessoas faziam o mesmo. Desconfiava que o carro do Calvin era o Siena preto que vivia estacionado atrás do meu, exceto quando ele não estava em casa. Ainda não sabia dizer com certeza, também não iria perguntar.


A minha quarta-feira foi composta por pensamentos eróticos que envolviam o Calvin e eu. Em todos os flashes que circulavam pela minha cabeça, havia os nossos corpos nus e a cama batendo contra a parede na velocidade seis da dança do “créu”.

 A minha loucura imaginosa só era impedida, de vez em quando, pela razão, que me alertava do perigo que significava    manter uma relação baseada no sexo sem compromisso com o vizinho cafajeste.


Mesmo me considerando uma adulta madura e consciente, sei perfeitamente que transar com o cara vai me afetar de um modo irreparável. Por exemplo, tenho certeza de que não ficaria feliz em ouvi-lo com outra mulher. Sei lá, iria me sentir trocada, afinal, eu estaria bem ali ao lado... 

Enfim. É diferente do que ser apenas uma vizinha. Passar a ser uma foda que mora ao lado era uma péssima ideia.


Passei a maior parte do tempo excitada, louca para que o Sr. Calvin caísse do céu e fosse parar bem em cima da minha mesa. Para ser sincera, cheguei a imaginá-lo empurrando toda a papelada no chão e me jogando ali em cima. Era louco e igualmente excitante. 

O sexo dele devia ser mesmo incrível, aquela mulher aos berros não me deixava pensar no contrário. Eu estava, oficialmente, louca por uma boa foda com o safado do 105.


A comprovação de que era loucura querer alguma coisa com o Calvin além de uma amizade que permitia troca de elogios sobre traseiros (e competição de frases de duplo sentido) veio naquela madrugada. 

Havia me permitido dormir um pouco mais tarde por causa de um filme que passava na TV aberta.

 Escutei quando a porta do vizinho abriu e fechou, sinalizando que ele tinha chegado do trabalho. Após trinta minutos de puro silêncio, os quais passei deitada na minha cama, sentindo-me a rainha do meu mundo, ouvi gemidos atrás de mim.


Coloquei meus ouvidos em alerta imediatamente. Achei que estava começando a ouvir coisas, visto que nada consegui escutar durante alguns minutos. Aí o Calvin fez questão de me tirar todas as dúvidas.

– Adoro te foder bem gostoso...


Sua voz saiu como um sussurro, mas mesmo assim consegui ouvir.

 Levantei-me da cama e, de novo, encostei o meu ouvido na parede. Ele não parecia estar com a mesma mulher. Aquela não gritava, só gemia baixo vez ou outra. Percebi que a cama chacoalhava de leve, totalmente diferente da selvageria anterior.


Foi difícil, mas tomei a séria decisão de não ficar prestando atenção nos ruídos provocados   pelo vizinho. 

Voltei a me deitar na cama, e até aumentei um pouco mais o volume da TV. Procurei me concentrar no filme, mas não consegui. Uma parte de mim ficou atenta aos gemidos que a mulher soltava, sempre constantes e discretos. Foi impossível não me excitar. Podia ouvir a respiração ofegante do Sr. Calvin, deixando a situação da minha calcinha ainda mais desfavorável.


Piorou quando a parede começou a provocar um barulhão. 

No início foi bem de leve, quase imperceptível, mas a coisa deve ter esquentado na casa ao lado. Calvin parece ser do tipo que começa devagar, mas se rende ao ritmo acelerado da entrega. Devia estar uma delícia, pois os gemidos da mulher aumentaram drasticamente. Comprovei que, sim, não era a mesma da segunda-feira.


– Eu realmente preciso de um homem – murmurei para o nada. Não sei se o vizinho escutou, acho que não. Ele estava muito ocupado, diferentemente de mim, que só me ocupei em ouvir a  ocupação dele.


A pancadaria total contra a parede do meu quarto veio mais rápido do que pude acompanhar. A mulher gemeu coisas ininteligíveis, e o Sr. Calvin não parou de tecer elogios sobre a vagina dela:    apertadinha, quente, gostosa, lambuzada... Enfim, pude até visualizar o “piu-piu” da maldita só com as descrições que ele fazia. Desejei que ela fizesse algum comentário sobre o pinto dele. Seria bem mais legal imaginá-lo, obviamente, mas a coitada só fazia gemer como se estivesse sentindo dor. Ótimo sinal, né?


Depois de não sei quantos minutos suportando um tesão fora do comum, e ouvindo o sexo desenfreado do meu vizinho gostoso, decidi me mudar para a sala de novo. 

Ele era incansável. 

A mulher pareceu ter gozado pelo menos umas três vezes, e nada do homem gozar. Confesso que estava esperando aquele momento, mas percebi o quanto estava sendo idiota e desesperada. A minha carência estava ultrapassando limites jamais atingidos antes.


O colchonete acabou fazendo o seu serviço mais uma vez (bem como o meu dedo), e só assim consegui ter paz para dormir. Desta vez, tomei o cuidado de não adormecer em uma posição ruim para o meu pescoço. Ponto para mim! Acordei bem melhor, embora ainda me sentisse um pouco quebrada.


Não estava com tanto bom humor quando fui trabalhar naquela manhã de quinta-feira. Mas também não estava pensando em esculachar o meu vizinho. Tentei me manter neutra. Bom, para ser sincera, pensava em uma solução definitiva que não envolvesse ter que dizer na cara dele para que parasse de transar praticamente no meu quarto.


Eu tinha certeza de uma coisa: não havia comprado uma cama nova para nada. Precisava dormir nela, e não em um colchonete tão confortável quanto um exame ginecológico. 

As luzes estavam apagadas, mas não encontrei o meu vizinho em parte alguma do jardim. Ele parecia se recolher nos dias em que aprontava as suas safadezas. Esperto!


Para completar a minha manhã repleta de rancor e ideias que pudessem solucionar o meu grande problema, a minha irmã Sara resolveu me ligar.

 Tipo, ela nunca me liga, exceto quando precisa de alguma coisa. 

Pensei em não atender, mas aí ela falaria com a mamãe e a merda seria jogada no ventilador. A culpa de tudo sempre era minha. Achei até estranho os meus pais não terem me culpado por ela ter aparecido grávida aos dezessete anos. Quando ela me contou, aos prantos, da gravidez, pude até ouvir a voz do meu pai dizendo: 

“Lili, como deixou a sua irmã abrir as pernas para um moleque qualquer?”.


Aos vinte e um anos, Sara ainda era a mesma garota mimada. A diferença era que precisava criar uma garota ainda mais mimada que ela. Mas a culpa não é da minha sobrinha, a Clara

. Eu a amo de paixão. A coitada não pôde escolher a mãe que gerou a sua vida. Se pudesse, certamente não escolheria a Sara.

– O que foi, Sara? – fui logo perguntando.


– É assim? Credo, ! A pessoa morrendo de saudade, e é assim que você trata?


Fala sério!


– Saudade? Certo... Vai logo dizendo o que você quer, estou ocupada – menti feio. Havia resolvido muitas coisas logo cedo, de modo que não tinha mais nada para fazer durante todo o expediente. Sabia que seria um daqueles raros dias em que eu teria tempo para ler um e-book inteiro no computador.


– Estou mesmo com saudade. E louca para ver a sua nova casa! Ah, irmãzinha, vou te visitar neste sábado!


NÃO! – 

gritei alto demais. Olhei para os lados, esperando alguma repreensão. Veio do meu chefe um segundo depois, quando ele colocou a cara no canto da porta da sala e me olhou feio. Dei de ombros, fingindo que estava trabalhando. – Nem pensar, estarei ocupada neste sábado.


Muito ocupada sendo ajudada pelo meu vizinho safado e fazendo um almoço para ele. E eu só esperava que a minha feijoada ficasse mesmo uma delícia.


– Que mentira, Lili! Você sempre dorme aos sábados! Passa o dia inteiro sem fazer nada!


– Preciso organizar os meus móveis, Sara.


– Ah, posso ir à noite! Então durmo contigo! Vamos lá, eu deixo a Clara com a mamãe.
Era só o que faltava na minha vida: a minha irmã Sara e eu assistindo ao sexo selvagem do meu vizinho durante a madrugada.

– Vou sair à noite.


– Sério? Com quem? – empolgou-se. Sara sempre ficava muito animada, até demais, quando  eu tinha um encontro. Até me ajudava a separar a roupa ideal, além de me fazer uma chapinha no cabelo.


– Não te interessa, Sara, que droga. Tenho que desligar.


Ela demorou um tempo a responder.


– Lil... Sinto a sua falta. É verdade. – Sara falou aquilo tão seriamente que acreditei.

Soltei um suspiro.


– Eu te ligo no domingo. Está bem?


– Obrigada, irmã... Bom trabalho! Beijo!

– Beijo...


Confesso que a minha irmã mais nova gosta mais de mim do que eu gosto dela. Não acho que a gente seja compatível para uma amizade fraterna. Eu a amo, é claro, mas somos muito diferentes.


Acho que os seus caprichos sempre me irritaram, e o fato de eu levar a culpa por causa deles não ajudou a criar um bom sentimento com relação a ela. 

Bom, o fato é que não posso esconder a minha casa para sempre. Um dia terei de receber a minha família, e este dia será aquele em que eu implorarei (de joelhos no chão e lágrimas nos olhos) para o safado do 105 não inventar de transar com ninguém.


Foi durante aquele dia relativamente ocioso que tive uma grande ideia. Uma ideia baseada em um princípio básico chamado “olho por olho, dente por dente”. 

Pensa comigo, se eu podia ouvir o meu vizinho, então obviamente o meu vizinho podia me ouvir. Ele só precisava de alguém tão maluco quanto ele. A minha mãe sempre dizia que remédio para doido é um doido pior.
Sorri como um gênio que descobre o segredo da vida. Ou como uma mulher disposta a dar uma de doida.

 


Notas Finais


comentem, favoritem, beijinhos até mais


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