História O Safado do 105 - Sprousehart - Capítulo 6


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Categorias Riverdale
Tags Bughead, Riverdale, Sprousehart
Visualizações 503
Palavras 1.576
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


não revisei desculpa qualquer erro

Capítulo 6 - Capítulo 6


Não sei nada sobre ele, mas passei a saber muito sobre mim desde que o conheci


Devo ter passado pelo menos meia hora sentada na minha cama, refletindo sobre a cena que havia acabado de presenciar. Por fim, decidi que não valia a pena ficar pensando muito naquilo, pois obviamente fazia parte da capacidade do Calvin de fazer qualquer mulher cair em sua rede. Eu que não seria idiota de ficar admirada por ele ter um lado sensível e legal por trás de toda safadeza. Só Deus sabe os artifícios que usa para conseguir tanta mulher em tão pouco tempo (recuso-me a acreditar que apenas a sua beleza seja o bastante, é claro que precisa haver algo mais).


Vesti um pijama simples e fiquei apenas esperando a feijoada ficar pronta. O cheiro ficou uma delícia, mas o gosto ainda precisava ser apurado, e aquela noite, bem como a manhã do dia seguinte, seria muito útil para fazê-la ficar perfeita. Dei uma limpada na cozinha antes de me deitar. Pensei em ligar a TV, mas desisti, pois ouvi a do Sr. Klein ligada. Sabia que dormiria muito bem apenas com o ruído dela.


Não parei de pensar no sujeito nem por um segundo. Abracei o travesseiro que ele tinha abraçado, na esperança de encontrar algum cheiro que o pertencesse. Nada. Só o meu cheiro estava ali, e me perguntei se ele o tinha sentido. Provavelmente.


Um raio de lucidez me fez compreender que aquela era a noite ideal para pôr em prática a minha grande ideia. Calvin estava sozinho, certamente não receberia nenhuma de suas cadelas para latir alto no meu pé do ouvido. Comecei a rir sozinha enquanto ligava o meu notebook na minha TV. Entrei em um site pornográfico e passei um tempão escolhendo o vídeo ideal. Tinha de tudo. Confesso que fiquei envergonhada só de ler os títulos bizarros de cada vídeo, mas busquei a coragem e a maluquice que eu sabia que habitavam dentro de mim. Não podia desistir.


Escolhi um vídeo chamado “fucking hard” (fodendo com força). Era a cara dele. Coloquei a minha TV no último volume e o esperei carregar. Soltei um longo suspiro e cliquei no play. Uma mulher loira e nua (com cara de quenga) apareceu na tela, e logo fiquei envergonhada. Nem eu mesma acreditei que estava fazendo aquilo.


Um cara enorme, se é que me entende, e nu apareceu atrás dela, esfregando-se. A atriz soltou seu primeiro gemido. Sorri. A minha ideia era a mais perfeita de todas. Deitei-me na cama e comecei a apreciar o vídeo, como faço de vez em quando (claro que não naquele volume, normalmente assisto no mudo, pois as mulheres desses filmes costumam gemer como se estivessem morrendo). É sempre bom saber o que fazer na cama, portanto assistia toda vez que achava que precisava inovar as minhas

 

“técnicas”.


A foda começou rápido. Não há muita conversa neste tipo de filme: a mulher olha para a câmera, exibe o corpo, um homem pintudo aparece e eles começam a transar. Simples e prático. Nada a ver com a vida real. Tudo bem, era aquilo que eu queria. Todos os sons que eu almejava estavam reunidos ali: mulher gemendo, homem ofegando, sexos se chocando um contra o outro na maior velocidade. Tá certo que eu fiquei excitada, não sou de ferro, mas achei que pudesse valer a pena.


Alguns minutos se passaram até que decidi me levantar. Apoiei o meu ouvido na parede, notando que a televisão do vizinho já não estava mais ligada. Será que ele tinha ido dormir? Será que estava prestando atenção nos gemidos e gritos do vídeo? A dúvida quase me deixou louca.


Não demorou muito para que eu me sentisse ridícula. E infantil. Eu devia era arranjar um homem de verdade para estar comigo naquela cama. Devia eu mesma gemer no ouvido do meu vizinho safado, e não deixar que um vídeo tosco fizesse por mim. Foi então que tive uma ideia maluca, como todas as outras.


Baixei o volume da TV até não conseguir ouvir mais nada. Tirei o meu pijama e me deitei na cama lentamente. Soltei um suspiro enquanto tocava o meu corpo. Logo, guiei meus dedos na direção da minha vagina. Nunca havia tido tanta privacidade para me masturbar, e fiquei admirada comigo mesma. E feliz também. Um momento íntimo como aquele era raríssimo, em que só havia eu e ninguém mais. Quero dizer, não podia esquecer que o Calvin estaria ouvindo, portanto eu devia fazer durar e gritaria do jeito que sempre quis, mas nunca tive coragem.
Fiquei observando o vídeo só para me concentrar melhor, pois a verdade era que já estava excitada. E, sem querer, comecei a imaginar o meu safado favorito bem ali comigo, estimulando as minhas vontades. Foi tão fácil integrá-lo aos meus pensamentos que fiquei imediatamente assustada.


Eu o desejava tanto que estava começando a perder o controle, prova disso era a loucura que cometia a cada gemido alto que soltava.
O quarto do Calvin ainda estava muito silencioso. Nem sinal da televisão. Só consegui ouvir, além dos meus próprios gemidos, os grilos cantando em nosso jardim. Meus dedos trabalharam avidamente, de modo que o meu primeiro orgasmo foi atingido depressa. Gritei como uma atriz pornô, começando a entender o porquê de elas berrarem tanto: elas eram livres para tal, e eu só estava experimentando aquele tipo de liberdade depois de vinte e oito anos de silêncio.


Não ousei parar. O vídeo ainda rolava solto, os meus nervos pediam mais e o meu corpo cada vez mais quente implorava pelo toque. Contorci-me na cama, sentindo o lençol alisando a minha pele.


Nos meus devaneios, Calvin percorria as suas mãos em mim, desvendando-me completamente. Acelerei o movimento dos meus dedos quando senti que estava perto de novo. Fechei os olhos com força e gemi alto enquanto me contorcia, fazendo de tudo para adiar o êxtase. Não adiantou. Ele veio com força total, e me contorci tanto que bati a minha cabeça na cabeceira. Doeu.

 

– Droga... – resmunguei ofegante.


O vídeo já tinha terminado. Eu nem havia me dado conta. Passei um tempo tentando me recuperar, completamente quieta e jogada na minha cama. Estava exausta.


Foi então que eu o ouvi. Calvin resfolegou alto bem atrás de mim.

– Lili! – gritou o meu nome em um rosnado intenso, repleto de desejo. Meu sangue congelou.


Os gemidos do safado não cessaram durante alguns segundos, os quais usei para morrer. Ele estava se masturbando? Para mim? Puta que pariu!


Depois do que supus ser um orgasmo, Calvin permaneceu tão quieto quanto eu. Ainda estava em estado de choque. Mal sabia o que pensar do que tinha acabado de acontecer. Seja como for, sentia-me em total desvantagem. O meu abalo foi tão grande que a minha única certeza era a de que tinha atirado contra mim mesma.

 

– Lili? – ouvi sua voz me chamando. Permaneci muda. – Sei que está ouvindo. Não precisa ficar com vergonha...
Vergonha? Não. Não soube definir o que sentia. Pavor, talvez. Tesão. Uma vontade louca de derrubar aquela parede que nos separava.

– Lili, me desculpa... Eu não sabia que dava para ouvir. Estou tão admirado quanto você.

– Eu sabia que dava para ouvir, Calvin – falei seriamente, começando a tremer. Um frio ridículo me obrigou a puxar o lençol e me cobrir.


Ouvi a sua risada. Fechei os olhos. Ele parou depois de um tempo. Ficou calado, e eu também.
Meu coração ainda batia forte, mas pelo menos a respiração estava mais controlada.

– As cortinas... – ele murmurou. Por incrível que pareça eu escutei.

– Cortinas?

– As suas cortinas. São floridas... Dá a ideia de campo. Você gosta de liberdade. É uma mulher sem preconceitos.

– Como sabe?

– Você ainda não me julgou.
Refleti a respeito. Eu o tinha julgado bastante, mas era algo que acontecia no meu íntimo. De um modo geral, não julguei demonstrando preconceito. Jamais pararia de falar com ele ou o excluiria por ser um cafajeste.

 

– O que mais resta saber sobre mim? – perguntei em um sussurro.

– Não sei,  – falou com uma seriedade que eu não conhecia vinda dele. – Saber que você gozou para mim duas vezes, e de propósito, está me fazendo questionar os motivos de eu ainda não estar na sua cama. Ou de você não estar na minha.


Arquejei. Minha pressão podia explodir qualquer aparelho medidor.

 

– Deve ser porque eu ainda não sei o seu nome.


Calvin gargalhou alto. Acabei rindo também. Seu senso de humor era legal. Descobri que gostava daquele jeito divertido de encarar as coisas. Deve ser por isso que ele parecia ser tão jovem, o bom humor é capaz de rejuvenescer qualquer pessoa.

 

– Um nome é apenas um nome. O que mais não sabe sobre mim?

– Tudo. A única coisa que eu sei é que você é um safado.

Pensei que ele ficaria chateado, mas o doido apenas riu ainda mais alto.

– Isso é tudo o que precisa saber sobre mim.


Aquiesci como se ele pudesse me ver. Bom, aquilo era o bastante. Por mais desejo que eu sentisse por aquele homem, saber aquela única informação sobre ele era o suficiente para a minha razão. Eu não devia me envolver com o safado do 105. Jamais daria certo.


Permanecemos em silêncio durante algum tempo. Foi ele quem decidiu falar:

 

– Boa noite, vizinha. Não paro de pensar na sua feijoada.
Suspirei. Pude até visualizar o sujeito piscando o olho daquele jeito sacana. Tinha certeza de que o maldito não estava falando da feijoada.

– Boa noite, vizinho
 


Notas Finais


ultimo de hoje ou não...
favoritem, divulguem...
Beijinhos


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