História O Safado do 105 - Sprousehart - Capítulo 8


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Categorias Riverdale
Tags Bughead, Riverdale, Sprousehart
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Palavras 4.785
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!
Esse capítulo, como posso dizer...
é não sei só se preparem...

Capítulo 8 - Capítulo 8


Aprender com a vida é bom, mas aprender com o Sr. Klein é melhor ainda


Calvin fez a mesma maldade que fiz com ele no domingo passado. Serviu-se de um prato gigantesco de feijoada (um homem daquele tamanho precisava se manter), arroz, couve e farofa e foi comendo sem esboçar reação alguma. Eu estava achando uma delícia, mas vai saber, né? O cozinheiro era ele.


Fiquei apreensiva durante todo o almoço, que realizamos na minha sala nova, com mesa nova, pratos novos, talheres novos... Certo, isso me fez ficar contente, tirando a angústia que sentia ao esperar suas críticas. Precisei fazer mais caipirinha, pois nem ele e nem eu paramos em um copo só.


Tudo bem, fiz mais fraca, colocando mais gelo do que cachaça.

– Ai, meu Deus! – gritei quando ele deu a última garfada. – Esqueci de fazer uma sobremesa!
Que droga! Como sou tapada! – Dei um cascudo na minha testa.
Ele gargalhou.

– Não se preocupe, Lili, tem pudim de morango lá em casa... Você vai amar o meu pudim. – Acrescente um sorriso malicioso aqui.
Encarei-o. Os três copos de caipirinha me fizeram dizer:

– Aposto que sim. Deve ser bem firme o seu pudim.
Calvin sorriu ainda mais amplamente.

– Vai sentir a consistência mais breve do que imagina – falou baixinho. – Vou lá buscar.
Agarrei o seu braço. Ok, eu estava ficando bêbada.

– Não! Primeiro me diga o que achou da feijoada!


Ele segurou a mão que o tocava. Depois a alisou devagarzinho, sem desviar os olhos de mim.
Não ousei me mexer. Seus dedos percorreram o meu antebraço e foram subindo até os meus ombros.
Circularam o meu pescoço, e continuei sem me mexer. Só percebi que um rastro quente de desejo foi deixado na minha pele quando o maldito parou de me tocar.

 

– Trabalho em um restaurante que serve pratos típicos de diversas regiões do país. Os caras são muito bons... – Senti o meu corpo congelar. Sabia que ele ia me criticar pesado. – Eu me espelho neles, na verdade. Não me olha desse jeito, Lili...
Resfoleguei.

– Desculpa, é que estou nervosa!
Sorriu. Senti o meu rosto corar.

– Não fique nervosa... Só mordo se me pedir – sussurrou. Minha calcinha deu uma vibrada, e a cor do meu rosto não deve ter melhorado muito.

– Você está me enrolando! Diga logo!
Gargalhou. Calvin se levantou da cadeira e puxou a minha mão, obrigando-me a levantar também. Fiquei o observando feito uma retardada.

– O que eu quero dizer é que esses filhos da mãe que passaram anos estudando sobre comidas típicas ainda não conseguiram fazer uma feijoada tão saborosa quanto a sua, Lili. – O vermelho do meu rosto deve ter dado lugar ao branco. – Estou impressionado!

– Ah, Calvin! – Não resisti. Simplesmente me atirei no pescoço do cara. Dei-lhe um abraço forte, com direito a um quase sufocamento.

Ele revidou o abraço, envolvendo seus braços firmes na minha cintura.
Achei que pudesse derreter feito açúcar misturada em água. O meu vizinho gostoso começou a rir sem pausas; Calvin realmente tem um senso de humor tão grande quanto ele.

– Acho melhor você me largar, não posso usar o meu sangue para outra coisa além da digestão. Desse jeito vou ter um AVC.
Envergonhada, larguei-o bem depressa. Quando menos percebi, estávamos rindo da situação.

– Quero provar do seu pudim! – falei em meio a risadas.
Rimos ainda mais, porque a gente tinha a capacidade de imaginar tudo no duplo sentido. Quer dizer, eu tinha entrado na onda dele de cabeça.

– Vou pegá-lo, mas preciso de um banho antes da sobremesa. Estou meio suado. Você espera? 

Aquiesci. Daria um milhão por uma fungada naquele pescoço suado, aposto que o cheiro dele estava bom. Não me julgue, mas eu adoro homens suados. Sou tarada por suor masculino. Claro, só se o cara tiver a capacidade de suar sem feder. Não são todos que conseguem. Para os que conseguem, tiro o meu chapéu.

– Claro que sim!


Calvin me deu um beijinho na bochecha antes de pegar a sua maleta de ferramentas e sair pela minha porta. Ergui os meus braços, conferindo o cheiro dos meus sovacos. Não estava lá tão ruim, mas eu tinha suado muito também. Decidi fazer o mesmo que ele, mas fui impedida quando olhei para os nossos pratos sujos em cima da mesa. Era melhor dar um jeito naquilo primeiro.


Tenho verdadeiro pavor de pratos sujos. Deve ser porque na minha antiga casa sempre tinha uma pia cheia para dar conta. Diferentemente de antes, só havia dois. Amém! Foi a primeira vez que lavei pratos com um sorriso enorme nos lábios. A manhã havia dado certo; a minha casa estava linda, o meu almoço foi satisfatório... Tudo bem que eu quase me descontrolei, mas estava viva e, o mais importante, não tinha caído de vez nas garras do safado do 105.


Depois de deixar a cozinha habitável novamente, fui direto para o chuveiro. Tomei um banho de cabeça, pois o meu cabelo havia suado também (odeio ficar com o cabelo sujo, mesmo que tenha lavado na noite anterior). Escovei os meus dentes, passei desodorante e me enrolei na bendita toalha verde-limão. Lembrei-me da noite anterior e comecei a rir sozinha. Quem diria que eu ia mesmo dar uma de doida? Para o bem ou para o mal, espero que o comportamento do meu vizinho se modifique, agora que ele sabia que eu podia ouvi-lo trepando com as mulheres que leva para casa.


Saí do banheiro e entrei no meu quarto, totalmente distraída. Pendurei a toalha em um cabideiro cor-de-rosa que havia ao lado da minha televisão. Abri o guarda-roupa e congelei. A parte interna da porta do guarda-roupa era um espelho, e quase não acreditei no que estava vendo no reflexo. Além do meu corpo nu, Calvin estava deitado na minha cama, observando-me com ar esfomeado.


Virei de costas. O maldito estava mesmo ali. E vestindo apenas uma cueca Calvin Klein branca.
E abraçando o meu travesseiro. E sorriu daquele jeito cafajeste quando nossos olhares se encontraram.
E achei que fosse morrer.

– O que... – Olhei ao redor. Ele se levantou e ajoelhou na cama. Todo o seu corpo enorme à mostra ficou em evidência. Perdi a capacidade da fala.
Calvin abriu a boca, mas desistiu de falar. Largou o meu travesseiro e se levantou, colocando-se de pé na minha frente. Deu um passo na minha direção, e imediatamente dei um para trás. Minhas costas se chocaram na porta aberta do guarda-roupa.


Ele não desistiu. Continuou se aproximando, analisando-me dos pés a cabeça. Seu sorriso há muito tinha ido embora, dando lugar a um olhar selvagem e extremamente sedutor. Quando aquele corpo musculoso se aproximou o bastante para se encostar ao meu, soltei todo o ar que havia juntado em meus pulmões.


Calvin ergueu uma mão e segurou o meu queixo. Encarei-o de perto. O maldito sorriu. Minhas pernas bambearam, e tive certeza de que as minhas partes íntimas não estavam mais sequinhas, como as tinha deixado. Um tesão horroroso tomou conta de mim, e o safado só tinha me olhado até então.

 

– Você é a minha sobremesa, Lili – ele murmurou e se curvou, beijando-me o pescoço lentamente. – Eu sou a sua.
Soltei um gemido fraco. Suas mãos começaram a percorrer o meu corpo vulnerável. Não fui capaz de responder nada, muito menos de reagir. Só permiti o seu toque quente, provocando-me arrepios intensos. Seus dedos escorreram pela minha coluna e seguraram a minha cintura. Subiram pela minha barriga e seguraram os meus seios. A boca suave ainda brincava com o meu pescoço.


Perdi o fôlego. Seu tamanho diante de mim estava me intimidando. Não sabia o que fazer com um homem daquele tamanho. Nunca havia tido qualquer coisa com um cara tão gostoso, em todos os sentidos, e olha que já fiquei com muitos gatinhos.


Calvin me empurrou ainda mais contra o guarda-roupa. Toquei a lateral da sua cintura e contestei o que já sabia: a pele dele era quente, e os músculos, firmes. Coloquei um dedo tímido dentro de sua cueca. Ainda não sabia como agir. Nem se era certo fazer aquilo. Nem se faria aquilo.


A quem estou tentando enganar? Já estava decidido desde que o vi na minha cama. Eu tomaria a minha sobremesa até me lambuzar por inteira. Não tinha volta, estava oficialmente nas garras daquele homem. Ele havia me pegado de jeito, como prometido.


Calvin se afastou um pouco só para me observar. Segurou o meu rosto com as duas mãos, com a respiração levemente acelerada. Os olhos estavam refletindo todo o desejo que sentia, e quase não acreditei que tudo aquilo era por mim.


Sem nada dizer, ele simplesmente afundou a sua boca na minha. Minha cabeça ficou presa contra o guarda-roupa também. Perdi qualquer chance de fuga (não que eu quisesse fugir). Sua língua quente e saborosa tomou a minha para si em movimentos loucos, jamais realizados por mim antes. O beijo daquele cara era incrível. Ele sabia exatamente o que fazer, de modo que fiquei tão entregue quanto jamais consegui ficar na minha vida.


A minha reação finalmente veio. Deixei a minha boca e os meus lábios bem flexíveis, correspondendo cada investida dele com muita permissividade. Envolvi os meus braços ao redor do seu pescoço e abri as minhas pernas, pendurando-me nele em um pulo.
Calvin não parou. Segurou as minhas coxas com as suas mãos enormes e me guiou até a cama.


Depositou-me lentamente no colchão, sem nunca retirar os seus lábios urgentes dos meus. As minhas pernas totalmente abertas deram sinal verde para a sua ereção, e ele começou a massageá-la contra a minha vagina.


Sua boca deixou a minha por um segundo.

– Eu vou te foder todinha, Lili – rosnou. Arregalei os olhos. Misericórdia... Não podia mais esperar por aquilo. Era bom demais para ser verdade. – Mas primeiro eu quero chupar essa sua boceta até que nunca mais se esqueça de como é a minha língua nela.


Respondi com um gemido, pois o tesão atingiu um limite tão alto que achei que fosse explodir antes mesmo de começar. Suas sentenças definitivas, ditas com uma firmeza quase bruta, me tiraram da órbita. Aquele era o meu safado favorito no auge da sua safadeza.


Calvin me deu um beijo ainda mais urgente e molhado. Apoiou seu antebraço ao redor do meu rosto e jogou o seu corpo totalmente contra o meu, deixando-me presa em seus domínios. O fôlego deixava o meu corpo na medida em que continuava se esfregando em mim. Virei o rosto só para gemer, e ele aproveitou a chance para beijar o meu pescoço.

 

– Nem te comi ainda e já estou viciado – rosnou entre lambidas e mordidas que iam da minha orelha até o meu ombro. Gemi. – Vou te foder tanto ainda, Lili... Vou te foder pra sempre, até te dar toda a porra que estiver em mim. Mulher cheirosa do caralho!


Eita! Calvin é do tipo falante. Falante e obsceno. Minha nossa senhora das vizinhas perdidas, estou totalmente ferrada. Literalmente fodida. O que é que eu vou fazer com um homem daqueles na minha vida? Por outro lado, entendi perfeitamente os motivos (além dos óbvios) pelos quais as mulheres enlouquecem por ele. E a gente nem tinha feito nada ainda!


Soltei um gemido alto quando ele me abocanhou um seio. Tomou o outro com as mãos firmes e o apertou. Senti sua língua estimulando a ponta, depois seus dentes brincando ao redor dela. Gemi de novo.

 

– Ah, Lili, como eu amo quando geme... – Balançou a cabeça e me encarou com fúria  escolhendo o outro seio para abocanhar.
Meu coração batia tão depressa e em descompasso que temi pela minha vida. E as coisas só pioravam. Ele deu um verdadeiro trato nos meus seios, uma coisa que eu nunca vi. Usava a língua como ninguém, mesclando os lábios e os dentes, guiando-os em movimentos loucos que não seguiam ordem alguma. Cada investida era uma surpresa. Se ele estava usando tanto gás nos meus seios, não podia nem ter a mínima noção do que seria quando descesse mais.


De repente, deu-me um chupão dolorido (e prazeroso) na minha barriga. Gemi, prendendo os lábios. Ele seguiu fazendo aquilo até chegar ao meu umbigo, lambendo-o com vontade. Sua mão deixou o meu seio e segurou a parte interna da minha coxa. Apertou.


Usou o polegar da mesma mão de um jeito bem estratégico, fazendo com que atingisse a minha vagina. Gemi, contorcendo-me. Ouvi um resfolego exagerado partindo dele, e notei que me observava.


– Ontem você me deixou louco, Lili – voltou a rosnar, e no mesmo instante seu polegar foi me penetrando devagarzinho. Fechei os olhos e prendi os lábios, depois os soltei por causa da falta de fôlego. Que homem era aquele, meu Deus? – Sonhei com o meu pau nessa boceta molhada. Eu quero te beber todinha... Vou te foder com a minha língua.


Seu polegar encontrou espaço em mim. Um espasmo louco cruzou o meu corpo, fazendo-me contorcer. Calvin retirou o dedo e o chupou como uma criança. Observá-lo fazendo aquilo foi indescritível, eu realmente não conseguia entender o que sentia. Era tesão sim, mas havia algo mais.


Uma coisa forte que deixava o meu estômago (e todo o meu corpo) em frangalhos.


Utilizando-se da mesma mão, Calvin enfiou o dedo indicador na minha boca. Depois, juntou com o maior de todos e me obrigou a engoli-los até o fim, fazendo movimento de vai e vem. Achei que fosse engasgar, mas não. Consegui dar conta não sei como.

 

– Não se preocupe, gostosa, primeiro os meus dedos e depois o meu pau. Prometo foder a sua garganta como se deve.
Quanto mais aquele homem falava menos eu achava que daria conta de tanta safadeza e obscenidade. Podia ficar chocada, mas essa não era a palavra certa. Se eu tivesse chocada já teria desistido. O problema era que as suas palavras só estavam me deixando ainda mais louca. Era como se eu quisesse apostar todas as minhas fichas para concretizar cada promessa cretina.


Calvin retirou os dedos da minha boca e os guiou até o meu sexo, penetrando-me devagarzinho, como fez com o polegar. Eu estava tão molhada que o meu corpo o recebeu perfeitamente, e um novo espasmo me fez vibrar da cabeça aos pés. Gemi.


Sem parar de me encarar nem por um segundo, aquele homem impressionante usou a outra mão para envolver os meus cabelos, prendendo-me pelo couro cabeludo. Ergueu a minha cabeça até as nossas testas se encostarem. Respirei o seu hálito, percebendo o quanto estava ofegante, sedento por mais.


Seus dedos começaram a se movimentar depressa dentro de mim. Meus gemidos se intensificaram, até que o mais alto foi abafado por um beijo profundo. Eu não sabia se me concentrava na sua língua brincando na minha boca ou nos seus dedos brincando com o meu ponto G (não me pergunte como ele o encontrou tão rápido). Só sei que a minha vontade de gozar só se intensificava, e o meu corpo estava tão quente que parecia ter entrado em estado febril.


Lembrei-me de que possuía mãos. Sério, eu estava esquecida, parecia uma marionete sendo manipulada por um cara experiente. Encontrei-me sem escudo para me defender e sem arma para atacar. Timidamente, comecei a apalpar o seu corpo perfeito. Iniciei pelo seu peitoral e fui descendo


até os gominhos de seu abdômen másculo. Precisei parar porque estava quase gozando, e também porque não conseguia respirar devido a sua boca que não deixava a minha.


Gritei entre os seus lábios, e só assim Calvin se afastou um pouco. O êxtase tomou conta de mim, obrigando-me a fechar as pernas, expulsando-o através de espasmos involuntários. Ele não se deixou abalar. Continuou forçando os dedos contra mim enquanto eu gritava muito alto, como uma maluca.

 

– Olha pra mim, Lili! – berrou com fúria. Obedeci, sem parar de gritar. Seus olhos haviam se modificado tanto que nem parecia a mesma pessoa.

– Ah, como é linda gozando... Puta que pariu! Meu pau já te quer.


Safado de uma figa. O maldito finalmente tirou os seus dedos de mim, colocando-os na própria boca. Depois, beijou-me intensamente. Meu cérebro rodopiou, acompanhando as cambalhotas que o meu estômago dava. Ergui as mãos e apertei seus cabelos castanhos. Desci pelas suas costas largas.


Senti uma ausência absurda quando ele afastou a sua boca e sumiu. Fiquei aérea durante o segundo que o safado levou para encaixar os seus lábios na minha vagina. Gritei, apavorada. Não sabia se suportaria mais. Sei que estava só começando, porem havia gozado tão intensamente que já me sentia mole.


Pelo visto, Calvin não quis saber disso. Começou a me chupar como um louco, massageando a minha pélvis com mãos decididas. Sua língua ligeira subia e descia, ora devagar, ora numa velocidade que eu realmente não soube explicar como conseguia atingir. Meu fogo foi reacendido em questão de instantes. Já me encontrava toda desejosa, cheia de vontades.


Encontrei um travesseiro acima de mim e apoiei a minha cabeça. Precisava assistir ao seu
estímulo. Tinha que entender como aquele cafajeste era capaz de me deixar à beira da loucura com tanta facilidade.


Notando que eu o observava, o cretino ergueu os olhos na minha direção. Senti um tiro de sedução atravessando a minha testa, confundindo qualquer resquício de razão. Aquele homem era o pecado em pessoa. A personificação da luxúria, não podia haver outra explicação.

– Gostoso... – gemi baixinho. – Delícia...
Vi sua boca inteira se abrir e envolver o meu clitóris, chupando-o com força. Arfei. Logo em seguida, o maldito voltou a usar a língua, só que a movimentando horizontalmente. Prendi os seus cabelos entre os meus dedos e fechei os olhos. Mais espasmos tomaram conta do meu corpo. Sentia que estava expelindo bastante líquido na boca dele, e mesmo assim o maldito o tomava com insistência, sem dar uma pausa sequer.

– Eu vou gozar... – avisei um segundo antes de ser envolvida por um êxtase ainda mais intenso que o primeiro. Só sei que gritei. Usei toda a liberdade que agora eu tinha para externar o desejo que me consumia.
Calvin parou para me assistir, mantendo apenas a língua experiente de fora, pressionando o meu ponto mais sensível. Sorri quando parei de gritar. Ele também. Daquele jeito sacana que eu conhecia.

– Toda vez que gozar para mim, eu quero que seja na minha presença – sussurrou. Esticou os braços até alcançar os meus seios. Apertou-os com força e puxou as pontas, arrebitando-as. – É covardia fazer isso sem mim. – Levantou-se até ficar de joelhos na cama. Seus dedos alisaram a própria ereção, e então voltou a sorrir. – Meu pau te quer muito, mas a minha boca é incansável, Lili.


Meu corpo voltou a travar. Como assim? Misericórdia divina! Eu não aguentava mais esperar para ser dele. Precisava consumar aquela loucura de uma vez por todas. Desisti de todas as explicações racionais que me impediam de transar com ele há muito tempo. Devo ter feito uma careta frustrada, mas Calvin apenas riu de leve e puxou a minha perna para o lado com força, fazendo-me terminar com a barriga virada para o colchão. Depois, ele segurou a minha cintura e a puxou, erguendo o meu quadril até me deixar de quatro, com o traseiro todo exposto.
Com a cara no travesseiro e os cabelos desgrenhados, achei que, agora sim, podia morrer facinho.


Senti aquelas mesmas mãos grandes massageando a minha bunda. Levei uma palmada forte em uma nádega. Gritei. Dedos suaves escorreram pelas minhas aberturas, e senti gotas de suor no meu rosto. A tal boca incansável surgiu do nada, acordando o meu desejo imediatamente. Seus lábios subiram e desceram por toda a extensão, e se repetiram tantas vezes que perdi as contas. Comecei a gemer em desespero.


Uma nova palmada certamente me deixou marcas na outra nádega. Gritei. Que homem louco era aquele, meu Deus? Que... Sério, naquele instante, tive a certeza de que nunca havia passado por uma experiência sexual tão profunda quanto aquela. Nenhum homem jamais me tomou daquele jeito tão decidido, tão firme, valente, gostoso...


Seus lábios acabaram por escolher a minha vagina, mas os dedos fizeram outra escolha. No começo, tocou-me com muita suavidade. Tanta, que achei que não me penetraria por ali. Eu me enganei. Calvin começou a empurrar um dedo bem lentamente, fazendo pausas para me estimular como se procurasse espaço. Gemi muito. Falo sério.


As sensações foram muito diferentes de qualquer uma que eu já havia sentido. Seus lábios trabalhando em sincronia com os seus dedos foi um acontecimento impressionante. Enquanto o tempo passava, e o Calvin não tinha pressa alguma, eu não podia acreditar que estava prestes a entrar no clímax de novo. Mas aconteceu no instante exato em que ele penetrou o seu dedo e acelerou o estímulo no meu clitóris. Foi perfeito. PER-FEI-TO.


Gritei contra o travesseiro, lutando para não desabar. Calvin segurou a minha bunda com força, bebendo todo o líquido do meu prazer até o fim. Terminei acabada. Em todos os sentidos. Por mim, a gente podia parar ali mesmo. Não estava acostumada a tantos orgasmos em uma relação, acho que o máximo que havia atingido antes foram quatro. Normalmente parava no segundo.


– Lili, eu não aguento mais ignorar o meu pau – o safado rosnou com a cara ainda na minha vagina, depois se afastou completamente, retirando seus dedos. Senti toda a sua ausência.


Não me mexi. Permaneci do jeito que estava, só esperando. Já não conseguia pensar... Não conseguia fazer nada além de esperar aquele homem terminar de acabar com a minha raça.


Ouvi um ruído característico de preservativo sendo aberto. Fechei os olhos e tentei respirar.
Apertei os meus dedos, franzindo o lençol abaixo de mim. Ainda estava no modo marionete ativado.
Enquanto ele não me movesse, eu jamais sairia daquela posição.


Senti suas mãos segurando a minha bunda de novo. Calvin chacoalhou as minhas nádegas em movimentos circulares, e só depois senti algo me invadindo. Foi devagar. Muito lentamente... Aos poucos, fui me dando conta do quanto aquele homem era enorme. Comecei a gemer quando o meu corpo atingiu o limite da elasticidade, mas mesmo assim ele ainda tentava me invadir.


Calvin começou a ofegar. Retrocedeu um pouco, mas tornou a me preencher até onde deu.


Gritei. Não estava doendo (não tanto), muito pelo contrário, era gostoso. A sensação de ser possuída sempre foi maravilhosa para mim, mas o que acontecia ia além da grandiosidade. Depois de tudo o que ele tinha feito, cheguei a me sentir honrada por estar ali, recebendo o seu pau.
Ouvi um gemido seu. Meu coração acelerou. Movi um pouco o meu quadril, rebolando em câmera lenta. Ele gemeu de novo, mas, logo em seguida, soltou um urro selvagem. Segurou a minha cintura e forçou os nossos sexos um contra o outro. Gritei.

 

– Se gritar assim eu não vou me controlar, Lili. Vou ter que te arrombar de vez.
Mordi o travesseiro com força. Acho que ele notou o meu pânico.

– Vamos, Lili, meu bem, eu não vou te comer pela metade. – Alisou toda a extensão da minha coluna. Sua voz saiu doce e firme ao mesmo tempo. – Tem muito pau pra sua boceta ainda. Quero que me engula todo, gostosa. Nenhuma parte de mim não quer estar em você.
Respondi com um gemido alto e estridente. Empinei o meu traseiro e forcei ainda mais a minha vagina contra ele. Respirando fundo, tentei relaxar. Não sei por que havia ficado tão empenhada em recebê-lo por completo. Mas fiquei. E fiz o possível para abrir o espaço que, naquele instante, achei que o safado merecia.


Calvin retrocedeu mais uma três vezes antes de seu pau realmente estar em mim. Senti cada centímetro, e sabia que era tudo, pois sua pélvis já estava toda encostada à minha bunda. Ouvi uma sucessão de gemidos e suspiros partindo dele.

 

– Ah, Lili... Meu pau já ama a sua boceta.


Dito isso, o maldito começou com a selvageria já conhecida – e nunca experimentada – por mim. Só que é muito fácil ouvi-lo fodendo as suas vadias, difícil mesmo é aguentar o tranco daquele homem incansável. Ele se movimentou tão rápido dentro de mim que a cama começou a chacoalhar, e desta vez a parede recebeu pancadas do lado oposto ao que estava acostumada.


Meu corpo foi se acostumando ao seu aos poucos. No início cheguei a sentir muita dor, mas passou. A elasticidade da minha abertura atingiu o ponto perfeito para recebê-lo inteiro sem me machucar, e então, quando realmente comecei a sentir prazer, achei que jamais voltaria a sentir um do tamanho daquele.


Como se aquilo fosse pouca bobagem, Calvin ainda teve a ousadia de puxar os meus cabelos.


Meu corpo foi projetado para trás, mas o seu pau me empurrava para frente, e me vi diante de um espaço curto demais para mim e para o meu desejo. Minha bunda batia no seu quadril com tanta força que provocava um barulho alto. Juntando com as batidas na parede e com os meus gritos, há de se chegar à conclusão de que silêncio não combinava com aquele cara.


Depois de um tempo incalculável, Calvin decidiu mudar de posição. Movimentou as minhas pernas, virando-me de frente. Vislumbrei o seu pau enorme por alguns instantes, completamente extasiada. Estava vestido com um preservativo. Tive vontade de chupá-lo. Acho que o Calvin entendeu o meu olhar guloso apontado para o seu sexo latejante. Deitou-se na cama ao meu lado e segurou os meus cabelos, guiando-me até ele.


Pode me julgar, mas odeio sexo oral com camisinha. É a mesma coisa que chupar um picolé sem retirar a embalagem. Bom, o fato é que não pensei em muita coisa; quando menos percebi já tinha me livrado do preservativo e estava sentindo o gosto daquele homem. Ele tinha uma ponta rosada deliciosa, e me lambuzei com ela de todas as formas que consegui.


Ouvia Calvin gemer e se contorcer, e isso só me incitava a continuar chupando com muita vontade. Lambi as suas bolas e toda a extensão impressionante daquele monumento. No início, ele deixou que eu fizesse o que queria (e fiz mesmo!), mas depois começou a ser tomado pela ansiedade, agitando seu quadril contra a minha boca na maior rapidez.


– Essa boca faminta merece porra! – rosnou alto, agitando-se com ainda mais velocidade. Pensei que Calvin gozaria, mas ele parou e me afastou depressa. Vestiu o preservativo de novo. – Mas eu ainda não terminei de te foder.


O safado me puxou para si, fazendo-me ficar em cima dele. Abri as minhas pernas ao seu redor, feliz por ter a chance de tocá-lo. Aproveitei a posição ao máximo. Enquanto cavalgava em cima daquele pau delicioso, beijei-lhe a boca centenas de vezes, percorrendo as minhas mãos urgentes por cada partícula do seu corpo firme e quente.


Calvin é muito afobado. Ele se erguia às vezes e puxava os meus cabelos, movimentando o quadril embaixo de mim para me socar profundamente. Era delicioso – e em uma dessas vezes quase gozei –, mas eu gostava mais quando voltava a se deitar por completo e eu retomava o controle do movimento.


Seus olhos não largavam os meus por nada. Mantinham a mesma segurança e firmeza, mas ao mesmo tempo exalavam suavidade, dedicação. Era estranho. Calvin era um grande mistério para mim.


Mas nada me impediu de viver aquele nosso momento com toda a intensidade.
Nossos corpos já estavam suados quando ele me empurrou para o lado, deitando-me na cama.
Não chegamos a nos desencaixar. Veio com o seu corpo enorme para cima de mim, investindo pesadamente em um movimento de vai e vem profundo.


De todos os detalhes daquela loucura, achei aquele instante o mais intenso. Não sei se foi os seus olhos grudados nos meus, a boca procurando pela minha o tempo todo, o seu pau achando o caminho ideal para me fazer gozar ou a iluminação do quarto que estava tão perfeita que fazia o seu corpo – incluindo aqueles olhos – provocar um efeito hipnotizante sobre mim.


Gozei tão intensamente e o encarando tão de perto que achei que estava flutuando. O teto do meu quarto pareceu se iluminar como uma bola de fogo.

– Ah, Lili... Que delícia! – Calvin gemeu e ofegou, acelerando bastante o ritmo. Parou quando o meu êxtase foi embora. Ficou apenas me analisando. Senti seus braços tremerem.


De repente, ajoelhou-se na cama e retirou o preservativo. Não consegui entender nada durante um segundo. No outro, um jato de sêmen atravessou a minha barriga e se perdeu nos meus seios.


Observei-o, estupefata. Calvin gritou o meu nome umas trezentas vezes enquanto me lambuzava inteira do seu prazer.
O safado sorriu com malícia quando terminou. Deitou-se ao meu lado e me puxou para cima dele. Obedeci. Estava acabada, arrasada, fodida, extasiada e um monte de adjetivos que acho que ainda nem existem.


Calvin me beijou mais uma vez. Foi um beijo doce, muito suave.

– Ei, vizinha... Obrigado pela sobremesa. – Piscou um olho.
Faleci.
 


Notas Finais


Comentem, divulguem...
Volto mais tarde
XOXO


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