História O sanatório Harkley - Capítulo 37


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Categorias Originais
Tags Drama
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Palavras 2.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiii povoooo!!! Gente, a quanto tempo que não entro aqui meu Deus!!!😂😱 Então gente, mil desculpas pela demora, se tivesse enrolado mais pouco teria dado mês mas juro pra vocês que nem vi o tempo passar porque estava muito ocupada assistindo os últimos episódios de Naruto Shippuden e finalmente terminei (o coração dói só de lembrar😭) mas enfim aqui está um novo capítulo e espero muito que gostem, não está lá essas coisas mas fiz com todo amor e pra vocês! Boa leitura!

Capítulo 37 - Fachada


   
Pov. Giovana













— Tudo bem…vou aceitar sua ideia maluca, até porque não tenho escolhas…mas e…o corpo de Maysa?
     — Tenho pessoas que fazem o serviço sujo para mim.
    — Como assim?
    — Não se preocupe, meu primo, aquele que adotou a sua filhinha, ele vai dar um jeito de sumir com o corpo dela sem deixar rastros.
    — Isso…é terrível…
    — Infelizmente querido ela escolheu esse caminho. — Arthur voltou a chorar. — Ah não chore querido, podia ter tido um destino assim como o dela, você poderá viver e ver seu filho crescer.
    — Onde…está Benjamin?
    — Ah é…está no meu quarto.
    — Seu quarto?
    — Sim, deixei ele lá com Lucy, só falta levar suas coisas para lá não sei se percebeu mas estamos em casa…esse quartinho que estamos era para ser uma despensa abandonada nunca usada, porém passei seis meses colocando essas correntes nas paredes e deixando tudo pronto para receber vocês. — Arthur ainda em silêncio apenas deixando escapar soluços em meio a lágrimas descontroladas, porém, em nenhum momento senti pena dele, tudo oque eu queria era ver suas lágrimas. — Fique aí eu já volto, até porque você não pode sair daí mesmo. — saí do quartinho para buscar a cadeira de rodas de Arthur, logo voltei fazendo ele se assustar.
     — O que….é isso?
     — Seu novo veículo de movimentação. Você vai viver nessa cadeira de rodas até sua morte, pense bem, não precisará fazer nada e nem arranjar outra mulher se não conseguir movimentar, é realmente uma pena esse destino de traições que você resolveu seguir, infelizmente esse é o preço por seus erros inescrupulosos e absurdamente patéticos.
      — Como pude me casar com uma pessoa tão cruel?
      — Lembre-se que você que me transformou, é por sua culpa que acabei desse jeito, apenas lembre-se. — Arthur suspirou com ar de frustração e tristeza.
      — Pode me ajudar…a me sentar na cadeira?
      — Seria uma prazer! — peguei uma chave de dentro da minha bolsa e fui em sua direção.
      — Ei o que vai fazer?
      — Só vou abrir os braceletes. — assim que abri os cadeados e Arthur teve seus braços soltos da corrente logo ele colocou seu braço direito em meu ombro e levemente fui levando seu corpo até a cadeira. — Com se sente?
      — Péssimo…
      — Ótimo…entendeu agora por que não devia ter feito isso? — Arthur se tornou silencioso e cabisbaixo.
     — Posso…ver meu filho?
     — Assim que chegarmos em casa poderá ver ele ok? Agora vamos.
    — Espere!
    — O que foi? — revirei os olhos.
    — Posso ao menos me despedir de Maysa?
    — Não.
    — Por favor Giovana, por favor, eu…eu imploro pra você…pelo menos isso já que terei que passar minha vida toda infeliz.
   — Tá, tá, tudo bem, mas seja breve! Te esperarei com esse discurso lá fora.
   — Obrigado.










Pov. Arthur







    Assim que Giovana saiu não segurei minhas lágrimas que transbordavam continuadamente quase tapando completamente minha visão, meu coração já não passava de milhares de pedaços a dor que sentia era uma das piores do mundo, estava tudo confuso e dolorido minhas mãos tremiam sem parar meu maxilar tremia junto de minha arcada dentária, as lentes de meu óculos embaçadas só pioravam minha visão, porém preferia ficar cego do que ter visto Maysa passar por aquilo, poderia me matar ou pedir que Giovana me matasse mas não podia, não queria viver aquela vida que ela propôs para mim mas precisava me tornar vivo para cuidar de Benjamim esse era o desejo de Maysa e por mais que fosse doloroso ter que suportar tudo aquilo não queria nem pensar no quê Giovana faria para Benjamim se eu morresse, estava perdido.
    Fui aos poucos me aproximando de Maysa empurrando as rodas da cadeira com meus braços com dificuldade, afinal aquilo tudo era novo para mim, não tinha prática alguma com cadeiras de rodas, mas era minha última chance de falar com quem eu realmente amava, logo consegui ficar em sua frente mas não tinha nem forças de olhar para ela…vê-la esfaqueada e ensanguentada era demais para mim uma dor incomparável adentrar-se em meu coração, ver seu corpo preso em correntes já morto era torturante, seus belos e olhos já não abriam, sua pulsação já não se quer dava um simples sinal de sobrevivência, sua pele se tornou fria, de seus lábios um pouco curvilíneos escorriam seu sangue que descia até seu queixo pingando algumas gotas no chão que também se encontrava cheio do mesmo, em minha cabeça me perguntava sem parar se era possível uma pessoa sofrer tanto em sua morte e ainda ter um sorriso em seu rosto mesmo de cabeça abaixada pude ver escondido em seus longos e lindos cabelos escuros um sorriso que não carregava arrependimento de nada, talvez eu estivesse enganado mas somente eu era capaz de desvendar todo sentimento em cada sorriso de Maysa...depois de observá-la por tanto tempo decidi erguer a cabeça e olhá-la por uma última vez.  
     — Só…mais uma vez…somente uma vez…bastou ter te encontrado uma vez…para tudo acabar assim…foi culpa minha isso acontecer com você e jamais irei me perdoar...vou pagar por ter feito você sofrer tanto o resto de minha vida…nesse momento...só queria que você abrisse seus olhos então…por favor, por favor…abra seus…olhos… — mais lágrimas tomavam conta de meu rosto, minha voz era de choro e falava tudo com pausas e respiração acelerada. — Eu…não queria que as coisas terminassem assim…por minha culpa isso aconteceu…eu…eu estou sentindo uma dor profunda…que ninguém será capaz de entender ou preencher esse vazio no meu peito…não queria perdê-la…nunca quis…mas agora é tarde e não posso voltar no tempo pra consertar as coisas…eu falhei com você e não espero e nem desejo que você me perdoe…mas com toda certeza eu digo a você uma coisa…eu sempre…sempre…irei amar você…e prometo cuidar de Benjamim e ir atrás de Katryna….é uma promessa e vou cumprir para você…me…perdoe…por isso…me disse para ser forte e feliz…mas como farei isso sem você que era tudo que eu jamais queria perder...que eu jamais deixarei ir mas eu falhei! Falhei miseravelmente em te proteger e te dar uma vida que você merecia…eu amo tanto você…tanto…— nesse momento Giovana abriu a porta.
    — Acabou o show. Vamos.
    — Por favor Giovana me dê mais alguns minutos…por favor…
    — Seu tempo acabou, fui bondosa em deixar você se despedir da vadia da Maysa, agora vamos.
   — Giovana…eu imploro…
   — A resposta é não, fui bem clara. — Giovana veio até mim e começou a empurrar minha cadeira para fora do quartinho acabei entrando em desespero, é como se todo o restante da minha força estivesse ali, preso a Maysa.
    — MAYSA!!! MAYSA!!! MAYSA!!! POR FAVOR GIOVANA SÓ MAIS  TEMPO…POR FAVOR…MAYSA!!! — gritava de desespero ainda aos prantos mas de nada adiantaria eu jamais veria ela e todas as minhas esperanças se foram quando vi a porta daquele quarto se fechar completamente, não podia nem me levantar para fazer alguma coisa, não podia correr dali com meu filho e não voltar mais, não podia fazer nada, era incapaz de qualquer coisa, chorava de tanta dor e desespero que tomava conta de mim e Giovana ao ver aquilo esboçou um sorriso em seu rosto como se tivesse vencido algo.
    — Isso é música para os meus ouvidos! — dizia ela ao me ver aos prantos...todo aquele pesadelo estava só começando.  
    Giovana foi me guiando até nosso quarto que agora seria somente dela a partir de hoje, enxugava minhas lágrimas mas era algo inútil já que sempre caíam mais delas, assim que entramos no quarto  pude ouvir um choro, um choro de bebê, olhei para todos os cantos até encontrar um berço ao lado de nossa cama, mesmo abalado e triste queria muito conhecer meu filho e vê-lo pela primeira vez, logo ela me levou até o berço e pude ver a única coisa que me traria um pouco de alegria, com muito cuidado peguei Ben do berço, já vestido e bem enrolado em sua mantinha, tinha cabelos loiros assim como os meus, só espero que tenha puxado os olhos de Maysa, ficaria muito feliz com essa dádiva...era tão pequeno e quietinho…minha maior alegria no momento.
    — Vou cuidar de você com todo amor possível Ben…prometi isso para sua mãe…
    — Quanta chatice…só passei aqui pra você conhecer o pirralho, agora vamos.
    — Vamos? Para onde?
    — Para o seu quarto obviamente.
    — Como assim?
    — Esse quarto que era nosso pertence a mim agora, você ficará em um quarto de hóspedes qualquer, essa casa é bem grande.
    — E meu filho vai ficar aqui com você?
    — Ou ele fica aqui comigo ou não fica em lugar nenhum, lembra? Ele vai ser tratado como se fosse meu filho, portanto ele tem que ficar perto da mãe. Agora vamos. — coloquei Benjamim de volta em seu berço e fui levado para o meu novo quarto que era bem ao lado do quarto de Giovana.
     — Não posso ficar mais longe de você?
    — Hmmm…não. — suspirei. O quarto era muito bom, sempre fiz questão de tudo ser luxuoso mas meu antigo quarto não se comparava. — Agora Arthurzinho, preciso sair, tenho algumas coisas para resolver bem importantes.
    — Espere e eu vou ficar aqui?   
    — Exato. Não vou demorar muito, logo você conhecerá o novo morador dessa casa…se quiser sei lá, tomar um banho na banheira acho que você consegue se virar sozinho não é mesmo, ou precisa de ajuda?
    — Não obrigado. Ainda tenho braços.
    — Hm, tudo bem, vou pedir para Lucy preparar sua banheira se precisar de qualquer coisa na cozinha ou sala desça pelo elevador que foi colocado aqui durante esses seis meses especialmente pra você! Viu como eu pensei em tudo?!!!
    — Uau…você é realmente surpreendente… — disse desanimado ainda abalado.
    — Então como já te dei as instruções de tudo já vou indo…até logo querido tenha um ótimo e longo dia. — Giovana me deu um beijo na bochecha e saiu, novamente estava sozinho e  aos prantos tentando raciocinar diante de tudo aquilo. A dificuldade de pensar em algo aumentava cada vez mais e a dor em meu coração e mente eram constantes, estava vivendo uma vida terrível e era só o começo.







~dia seguinte~







   Já havia se passado um dia desde que comecei a viver em uma cadeira de rodas e devo dizer que era a pior coisa do mundo ficar sem minhas pernas, conseguia fazer muitas coisas ainda porém não deixava de ser muito difícil, até me deitar era dificultoso, trocar de roupa, tomar banho…nada fácil comparado a antes em quê eu podia fazer qualquer coisa.
    Assim que amanheceu tive a ilustre visita de Giovana em meu quarto enquanto estava me levantando.
    — De pé tão cedo?
    — Acostumei a acordar cedo. Como está Benjamim?
    — Dormindo como um anjo, ele é bem calmo o'que é ótimo porque odeio bebês que choram demais mas pode ficar tranquilo estou cuidando bem dele.
    — Fico aliviado e agradecido…pode…pode pedir para Lucy trazer meu café da manhã?
    — Não.
    — Tudo bem…
    — Quero que você desça e tome café comigo.
    — Por que faria isso? Nosso casamento agora não passa de fachada para os outros agora, por que raios tenho que fazer papel de bom esposo?
     — Tem uma coisa que eu quero que você veja…
    — O que é?
    — Vai ter que descer para ver. — olhei desconfiado para aquele rosto carregando um sorriso falso.
    — Logo descerei.
    — Estarei esperando. — Giovana se retirou do meu quarto mais animada que o comum, em seguida comecei a me trocar para descer, não estava querendo descer mas tive que sair do meu novo recanto.
     Sai do meu quarto rodando a cadeira com minhas mãos até chegar no novo elevador que tinha em minha casa, rapidamente (não tanto já que estava sem minhas PERNAS agora) entrei no elevador e ao ver seus botões logo apertei no de descida e fui descendo bem paciente, abri a porta e saí, fui até a mesa tomar meu café e encontrei um rapaz com mais ou menos minha idade, cabelos negros olhos da mesma cor, bem trajado, parecia ser uma pessoa educada até eu perceber que ele estava sentado em meu lugar, na ponta da mesa.
     — Olá!
     — Olá…— me aproximei.
     — Sou Sebastian. É um prazer conhecê-lo. — disse ele se aproximando me estendo a mão para me cumprimentar.
    — Arthur Harkley….
    — Sua casa é muito bonita Arthur.
    — Obrigado…
    — Não é ruim ter um sanatório quase ao lado de casa?
    — Na verdade não, quero dizer eu nasci aqui então já estou acostumado e é até bom, pois quando acontece algum problema ou precisam de mim eu sempre estou por perto.
     — Interessante…
     — Sem querer ser indelicado e já estou sendo…por que está na minha casa? O que veio fazer aqui?
     — Bem eu...— assim que o rapaz ia continuar Giovana entrou.
     — Querido! Já conheceu ele?
     — Sebastian? Sim, acabei de conhecê-lo.
     — Não estava falando com você Arthur. — Giovana se aproximou de Sebastian lhe dando um beijo longo e demorado na minha frente. — Esse é Sebastian…meu novo esposo, espero que não se importe com ele aqui.







Notas Finais


Sebastian será ou não uma boa pessoa? Els se darão bem? A casa ficará em paz com os três morando juntos? No próximo capítulo vocês descobrirão, até lá fiquem curiosos e ansiosos por isso! Obrigada pela leitura e Beijos da Kin!❤😘


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