História O Santo - Capítulo 13


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Categorias Adriana Lima, Justin Bieber, Shawn Mendes
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Palavras 1.994
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Capítulo Doze: Novas Direções.


 Um dia após a ida de Augusto para Hollywood, voltei aos trabalhos a todo vapor. Passei a noite em claro atendendo meus clientes, um por vez. E nada mudara desde a primeira vez: eles ainda eram muitos, e ainda tinham a mesma vontade enlouquecedora de fazer sexo comigo. A fila em minha porta ainda era a maior do bordel, o que me fazia começar a adquirir maus olhares de algumas colegas de trabalho. Era triste como elas simplesmente não conseguiam ficar feliz com o sucesso alheio.

Ao terminar meu trabalho com o que eu disse ser meu último cliente da noite, um velho barbudo, gordo, cheio de tatuagens, Isaias disse-me que havia alguém que insistia muito para entrar. Uma mulher.

—Sinto muito, não atendo esse tipo de freguesia, mas diga a ela que agradeci pela escolha. —Empurrei a porta na intenção de fechá-la, mas uma dama se contrapôs entre ela.

—Eu só quero conversar. —Ela olhou-me nos olhos. Uma senhora querendo conversar com uma prostituta? Aquela era a cliente que eu nunca achei que receberia, e olhe que eu já recebi clientes bem peculiares. —Eu sou a mãe do Sebastião. —Ela falou baixo, como se tivesse vergonha de dizer aquilo em um bordel.

Ao ouvi-la dizer ser a mãe de Sebastião, cobri meu corpo imediatamente. Eu estava envergonhada, e minha expressão denunciava isso. Puxei a porta do quarto, abrindo espaço para que ela passasse, e ela o fez. Seus olhos, escuros como os de seu filho, correram por todo o meu cômodo. Ela parecia assustada, como se cada objeto meu fosse amaldiçoado. Era uma mulher de estatura média, com os cabelos cobertos por um véu, fiquei em duvida se ela realmente usava aquilo em seu dia a dia ou estava escondendo-se através dele.

—Diga. —Engoli em seco. Estava nitidamente nervosa com sua presença inusitada no bordel, e em minha vida.

—Eu vim aqui te pedir que deixe o meu filho em paz. —Ela não aguentou dar uma palavra sem que caísse aos prantos. —Deixe-o em paz! O que você quer de nós? É dinheiro o que você quer? Eu posso dar um jeito nisso. —Ela aproximou-se de mim para implorar-me.

—Não! —Gritei. —Eu não quero nada de vocês. Eu quero o seu filho. Não por causa do dinheiro, porque eu o amo.

—Você não o ama, menina! Você não sabe o que é o amor! Amor é o que eu sinto pelo meu filho e mulher nenhuma se colocará acima disso.

—Jamais quero ficar acima da relação do Sebastião com a mãe. Jamais. —Neguei com a cabeça. Estava tão indignada com as palavras daquela mulher. —Não quero interferir em nada.

—Você está interferindo desde o dia em que pôs os pés aqui. Está desencaminhando o meu filho! —Ela falava quase gritando. —Por favor! Imploro que o deixe em paz. Eu estou tentando mandá-lo para um lugar distante para que recomece sua vida longe de qualquer negatividade, por favor, se você realmente o ama como diz, deixe-o ir, entenda que esse é o destino dele. É o que faz ele feliz.

Dessa vez não aguentei e tive que rir com ironia.

—É o que faz ele feliz ou o que te faz feliz? Você por acaso procurou saber o que o Sebastião quer? O que realmente faz ele feliz? —Pus a mão na cintura. Queria muito ter uma boa relação com a mulher que deu vida ao Sebastião, queria mesmo, mas prometi a mim mesma que não deixaria mais ninguém me diminuir, e era o que ela estava fazendo. —Se você se importa mesmo com o seu filho, deixará com que ele faça a sua própria escolha, porque o nosso destino somos nós quem traçamos. E não, minha senhora, eu sinto muito, mas eu não vou deixar seu filho ir embora. Se depender de mim, ele fica. Agora que sei que você não tem nada de bom a me dizer, por favor, retire-se.

Disse com toda a coragem que possuía. Estava farta de deixar com que os outros moldassem a minha vida, era a minha vez de falar por mim. E eu atenderia a todas as minhas próprias vontades. E a minha vontade é o Sebastião.

—Por favor! —Ela ajoelhou-se aos meus pés. No mesmo instante, ajudei-a a se levantar do chão.

—Não se humilhe! Eu não irei atender a sua vontade quando a sua vontade não é a minha. Sinto muito. Não queria tê-la conhecido dessa forma. Eu amo o seu filho, gostaria que você entendesse, mas percebo que nunca irá, e eu não vou lamentar por isso. —Soltei-a. Ela enxugou as lágrimas do rosto, encarando-me com desgosto. Abriu a bolsa que carregava consigo e tirou de lá certa quantia em dinheiro.

—Tome. —Ela entregou-me as notas. Eu afastei de mim na mesma hora.

—Não quero o seu dinheiro. —Recusei.

—É só a entrada. Eu prometo que pagarei mais depois. —Ela insistiu.

—Já chega. Você está passando dos limites. —Abri a porta do quarto, chamei o Isaias, que logo veio me atender. —Isaias, tire essa mulher daqui.

—Como quiser Veneno. —Isaias andou em direção à mãe do Sebastião, que encarava a situação assustada.

—Não! Por favor! Eu posso ir sozinha. —Ela pediu, andando rápido em direção à saída. Quando ela atravessou a porta, desabei ao chão. Prontamente, Isaias carregou-me do chão e colocou-me em minha cama, ainda bagunçada do serviço anterior.

—Isaias... —Tentei falar.

—Eu sei. Vou chamar o Navalha. —Ele sorriu fraco. Eu apenas assenti e encolhi-me na cama, abraçando minhas pernas e pressionando os olhos com força.

Demorou pouco tempo para que Navalha adentrasse o cômodo soltando faísca pela cabeça. Contei-o tudo o que havia acontecido, desde a chegada inesperada da mãe do Sebastião, até o momento em que ela precisou ser expulsa do quarto. Navalha disse-me para engolir o choro diversas vezes. Ele aconselhou-me a ir atrás do Sebastião, e pôr um ponto final nessa história.

—Ponto final, como assim? —Limpei as lágrimas do meu rosto.

—Ponto final. Vocês dois não conseguirão ser felizes nem em Vila Branca, nem em Vila do Pecado, isso é fato. E se vocês se amam, por que não vão embora juntos viver essa droga de amor?

—Ele nunca disse que me amava, Navalha...

—E você também nunca disse isso a ele, e mesmo assim, não deixa de não ser real. —Navalha pousou sua mão em meu ombro. —Entendo que vocês precisavam de mais tempo, qualquer casal normal precisaria. Um tempo a mais para se conhecer melhor, para planejar o futuro... Essas coisas. Mas vocês não tem esse tempo, entende Veneno? Então vocês podem escolher, se decidem arriscar uma vida juntos ou deixar a história de vocês para traz. E é como eu pontuei anteriormente, qualquer casal normal precisaria de um tempo extra, mas vocês não são normais. —Navalha gargalhou alto. —Vocês são o Santo e a menina Veneno, existe casal mais anormal? A jornada de vocês foi escrita fora dos padrões, não se surpreenda por não ser diferente agora.

—Navalha... Você está tão certo. E está me ajudando tanto... Não sei o que seria de mim sem você. —Abracei-o bem apertado.

—Uma menina sem veneno. —Ele brincou. Nós dois rimos juntos da sua piada. —Agora vá, Veneno. Vá atrás daquele Santinho.

—Eu vou atrás dele. —Levantei-me decidida.

Sebastião não estava no convento. Não estava na igreja. Nem no jardim. Nem escondido no confessionário. Não havia mais lugares em minha cabeça que eu pudesse procurá-lo. A possibilidade de ele ter ido embora sem me comunicar, corroeu meu peito. Por pouco não chorei bem em frente ao convento, mas graças ao Francesco, que apareceu de repente, eu segurei as malditas lágrimas.

—Lorelai, eu estava procurando por ocê. —Ele segurou-me. —Estou tão agradecido por ocê ter comprado os remédios que eu precisava que nem eu te agradecendo mil vezes seria o suficiente. Ocê fique sabendo que eu te amo muito.

—Eu te amo muito também. —Sorri bem fraquinho. Não conseguia expressar felicidade alguma.

—Mas agora desmanche essa cara triste, que eu vou levar ocê para ver o Sebastião.

—Você vai? —Minha expressão mudou de triste para esperançosa.

—Sim. Eu acabo de voltar do bordel, estava a sua procura e um cabra disse-me que eu te encontraria aqui. —Ele explicou. —Lorelai, o Santo está escondido. Ocê não vai gostar de ver o estado dele...

—Como assim o estado dele? O que houve? —Desesperei-me.

—Calma. Chegando lá ocê verá. Não se assuste.

Embora o Francesco tentasse me acalmar durante todo o percurso rumo ao paradeiro do Santo, meu coração não atendia aquele pedido, e batia fortemente com sensações ruins. Desejei internamente que nada de pior viesse a acontecer. Não de novo. Não pela centésima vez.

Durante o caminho, lembrei-me da minha consulta com a vidente. E naquele momento via que tudo fazia sentido. Quer dizer, eu realmente havia vivido a miséria. Havia também confundido o amor com ódio, em relação aos meus sentimentos com o Sebastião. E aquele manto branco que cobria meu futuro, só poderia ser as vestes de Sebastião. Só restava-me torcer agora para que a última coisa também estivesse certa, a parte em que ela disse-me que eu seria feliz.

Francesco estacionou sua caminhonete em frente a um milharal. Descemos juntos e andamos um pouco até que eu avistasse Sebastião em meio às plantações. Corri para dar-lhe um abraço apertado, mas quando o fiz, ouvi-o gemer de dor. Francesco rapidamente ajudou Sebastião a se recompor, o levantando do chão. Naquele momento eu notei as costas ensanguentadas do Sebastião. Pus a mão na boca e arregalei os olhos assustada.

—Sebastião fora apedrejado hoje cedo no próprio convento. —Francesco abaixou o olhar.

—Sebastião... —Ajudei-o a ficar de pé. Ele estava suado, sentindo muita dor, mas não havia indícios de que havia chorado. —Sinto muito por tudo isso.

—Você não tem culpa de nada disso, Lorelai. Você tem o coração bondoso. —Ele fez uma pausa devido à dor. —Errado é machucar os outros, como fizeram comigo, e eu não quero fazer parte de uma comunidade assim. Mas você... —Ele deixou um sorriso brotar em seus lábios. —Não há nada de errado com você.

—Então fuja comigo. —Disse na cara. Sem pensar duas vezes, afinal, já havia refletido bastante sobre aquilo. —E não me diga que não pode. Se você quer ser feliz comigo, saiba que isso não será possível em Vila Branca ou Vila do Pecado. Estamos condenados a sofrer por aqui se quisermos lutar pelo nosso amor. Por que não tornar as coisas mais simples?

—Lorelai tem razão, irmão. —Francesco apoiou-me, e eu fiquei muito feliz.

—Você tem certeza disso? Não quero que se sinta pressionada para ficar comigo. —Ele olhou-me dentro dos olhos.

—Nunca estive tão certa de algo em toda minha vida, Sebastião. Eu quero ficar com você.

Sebastião abriu um sorriso feliz, um sorriso que eu jamais vira em seu rosto. Pressionei meus lábios contra os dele dando-o um selinho demorado e cheio de paixão. Francesco pigarreou e disse:

—Se fosse para ficar de vela, me avisasse que eu trazia um banquinho, uai.

Sebastião e eu demos risada. Nossos olhares se encontraram e eu pude ver meu reflexo em seus olhos, eu estava imensamente feliz.

—Mas se é para começar uma nova história com você, eu quero começar direito. —Sebastião disse-me, pegando eu e o Francesco de surpresa.

—O que você quer dizer com isso? —Encarei-o sem compreender. Começar direito?

—Francesco, ajude-me aqui. —Sebastião deu um passo para trás, e com a ajuda do seu amigo, ficou de joelhos ao chão. Só compreendi o que se passava quando ele segurou minha mão.

—Lorelai Campus, você aceita se casar comigo?

Sem acreditar naquilo, olhei para o Francesco, que estava tão desacreditado quanto eu. Quando caiu a ficha, pulei em cima do Sebastião, esquecendo-me de toda sua dor.

—É claro que eu aceito! —Abracei-o com força. Ele gemeu alto, mas deu risada no fim. —Meu deus. Desculpe-me.

—Tudo bem. Nada dói mais. —Ele encostou sua testa a minha, ficamos com o rosto bem coladinho. —Nada dói mais.



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