História O segredo - Capítulo 38


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Categorias Naruto
Tags Drama, Incesto, Naruino, Narusaku, Naruto, Revelaçao, Romance, Sasusaku, Segredo
Visualizações 97
Palavras 668
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Karine: você tem que sorrir mais, Matheus.
Uma risada profusa emergiu em meio ao meu desprezo.

Capítulo 38 - A mais profunda inquietação da alma


Sentado em uma mesa próxima da janela, encarava, agoniado, meu relógio; os ponteiros representavam o próprio movimento, e em minha mente isso era tudo o que eu odiava. Enquanto aguardava, vi-me imerso no mundo, naquela realidade, como se eu próprio não existisse; o tilintar das xícaras sendo devolvidas aos seus pratos, o estalar contínuo do salto alto da garçonete, a voz do radialista e a abertura da caixa registradora; tudo aquilo chegava aos meus ouvidos como se realmente fizessem parte de meu ser. E as conversas paralelas, ironicamente, em nada me importavam. Mas tudo isso desapareceu. Atrasada e ligeiramente apressada, Shizune adentrou a cafeteria, passou seu olhar pelo lugar, e ao avistar-me caminhou entre as mesas até mim.

— Naruto, perdão pelo atraso. — desculpou-se enquanto se sentava. — A Sra. Tsunade não pôde ir para o hospital esta manhã, então acabei ficando responsável pela papelada.

Assenti diligentemente, questionando-me o que diabos acontecera para que Tsunade faltasse ao trabalho, pois essa atitude jamais foi de seu feitio.

— Tudo bem, não se preocupe.

A garçonete rapidamente aproximou-se de nossa mesa e abordou Shizune a respeito de seu pedido, e, após anotá-lo, despediu-se com um ligeiro e doce sorriso.

— Você me deixou preocupada. O tom de sua voz no telefone...

— Um pouco sério. Desesperado, talvez — ela anuiu.

— Algo de ruim aconteceu com você?

— Bem — afastei minha xícara de café e procurei encará-la. —, noite passada, minha irmã e eu dividimos a mesma cama. E mesmo que isso por si só seja algo difícil de digerir, há algo a mais. Tayuya me visitou nesta manhã, e nem ao menos posso imaginar o que ela sentiu quando entrou em meu quarto.

Shizune arregalou os olhos. Suponho que eu tenha lhe revelado tudo com muita rapidez. Contudo, não havia razão para produzir uma explicação longa e confusa acerca da situação.

— Nós... — ao perceber que ela nada me diria, continuei. — Eu não sei, talvez tivesse de acontecer. Amo minha irmã, e a amo de todos os modos possíveis. Mas o que aconteceu com a Tayuya... Sinto-me um monstro.

Permanecemos em silêncio até a chegada de seu pedido: uma xícara de café puro.

— Ela viu vocês, não há nada que você possa fazer em relação a isso.

— Eu sei, assim como sei que nossa relação terminou ali. Duvido que algum dia poderei olhá-la nos olhos como o fiz tantas vezes no passado.

Com uma espécie de divertimento mórbido, entretive-me com o fato de Shizune refugiar-se em seu café. Era, contudo, um divertimento com vistas às lágrimas.

— Eu — com minha boca entreaberta, franzi o cenho em busca de meu discurso. — Eu...

Meu silêncio representou o ponto de partida. Às vezes, quando nos encontramos entre o bem e o mal, e quando percebemos estar para além de ambos, sentimo-nos perdidos, navegando entre águas escuras e nebulosas de um oceano antigo e sepulcral. E, diante desse mar povoado por dúvidas e inquietações indescritíveis, vemo-nos diante de nós mesmos, como que nos encarando por meio de um imenso espelho.  

— Não posso dizer. Não sei como dizer.

— O que você quer me dizer? — a angústia estampava seu rosto; seus olhos exigiam-me uma resposta coerente e sincera.

— Quero apenas saber de você. Você é uma das poucas pessoas com quem posso falar a respeito disso, e todas as outras me são amigos chegados ou inimigos. Com você é diferente, de você posso receber uma resposta imparcial — de algum modo, minha alma dançada à custa da situação em que nos encontrávamos — Tudo o que minha irmã e eu fizemos, e tudo o que estamos para fazer, é errado?

Embora eu enxergasse, por detrás de sua angústia, resquícios de uma genuína boa vontade, não pude deixar de me condoer com a responsabilidade que eu atirara sobre suas mãos.

— Sim.

Afundei-me em minha cadeira. Eu não esperava por uma resposta diferente, mas ainda assim, senti-me mal comigo mesmo por tudo aquilo que fiz.

— Eu vou para o inferno?

Sua resposta direta e concisa fez minha alma insana gargalhar.

— Por que me pergunta aquilo que você já sabe?



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