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História O segredo da princesa. - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Sentimento tolo.


Fanfic / Fanfiction O segredo da princesa. - Capítulo 10 - Sentimento tolo.

Brienne respirou fundo enquanto Rachel apertava os laços de seu espartilho. Seus cabelos estavam recolhidos sobre a cabeça, deixando alguns cachos pender sobre a nuca e a têmpora. Estava nervosa em ter que tomar o chá com o príncipe, tinha medo que conforme passasse mais tempo com ele, seu segredo ficaria mais evidente.

- Não fique nervosa minha senhora. – pediu sua criada com amabilidade.

- O que acha do príncipe? O que os outros empregados tem dito sobre essa família?

- Nada, minha senhora. – a morena suspirou. – eles não confiam em ninguém que não seja um elfo. Na maior parte do tempo, ignoram minha presença, falando apenas na língua estranha deles.

- E como é? – ela questionou curiosa, a criada a olhou através do reflexo do espelho enquanto dava um forte puxão nos fios do espartilho.

- É língua estranha. Mas bonita quando eles falam com calma. – a mulher se ruborizou. – de deixar qualquer amante envergonhado.

A princesa sorriu, e mordeu os lábios. Helmund era um bom amante, a deixava satisfeita e feliz, mas desde que chegaram ao reino, não conseguiam ter o mesmo prazer, seu coração parecia sempre estar pesado.

- Acho que seria aconselhável colocar mais uma camada de anáguas para disfarçar melhor. – disse Rachel por cima do ombro, e logo se foi para pegar mais uma camada de tecidos.

- Eu pareço estar diferente? – ela questionou preocupada enquanto olhava para o próprio corpo no reflexo. Não estava tão aparente assim.

- Não minha senhora, apenas para melhorar sua aparência um pouco mais, sempre está linda. – sorriu a criada, antes de força-la a entrar dentro do saiote.

(...)

[Legolas fez todos os seus deveres do dia, ansioso para estar com a princesa]

Legolas fez todos os seus deveres do dia, ansioso para estar com a princesa. Como o rei estava trancado em seus aposentos, o príncipe fez seu trabalho, auxiliando o povo e resolvendo pendencias com a corte. Quando o sol começou a se por, Brienne foi até os aposentos do príncipe, que ficavam no mesmo corredor, mas alguns metros de distância. Rachel a seguia, como de costume.

Ao bater na porta, o príncipe logo permitiu que as duas adentrassem seu recinto. Os aposentos eram amplos, mas uma porta permaneceu fechada, deixando claro que era o quarto onde o príncipe repousava. Na pequena ante sala, estavam postos moveis elegantes e tapeçarias finas, com bordados a ouro, além de quadros ricamente pintados, e livros e outras esculturas pequenas. A mesa era pequena mas de madeira fina e bem lixada, estava coberta com toalha de um fino bordado de renda, e com bule, pratos e xícaras de porcelana fina onde se detalhava pinturas de animais silvestres. Era bem obvio que eles vivam em melhores condições que o reino do seu pai.

O príncipe estava lindo também, cabelo transado, e uma roupa de um azul mais claro, realçando a cor de seus olhos, e de sua pele. Um sorriso bonito e sincero esticou seus lábios. Brienne nunca tinha se encontrado com outros elfos, além de Dralyth e seu pai, e para ser justa, nenhum dos dois faziam jus a beleza élfica que tantos homens cantavam. Mas Legolas, era definitivamente o ápice da beleza élfica, duvidava que algum outro ser vivo poderia transmitir tanto calor com apenas um olhar, e tanta clareza de alma em apenas um sorriso.

- Eu trouxe comigo Rachel, se não se importar. – ela disse, enquanto analisava o quarto, notando a ausência de um valete.

- Não tem importância, sentam-se a mesa por favor. – o príncipe ofereceu os lugares.

Rachel deu um olhar angustiado, como se não entendesse a proposta do príncipe.

- Eu sou discreta, senhor.

- Sentem-se as duas a mesa, não vou permitir que fique em pé no canto. – ele resmungou. – não gosto dessas formalidades. Por favor, sente-se de uma vez.

- Senta-se Rachel. – ordenou a princesa, sentando-se também enquanto o príncipe empurrava as cadeiras.

Legolas deu a volta na mesa e pegou o bule para servi-las. A princesa não compreendia como ele conseguia fazer movimentos tão firmes e suaves ao mesmo tempo, vê-lo se movimentar era um deleite para seus olhos. De repente os olhos azuis do príncipe se concentraram nela por alguns instantes, mas estar presa em seu calor quase a fez desejar estar sozinha. Mas então seus olhos se desviaram para se focar em Rachel e um misto de confusão e preocupação encheu seus olhos claros.

Ela voltou sua atenção a criada, que mal estava conseguindo respirar, seu rosto estava em branco, seu peito subia e descia em um movimento descompassado. Brienne agarrou a mão dela, e tentou tranquiliza-la.

- Acalme-se Rachel, por favor. – ela não pode deixar de rir-se. – sei que está emocionada, mas por favor é apenas um chá.

Legolas olhou as duas mulheres sem entender muito bem o que acontecia, esperando com certo desespero que a mulher não estivesse tendo um ataque de apoplexia que tanto afetava os mortais. Acabo de alguns segundos Rachel voltou a se sentir melhor, mas agora seu rosto estava ruborizado, deixando o pescoço e bochechas em um tom assustador de vermelho.

- Ela está bem? – questionou a princesa que sorriu com ternura, então passou a bebericar seu chá antes de responder.

- Somos educados sabendo que um criado nunca deve se juntar ao seu patrão em uma refeição, nem em qualquer lugar, os criados são instruídos a ficar invisível aos olhos dos nobres, dando sinal de vida, apenas para servi-los. – ela riu enquanto apertava a mão da outra. – deve imaginar como é para ela sentar-se a sua mesa, e ainda ser servida pelo senhor, um príncipe élfico! Ninguém acreditaria.

- Raramente os filhos de homens se tratam como iguais. – ele rosnou um pouco descontente enquanto pensava na maneira como os próprios elfos tratavam os servos.

- Percebi que não tem um valete, verdade? – questionou a princesa. Legolas respirou fundo, seus olhos azuis eram como duas esferas, totalmente atentas sobre ele, deixando-o muito consciente do próprio corpo.

- Gosto muito de fazer as coisas por mim mesmo, não me cai bem o pensamento de ter uma pessoa exclusivamente para me servir em atividades privadas. – ele mordeu um biscoito. – se as botas são minhas, posso muito bem engraxa-las eu mesmo.

- Eu preciso de Rachel. Ela tem sido minha melhor amiga por muito tempo. – a princesa admitiu, virando-se para sorrir a amiga.

Legolas comeu mais alguns biscoitos e tomou chá, pensando em quanto Limes tem caprichados nos doces nos últimos dias, certamente para agradar o rei, que ainda estava deprimido. Ele limpou os lábios com o guardanapo antes de sorver um pouco de chá.

- Como seremos marido e mulher por um tempo, devemos nos conhecer um pouco mais. – ele indagou. – que tal começarmos com coisas simples?

- Sim, tem toda razão, alteza. – ela mordeu os lábios pensativa. – eu gosto muito de nadar, gosto de pintar quadros, e tenho muito medo de gatos.

- Gatos? – o príncipe sorriu. – bem, eu posso dizer que amo minha posição como um membro da patrulha, adoro utilizar o arco, mas tenho certa satisfação em comandar o reino, quando meu pai está ausente. Tem algum irmão?

- Não, fui a única gravidez que minha mãe conseguiu levar até o fim. E o senhor?

- Tem que parar de me chamar de senhor. – ele sorriu. – também sou filho único. E é de conhecimento de seu pai, que eu jamais conheci minha mãe, nunca vi pinturas nem retratos, não sei seu nome, e nem o que sucedeu a ela.

Brienne ficou um tanto perplexa ao saber que sua sogra era completa desconhecida, tinha pensado que os elfos levavam o casamento e os filhos de uma forma mais solene que os mortais.

- Sinto muito. – ela engoliu em seco. – mas como pode haver uma rainha esquecida?

- Não há rainha. A única coisa que sei, é que o assunto incomoda demais ao meu pai, e que Firandir sabe de toda a história.

- Meu pai?!

- Sim, ele esteve acompanhando o meu avô Oropher por muitos anos. – o príncipe deu de ombros. – eu nunca pude fazer viagens para longe do reino, meu melhor amigo é Elion, apesar de suas maneiras serem insuportáveis as vezes.

Brienne ficou pensando na revelação do príncipe, apesar dele ter tratado o assunto como corriqueiro e banal, para ela era um horror. Como um pai se recusa a falar da mãe ao próprio filho? Deveria ter sido aterrador para ele quando mais jovem. Foi uma revelação de muita importância, tinha certeza, só havia revelado porque Firandir já sabia, e acharia suspeito que ela não soubesse também. Ela limpou a garganta e decidiu falar, pelo menos um de seussegredos mais profundos, que apenas poucas pessoas sabiam.

- Eu perdi minha audição.

- Como? – o príncipe questionou genuinamente confuso, a bolo que iria comer pendido entre os dedos esbeltos.

- Quando pequena sofri com uma enfermidade, fiquei com muita febre, por isso perdi completamente a audição desse ouvido. – ela tocou em sua orelha. – e 80% da audição no outro.

Legolas a olhou com certo espanto, nunca teria desconfiado de sua deficiência. Mas pensando em todas as vezes que trocou palavras com ela, lembrava-se de como seu olhar ficava focado em seus lábios, mesmo que ela disfarçasse sua obsessão. Ele sentiu-se envergonhado por pensar que ela estaria lhe desejando, ou pelo menos o admirando.

- Lê os lábios. – ele sussurrou mais para si mesmo. – já tinha percebido que conversa encarando os lábios.

Ela se ruborizou, mordendo o própria boca.

- Sinto-o. tenho que fazer, ou não conseguiria entender o que me diz corretamente. – ela sorriu. – consigo escutar alguns sons mais altos, como o som de um grife sendo soado, gritos agudos.

- É uma pena, sinto muito que tenha que sofrer com isso. Nós elfos temos uma audição apurada, você também teria se não fosse por essa enfermidade. Sinto muito, porque eu não conseguiria me adaptar como você se adaptou tão bem. – ele sorriu e segurou sua mão. – es uma elleth muito forte.

- Elleth?

- Mulher. – ele sorriu. – mulher élfica. Independente do seu sangue mesclado, ainda é uma de nós.

Brienne enrubesceu, um pouco comovida com as palavras do príncipe. Em sua casa não era considerada como se pertencesse ao lugar, mesmo que tivesse nascido nas terras. Todos a tratavam como uma estrangeira, uma aberração, mas haviam aqueles que tratavam como um milagre. Desde que chegou ao reino de Mirkwood também sentia que a viam diferente, como algo que não era normal. Mas ser considerada pelo príncipe era uma ótima notícia, que esquentou seu sangue com um ânimo renovado de aceitação.

- Obrigado, alteza. – ela sorriu, realmente agradecida, mesmo que somente com ele tivesse esse sentimento de igualdade.

- Poderemos assim, combinar de fazer atividades juntos todos dias, posto que precisamos nos conhecer melhor. – disse o príncipe. – agora, queiram me desculpar, preciso tratar de alguns assuntos antes do jantar.

- Nos perdoe, nem notei como passou o tempo. – ela se desculpou levantando-se, seu sorriso de satisfação ainda preso em seus lábios.

Brienne fez uma sutil mensura, antes de se retirar, pensando com o coração em chamas, como poderia ser passar mais tempo na presença do príncipe.

(...)

Legolas sentia o corpo cheio de uma energia vibrante, que percorria suas veias. Tinha acabado determinar a ordem do dia, mas por algum motivo desconhecido, a hora do chá com a princesa Brienne lhe tinha renovado o ânimo, fazendo-o se sentir como se tivesse despertado no primeiro dia depois do inverno. Deteve-se na curva de um corredor, quando Elion passou por ele, e lhe deu um puxão em suas tranças.

- A que deve esse sorriso pateta em seu rosto? – questiono o ellon. – verdade que já beijou a princesa? Por isso tanta felicidade?

- Que coisa mais descabida! – o príncipe protestou rápido demais. – não aconteceu nada entre nós, a princesa é apenas uma amiga, a qual devemos socorrer de um problema.

- Claro, bem conveniente que sua "ajuda" seja simular um casamento com a dama. – sorriu Elion, como se tivesse ganhado uma aposta.

- Não seja tolo, Elion. – resmungou desconfiado. – o que faz você? Não deveria estar em casa?

- Sai um pouco. – ele encolheu os ombros. – Helmund acha que por algum motivo se tornou meu melhor amigo. Esteve chateado parte do dia, e não me deixou em paz. Juro que não aguento as ofensas dele de bom animo.

Legolas mordeu os lábios, pensando no guarda mortal. Brienne não tinha lhe falado a respeito dele, mas o guerreiro parece ter muita intimidade com ela. Algo que nunca agradou a Legolas, desde o primeiro minuto que o viu.

- Se te incomodar, eu mesmo posso adverti-lo.

- Não tem importância. – disse Elion com um aceno de mão. – estou chateado também, os dias parecem passar tão lentamente depois da chegada desses hospedes, não?

- Tem sido corrido para mim. Mas não gosto de estar longe de você e Tauriel.

- Deveríamos encontrar tempo para ficar somente os três, o que acha? – Elion propôs esperançoso, seus olhos castanhos esverdeados realmente cintilaram diante do pensamento.

Mas Legolas tinha que pensar em seu pai, não sabia quando essa melancolia repentina passaria, ou se realmente passaria.

- Tem alguma noção do que aconteceu ao rei?

- Ah sim, papai tem andado preocupado. – murchou Elion. – então não terá tempo para nós, não é mesmo?

- Por enquanto não. Espero que ada volte logo ao seu "eu normal".

- Então nos vemos outra hora. – ele acenou desanimado. – vou dormir um pouco mais. Quem sabe quando a patrulha irá precisar de mim.

- Descanse Elis.

- Boa noite, alteza.

O visível desanimo de Elion, acabou reduzindo sua euforia de ter passado tempo com Brienne. Na verdade, sentiu-se culpado, afinal porque encontrava tempo para ficar com a princesa, mas não com seus amigos? A promessa que fez a bruxa rondou sua mente, e tristemente percebeu que enquanto seu pai não se recuperasse, as coisas não poderiam mudar.

Ele foi até o quarto do rei, e bateu na porta, entrando mesmo com a negativa. Thranduil estava deitado de bruços sobre a cama, seu rosto escondido entre os braços, enquanto os cabelos longos e dourados estavam espalhados sobre as costas e ombros nus. Legolas reconheceria uma criança mimada a quilômetros, graças a seu pai.

- Ada?

- Você precisa dormir Legolas, antes de começar a me incomodar. – por causa da voz abafada, quase não pode distinguir as palavras. Por isso o príncipe preferiu assumir que seu pai disse "dormir" e não "morrer".

- Quero saber como está. Tem andado estranho trancado aqui, sendo que visivelmente nada demais aconteceu. – disse mansamente. – claro, tirando o fato de que uma coisa no mundo não aconteceu conforme a sua vontade.

- Estou muito bem, vou voltar ao trabalho amanhã.

- Tem certeza disso? Se não te conhecesse, iria pensar que se apaixonou por uma mulher que não o quer. – pensou por um momento. - ou apenas perdeu um dos anéis que tanto gosta.

O rei fez um grunhido que também foi abafado pelas almofadas, ou talvez ela tenha dito "foda-se". Legolas não se importou em adivinhar.

- Por acaso perdeu alguma das Esmeraldas de Girion?

Thranduil levantou o rosto quando as pedras foram mencionadas, seus olhos pálidos brilhavam. Seu pai não era um ellon ruim, mas tinha um gosto por pedras preciosas que as vezes até o assustava.

- Por acaso você as recuperou da montanha dos anões, em primeiro lugar? – devolveu o rei sarcástico, o príncipe tentou reter uma gargalhada, que não funcionou muito.

- Então está me deixando ainda mais preocupado, ada. O senhor não pode perder a coisa que mais ama nesse mundo duas vezes. – para sua surpresa, um brilho de dor se expressou totalmente no rosto de seu pai.

Fazendo seus olhos úmidos, e um comprimir de lábios e mandíbulas. Nesse momento se refletiu em seu rosto, a imagem de um ellon que sofreu, e que ainda guardava amarguras em seu amago. Legolas engoliu em seco, preocupado agora que tenha atingido algum ponto específico no passado de seu pai.

- Talvez eu possa. – o rei resmungou. – mas visto que você está aqui, e minhas esmeraldas estão lá com aquele porco que cuspe fogo, não tenho nada mais a perder.

- Então o que está acontecendo? – Legolas disse de forma séria e firme.

Thranduil mudou de posição na cama, deitando-se de costas, seus cabelos agora espalhado como um leque sobre os cobertores de um tom azul prateado.

- Você não pode se apaixonar por essa garota. – ele afirmou com um pouco de ódio em sua voz. – se você fizer, que Eru me perdoe vou tranca-lo nas masmorras por 50 anos!

O príncipe ficou um pouco aturdido.

- 50 anos? Ada, mesmo que sejamos imortais, 50 anos é muito para ficar preso como castigo!

- Se quarenta não foram, cinquenta deve ser o suficiente para tirar a mulher errada da cabeça. – seu pai falou, mas não como uma resposta para ele, e sim mais um pensamento próprio.

- Por acaso ficou trancado 40 anos por amar a uma mulher que Oropher desaprovasse? – o príncipe questionou, agora curioso.

O rei enrubesceu como se tivesse sido pego no flagra, e sua falta de roupa fez impossível que se escondesse, o que o deixou mais irritado e envergonhado.

- Hora, garoto! Estou falando de ti, não de mim! – o rei se defendeu, levantando-se para procurar uma túnica.

- Certo. – confirmou Legolas desconfiado. – então, não gosta de Brienne por que exatamente?

- Não gosto da história dela, muito rasa, sem pé nem cabeça. Dralyth é uma ludibriadora profissional, cínica, sirigaita. – o rei esbravejou. – a conheço por muito tempo, sei que os motivos dela são torpes e as vezes muito distorcidos para parecerem "bons motivos", mas a verdade é que sempre é egoísta, e pensa apenas em si.

- Se tem tão mal julgamento dela, por que aceitou tudo isso?

- Por que tenho pena de Firandir. – virou-se para encara-lo. – se ele vier até aqui e exigir sua filha de volta, a devolverei com muito gosto.

- Ada...

- Ela tem razão, você é muito inocente Legolas. – repreendeu. – as pessoas são más, e elas não precisam de motivos nobres para serem más.

Legolas pensou nisso, e ficou com o coração apertado. Não queria desconfiar da princesa, mas estava certo que não confiava nem em Dralyth, nem Alathair, muito menos em Helmund.

- Apenas não se apaixone pela mulher errada Legolas, eu cometi esse erro e estou pagando por ele até hoje. – aconselhou o rei de forma amável. – agora parta, quero dormir.

- Sim, boa noite aran. – ele foi até a porta e agarrou a maçaneta a cabeça cheia de perguntas, então parou e virou-se para o rei. – quanto tempo o senhor acha que um meio-sangue pode viver?

O rei deteve em sua posição também olhando. Legolas sabia o que seu pai pensava, seu questionamento não tinha nada a haver com a conversa, mas a questão lhe veio de súbito a mente, quando seu pai afirmou que a princesa não era confiável. Não era um questionamento vindo de seu raciocínio, e sim de seu coração.

- Acho que tanto quanto nós. – disse o rei lentamente. – bem, Dralyth é uma meio-sangue, e é uma adulta desde a época em que eu era apenas um garoto.

Legolas ficou surpreso, mas logo sua surpresa deu lugar a esperança, que voltou a encher suas veias com um animo desconhecido, que fazia seu coração bater mais rápido.

- Leggy, Leggy, seu grande tolo. Se eu chegar a desconfiar de amor, vou tranca-lo nas masmorras até que essa diabinha parta para valinor.

Legolas revirou os olhos, abriu a porta e saiu. Animado com a princesa, e desconfiado de seu pai. Essa noite tinha muito o que pensar em relação ao que a bruxa disse de sua mãe, e o que seu pai revelou sem querer. Mas ainda assim, nenhum desses assuntos ocupariam tanto sua mente, quanto a escolha da atividade que iria fazer com Brienne no dia seguinte.

O sorriso tolo voltou a estar esticado em seu rosto.



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