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História O segredo das montanhas - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oiii gente!

Assim, eu atualizei até bem rápido essa fic porque já tinha história para 2 cap na minha mente, mas se tiver alguém aqui que acompanha a minha outra fic, o que eu acho difícil kkkk, não se preocupem.

Enfim, bora para a história.

Boa leitura!!!

Capítulo 2 - Algo de errado


O relógio tocou estridente, o garoto deitado na cama rolou de um lado para outro incomodado com o barulho, mas por fim decidiu que seria melhor acordar de uma vez. Já que o seu sono havia sido estragado de qualquer forma.

Lee Jihoon virou em direção o relógio apalpando o criado mudo com força querendo encontrar de vez o objeto que soava tão alto. Ergueu-se percebendo o seu corpo denso como se pesasse 1 tonelada, além disso, a sua cabeça latejava como se tivesse a jogada contra uma parede de concreto. Com muito esforço saiu da cama indo em direção ao banheiro, chegou até a beira da pia olhando-se no espelho notando os seus olhos inchados e mesmo com a cabeça doendo não conseguia deixar de raciocinar... Tinha algo de diferente ocorrendo, uma sensação estranha como se faltasse algo.

O moreno deduziu que estava lento demais para tentar solucionar algo naquele momento, ligou a torneira lavando o rosto em seguida vendo fleches de memória surgindo em sua mente.

Mesmo que não quisesse era como se estivesse se recuperando de uma amnésia, os resquícios de lembranças vinham a sua cabeça, mas se embolavam não fazendo qualquer sentido. A maior sensação era de que as suas memórias estavam se misturando com sonhos, não era nada lógico.

Tentando não forçar muito o cérebro fez o que achava que deveria ser feito. Desligou a torneira e correu até o quarto procurando por seu celular o encontrando encima do criado mudo ao lado da cama conectado ao carregador. Jihoon não se lembrava de ter colocado o aparelho para carregar na noite anterior. Havia algo de errado.

O Lee ligou o celular ansiosamente e assim que o aparelho acendeu uma enxurrada de mensagens subiu a tela, mas uma frase em específico chamou a sua atenção. “Bom dia! Preparados para o primeiro dia de aula?” foi a primeira coisa que leu ao abrir o grupo da turma e depois disso os alunos comemorando a volta as aulas e como estavam felizes porque iriam se ver novamente.

_ Como assim primeiro dia de aula? – puxou a barrinha de informações vendo a data 06/07. As aulas haviam começado, entretanto o baixinho não conseguia entender. A última lembrança completa que tinha parecia muito fantasiosa, parecia um sonho. Olhou as horas percebendo que estava começando a ficar atrasado e correu para se arrumar.

Lee Jihoon não entendeu exatamente o que havia ocorrido consigo, mas aquele não era o momento certo para perder tempo pensando. O seu segundo semestre na Universidade de Gyeongsangbuk-do tinha acabado de começar.

///

 

SeungKwan seguia até o refeitório sentindo a sua cabeça latejar como nunca antes. Assim que chegou ao local foi para a fila pegar o seu café da manhã, como se estivesse fazendo tudo por instinto.

O acastanhado não havia entendia nada naquela manhã, Já que ao se levantar percebeu pelo celular que era o dia de volta as aulas e o mais curioso é que não se lembrava do que tinha feito nos últimos três dias. A solução rápida que o seu cérebro deu, sem qualquer diagnóstico é que tinha tido uma amnésia dissociativa devido a ansiedade e estresse da volta as aulas. A sua ultima lembrança era de ter voltado a Gyeongsangbuk-do na sexta pela manhã e de ter falado brevemente com o seu amigo, Jihoon, por telefone, depois disso era só um branco. Até mesmo pensou em mandar mensagem para o Lee, mas só de olhar para o brilho da tela do celular sentia a sua cabeça tamborilar.

 Após pegar o seu alimento, procurou uma mesa vazia e começou a comer lentamente. Estava quieto, tentando mexer a cabeça o mínimo possível, era o máximo que podia fazer. Já havia tomado um analgésico e o remédio não surtiu nem um pouco de efeito. Tomou quase 2 litros de água pensando que talvez fosse desidratação e nada! A única coisa que lhe restou foi se alimentar e talvez ir ao médico fazer exames. Aquela dor não era normal, nunca lhe ocorreu antes uma cefaleia tão dolorida.

O Boo até mesmo pensou em ficar no dormitório e faltar às aulas, mas era o primeiro dia de aula. O seu período começaria com Antropologia rural e por ser uma disciplina com muitas horas de aula em um único dia perderia muita matéria de uma vez, por isso decidiu que o melhor seria fazer um esforço e frequentar a faculdade.

Já com o prato limpo, levou o copo com café a boca se sentindo logo em seguida subitamente enjoado. Engoliu a vontade de por tudo pra fora e abaixou a cabeça por alguns segundos. Talvez não desse para ir à aula, desse jeito não ia durar muito. Levantou novamente a cabeça procurando Jihoon pelo refeitório, só então percebendo que o mesmo não havia chegado até então.

_ Aaaah Hyung, logo agora que eu preciso de você... – Amaldiçoou sussurrando apenas para si mesmo. Em mais um esforço levantou a cabeça e procurou mais uma vez pelo mais velho, mas com isso sentiu uma forte tontura lhe atingi. Pôs a xícara de café na mesa com medo que ela caísse da sua mão e se partisse no chão, sentindo em seguida um calafrio subir a sua espinha.

_ Meu pai eterno, o que está ocorrendo com o meu corpo? – Suspirou olhando para o lado tentando capturar o olhar de alguém para pedir ajuda, já que estava tão fraco que nem ao menos gritar conseguia, todavia ninguém parecia ligar para si. Viu mais ao longe um loiro alto entrando no local, era o único olhando em sua direção e com a visão um pouco turva reconheceu quem era já descartando a possibilidade de pedir ajuda a ele. Aquele garoto seria o último na face da terra a lhe oferecer ajuda, pensava Seungkwan.

Abaixou a cabeça tonta e molenga batendo- a com força no seu braço direito, desmaiando. A última coisa que viu foi o vulto do garoto loiro correndo em sua direção.

 

///

 

Lee Jihoon andava rapidamente no prédio onde ficavam os laboratórios de Química, local que por algum motivo o professor mandou todos se encontrar. Na verdade, era para ocorrer aula teórica no primeiro dia, porém ordens são ordens.

Desde que descobriu, lendo as mensagens de sua turma, onde ocorreria a primeira aula de química o menor se desesperou. Os laboratórios ficavam bem longe dos dormitórios e os seus devaneios pela manhã lhe custaram alguns minutos preciosos.

O Lee não teve tempo para nada. A barriga roncava devido ao fato de ter pulado o café da manhã no intuito de economizar tempo e com isso a sua dor na cabeça apenas piorou.

Durante os seus paços largos pelo corredor, o futuro biólogo escutou um assobio conhecido, olhou para todos os lados não encontrando o responsável por tal barulho. O assobio soou novamente, Jihoon andou um pouco mais chegando à frente de um banheiro e finalmente vendo o moreno sapeca que sorria para si enquanto o chamava com a mão direita.

Jihoon andou até ele sentindo a saudade o atingir, entretanto não demonstrando de cara. Estava quase atrasado e aquela pessoa que o chamou era campeã de fazê-lo perder tempo.

_ Soonyoung, o que faz aqui? – Suspirou cruzando os braços tentando demonstrar irritação. _ Descobriu os meus horários e decidiu me seguir? Quero que saiba que não tenho tempo para as suas bobagens agora.

O moreno continuava a olhá-lo com um sorriso no rosto fazendo o Lee encarar tudo aquilo como provocação, quer dizer, Soonyoung sempre foi assim com ele e por vezes aquilo o irritava.

Jihoon conheceu Soonyoung através de Seungkwan. Assim que as aulas começaram o Kwon adotou o Boo como seu calouro e logo grudou em si como carrapato gruda em cachorro. O Lee sempre pensou que recebeu a “benção” por tabela, entretanto a forma como o mais velho o tratava era bem diferente do usual.

Era bastante comum ver o Kwon seguindo Jihoon pelos prédios da universidade, muitas pessoas achavam que o Lee não se importava com o mais velho, mas não era bem assim. A relação dos dois era um pouco inédita para qualquer um que visse inclusive o próprio Jihoon não entendia direito o que estava acontecendo.

Soonyoung era sempre o primeiro a o provocar, mas também o primeiro a se importar caso algo acontecesse. Essas mudanças de comportamento do mais velho confundia o menor, quer dizer, ele não sabia exatamente que nome dar para aquela relação. Ela ia desde ficar falando para si o quanto queria ficar com fulano ou ciclano em uma festa, até aparecer de surpresa na porta de seu quarto com lanches, passando o resto da noite lhe fazendo carinhos, enquanto fala baixinho, isso tudo deitados na cama abraçados.

Devido a isso Jihoon nunca quis demonstrar o que realmente sentia, era sempre retraído e grosseiro com o mais velho. Talvez a sua falta de experiências em relacionamentos o fizesse imaginar coisas demais nos momentos em que eles estavam juntos, talvez fosse apenas mais uma amizade para o Kwon, enfim, o Lee não queria arriscar.

 

_ E tem mais... – Levantou o dedo indicador apontando para o rosto do maior em sinal de ameaça. _ A minha cabeça está explodindo, se eu perder a paciência com você eu... – Foi interrompido por um risinho baixo de canto do maior.

_ Você acordou mesmo. – Pôs a sua mão sobre a levantada do menor a envolvendo e puxando- o com certa força até que os dois se encontrassem dentro do banheiro.

_O que você está fazendo? Eu já disse que... – Tentou se soltar falhando miseravelmente. Viu o outro fechar a porta a trancando em seguida. Jihoon parecia um pouco assustado e muito irritado, como antes dito, Soonyoung era campeão de fazê-lo perder tempo.

_ Shsh calma Jihoon! – Falou mais sério com uma voz moderada enquanto se voltava novamente para o menor. _ Você sempre acha que eu estou brincando com você e te fazendo perder tempo, mas dessa vez é importante. – Jihoon se surpreendeu com as suas falas.

Soonyoung encostou Jihoon na parede perto da porta logo se pondo na frente do mesmo, repetindo várias vezes para que se acalmasse enquanto penteava os fios também negros do menor com os dedos da mão direita.

_ Jihoonie, por favor, se acalme! Você ainda está com medo, eu não irei fazer nada de mal. – Sussurrou calmamente, porém o seu rosto demonstrava um resquício de tristeza que ninguém perceberia, mas o Lee percebeu.

Após isso Jihoon pensou que talvez devesse dar uma chance ao outro, mirou para cima encarando os pequenos olhos do Kwon e sem que notasse já estava concentrado neles, fazendo-o se acalmar um pouco.

_ Está doendo muito né? – Falou calmamente quase que sussurrando, aproximando- se um pouco mais do menor.

O Lee concordou com um sussurro, sentindo-se de alguma forma conectado ao moreno, era uma sensação inusitada, entretanto não parecia ser a primeira vez a sentir isso.

_ Desse jeito você não irá aguentar o dia todo. – Sussurrou próximo ao rosto do menor, passando a sua mão que antes estava no topo de sua cabeça para a nuca, sentindo- o finalmente relaxar por completo. Pôs a sua mão esquerda no mesmo local onde a direita se encontrava e com os polegares começou a fazer um carinho gostoso que ia desde o meio das bochechas do Lee até o fim de sua mandíbula. Aquilo era tão bom, pensava Jihoon.

_ Você fala como se soubesse o quanto está doendo? – Sorriu de forma singela, fechando os olhos prazerosamente ao sentir a respiração do outro se chocar com a sua. A sensação era como se existisse uma fina linha de prazer puxando um contra o outro.

_ É porque eu sei. – Soonyoung brincou com o nariz do outro chocando- o com o seu e o desviando, para que o menor sentisse aquela sensação com mais afinco. _ Jihoonie, eu preciso te beijar agora. Eu não posso te explicar como, mas isso irá te ajudar. - E já estava ajudando. O Lee estava tão embriagado naquela sensação, que o sentimento de relaxamento extraia a sua dor. Era como se tivesse entrado em estado meditativo profundo, porém só tivesse restada a presença inexplicavelmente prazerosa da essência do Kwon.

O Lee inconscientemente buscando mais daquele regozijo, contornou os seus finos dedos envolta das laterais da blusa de mangas longas do Kwon, puxando-o para mais perto fazendo os lábios rasparem um no outro.

_ Beija! – Sussurrou já um pouco ofegante devido ao desejo envolvido no momento. O Lee estava tão entorpecido daquela energia que nem ao menos percebeu estar sendo ousado.

Não perdendo mais tempo e nem mais aguentando aquela situação, o Kwon findou a distância de seus lábios começando um beijo lento, porém extremamente prazeroso. Sentiu Jihoon o corresponder de imediato, finalmente percebendo o vigor de suas energias misturadas. Aquilo era de fato uma perdição, não tinha mais dúvidas. Estava tirando a prova sobre relatos que antes já havia escutado.

Soonyoung mordiscou o lábio inferior do menor, o puxando em uma sucção leve, que fez o Lee arfar abrindo mais os lábios e deixando o seu hálito sair indo de encontro ao rosto do maior.

Com a abertura sendo dado, o maior intensificou o ósculo, invadindo a boca do Lee e sentindo a textura de sua língua. Tudo parecia tão perfeito e certo, o seu interior estava por um fio de se descontrolar.

Jihoon em mais um ato de ousadia, desceu a sua mão direita até a barra da blusa do maior a levantando lentamente dando espaço para que a outra mão adentrasse o tecido. O Lee queria o tocar, mas nem ao menos se deu conta disso, era tudo tão prazeroso e fluído. Era como se suas barreiras de timidez tivessem sido quebradas no momento em que se perdeu no olhar do moreno mais alto.

E foram. Tentado pelo contato entre as peles, o Kwon desceu as suas duas mãos que antes se encontravam na nuca do menor para a sua cintura, finalmente colando os corpos necessitados.

Soonyoung sentiu a excitação do Lee tocando a sua cocha direita, aquilo foi o estopim de tudo. Ergueu o menor com certa facilidade, o que até mesmo surpreendeu Jihoon que não pensou duas vezes antes de enlaçar a cintura do Kwon com as suas pernas e pôr os dois braços envolta de seu pescoço. Devido a isso, os rostos se separaram e Jihoon pode vê-lo por instantes antes de voltar a beija-lo. Por alguns segundos o menor pensou que tinha visto algo mudar na face do maior, mas ignorou deixando se entregar novamente as sensações que estava sentindo.

_ Soonyoung. – Falou entre os beijos, sentindo o outro descer de seus lábios para o seu pescoço. E que sensação deliciosa tê-lo ali. Suspirou de desejo sentindo os lábios do outro beijarem a sua clavícula para logo depois subir a sua jugular, foi quando teve a sensação de algo bem afiado raspando o local.

 Contrariando a vontade de todo o seu corpo, o Lee tentou se afastar para ver o que estava acontecendo. _ Soonyoung! – Chamou novamente tentando se desvencilhar minimamente.

 Apesar da situação atípica não estava com medo, uma sensação de segurança e bem estar circulava todo o seu corpo.

_ Huum – Grunhiu o maior deixando que o outro puxasse a sua cabeça para que ficassem cara a cara. Passeou a mãos pelas coxas do menor sentindo o desejo de apertá-las forte, mas logo parou ao sentir o Lee passando o polegar direito em seu lábio inferior, olhando diretamente para a sua boca.

_ Soony!’ – Chamou manso. _ Desde quando você tem caninos tão afiados? –Questionou inocentemente. O relaxamento ainda se fazia extremamente presente no corpo do menor, ele olhava curioso para a boca do Kwon que num solavanco soltou o Lee deixando que ele caísse em pé, ainda de pernas bambas devido a excitação.

Soonyoung se virou de costas para o Lee, não sabendo como reagir àquela situação. Foi quando sentiu o seu celular começar a vibrar em uma enxurrada de mensagens. Puxou o aparelho, vendo que aquela era a oportunidade perfeita para sair dali.

_ É... Ji, a gente continua depois. –Engoliu em seco, sentindo o seu corpo esfriar e se controlar um pouco, podendo voltar- se ao menor novamente, agora mostrando caninos normais e mais arredondados. _ Estão me chamando... É você tem aula agora né? – Começou a andar até a porta enquanto gesticulava e falava. _ Percebi que você não comeu nada, assim que acabar a aula passe no refeitório, deixarei uma refeição paga para você. – Ultrapassou a porta, vendo o menor parado ainda dentro do banheiro o encarando questionador sem entender o que estava acontecendo. –Por favor, não se esqueça de comer, tchau! – E saiu correndo, deixando Jihoon confuso.

O Lee suspirou frustrado, voltando a se encostar-se à parede percebendo que apesar da sua dor de cabeça realmente ter passado, agora havia outro problema para se preocupar. Jihoon estava definitivamente irritado e excitado ao mesmo tempo.

O moreno sentou-se tentando entender o que havia acontecido, tentando recapitular tudo desde o momento em que entraram no banheiro. E rapidamente concluiu que algo de estranho estava ocorrendo, não era apenas cisma sua. Levantou- se após se acalmar um pouco vendo que estava 10 minutos atrasado para aula. Saiu do banheiro batendo a porta com certa força. Agora estava mais curioso do que nunca, disposto a investigar o que estava acontecendo e recuperar o que lhe faltava.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Alguém segura esse Jihoon kkkkkk

Gente, eu não sei se vocês estavam imaginando que iriam debandar assim a história, mas ela é assim mesmo, tudo tem uma explicação. Inclusive escrever ela está me dando ideia para outro plot.

Assim, apesar de eu ter colocado ABO na tag, essa história está num universo Shifter porque esse universo é bem abrangente. Continua sendo uma fanfic de lobos, não se preocupem kkkk se não souberem o que é o universo shifter leiam esse jornal aqui:
https://www.spiritfanfiction.com/jornais/universo-shifters-conheca-e-apaixone-se-9342568

Logo vcs vão entender o lance dos lobos para os meninos kkkk

enfim, era só isso que queria dizer.

Tchau e beijos de luz!!!


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