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História O segredo de Gimje - Capítulo 15


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Notas do Autor


Olááááá, olha quem voltou!!! Ah vai, dessa vez eu nem demorei tanto assim. Estava ansiosa pra postar a primeira parte de uma grande sequencia de tretas kkkkk.
Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 15 - Invasão


Fanfic / Fanfiction O segredo de Gimje - Capítulo 15 - Invasão

O silêncio ensurdecedor preenche todo o local . Tudo que Kihyun consegue ver é as costas da pessoa que ele feriu corpo e sentimentos. Hana anda lentamente enquanto apoia um dos braços no abdômen machucado e, por mais que Kihyun queira segui-la, a coragem lhe falta devido a tudo que fez.

— Você é um idiota — diz Hyungwon encarando Kihyun.

— Eu sei — Kihyun responde cabisbaixo. — Eu não devia ter agido daquele jeito e... agora, não sei o que fazer.

Vendo Kihyun com uma expressão tão triste e culpada, Hyungwon não consegue evitar de suspirar e sentir pena do médico.  É um fato que eles dois não se dão bem desde crianças, boa parte por culpa do ciúme de Hyungwon ao ter tudo o que antes era só seu dividido com outra pessoa e, outra parte por Kihyun nunca ter tentado conhecer ou se dar bem com Hyungwon, e assim ambos cresceram sem saber o quanto se pareciam na personalidade.

Na personalidade, coragem, gentileza e, principalmente, na teimosia. Mas, ao observar o médico tão cabisbaixo, Hyungwon não pode evitar aconselhá-lo:

— A única coisa que você pode fazer é esperar que ela se acalme e ir esclarecer o porquê de ter feito essa palhaçada — Hyungwon suspira novamente . — Estamos ligados, lembra? Eu aviso quando ela estiver melhor, prometo.

— Obrigado.

— É, mas infelizmente para você, sua reconciliação vai ter que esperar — fala Hoseok para Kihyun. — Shownu pediu que fôssemos falar com ele, o Festival do Horizonte está chegando.

— Certo. Então, vamos – Kihyun responde com um olhar perdido e começa a andar lentamente em direção à sala de Shownu.

— Eu também preciso ir – Hoseok fala enquanto tira cuidadosamente o braço de Hyungwon de seu ombro. – Se precisar de algo é só ligar.

— Vou ficar bem, não se preocupe — replica Hyungwon sorrindo para o amigo — Vou ver como Hana está e depois vou para casa.

— Tudo bem, até mais — Os dois se separam e seguem em direções opostas.

Hana bem que poderia ter escolhido alguém menos complicado para se apaixonar. Mas, quem sou eu para falar qualquer coisa, me apaixonei por um membro dos Dalnim.

Hyungwon anda vagarosamente através dos corredores do hospital no qual ele ficou tanto tempo internado, mas, que não conseguiu ver as mudanças que aconteceram ao longo do tempo. Ele lembra que no lugar dos acentos acolchoados nas áreas de espera, havia acentos de metal, que os antigos computadores foram substituídos por novos e mais modernos e, até mesmo, as portas automáticas da entrada foram substituídas. Ao presenciar todas essas mudanças, ele não consegue deixar de abrir um pequeno sorriso e então, continuar seu caminho.

Já na frente do hospital, Hyungwon encara os tímidos raios de sol que brilham entre as nuvens, anunciando a chegada de um novo dia. É a primeira vez que ele fará o trajeto que Hana faz todos os dias para ir ao trabalho e,  mesmo que ela não estivesse por perto, ele ainda é capaz de sentir seu cheiro na estrada. Porém, de repente, uma estranha sensação invade seu corpo. O coração acelera, seus sentidos se aguçam e uma grande quantidade de adrenalina começa a correr por suas veias.

Hana.

*----*

— Quem está aí? — Pergunta em voz alta.

— Então, os rumores estavam certos. O líder dos Haenim estava realmente escondendo uma vampira branca, mas, eu não sabia que ela era tão apetitosa — responde uma voz enquanto entra no quarto de Hana. — Acho que vou me deliciar um pouco com você. Não se importa, não é?

— Não se você não se importar em se tornar meu lanche noturno.

Terminando essas palavras, os caninos de Hana se afiam ainda mais, os olhos roxos brilham sob a fraca luz do Sol entre as cortinas e as narinas inflam para sentir melhor o cheiro do invasor.

— Seu cheiro não é muito agradável, mas, aprendi que não podemos ser muito exigentes com a comida. Então, como se diz no Japão: Itadakimasu.

O olhar do vampiro desvia entre os olhos roxos de Hana, o colar envolto em sua mão e seu corpo coberto apenas com a lingerie preta e, ao encarar o último, ele lentamente passa a língua nos lábios sorridentes.

— Que sorte a minha. Além de me deliciar com seu sangue, posso me deliciar com seu corpo também — diz o vampiro sorrindo.

— Pena que não posso dizer o mesmo. Você é feio e fedorento. Tenho certeza que seu sangue deve ter um gosto horrível.

Irritado com a resposta de Hana, o vampiro avança com um punhal de ouro na mão direita, atravessando o quarto em questão de segundos. Ao tentar desferir o golpe, Hana desvia, fazendo o vampiro desconhecido chocar-se contra o espelho, despedaçando-o completamente e espalhando estilhaços pelo chão. E, na mesma velocidade que o outro atravessa o quarto, Hana se volta para ele e desfere um golpe em seu estômago, arrancando um gemido de dor do inimigo.

— Até quando vai brincar com ela, Jaemin? — Pergunta uma voz vinda do lado de fora do quarto.

— Não se meta, Seungi, ela é minha — responde Jaemin recuperando-se do golpe que levou.

— Errado, ela é nossa — Fala uma terceira voz.

— Por curiosidade, quantos de vocês estão aqui? – Hana pergunta fingindo calma.

— Não somos muitos, apenas 5 – Seungi responde.

— Nossa, tudo isso para pegar uma pobre vampira indefesa – desdenha a enfermeira enquanto puxa Jaemin pelo pescoço e o joga na direção das vozes.

Depois disso, a briga entre os 5 vampiros e Hana começa a todo vapor. Seungi e Jaemin atacam ao mesmo tempo e, se não fosse pelos constantes treinamentos, com certeza ela não teria qualquer chance contra aqueles vampiros armados com punhais de ouro.

A briga passa do quarto para a sala, quadros e artigos de decoração voavam em todas as direções para atingir os vampiros que a atacam. De repente, três deles arremetem-se ao mesmo tempo e Hana desvia com destreza dos golpes, porém, quando os outros dois entram na briga, ela passa a ter dificuldades, sendo atingida vez ou outra pelos punhais, ganhando pequenos cortes pelo corpo.

Depois de sabe-se lá quanto tempo de briga, Hana começa a sentir-se fraca, então, aproveita que a mão de Seungi está próxima, agarra seu braço e o morde, sugando rapidamente uma boa quantidade de sangue.

— Eca, seu sangue é horrível! Mas, serviu para recuperar um pouco as minhas forças – Hana diz limpando um pouco do líquido viscoso que escorria pelo canto de sua boca. – MINHYUK! MINHYUK!

Hana grita a plenos pulmões na esperança de que seu vizinho a escute e venha ajudá-la. Em poucos segundos ela ouve batidas na porta da frente e, para seu alívio, percebe que o amigo a ouvira.

— Noona, o que houv... Quem está aí? – Pergunta Minhyuk nervoso.

— Entre e me ajude. Tem alguns visitantes indesejados que insistem em ficar – a enfermeira expõe enquanto desvia dos ataques de Jaemin que veio ao socorro do colega.

Minhyuk abre a porta sem cuidado algum, quebrando e arremessando-a nos três vampiros que avançaram em sua direção. Ao mesmo tempo, Hyungwon também entra na casa, cravando uma pequena adaga dourada no peito de Seungi, fazendo-o gritar de dor e desfalecer em apenas um segundo.

— Por que demorou tanto? – Hana pergunta ofegante.

— Desculpe, vim o mais rápido que pude — Hyungwon se desculpa. — Quem são? Seus amigos?

— Não, nossos lanches, mas, o sangue deles é horrível. Posso? — Hana pergunta retirando o punhal de ouro do peito do vampiro morto.

— À vontade, tenho outra — responde mostrando uma adaga gêmea em sua mão direita. — Vamos acabar com eles.

— Aquele ali é meu — Hana aponta para Jaemin.

— Noona, você está ferida e... Opa — Minhyuk desvia de um golpe e começa a lutar com um dos vampiros que havia derrubado com a porta. — Depois conversamos.

A luta entre eles se intensifica, mas dessa vez, Hana não estava sozinha e, dos minutos que ela não contou, a luta finalmente termina com 5 cadáveres de vampiros em sua sala, móveis e objetos destruídos, Minhyuk com um pequeno corte no braço e Hana e Hyungwon com pequenos cortes exatamente nos mesmos locais de seus corpos.

— Noona, sabe o porquê de eles terem te atacado? — Minhyuk pergunta sentando-se em um dos pedaços do sofá. — Será que é porque você é uma vampira branca?

— Sim, quando o primeiro deles invadiu, deixou bem claro que os boatos sobre o clã Haemin estar escondendo uma vampira branca — responde a moça também sentando-se em um pedaço do sofá.

— E não esqueça que esse maldito aqui... — Hyungwon completa enquanto chuta o corpo de um dos vampiros — disse “Isso é só o começo” antes de morrer.

— Noona, o que vamos fazer? — Minhyuk pergunta preocupado.

— Vou levar esse emblema para meu pai ver. Nunca vi esse símbolo antes, não é de um clã que eu conheça — Hyungwon monstra um colar que tirou de Seungi. — Aconselho que você deva beber um pouco de sangue do seu amigo, precisa recuperar suas forças.

— E você? — Quis saber Hana.

— Vou beber do Hoseok. Ele sempre me ajudou nessas horas.

 

*----*

 

O ambiente não tem sequer uma luz acesa, a única iluminação vem das pequenas frestas da cortina da janela. Sentado à mesa da sala escura, está Shownu, que encarava os visitantes à sua frente.

— Pedi que viessem aqui para falar sobre o Festival do Horizonte na próxima semana — começa Shownu. — Como sabem, durante os dias de festival, devido as frequentes atividades e ao número de pessoas andando à noite pelas ruas de Gimje, o cheiro dos humanos fica cada vez mais atraente, sendo perceptível até mesmo para os vampiros de fora da cidade.

— Sim, sem falar que vem muitas pessoas de outras cidades — completa Kihyun.

— Exatamente! É por isso que estou pedindo que vocês façam ronda nesses dias. Infiltrem-se entre os cidadãos e evitem qualquer tipo de problema que possam vir a aparecer — termina sua fala e percebendo a expressão de desagrado de Hoseok, completa — Sei que não gosta da ideia de se misturar, mas, Hyungwon disse que vai ajudar na ronda junto com Hana...

— O quê? Eles estão loucos? — Kihyun questiona.

— Sim, estão. É mais um motivo para ter chamado vocês aqui. Como eles estão no treinamento? — Quis saber Shownu.

— Estão bem. Hana aprende rápido as táticas de defesa e ataque, além de estar aumentando sua força física, embora hoje tenhamos descoberto que não é suficiente ainda. Não é, doutor Kihyun? — Hoseok encara Kihyun com um leve sorriso no rosto e volta a olhar para Shownu.

— O que quer dizer com isso? — O olhar de Shownu repentinamente torna-se intenso. — O que aconteceu?

— Soquei Hyungwon e Hana sentiu os efeitos com mais severidade — responde Kihyun de cabeça baixa.

— YA! Quando você e Hyungwon vão parar de brigar como duas crianças? Aquele irresponsável não pensa na irmã? E você... — Grita o líder dando um forte tapa na mesa — Será que só vão parar quando um de vocês morrer?

— Eu sinto muito — Kihyun se desculpa.

— Eu sinceramente não sei o que fazer com vocês dois.

Shownu abaixa a cabeça bagunçando os cabelos e dando um longo suspiro.

Sempre foi assim, quando ele menos esperava, ouvia uma discussão entre Hyungwon e Kihyun quando eram pequenos e, ao contrário do que pensou, os embates deles não melhoraram conforme iam crescendo, elas apenas deixaram de ser simples discussões para ser literalmente, uma briga de facas. Ambos eram tão parecidos que para um mencionar a palavra “desculpa” para o outro, estava completamente fora de questão.

— Hyungwon disse que iria ver como ela está — Hoseok fala despreocupadamente pra Shownu. — Ele deve te chamar se ela não estiver bem.

— Sim, acredito que sim — Shownu levanta a cabeça para encará-los. — Bem, vou explicar como as rondas devem acontecer.

Shownu abre um mapa da cidade em cima da mesa, onde há um grande círculo vermelho, marcando a região em que o Festival do Horizonte acontecerá.

Ao redor do círculo e, em alguns lugares dentro dele, há vários pontos azuis. Esses são os locais onde os vampiros do clã Haenim devem ficar durante todo o festival, para assim, evitar que qualquer ataque de vampiros de fora seja bem-sucedido. O líder explica detalhadamente o que Kihyun e Hoseok devem fazer durante aqueles dias, principalmente, manter o foco em Hana e Hyungwon, já que, é possível que no festival, alguém descubra que além de um, há dois vampiros brancos em Gimje.

Os três estão completamente concentrados no mapa quando a porta abre-se de súbito e passa por ela um Hyungwon suado, com a camisa branca manchada de vermelho em alguns pontos.

— Desculpe interromper mas... — Hyungwon fala ofegando enquanto segue em direção à mesa do pai.

— O que aconteceu? — Hoseok pergunta preocupado. — Isso é sangue?

— Invadiram a casa de Hana e...

— O quê? Ela está bem? Você está ferido, então... — Kihyun interrompe Hyungwon.

— Ela está bem. Mas, o importante agora, é descobrir de que clã esse símbolo pertence — Hyungwon coloca o colar em cima da mesa.

Shownu pega o colar para olhar melhor o símbolo cravado no pingente e, ao reconhecer o símbolo, sua mão treme levemente e sua memória o leva há 15 anos, quando a cidade de Gimje sofreu o maior banho de sangue da história.

— Não é possível. Esse clã deveria estar extinto — Shownu sussurra. — Esse símbolo pertence a um dos clãs que lutou na Batalha de Gimje, o clã Kud.

— O quê? Mas... — Kihyun lembra-se da história que Changkyun contou há alguns dias.

— Conte os detalhes do que aconteceu e do que viu — ordena Shownu a Hyungwon.

— Logo depois que Hana saiu, eu decidi ir até sua casa ver como ela estava. No caminho, senti as emoções dela mudando e fui ganhando alguns cortes no braço, então, resolvi ir mais rápido.  Ao chegar na casa, vi o amigo dela arrancar e arremessar a porta e, ao entrar, presenciei Hana lutando com dois vampiros vestidos completamente de preto e armados com punhais de ouro. Os vampiros eram bem treinados, se não fosse eu e Minhyuk termos chegado, provavelmente, ela não teria sobrevivido. Aliás, Hoseok, preciso de um pouco de sang...

Antes de terminar de falar, Hyungwon sente como se seu corpo recuperasse rapidamente as forças, e mais, seus sentidos que já eram aguçados, ficaram três vezes melhores. Todo o seu corpo formigava e uma sensação intensa de satisfação o preenche por completo. Mas, aquelas sensações não vinham naturalmente dele, e sim de Hana. Ela havia bebido sangue de vampiro. Um sangue diferente e poderoso.



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