História O segredo de Gimje - Capítulo 3


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Kihyun, Monsta X, Romance, Vampiros
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Palavras 1.186
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Líder


Fanfic / Fanfiction O segredo de Gimje - Capítulo 3 - Líder

O coração de Hana estava tão acelerado que quase era possível ser ouvido sem auxílio do estetoscópio. O vampiro andava lentamente e sorrindo, confiante de que aquela presa não poderia escapar de suas mãos.

Estou morta.

Hana pensou e fechou os olhos quando a distância entre ela e seu caçador, não era maior que dois passos.

-- Além de ótimo cheiro, você também é bonita. - Ele se aproximou inspirando o ar.

-- V-você é realmente um vampiro? - Hana perguntou nervosa.

-- Sim criança, somos os verdadeiros vampiros.

-- Como assim os verdadeiros vampiros?

-- Não somos como as fantasias da televisão, pois podemos fazer muito mais que os filmes retratam e…

Ele deu uma pausa, fez uma careta e se afastou. Indignado, ele olhou em direção à sala do consultório e andou para trás ainda olhando para Hana.

-- Você tem sorte garota. Parece que alguém a está protegendo.

-- O que quer dizer? - Hana perguntou intrigada.

-- Quer dizer que não posso pegá-la para mim. Não ainda. Mas tome cuidado, muitos não obedecem às ordens dele e não quero que caia nas mãos de alguém que não seja eu.

-- O que quer… dizer?

Antes que Hana pudesse ter sua resposta, o vampiro se escondeu em uma sombra e desapareceu. Apesar da sensação de perigo ter ido embora, o medo e o coração acelerado, ainda estavam muito presentes nela. Foi preciso muita coragem para que seus pés finalmente se movessem em direção de volta ao seu posto.

De volta a enfermaria, Hana não percebia nada de diferente, porém, bem à sua frente um dos pacientes começava a sentir que seu corpo ia aos poucos mudando. Sua visão se aguçou, a audição estava dez vezes mais apurada, o paladar da comida ainda poderia ser sentido, sua pele sentia cada leve brisa que tocava além de poder diferenciar cada aroma que vinha junto com ela. Em seu primeiro dia de transformação, Minhyuk sentiu que todos os seus sentidos haviam mudado e isso lhe incomodava, pois só provava que o que o doutor Kihyun havia dito era verdade, ele estava começando a se transformar em algo, que dali a três dias, não poderia mais ser chamado de humano, ele estava se transformando em um vampiro.

Observando que o garoto estava inquieto, Hana foi até ele com seus equipamentos de aferição de sinais vitais.

-- Você está bem? Está sentindo alguma coisa? - Hana o tocou na testa.

-- Só um pouco de tontura, mas é normal, certo? - O garoto respondeu sorrindo.

-- Tem algum amigo que possa ser seu guardião?

-- Não tenho certeza. - Ele respondeu triste.

-- Você tem pelo menos alguém que cuide de sua casa nos dias em que está aqui?

-- Não. Noona…

-- Me desculpe, fiz uma pesquisa sobre você pois fiquei curiosa pelo fato de não ter recebido visitas. Sinto muito.

-- Não precisa se desculpar, não é segredo que não tenho família. Moro sozinho há anos e sempre me virei por conta própria, por isso não recebo visitas.

-- Deve ter sido difícil, você é muito jovem.

-- No início foi, mas aprendi a me cuidar e hoje já me acostumei com a situação.

-- Fico feliz por você. Agora vou verificar seus sinais vitais.

Hana verificou cada um dos sinais vitais de Minhyunk, mesmo o garoto insistindo que estava tudo bem. Depois de tudo terminado, a enfermeira sorriu e disse que estava tudo normal e voltou para seu posto atrás do balcão. O jovem paciente estranhou a situação, pois ele havia imaginado que seu corpo estaria mais frio, e que sua circulação começaria a parar aos poucos, porém, nada disso parecia ter acontecido.

Já haviam se passado três dias, o dia estava amanhecendo e a transformação de Minhyuk estava completa. Dali para frente, o garoto antes inofensivo, naquela noite se tornara um vampiro completo.

Os olhos de Minhyuk capturava cada movimento, todos os seus sentidos estavam alerta, mas uma sensação o incomodava, uma queimação agonizante na garganta, sede, muita sede. O garoto foi até o bebedouro beber água, mas nada adiantou, a sede continuava presente. Ele olhava para os lados e via a veia no pescoço das pessoas pulsando, o sangue que passava por aqueles tubos fibrilares o atraiam de tal forma que sua garganta ardia cada vez mais.

-- Tenho boas notícias. - Hana falou alegremente se aproximando de Minhyuk.

-- Noona, não se aproxime. Por favor. - O garoto falou se afastando.

-- O que houve? Não está feliz que vai receber alta?

-- E-estou.

-- Tem lugar para ficar? Se não tiver…

-- Ele vai para minha casa. - O doutor Kihyun falou vindo de algum lugar.

-- Como? - Hana perguntou curiosa.

-- Há um quarto para alugar na casa que eu moro. O preço é bom e falei com ele a respeito e já fechamos contrato.

-- Que bom. Eu acho, mas…

-- Minhyuk, venha comigo, preciso te falar como chega lá.

Médico e paciente seguiram pelo corredor em silêncio até chegarem à sala do doutor Kihyun. Ao entrar, o médico se moveu até um canto da sala onde abriu uma pequena entrada secreta na parede, tirou três pequenos frascos com um líquido vermelho e jogou para Minhyuk.

-- Beba isso por enquanto, não vai te satisfazer completamente, mas vai ajudar a controlar seus instintos.

-- Obrigado.

O garoto destampou os três frascos e bebeu o sangue que havia dentro deles.

-- Ah… Eu gostaria de perguntar algumas coisas…

-- Imagino que seja sobre nossa característica física. Acredito que tenha achado que seríamos frios como pedras de gelo e que nosso coração não batesse. - Kihyun falou zombando.

-- Isso mesmo.

-- Isso é tudo ilusão. Deixa eu te explicar como funciona. Nossa espécie existe desde que ha os humanos. A diferença é que somos uma espécie superior, e temos uma alimentação diferente, mas, ao contrário do que muitos pensam, não somos seres mortos, pelo contrário, somos muito vivos. Quando algumas pessoas descobriram nossa espécie, começaram a fantasiar sobre nossas características, ficando muitas vezes engraçado, como o fato de virar cinzas no Sol ou mesmo ter a pele coberta de purpurina.

-- Podemos andar no Sol? - Minhyuk perguntou.

-- Claro que podemos, apenas temos maior dificuldade por conta da nossa visão. A não ser que treinemos nossos olhos, ficamos praticamente cegos no Sol, por isso preferimos andar a noite. Alho não nos atinge, o cheiro é insuportável, mas ele não nos faz mal.

-- E a imortalidade?

-- Mito. Os vampiros vivem quatro vezes mais que os humanos, mas não somos imortais, ou seja, assim como os humanos, morremos, mas nossa aparência não envelhece.

-- E como podemos morrer? - Minhyuk estava cada vez mais curioso.

-- Fisicamente, somente o ouro nos fere gravemente, e quando completamos 4 séculos de vida, simplesmente viramos pó e desaparecemos. E, quanto a nossa alimentação você já deve saber.

-- Sim, vivemos de sangue. - O garoto falou contrariado.

-- Somente sangue humano mata nossa sede. Foi por esse motivo que o chamei para viver aqui. Temos ordem de não matar ou transformar qualquer humano da região, devemos apenas nos alimentar do sangue deles, e é esse o papel do hospital. Fornecer sangue para nós.

-- Quer dizer que um vampiro controla o hospital.

-- Exatamente. Todos os vampiros da região devem obedecer as ordens do diretor Shownu, o líder do nosso clã.



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