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História O Segredo de Hermione - Capítulo 25


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Notas do Autor


Olá, como você está? Como sempre espero que apesar de tudo você esteja bem e que esse capítulo possa te fazer sorrir um pouquinho!

Desejo a você uma ótima leitura!

Capítulo 25 - Brincar na neve


Fanfic / Fanfiction O Segredo de Hermione - Capítulo 25 - Brincar na neve

Algumas dos melhores lembranças que tenho é brincando na neve!

Como quando tinha três anos e pela primeira vez mamãe deixou Hugo brincar comigo na neve, fizemos um boneco que era a cara do papai esse dia, não que meu irmãozinho de um ano tenha ajudado muito no processo… pensando melhor ele ficava toda hora arrancando a cenoura do nariz do boneco.

Nunca vou esquecer a guerra de bolas de neve mais sangrenta (não teve sangue de verdade, mas quase) da história dos Weasley. Alvo e James haviam brigado aquele dia e então se desafiaram para uma guerra, em meia hora já tínhamos times e fortes montados e só paramos quando umas quinze bolas que Teddy enfeitiçara perseguiram a vovó Molly.

E acho que ensinar Rowena Rousself a fazer seu primeiro anjo de neve já se tornou uma das melhores lembranças de brincar na neve de todos os tempo!

-Rose

 

A Toca, Ottery Saint Mary

Devan, Inglaterra - domingo de manhã, 17 de dezembro de 2017

Termino de prender o cabelo em uma trança simples e encaro meu reflexo no pequeno espelho oval do lavabo do primeiro piso. Me sinto totalmente relaxada, como antes de Rose ir a Hogwarts e realmente tenho uma aparência bem mais leve, meus olhos estão sem as costumeiras olheiras e meus ombros não se vem caídos. Coloco o blusão de lã feito por minha sogra com a estampa…

HERMIONE

2016

...tricotado a frente em cor azul e saio animada do banheiro. Ao que coloco um pé para fora Lorcan e Lysander passam correndo, Lo me empurra sem querer para dentro da pequena peça novamente.

– Lo, querido, cuidado com sua madrinha! – Luna fala calmamente adentrando a casa. Ela, Rolf e os gêmeos estão ficando na casa de Xenophilius aqui perto, mas vem cedinho para o café e se vão bem tarde também – Bom dia Mione! 

– Bom dia Luna! – minha amiga me abraça apertado como se não me visse a anos e não posso deixar de sorrir – Sabe que sou a madrinha de Ly, não é? – Luna entreabre os lábios e ri parecendo distraída.

– É verdade! – a acompanho nas risadas ao que nos dirigimos a cozinha. 

Ao que passamos pela sala posso ver nove agulhas de tricô trabalhando velozmente para terminar alguns blusões, que imagino ser dos convidados especiais deste natal. Desde que a guerra acabou e o casal Weasley recebeu uma bonificação do ministério por serviços prestados, Arthur foi promovido e os filhos começaram a sair de casa a situação financeira de meus sogros mudaram. Então durante o ano Molly faz um blusão para cada membro da família, com as melhores lãs e da cor preferida de cada um… O que Ron agradece toda vez por não ter mais que usar os seus de uma cor que não valoriza a sua fenomenal beleza! Ele falou com essas exatas palavras…  

– Cuidado com isso, querido! – posso ouvir a voz preocupada de minha sogra. Ao que Luna e eu adentramos a cozinha lotada vejo Molly por sobre o ombro de Ron, que remexe os bacons, a idosa também faz uma cara feia para a grande panela que Rolf está mexendo – O que você disse mesmo que está fazendo aí… – ela olha desconfiada para o líquido borbulhante. 

– Chá de alho, confrei e dente-de-leão. – Rolf fala acrescentando mais alho picado. Preciso me lembrar de não beber essa coisa... – É ótimo para começar as manhãs!

– Claro… – Molly murmura parecendo tentar evitar uma cara feia. Ela volta o olhar para a panela do filho e acrescenta tentando tomar a colher de sua mão – Vão queimar, querido!

– Posso fazer isso sozinho mamãe… – meu esposo murmura fazendo uma careta.

– Eu ficaria de olho, sen… – Winky se corrige por entre uma risadinha provocativa – Molly! Ele costuma explodir as cozinhas… – Ron a fulmina com o olhar e a elfa não pode evitar sorrir ao ver a matriarca da família Weasley se grudar ainda mais no filho.

– BOM DIA! – Luna berra alegremente deslizando pelo cômodo apertado e distribuído abraços carinhosos.

A mesa de madeira no centro da cozinha está cheia de pratos de comidas como panquecas, bacons, tortas, torradas, bolinhos de caldeirão… Angelina, Apolline Delacour, Carlinhos, Monstro e Lucy, mãe da Audrey, estão fazendo os mesmos flutuarem pela porta em direção ao jardim.

– Bom dia – murmuro catando um bolinho, o olhar de meu esposo e de minha irmã se iluminam para mim. Recebo um bom dia em coro de todos a peça, Win caminha em minha direção limpando as mãos no avental que Ron e eu a demos há doze anos atrás – Achei que você estaria no café. – falo beijando sua cabeça.

– Domingo é dia de estar com a família e não de trabalhar! – Win afirma orgulhosa e não posso evitar sorrir ainda mais – E decidi que amanhã será o último dia que abrirei o café esse ano, darei férias para os funcionários até o dia três.

– Nossa Win... – falo meio boquiaberta. Eu havia sugerido as férias, mas Winky não parecia muito segura se aceitaria… ela está muito encantada com a ideia de ter seu próprio negócio e o Lavender está indo muito bem – Fico muito feliz por isso!

– Não fique tão felizinha – ela comenta já fazendo duas bandejas flutuarem para fora – precisarei de sua ajuda e a da mamãe amanhã. – sorrio ao ouvi-la chamar nossa mãe de mamãe. Abraço meu esposo por trás e beijo sua bochecha antes de Molly me afastar ordenando a Ron que fique de olho, agora nas panquecas, e pare de chamego – Luzze precisa estudar, a prova é daqui a três dias! – Win conclui preocupada e confirmo que irei com um movimento de cabeça, já que estou com a boca cheia.

Luzze, assim como Teddy, prestará as provas para o novo centro de pesquisa agora dia vinte e não sei quem está mais nervosa, minha sobrinha ou Winky. Faço duas bandejas com torradas flutuarem em direção a porta e as sigo, no exato momento que passo pela solera posso ouvir as diversas vozes. Uma mesa magicamente ampliada para acomodar as cinquenta e uma pessoas que estarão passando o natal aqui se encontra logo após o imenso pinheiro, que já está adornado com grandes bolas coloridas e enfeites feitos em madeira.

– Bom dia! – brado fazendo os pratos flutuarem para pontas opostas da comprida mesa.

Recebo vários comprimentos ao que caminho procurando um lugar vago. Luzze e Teddy me murmuram um olá por sobre uma pilha de anotações e sorrio por ver que meu afilhado está levando a sério essa prova. Papai acena para mim antes de voltar para sua conversa com Arthur, Damian Johnson, pai de Angelina, Dino e Duda, o último olha para os outros homens parecendo bem perdido. Beijo a cabeça de Hugo que conversa com Petúnia II, Lili, Louis e Anne sobre… a bela e a fera... Eu ouvi direito?

– MIONE! – Gina brada de um canto da mesa – Aqui! – caminho rapidamente até lá e me acomodo em um lugar vago entre ela e Gabrielle – Bom dia, conseguiu dormir? – Gina fala me passando uma cesta de pão.

– Sim, você não? – falo pegando uma torrada e voltando o olhar para a bonita mulher ao meu lado acrescento – Pode me passar a geleia de abóbora Gabri?

– Claro Mione! – Gabrielle, que com o tempo se tornou uma cópia adulta mais jovem de Fleur, me entrega um potinho.

– A verdade é que não! – Gina segue e ao que passo geleia em minha torrada a encaro. Ela tem olheiras por sob os olhos, mas nem isso é capaz de afetar sua bela aparência – Tive que dividir uma cama de solteiro com Harry… – ela murmura esticando as costas – Não tenho mais idade para dormir apertada!

– Mas porque não ficaram com uma das camas de casal? – pergunto ao que pego um pedaço da torta de limão da Win.

– Harry ficou com dó de Lili, Anne e Tunia que queriam dormir juntas… – a encaro incrédula e Gina revira os olhos – Eu sei Mione… ele é muito mole! – ela volta a esticar as costas e não posso conter uma risada.

– Suas costas não podem estar tão ruim. – me aproximo mais e sussurro para minha amiga – Você faz sexo com duas pessoas ao mesmo tempo e parece passar be…

– Por que não fala mais alto Hermione? – Gina sussurra com uma expressão ameaçadora – A mamãe vem vindo ali… ou melhor porque não anuncia para todo mundo!

– Desculpa… – falo temerosa ao que seus olhos castanhos encontram os meus – Não precisa ficar nervosa! – ela bufa e tenho a impressão de que quando morde seu bacon de forma bruta está imaginando que eu sou a comida. 

Entendo sua reação, a família nunca entendeu direito a relação de Harry e Gina ou melhor… observo a mulher com as bochechas tão vermelhas quanto seu cabelo encarar seu prato de comida de forma irritada… os Weasley nunca entenderam direito a Gina.

|FAMÍLIA

– Nem pensar! – James brada ao que encara meio incrédulo a quantidade de comida no prato de Rowena. Voltando a focar o olhar no rosto cheio de pintas da jovem segue ainda mais indignado – Você nunca me fará cantar, nem em um milhão de anos… – o garoto se interrompe ao que Emily se senta à frente deles na larga e barulhenta mesa do café.

– Bom dia! – a bonita garota, que tem seus cabelos crespos e volumosos soltos, fala sorridente. 

Emily não pode evitar um risinho ao que James tentando lhe oferecer suco de abóbora acaba virando tudo sobre a mesa. Rowena solta uma gargalhada debochada, não tem nada mais engraçado do que gente apaixonada… seu próprio pensamento lhe causa uma revolta no estômago.

– Bom dia… – Rowena diz já tendo uma ideia – Emily o que você achou do tema da peça?

– Eu adorei! – a garota fala ajudando James a limpar a mesa – E estou super empolgada, sabe, eu amo musicais. – Emily sente seu braço ser tocado e ao olhar para o lado abre um imenso sorriso a Gill. É o homem gentil e divertido que a dois anos começou a namorar papai Dino, depois que ele ficara cinco anos de luto pela perda da mamãe, e agora eles são casados a seis meses – O que foi pai?

James puxa Rowena pelo braço para que possam falar abaixo da mesa e tem que correr Lo e Ly, que estão abaixo engatinhando para atar os cadarços das pessoas uma nas outras. Quando os pestinhas Scamander estão longe o mais velho dos Potter sussurra para a garota.

– Pode me pôr para fazer um par romântico com Emily? – James sussurra suplicante – Que tenha um duo, uma dança ou algo assim…

– Você muda de ideia bem rápido, não? – Rowena fala debochada, mas ambos ouvem um barulho alto e parece alguém se estabacando no chão.

Todos a mesa param suas conversas para encarar Percy e Jorge estirados no chão amarrados pelos sapatos.

– Quem foi o engraçadinho? – Percy fala de forma rabugenta tentando sair de sobre o irmão que ri.

– Percy, sempre achei que você era uma pedra no sapato, – Jorge fala rindo ainda mais – mas não imaginava que era literalmente! – todos gargalham ao que Percy e Jorge tentam desmanchar os nós cegos que os prendem pelos calçados.

 

Ensaio da Peça de Natal dos Weasleys

Jardins da Toca, Ottery Saint Mary - domingo à tarde, 17 de dezembro de 2017

Victoire e Rowena se encaram impacientes ao que pela décima vez são interrompidas pelos outros que falam todos ao mesmo tempo, menos Dominique que está atirada no gramado entre a irmã e a apanhadora pintando alegremente seus croquis. 

– JÁ CHEGA! – Victoire berra fazendo a amiga e a irmã se contraírem e todos olharem em sua direção – Segue… – ela fala por entre um sorriso para Rowena indicando os outros.

– Precisamos terminar de decidir os papéis. – Rowena fala virando-se para Molly, que com um imenso sorriso move sua pena ferozmente tomando nota de tudo relacionado a peça – O que temos até agora Mo?

– Bem, mudamos o filho da Madame Samovar para gêmeos. – Molly verifica as páginas de pergaminho no chão – Chip e Zip que será…

– A GENTE! – Lili e Hugo berram juntos, ambos estão muito animado por fazer papel de irmãos.

– É… – Molly tenta olhar feio para as crianças pela interrupção, mas a verdade é que não consegue se irritar com seus priminhos – Lorcan será Monsieur D’Arque – o olhar da jovem encontra as crianças loiras idênticas, que estão com o dedo no nariz um do outro, e não pode evitar uma cara feia – e Lysander será Monsieur Jean Samovar. Noah será Stanley… – Dursley sorri para a bonita garota ruiva que acabara de falar seu nome.

– Você não tem chance… – Lucy sussurra para o loiro grandalhão – ela gosta de meninas! – Noah não pode evitar um beicinho que se forma em seus lábios.

– Luzze é Clothilde, – Molly segue em um tom alto e a elfa concorda sem levantar os olhos de suas anotações. Ela pedira para ser uma personagem que tivesse poucas falas para os ensaios não interromperem seus estudos – Roxanne será a órfã Rose, – Anne sorri para a prima ao que segue mexendo nos cabelos de Emily. 

A garotinha está encantada por a menina deixa ela mexer em seu cabelo, o único ali que tem o mesmo black que ela é seu irmão, mas ele não gosta que toque em “Sua obra de arte orgânica” é o que Fred diz e a irmã não entende bem o que significa.

– Monstro será o Professor rabugento… – Molly é interrompida novamente.

– Você nasceu para interpretar esse papel Monstro! – Teddy fala rindo ao que aperta a bochecha do velho elfo.

– Por que não fica quieto, menino fada? – Monstro fala com um sorriso maldoso.

– Sou um metamorfomago – Teddy cruza os braços e fecha a cara ao que murmura – não uma fada!

– Já que gosta de interromper Teddy – Rowena fala por entre uma risada para o amigo – diz ai, já decidiu se vai querer ser a Fera?

– Acho que vou passar essa… – o jovem de cabelos azuis turquesa fala lembrando de seus três meses em Uagadou e que quase morreu por descuido, algo que ele não contara a ninguém – Vi muitos lobisomens nos últimos meses e o que menos quero agora é interpretar um. – um sorriso invade seus lábios – Posso ser o vilão?

– Gaston? – Rowena pergunta e então segue ao que examina um bonito desenho que Dominique lhe mostra – Claro, mas precisará ser extremamente convencido, ter uma incrível sobre dose de amor próprio e ser tão egoísta que não percebe que existem outras pessoas no mundo além de você…

– Basicamente ser sua versão masculina! – Luzze fala cravando os grandes olhos nos ímpares de Rowena.

– É… – em poucos segundos Rowena tem que decidir se vai agir com ignorância ou divertimento – ...basicamente! – ela opta pelo divertimento e acaba recebendo outro olhar feio da elfa – Ok, Teddy será Gaston… – o olhar da apanhadora encontra o de James que indica Emily de forma discreta e ela precisa se esforçar muito para não rir ao que fala – Emily o que você acha de ser Plumette?

– Vou adorar! Ela é tão elegante… – a garota fala animada e voltando seu olhar a Dominique que agora aponta alguns lápis pergunta – Domic posso ter um vestido de penas igual ao do novo filme da Disney?

– Emi… – Dominique fala com os lábios escancarados – Você é uma gênia! – a garota pega sua fita métrica e corre para tirar as medidas de sua colega e amiga.

– E Lumiere poderia ser… – Rowena fala olhando para todos fingindo pensar e ao que seu olhar encontra o menino alto de cabelos e olhos castanhos brada como se acabasse de lhe ocorrer a ideia – JAMES!

– Ah, James… – Emily fala ao que Dominique mede o comprimento de seus braços – seremos um par romântico! Deveríamos começar a ensaiar… – James sussurra um obrigada a Rowena, que move os lábios em um me deve uma, e caminha em direção a Thomas como quem se dirige ao paraíso.

– Rose o que acha de ser a Madame Samovar? – Rowena fala sorrindo para a filha de Hermione, que agora está reproduzindo a trança que ela lhe fizera ontem em sua prima Lucy.

– Tenho que interpretar uma senhora? – ela olha feio para Hugo e Lili que discutem infantilmente com Louis e Petúnia – Ser mãe desses dois? – Lysander puxa o cabelo de Anne que lhe dá um tapa na cabeça fazendo o menino cair no chão com cara de choro – E essa criança vai ser meu esposo?

– Você cantará cinco canções… – Rowena tenta por entre um sorriso.

– É justo! – Rose fala prendendo a trança de Lucy que reclama pelos puxões – Serei a chaleira vovó!

– Qual é a desse Le Fou? – Fred II pergunta ao que lê uma das letras das músicas com Alvo.

– Ele parece meio obcecado por esse Gaston… – Al comenta ao que revisa melhor um trecho da letra.

– É porque ele é secretamente apaixonado por ele. – Avah responde Alvo e o primo bonitão e engraçado de seu primo, ela não pode deixar de perguntar esperançosa – E quem será a Bela?

Vários membros da família Weasley encaram Victoire e a garota revira os olhos ao que começa em um tom mandão – Nem pensar! Sempre tenho que fazer papel da mocinha bonita, gentil e delicada… 

– Pobrezinha dela... – Mo fala ironicamente levantando o olhar de sobre sua lista de personagens e encarando os olhos azuis da prima – Que vida difícil essa sua, Victoire!

– Eu prefiro uma personagem mais como… – Victoire segue em um tom rancoroso para a prima, que a poucos meses era sua melhor amiga e do nada começou a evitá-la até que não se falassem mais – a Feiticeira!

– SEM CHANCE! – Molly berra fazendo todos prestarem atenção nas mais velhas netas Weasley – Eu já disse que queria esse papel… – diminuindo o tom para quase um sussurro Mo segue – Você sabe que não canto bem e que vou fazer aniversário e poderei usar magia durante a peça… 

– Não me lembro de nada disso! – Victoire segue desejando que suas palavras possam ferir a prima assim como ela a feriu, Molly parece querer revidar e Rowena as interrompe.

– Garotas… vamos segurar a onda? – logo que fala Rowena se lembra de Hermione tendo que evitar uma briga entre ela e Azziza na festa da Weasley e Weasley em Paris e não pode evitar se perguntar: também discutimos de forma tão irritante? – Mo já pediu para ser a Feiticeira, Toi. Porque você não interpreta… – mas uma ideia lhe ocorre de repente e Rowena busca o olhar de Molly que está adaptando o roteiro da peça, a garota é realmente boa nisso – E se a Fera ao invés de ser um príncipe disfarçado fosse uma princesa?

– Bela se apaixonaria sem saber que a Fera é da realeza e é uma mulher… – Molly completa quase em estado de choque – É uma ótima ideia! E a Fera é uma pessoa egoísta, mimada, grosseira, que se acha… – ela abre um sorriso maldoso para a antiga melhor amiga – Você nem vai precisar interpretar, Victoire! 

As garotas se levantam e começam a discutir aos berros ao meio de todos e Rowena se joga no gramado. Sempre achou que família grande era divertida, mas está começando a perceber que quanto mais gente, maior será as confusões.

 

Weasley e Weasley - Loja de Logros e Brincadeiras

Hogsmeade, Escócia - segunda-feira à tarde, 18 de dezembro de 2017

|Hermione

Seguro mais firmemente a cesta de compras pesada ao que sigo Rose e Rowena pela loja colorida e barulhenta. Com a proximidade do natal os moradores de Hogsmeade estão saindo às ruas para fazerem compras e parece que a metade deles resolveram se enfiar na Weasley e Weasley hoje. Minha filha corre em minha direção desviando de algumas pessoas e deposita mais cinco embalagens de Pó Escurecedor Instantâneo do Peru dentro da cesta que já está transbordando.

– Para que vocês precisam de tantas dessas coisas? – pergunto ao que Rowena vem até mim com outra cesta cheia de coisas e me entrega. Ao parecer hoje serei a segura tralhas!

– EFEITOS ESPECIAIS! – ambas bradam com extrema animação e várias pessoas nos olham curiosas. Ao que a jovem apanhadora volta a se afastar Rose sussurra para mim – Rowena está levando a Peça de Natal dos Weasleys a outro nível! 

– Acho que ela não sabe o significado de atividade familiar simples. – sussurro em resposta a minha pequena. Ela ri voltando a seguir a mais velha como alguém seguiria uma divindade descida a Terra e me pego murmurando a mim mesma – Não quero nem ver a partida de quadribol… 

– Obrigada Barbara. – falo para a mulher do caixa ao que empurro as duas garotas para a porta da loja antes que queiram comprar algo mais. Mas antes de sairmos para o frio escocês brado olhando gentilmente para todos – UM FELIZ NATAL A TODOS E UM NOVO ANO CHEIO DE LUZ! – no que saímos sinto meus pés umedeceram ao que iniciamos a caminhar nos quarenta centímetros de neve sobre o chão.

– Você é… – Rowena fala por entre uma gargalhada ao que aperta uma sacola de compras mais junto ao corpo – certamente uma política! – a encaro meio incrédula. O que foi que eu fiz?

– Isso não é nada… – Rose comenta rindo junto com a garota e me pego olhando de uma a outra já totalmente incrédula – Você deveria ver ela no beco diagonal! Demoramos todo um dia para comprar meus materiais esse ano, porque ela perguntava até sobre as corujas das pessoas. 

– Isso não é verdade, mocinha! – remendo chateada, mas acabo lembrando de que realmente perguntei sobre a coruja de alguém – Bem… – encaro o chão coberto de neve meio envergonhada – Foi só uma coruja!

Rose e Rowena caem na gargalhada e eu fecho a cara ao que entramos no Lavender Cafeteria, o lugar é quente, aconchegante e cheira a coisas gostosas. As meninas largam as sacolas e as capas sobre um dos poucos lugares vagos e correm para a bancada, Winky sorri para elas as entregando duas grandes canecas de chocolate quente.

– Tomem para se aquecer… querem torta? – minha irmã fala amorosamente por entre um sorriso e ao que me aproximo delas Win me entrega uma bandeja – E você vai ajudar a mamãe!

– Por que eu não ganho chocolate e torta? – murmuro quase salivando na torta de morango que Rowena escolheu.

– Porque você não é criança! – Win fala como se fosse óbvio.

– Ela também não é... – rio ao que aponto para Rowena.

– Você mesmo disse, Granger, – a garota fala piscando os bonitos olhos para mim – que tenho a mentalidade de uma! – reviro os olhos, mas não posso evitar sorrir ainda mais ao ver as duas meninas conversarem animadas ao que bebem seus chocolates.

Demorou mais duas horas para fecharmos o café e agora mamãe, Winky, Rose, Rowena e eu estamos sentadas em uma mesa junto a janela conversando ao que comemos vários pedaços de doces.

– E como estão os ensaios para a peça? – mamãe, que está sentada entre mim e Win, pergunta para as meninas a nossa frente.

– Se descontarmos o fato de que a cada ensaio tenho que apartar uma briga… – Rowena fala salivante encarando um pastel de nata, ela morde o doce e acrescenta de boca cheia – Ótimos! – encaro feio a garota e quando a vejo olhar assustada para nós três percebo que minha mãe e minha irmã provavelmente estão fazendo o mesmo.

– Elas não gostam que falem de boca cheia… – Rose sussurra para Rowena e voltando o olhar a nós segue animada – Os maiores estão nos ensinando a valsar! 

– Isso parece divertido… – Win comenta ao que corta outra torta – Quem quer mais? – sentindo um pouquinho de culpa levanto meu pratinho branco com uma lavanda desenhada. Eu sempre engordo uns quatro quilos no natal!

– E como estão indo os ensaios? – pergunto já cravando o garfo em um dos morangos da deliciosa torta de Winky.

– Bem… – Rose murmura ao que ela e Rowena trocam um olhar aflito – Somos uma meleca de bailarinos!

– Não diga isso Rosie! – Rowena fala levantando o rostinho triste de minha filha e a encaro embasbacada – Vocês estão aprendendo… e ninguém é bom de primeira na dança, só precisam praticar.

– Aposto que você era… – Rose murmura brincando com o canudo de metal de seu suco de abóbora.

– Posso contar um segredo para as quatro… – Rowena encara cada uma de nós fingindo extrema cautela. O que provoca uma risada de Win, o olhar de expectativa de Rose que agora nem pisca e uma troca de olhares surpresos entre mim e mamãe, acredito que ela esteja dividindo o mesmo pensamento que eu: esta é aquela jovem marrenta? – Quando eu tinha cinco anos e estava aprendendo a dançar com um amigo, ele tinha nove e… – seu olhar fica vago por alguns segundos e logo volta a focar em minha filha – dançava feito uma pluma e eu parecia mais uma pedra descendo de um penhasco! – rimos as cinco, mas Rose para de repente e pergunta.

– Como você melhorou? – encaro os olhinhos castanhos preocupados de minha filha e sinto cada parte de meu corpo serem invadidas de amor.

– O que me ajudou muito foi o sex… – a fumino com o olhar ao que Win e eu batemos as costas de minha mãe que engasgou.

– VOVÓ ILDA! – Rose fala preocupada ao que tenta acudir.

– Senhora Ilda, tome um pouco de água… – Rowena fala fazendo um copo aparecer a frente de minha mãe.

– Desculpa eu só… – seu olhar encontra com o debochado de Rowena – fui pega de surpresa! 

– Eu só estava dizendo que as sextas-feiras são ótimas para melhorar sua dança, Rosie! – Rowena fala parecendo fazer um esforço sobre humano para não rir e a encaramos meio incrédulas.

– Isso não faz muito sentido… – Rose fala parecendo tentar entender.

– Faz sentido se você for a Valejava um dia. – Rowena sorri ao parecer lembrando de casa – Todas as sextas fazemos a noite das quatro danças, que é perfeita para aprender coordenação e sentir a música invadir cada parte de seu corpo.

– O que é uma noite das quatro danças? – Rose e mamãe perguntam ao mesmo tempo e uma lembrança desse mesmo dia a exatos dezenove anos invade a minha mente.

 

Memórias de Hermione

Vilarejo de Valejava

Floresta Amazônica, Brasil divisa Peru - 18 de dezembro de 1998

– Porque a moça bonita está tão triste? – uma voz grave melodiosa fala em minha direção. Levando o olhar de meus pés para o rapaz a minha frente… Uau! Ele tem cabelos levemente rosados em um bonito corte curto, um sorriso repleto de dentes brancos, a pele negra brilha a luz do luar e os olhos são fantasticamente escuros – Sou José – sinto o aperto me sufocar, tinha que ser esse nome? – e a senhorita é… – ele fala estendendo a mão em minha direção.

– Hermione Granger – cuido para não usar meu nome do meio, para não me trazer mais lembranças insuportáveis. 

Reparo que José… fala sério …está vestindo uma linda camisa florida e calças brancas, tem o porte físico extremamente forte e que eu não sou capaz de desviar meus olhos dos dele.

– Quer dançar senhorita Granger? – ele pisca para mim e sinto meu ventre dançar levemente. Mas que merda está acontecendo… Ofereço minha mãe e ao que caminhamos em direção a multidão de pessoas, que dançam os mesmos passos a dois, José segue – Verá que a segunda dança é a mais fácil, só precisa confiar em seu parceiro… 

 

Presente

Lavender Cafeteria

Hogsmeade, Escócia - segunda-feira à tarde, 18 de dezembro de 2017

– Olhem… – a voz de mamãe volta a meus ouvidos. Ilda Granger aponta animada para a janela ao meu lado – Está nevando!

– Podemos brincar? – Rose fala se levantando do sofá. Minha filha inicia a dar pulinhos de animação e quase posso ver a bebezinha de um ano que mal sabia falar e já pedia neva, quer neva, mama – Na Toca não neva! Aí, podemos, por favor… – mamãe, Win e eu trocamos olhares idênticos que transbordam ternura. 

– Não vejo porque não brincarmos um pouquinho… – ao que falo Rose agarra Rowena pelo braço e a puxando fala.

– Você gosta de brincar na neve, Rowena? – a jovem cheia de roupas de inverno para de repente e encara a menor meio constrangida.

– Nunca brinquei na neve… – Rowena sussurra e ao que Rose a encara boquiaberta ela continua – Passava os natais em Valejava que é verão nessa época, não que faça diferença já que lá é sempre calor… 

– Mas quando voltava a Hogwarts em janeiro? – é Win que pergunta quase tão chocada quanto minha filha.

– Eu me trancava na torre da Corvinal e só saia de lá para ir a aula, eu não saia de dentro do castelo até a primavera... – Rowena olha temerosa a neve que cai lá fora – Não gosto de frio!

– Você está com umas dez camadas de roupa, – acrescento por entre um risinho ao que ponho uma toca – não sentirá frio!

– Você tem tanto que aprender… – Rose brada animada – Faremos anjos de neve, jogaremos bolas de neve, faremos um boneco de neve… – se eu soubesse que minha filha amaria tanto a neve teria posto seu nome, bem… de Neve!

– Vou pegar a cenoura! – Win brada caminhando até a cozinha.

– E eu a manta… – mamãe fala animada.

Quando já temos tudo que necessitamos para fazer um boneco de neve perfeito, o que inclui até grãos de café para desenharmos a boca, saímos animadas para os fundos da loja onde vários pinheiros rodeiam um espaço aberto cheio de neve fresca, fofinha e… 

– FRIA PARA CACETE! – Rowena fala ao que toca o chão sem luva.

– Olha a boca! – remendo sem pensar e recebo uma bola de neve na cara – Ah… – junto uma incrível quantidade de neve e ao que a moldo berro correndo atrás da malandrinha – VOCÊ ME PAGA GAROTA! 

 

A Toca, Ottery Saint Mary

Devan, Inglaterra - segunda à noite, 18 de dezembro de 2017

|FAMÍLIA

Dominique caminha alegremente pela sala abarrotada de gente sentindo sua mãos esquentarem pela bolsa de água quente. A garota tem que desviar do irmão Louis e do primo Hugo que estão jogados no chão, saltar as pernas de tio Ron que as tem estendidas sobre a mesinha de centro e olhar feio para Victoire e Teddy que estão embolados em um canto do sofá. Claro que isso não era extremamente necessário para que ela seguisse seu caminho, mas Dominique não poderia evitar já que desde que sua irmã começou a namorar Teddy ambos tinham ficado muito chatos, sempre querendo estar sozinhos e bla, bla, bla.

– Aqui está uma bolsa quente, Rowena. – Domin fala entregando a bolsa a garota que tem a cara muito vermelha.

– Obrigada Domi… – Rowena faz uma cara engraçada – Atchim – Você é um anj… – ela cobre o nariz rapidamente – Atchim – se tem uma coisa que Rowena odeia é estar gripada 

– Como ela está? – Gina fala preocupada ao que se acomoda na guarda da poltrona de Ron, que murmura um quem? – Rowena, bobão! – ela dá um leve tapa nos cabelos ruivos do irmão.

– AI – Ron coça a cabeça ao que segue – Bem até… – ambos encaram a garota fazendo charme para ganhar mais doces que Hugo, Lili, Anne, Louis e Tunia lhe oferecem – Se quer minha opinião, acho que é mais dengo que qualquer outra coisa.

– Deveria tirar o pé daí Ronald, – Gui fala pulando o pé do irmão – sabe que a mamãe não gosta. – ele caminha em direção a filha mais velha e com uma expressão ameaçadora brada para o jovem casal – DESGRUDA!

– Papai… – Victoire fala ao que o pai se acomoda entre ela e Teddy – fala sério!

– Só quero estar com minha filhinha… – Gui fala com uma vozinha boba para a adolescente que cora de vergonha e se enterra no sofá.

– Eu acho uma ótima ideia Gui! – Teddy fala animado colocando o braço sobre o ombro do sogro, mas tira no exato momento que o olhar ameaçador é direcionado a ele.

– Sou senhor Weasley para você! – Guilherme brada fazendo Teddy se afastar levemente, mas o garoto não pode evitar murmura um desde quando? – Desde que você resolveu se engraçar com a minha filha!

Gina revira os olhos para o irmão mais velho, por atitudes como essa por parte de todos seus irmãos e da mãe é que ela saíra de casa tão cedo, mas Gui tem razão em algo – Deveria tirar esse pés daí, Ronald! – ela fala apontando para a mesinha.

– Fala sério Gina, – Ron debocha dando uma batidinha na mão da irmã – como se eu ainda tivesse medo da mamãe. – Jorge a frente deles troca um olhar risonho com Gina e Carlinhos, e então brada.

– OI MÃE! – Ron fica branco e tira os pés tão rápido da mesa que quase derruba Gina da guarda da poltrona. 

– Imagina se você tivesse medo dela… – Carlinhos fala por entre uma risada.

– Ah, – Ron fecha a cara – cala a boca!

– Quem diria… – Rowena comenta ao que recebe outro bombom de caramelo de Hugo – que para fazer um anjo de neve precisava deitar na neve? – ela ri, mas se interrompe para espirrar de novo.

– Todo mundo! – Petúnia comenta como se fosse óbvio, mas Lili dá batidinhas em sua mão ao que fala. 

– É que ela é brasileira, Tunia. – Rowena encara incrédula a criança ruiva, algo em seu tom fez ela se sentir uma extraterrestre. 

– ...e os marcamos de cima! – Harry termina de explicar seu esquema tático para o filho Alvo ao que ambos entram na sala.

– É genial papai! – Alvo sorri empolgado, como todos os anos ele seria do time de seu pai na partida de quadribol dos Weasleys – A mamãe não vai ter nem chance, vai comer grama! 

– É isso aí! – Harry brada estendendo a palma para que seu filho a bata, mas ao que seu olhar encontra sua bela esposa conversando com os irmãos ele sussurra no ouvido de Alvo – Mas se eu fosse você não deixaria ela te ouvir falar assim, querido.

Os dois caminham em direção a garota magra e pequena que espirra compulsivamente. O curioso caso da genética Potter, Rowena apelidara assim Harry e Alvo, que em sua opinião são praticamente gêmeos com idades e um óculos feio de diferença, sentam à sua frente.

– ADIVINHA? – Alvo fala empolgado chamando a atenção não só de Rowena, mas de toda a sala.

– Seu pai vai deixar de usar esse óculos? – Rowena fala esperançosa encarando os olhos verdes brilhantes de Harry.

– O que tem meu óculos? – Harry fala remexendo o objeto em sua face.

– Tá meio fora de moda, não acha? – Rowena comenta fazendo Alvo soltar um risinho contido. 

– ...concordo totalmente, papai! E não acha… – Dominique que tem o ouvido apurado para a conversa ao lado se interrompe e fala em direção aos outros – Eu sempre digo isso ao tio Harry!

– Viu… – Rowena fala apontando para Domin, que agora seguira com o plano do pai para manter Victoire e Teddy separados.

– Preciso deles para enxergar! – Harry resmunga e ao que Rowena murmura algo sobre lentes de contato Alvo decide interromper, antes que os dois entrem em uma discussão sobre problemas de vista.

– Você está no time do papai! – Alvo fala animado e Harry treme levemente ao que pode sentir o olhar feio da esposa sobre ele.

– Achei que eu estava no time da Gina… – Rowena enterra a cabeça na manta que tem por cima – Atchim

– Ela te perdeu em uma aposta! – Harry fala convencido e ao que os encantadores olhos ímpares de Rowena recaem sobre ele é que percebe que falou isso em voz alta.

– Me apostou com sua esposa… – Rowena fala tentando não rir. A garota busca sua futura treinadora principal entre o mar de Weasleys e encontra Gina emburrada ao que tenta explicar a Ron que a apanhadora não estará mais em seu time – Já disse que vocês são meu casal favorito?

– Já! – Harry fala se apertando entre Rowena e as três menininhas, Lili, Anne e Tunia, que agora decidem se vão deixar ou não Hugo e Louis participarem de sua brincadeira de piratas – Mas não diz isso na frente do Ron ou ele começaria a bajular você e Hermione para que sejam seu casal preferido. Ele é tão competitivo quanto Gina… – mas Potter percebe o olhar da garota e comenta sem vontade – E agora é exatamente o que você vai fazer, não é?

– Claro, eu adoro ser bajulada! – Rowena fala animada ao que começa uma conversa com Alvo sobre um relógio rabugento que é amigo de um lustre e os dois falam… 

Harry deveria saber, tem três filhos e se você quer que eles façam algo é só dizer que não façam, como pode cometer um erro tão amador com a jovenzinha convencida? Agora terá que aguentar Ron competindo com ele por algo a qual ele nem queria competir pra começo de conversa.

Arthur entra quase saltitante na sala abarrotada e anuncia – Todos para fora, vamos sortear os nomes do amigo secreto! – as crianças correm para fora quase derrubando o pobre avô que é sustentado por Carlinhos.

Mas ao saírem pela porta da cozinha em direção ao grande pinheiro de natal Petúnia II acaba esbarrando em Xenophilius Lovegood e o senhor de longos cabelos brancos cai de bunda no chão.

– Desculpa, – a garotinha de nove anos o ajuda a levantar – senhor… 

– Xenophilius! – o senhor fala de forma animada – Não se preocupe tenho dois netos quase da sua idade, já estou acostumado. – um olho de Petúnia pisca de nervoso e ela encara o homem com uma expressão de choque – Tudo bem jovenzinha? 

– Seu nome é realmente esse? – e não podendo conter segue abismada – Não tinha um melhorzinho…

– Não liga para a minha prima, senhor Lovegood! – Lilian fala envergonhada ao que agarra a prima por um braço e a leva para longe do pai de sua madrinha – Tunia! – elas param abaixo do grande pinheiro e Lili leva a mão a cintura exatamente como sua mãe e sua avó fazem – O que falamos sobre ser gentil com as pessoas?

– Mas eu fui… – a outra se defende mau humorada – Ajudei o senhor a levantar e tudo!

– Verdade! – Lili a abraça e a prima se contrai levemente, mas não pode fingir não estar feliz com o carinho – E estou orgulhosa de você, mas não pode dizer às pessoas que elas tem um nome estranho…

– Mas… – Tunia começa, mas a prima bate o pé de forma nervosa – Vou tentar guardar minha opinião para mim… mas já digo que será difícil, vocês bruxos tem cada nome! – satisfeita Lili puxa a outra para uma das almofadas a frente da árvore. Ela também não pode espera muito da sua pobre prima que herdara tanto do temperamento de seus tios avós.  

– Sentem, sentem! – Molly, a matriarca da família, brada alegremente dando batidinhas nas costas de qualquer pessoa que passe por ela – Sentem... – ela caça o esposo pelo cachecol – Você não, querido! Vem me ajudar… 

– Sim meu coração! – Arthur segue a esposa animado. Quando ambos já estão à frente do imenso pinheiro e todos os outros já se acomodaram ele brada transbordando empolgação – BOA NOITE!

“Boa noite” todos berram uns sobre os outros em resposta.

– Antes de sortearmos o amigo secreto quero lhes dar umas coisinhas… – Molly fala ao que entrega um grande saco de tecido para que Arthur o segure – Eu costumava entregar na manhã de natal, mas hoje em dia os utilizamos para tantas atividades que já não faz mais sentido esperar.

Arthur abre o saco vermelho e Molly aponta sua varinha para dentro fazendo diversos blusões saírem e iniciarem a flutuar por sobre as cabeças das pessoas parando só quando encontram seus respectivos donos.

– A família já sabe, mas nossos convidados não – Molly segue por entre suspiros de admiração – que todo ano utilizamos blusões de natal Weasley. Então encontraram a frente do seu, seus nomes e o ano que estiveram aqui… espero que gostem da lembrancinha!

Ao que caça o blusão que flutua sobre sua cabeça Arthur não pode evitar rir, sua esposa passa todo o ano tricotando para depois dizer que é só uma lembrancinha.

– OLHA! – Rowena berra animada para Hermione ao longe mostrando seu blusão preto com palavras tricotadas em verde e marrom:

ROWENA

2017

|HERMIONE

Sorrio para Rowena que sacode seu blusão sobre a cabeça baixando vez ou outra para espirrar, ela parece uma criancinha que acaba de ganhar seu presente dos sonhos, levanto meus polegares para ela. Olhando novamente para a peça de roupa me dou conta que Molly tentou reproduzir as cores dos olhos da garota na cor do nome e do ano e sinto um amor, se possível, ainda maior por minha família. 

– Amor, olha… – Ron chama minha atenção para Rose e Alvo, que mostram os seus blusões também por sobre as cabeças com expressões bem semelhantes a de Rowena.

Quando as crianças entram em Hogwarts Molly faz algumas alterações nos blusões, olho para o da minha filhinha que normalmente é em algum tom de rosa e o deste ano está azul com letras tricotadas em cor bronze.

Corvinal

ROSE

2017

– A PRIMEIRA CORVINA DA FAMÍLIA! – Ron berra apontando para a filha que leva a mão ao ar dando um tapinha pedindo para que ele seja um pouco menos coruja, mas conheço minha menininha o suficiente para saber que está adorando os bajulus do pai.

 

Algumas horas depois...

Ronald acaricia meu rosto com uma mão ao que com a outra aperta mais firmemente minha cintura. Voltando a juntar nossos lábios ele me deita sobre a mesa ao meio da tenda e ao que minha língua percorre sua boca, suas mãos passeiam por meu corpo. Suspiro de prazer ao que Ron desliza uma de suas mãos quentes e grande para dentro de minha calça e… 

– Eles são uns chatos! – reconheço a voz de Lili e arremesso Ron para longe de mim ao que arrumo os cabelos.

Meu esposo cai sobre uma cadeira e ao que as cinco crianças entram ele finge estar amarrando os sapatos, o que acredito ser para disfarçar a ereção. 

– Crianças… – falo rindo de nervoso. Hugo, Louis, Anne, Lili e Petúnia nos encaram parecendo chateados.

– Podemos dormir aqui mamãe? – Hugo fala com uma vozinha magoada.

– Teddy, Victoire e Rowena não deixaram a gente dormir na tenda deles… – Anne fala chateada.

 – É… – Lili fala cruzando os braços frente ao pequeno corpinho e fechando a cara continua – Disseram que queriam ficar sozinhos.

– Eu entendo eles! – Ron murmura com a cara quase junta ao chão e piso em seu pé – AI! 

– Desculpa querido, não vi seu pé! – falo fingindo arrependimento ao que caminho em direção as crianças – Claro que podem dormir aqui... Que tal uma história? – os cinco começam a sugerir temas e Anne, Lili e Petúnia correm para a cama de casal em um dos cômodos.

– As madames podem saindo daí… – Ron fala se levantando, ao parecer ele já está recuperado… tenho que conter uma risada.

– Mas o papai deixa a gente dormir na cama de casal! – Lili resmunga desafiando o tio com o olhar.

– É… – Ron fala fazendo cosquinha nas garotas para que saiam da cama – mas seu pai é auror e eu trabalho em um escritório. Minhas costas não aguentam uma caminha de solteiro! – ele atua uma dor nas costas e lembro de Gina reclamando ontem de manhã.

– Vamos deixar ele dormir aqui meninas... – Petúnia fala puxando as outras para fora da cama – As pessoas velhas precisam de espaço!

– Exatamente… – Ron inicia, mas arregala os olhos ao que me encara – Do que ela me chamou? – não posso evitar soltar uma gargalhada.

– Ok! – falo iniciando a acomodar as crianças nos beliches – Já decidiram qual história vocês querem? – quando todos já estão deitados Ron se acomoda ao lado de Hugo e eu me aconchego ao meio de Lili e Anne.

– Acho que podemos aproveitar para melhorar para a peça… – Louis fala e parecendo entender o que o primo quer dizer Hugo completa.

– Pode contar A Bela e a Fera, mamãe? 

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IMAGEM: Uma foto tirada por Rowena, dela (ao centro), Rose (a esquerda) e Hermione (a direita) em seu celular. A neve que pode ser vista na imagem foi jogada por Ilda e Win e quando Rosie revidou as cinco voltaram a guerrear - 18 de dezembro de 2017 


Notas Finais


Gostaria de saber... Qual a sua lembrança mais divertida da infância?

Lá no Pinterest (https://br.pinterest.com/vthayseee/o-segredo-de-hermione-thayse-vict%C3%B3ria/) está disponível imagens relacionadas aos gêmeos Avah e Noah, a Emily, a Petúnia e aos gêmeos Lorcan e Lysander. Nelas você ainda pode encontrar momentos passados e futuros como Petúnia e Lilian brincando, as criança na sorveteria, os adolescentes conversando na sala...

O que você achou desse capítulo? Obrigada por ler e até o próximo!

Desejo a você uma linda noite e tempos melhores a todos nós!


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