História O segredo de Molly Hooper - Capítulo 8


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Categorias Sherlock
Personagens Molly Hooper, Sherlock Holmes
Tags Quarta Temporada, Romance, Sherlock Holmes, Sherlolly
Visualizações 159
Palavras 3.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Fluffy, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sherlock impossível como sempre e Molly pode ter outro segredo.

Capítulo 8 - Oito


British Pregnancy Advisory Service: Laudo Médico

Peso/altura: equilibrado/ideal

Leucócitos sanguíneos: taxa entre 10ml padrão aceitável.

Fator RH: positivo.

Hemoglobina: padrão positivo para 12gd/l- ausência de anemia;

Glicemia: 85 mg/l- ideal.

SANGUE:

Hemácias - 3.800.000 a 5.200.000/mm3
Hemoglobina - 12.0 a 16.0 g/dl
Global de Leucócitos - 4.000 a 11.000 /mm3
Plaquetas - 140.000 a 450.000/mm3

URINA:

Leucócitos: negativo

Proteínas: negativo

Hemácias: negativo

Corações partidos: positivo

____________________________________________________________________________________________________________

Molly tinha um círculo respeitável de conhecidos e amigos na área da saúde. Ergo, quase todos eles se concentravam nessa área, ou relacionados, se for pensar na Yard.

Então, dessa forma, encontrar um ginecologista ou obstetra na área não seria difícil. Elizabeth, esposa de Mike Stamford era uma, por exemplo, ou ainda Gaila, Remain, dentre outros que conhecia, cujos números estavam a alguns cliques de sua agenda do telefone.

O problema era: eles a conheciam, o suficiente pelo menos, para fazer *A* pergunta.

Uma a qual ela não estava inclinada a responder e, mesmo quando pensava nessa possiblidade, seu estomago dava um nó inesperado, que ela bem sabia não se tratar de nada que envolva seu bebê.

Mas sim a ele. Ao pai.

Uhrg, como ela poderia contar alguém sobre isso?

Assim, por essa razão, ela encontrava-se ali. No meio de uma sala de espera cor de rosa e azul claro com moveis Ikea brancos e cartazes sobre alimentação gestacional em uma clínica neonatal, bem distante do centro de Londres e cujo médico responsável não a conhecia.

Após falar com a simpática recepcionista e registrar sua presença ela sentou e esperou sua vez. Mãos sobre o colo e claramente desconfortável, fato este diário em sua vida.

Havia algumas outras mães ali a espera e em seus mais variados estágios gestacionais, mas elas não estavam sozinhas.

Havia o casal ( um pouco jovem demais para serem pais, em sua opinião), que riam um para o outro enquanto falavam coisas de bebê.

Também havia um casal mais velho, comentando o fato de esperarem seu terceiro filho para quem quisesse ouvir.

Outra mulher falava com seu parceiro sobre as despesas com uma gravidez de gêmeos.

Assim, todos tinham alguém.

Mesmo para conversar, segurar a mão, ou as coisas, ou mesmo estar presente. Sempre havia uma companhia. E ela baixou seu olhar e tentou se concentrar na sua bolsa equilibrada em seu colo, ela não gostava da direção de seus pensamentos e na sensação que a lembrança pairava sobre si.

Molly estava acostumada a estar sozinha. Uma vida inteira na verdade. Ela nunca fora de uma família grande em primeiro lugar, amigos eram poucos, dada a sua própria forma de viver um pouco retraída e tímida, mas ainda assim ela conseguiu ter bastante sucesso na sua vida.

Então o porquê desse mal estar? Tão repentino que faz fica em um vazio dentro de si?

Só porque havia alguns casais felizes ao seu redor, mostrando amor e companheirismo nessa fase da vida?

Bem, ela era melhor do que isso, pensou resoluta, ela não era do tipo que ficava se lamentando e lamentando apenas por que não havia um homem ao seu lado. Por Deus, ela era uma feminista!

As mulheres podiam ser felizes e solteiras, e poderiam muito bem frequentar uma clínica sozinha.

E então, para seu prazer, ela viu uma mulher com o que parecia ser uma irmã ou amiga estavam entrando no consultório.

Então, ela não era a única.

Hum, mas as duas trocaram um beijo carinhoso... então não.... ela era, de fato, a única sozinha no lugar.

Ela sacudiu o pensamento de sua cabeça. Ela podia fazer. Ela certamente podia ser uma mãe que iria se esforçar para que seu filho ou filha fosse alguém especial e amado, isso era o mais importante. Não era sobre ela, era sobre seu filho, ela tinha que se lembrar disso.

E então ela tentou manter isso em mente.

Fez os exames e o médico disse maravilhas de sua saúde, algo que ela já sabia, não importando o que um certo detetive tinha insinuando. Isso a animou um pouco.

Então, tudo normal. Nos dias que se seguiram ela não o viu, nem o ouviu. Sua rotina voltou a tranquilidade. Ela viu Mary e Rosie, mais uma vez falou com John, o episódio do sequestro superado. Encontrou com Greg no hospital, realmente tudo normal.... Até que havia aquela sensação.

Algo estranho.

Mais talvez fosse algo de sua mente?

Ela não estava paranoica estava? Depois de ser sequestrada com a sra. Hudson, ela ficou com um certo receio...

O que era aquele carro preto estacionado perto do seu apartamento? Ninguém entrava, e ninguém saia, mas ele continuava parado lá.... Como se observando...

Havia também os olhares das pessoas. Em seu caminho para o trabalho ou de volta para casa. Aquela velha senhora no posto da esquina, seria apenas uma velhinha ou uma agente secreta disfarçada?

E as câmeras de segurança nas ruas? Sempre que ela notava uma, ela estava voltada em sua direção.

Aquilo, ela decidiu, era apenas uma coincidência. Apenas isso.

Ou era o que pensava, até se deparar com Billy Wiggins parado na saída do seu prédio. Mãos enfiadas nos bolsos, cabelos desgrenhados e um sorriso saturno no rosto.

_”bom dia dotora Hopper!”_ saudou todo os sotaques das ruas saltando _quanto tempo.

Molly piscou, frisou os lábios, ajustou sua bolsa sobre os ombros, _ “Bom dia... Wiggins, hum... é um prazer vê-lo.”

E ele sorriu, e havia um dente de ouro lá.

E Molly ficou meio segundo sem uma reação concreta enquanto era encarada pelo protege de Sherlock.

“Hum, Wiggins, eu não gostaria de parecer grosseira, mas há algo que esteja fazendo em meu prédio?” Ela perguntou vendo que o homem iria apenas ficar ali, parado, como se não tivesse outra preocupação na vida.

Ele respondeu com um levantar de ombros.

“Estou prestando um serviço” disse sorrindo, “coisa séria” e ergueu as sobrancelhas em tons de ferrugem velha.

Acenou em compreensão, mas não o fazendo.

“Certo então, bom serviço! ” Ela diz e precisa ir, mas, depois de virar e continuar a andar ela escuta os seus passos e dá meia volta apenas para ver Winggis bem atrás dela.

“O que você está fazendo? ”

Ela deve ter dito em um tom pouco amigável, pois o rapaz recuou bruscamente “Já disse, to fazendo um serviço! ” Se defende.

“Não” e Molly sacode a cabeça, há algo de errado acontecendo e ela não vai deixar passar, “você estava fazendo campana em meu apartamento e agora está me seguindo! ”

Winggis parece pensar nas suas palavras, ou talvez ele esteja apenas um pouco com medo da mulher de 1,60 na sua frente.

“Eu estou fazendo o que Shezza pediu...” ele finalmente responde.

“O quê…como? ” Molly retém. Mas então clique soa em seu cérebro, como ela não pôde ter pensado nisso antes?

“Shezz...digo, Sherlock pediu você para me seguir? ” Ela tenta soar tranquila, mas é difícil esconder a pontada de irritação que é saber que Sherlock usou um viciado em drogas para lhe vigiar.

“Seguir seria uma palavra forte” ele diz a contragosto, “ele só pediu que eu ficasse de olho na dotora, ele não parecia muito bem esses dias”

Ela aperta a mão sobre a alça da bolsa, os dedos cavando sobre a suavidade do tecido. “Ele não parecia bem? O que aconteceu? ” Ela pediu, se maldizendo por se importar tanto com Sherlock, ao mesmo tempo que processava a informação.

“Eu não sei!” Winggis respondeu dando de ombros, “ele parecia branco como um cadáver e então eu perguntei se ele tinha exagerado na dose novamente, por que eu tinha ministrado algo mais leve.... tudo bem, eu não disse isso” ele levantou a mão quando notou o rosto da médica ganhando um tom não adorável de vermelho.

“ele estava usando?....” ela evita a pergunta, irracional para o fato que ela bem sabe do que se trata, mas apenas pensar em Sherlock ainda com isso, depois de tanto tempo e tanto esforço, era demais.

“Não, não!” O rapaz se apressou em dizer, “remédio! Comprado em farmácia, eu administrei nele”

Molly usou a mão livre para pressionar os cantos dos olhos, nada daquilo fazia sentido, “Certo! Acho que eu preciso ver Sherlock!” Ela disse mudando a direção. Hoje ela ia chegar mais tarde no trabalho.

“Você não está indo brigar com ele não é?!” Wiggins a alcança em meio segundo.

“Não!” ela morde, quando na verdade ela está.

Molly usou sua chave para entrar no apartamento da Rua Baker e havia sapatos na escada. Casacos no corrimão e uma faca de açougue profissional descasando displicente no pé da porta.

Tudo normal até então.

Abrindo silenciosamente o apartamento e percebeu que dentro, o estado era o mesmo desde a última vez que estivera.

Havia uma bagunça e ainda uma quietude que pertencia apenas ali, desde os frascos sobre a mesa de jantar, passando pela coleção de livros ecléticos de Sherlock, até os jornais velhos e amassados sobre o sofá.

Os dias em que ela havia passado aqui não era nada comparado as visitas ocasionais que fazia desde o momento em que o conhecera, há tantos anos atrás. Ela tinha ganhado uma familiaridade com o espaço, ainda que na sua estadia ela tivesse que evitar a presença de Sherlock a fim de esconder que estava grávida. Grande desperdício de energia.

Ele já sabia de tudo. O que a fez retornar o ponto ao olhar para a sala e não vê-lo ali, sua presença onipotente, forte e concentrado sobre alguma experiência.

Mas então o 221B não era nada sem o seu dono. “Sherlock? ” Ela chamou baixinho e instantes depois ouviu uma espécie de farfalhar baixo de tecido, como sendo remexido e um “aqui” na direção de seu quarto.

Ela tentou não se preocupar. Se Sherlock estivesse gravemente doente, ela saberia, não saberia?

Ou isso era antes. Ela lembrou com pesar o fato dele não ter contado da sua última viajem ao exterior, no qual ele provavelmente teria morrido.

Sherlock ainda estava deitado e, apesar de passar das 10 da manhã, parecia como se estivesse acabado de acordar.

O lençol havia sido removido para apenas os calcanhares e ele estava estirado na cama, o rosto contra o travesseiro branco, o cabelo farto, desalinhado em diversas direções. Vestia uma camiseta branca sobre uma calça de tecido fino, que deixa exposta uma faixa estreita de seu abdômen trabalhado, cuja musculatura por debaixo Molly já tinha contemplado.

Ela engoliu a seco.

Mas então ele se virou para ela, como se notando sua presença e Molly viu o quanto Sherlock estava branco e pálido.

 “O que você tem?” Perguntou preocupada e muito agora, em todos esses anos que o conhecia, o detetive nunca, nunca havia ficado doente, apesar da vida boemia que levava.

Sherlock tentou se sentar e ela via o esforço que ele fazia, “eu estou bem” ele disse rapidamente, como se querendo descartar a nota de preocupação nela, “apenas uma infecção alimentar” ele garantiu se colocando junto.

Ainda? Foi o que Molly pensou, ela o tinha visto vomitar antes e depois de dias, ele continuava com o mesmo problema? Não era à toa que, ela percebia agora, Sherlock estava mais fino e magro.

“Eu estou bem Molly” ele reforçou dando resposta se levantou como se, de fato, estivesse muito bem e passou por ela em direção a cozinha, arrumando algum chá no bule sobre o fogão, “você não deveria está em Barts?” ele pergunta ainda trabalhando em sua bebida, e então repentinamente ele se volta para ela, seu foco centralizando, “você está bem?” ele questiona após depositar seus olhos por um segundo a mais em sua barriga e então voltar para o seu rosto.

Embora o gesto tenha feito ficar auto consciente, a pergunta a fez lembrar do por que ela veio aqui em primeiro lugar.

“ eu- eu estou bem, obrigada! E não estou no trabalho por que vim saber o porquê de você está me seguindo”, ela disse cruzando os braços e se posicionando no umbral da porta do seu quarto, mas sabendo que seu tom revelava seu estado.

Sherlock aparentemente percebeu finalmente que ela não estava em bom humor, “você viu Wiggins?” Perguntou com um rosto inocente, que realmente não enganava ninguém, sobretudo Molly.

“Sim, eu o vi. Felizmente ele não estava fumando nada”

Sherlock teve a coragem de revirar os olhos, “Molly, Wiggins está frequentando um grupo de narcóticos anônimos, ele está tentando evitar” ele disse, mas sem realmente está impressionado com o fato.

“eu fico feliz em saber disso, apesar de não ser esse o problema”

Ele se voltou para ela,  caneca em mãos e sorvendo um gole. “E então? ”

Molly frisou os lábios se negando a perder a cabeça, “o problema Sherlock, é ter alguém me seguindo, me vigiando como você vem fazendo”

“e não tente negar” ela continuou quando ele ia abrir a boca, “quase, e eu disse *quase* passou despercebido aqueles sem tetos no quarteirão no meu bairro, mas com o Wiggins hoje, tudo ficou perfeitamente claro!”

Sherlock pareceu chateado, mas pelos motivos errados, “eu pedi para que ele fosse discreto”, jurou para si mesmo.

Molly soltou os braços cruzados, apertando os punhos, incapaz de ser mais paciente com aquele homem, “Sherlock, o que eu quero saber é o porquê de eu estar sendo vigiada! Eu realmente não gosto e nem quero pessoas ao redor me seguindo para todo lado, eu pensei que você tivesse dito que não há mais perigo!”

“eu disse, e me certifiquei pessoalmente que não houvesse nenhum inimigo meu atrás de você novamente” ele falou com confiança.

“então do que se trata isso?”

E então, para sua surpresa, Sherlock parecia constrangido e levemente corado nas pontas das orelhas. Meio sem jeito ele evitou encontrar seus olhos e, ao invés, se afastou até Billy, o crânio, estava apoiado na lareira.

“eu, bem.... eu queria apenas saber como você estava” ele disse por fim.

Seu queixo caiu.

“ e precisava disso tudo para saber sobre mim?” Ela perguntou incrédula, “Sherlock, você podia muito bem ter me ligado e perguntando diretamente sem precisar pôr desabrigados e viciados e carros pretos atrás de mim! ” Ela tentava realmente se controlar.

“eu não trabalho com carros pretos Molly!” Ele disse segurando o crânio junto de si.

 “mas então quem?...”

“Mycroft, provavelmente” disse com um leve gesto com as mãos.

Oh, aquilo estava ficando cada vez melhor.

“certo” ela respirou fundo, colocando a cabeça entre as mãos, “estou sendo perseguida, quando imaginava que tudo isso havia acabado, mas por que você simplesmente....”

“Você disse que eu tinha que esperar! ” Ele a lembrou, o rosto sério e chateado, “há duas semanas para ser exato, quando eu me propus a... “ ( e aqui ele teve que limpar a garganta) “ a casar e você disse que eu não devia”

Molly teve que piscar e sabia que sua boca estava aberta, ele estava tocando nesse assunto de novo, como se já não bastasse suas emoções ao vapor, “eu não fiz isso para excluir você de nada” ela disse nervosa.

Ela ficou no pé da porta, entre o quarto e o corredor, o dedo em riste para ele.

Ele pôs as mãos na cintura, no rosto, uma emoção reprimida, “não?! E então o que eu deveria pensar? E como eu deveria agir quando você se colocou tão distante a partir do momento em que isso aconteceu conosco? ” Disse se aproximando cada vez mais.

“a questão é que um ca-casamento não pode ser feito para isso”

Ele deu um passo em sua direção e estavam frente a frente, pouco mais que dois palmos entre e Molly tinha que levantar bem a cabeça se quisesse olhar aqueles olhos sobre ela.

“Por que não Molly? Eu assumo que eu fiz algo não muito certo e estou disposto a corrigir isso”

“casando comigo?” ela perguntou, mesmo surpresa por sua voz sair tão baixa quanto gostaria.

“Sim”

“Eu pensei que o que tivesse acontecido entre nós fosse um acidente” ela sussurrou e, involuntariamente sentiu um nó em seu estomago, com as lembranças fáceis que veio sobre ela de seu corpo, seu toque e ele estava tão perto, podia mesmo sentir o calor rastejando com memorias tão presentes e frescas de tudo.

Sherlock não respondeu, mas devido a sua proximidade ela pôde ver o ligeiro vinco que se formou entre suas sobrancelhas, aquela sugestão de dúvida sobre o seu olhar que o faz inclinar levemente a cabeça.

“Acidente” ele repete, mas ela não consegue distinguir se é ou não uma pergunta ou apenas uma afirmação.

Haveria uma diferença entre ambos?

E Sherlock faz aquilo, ele está a deduzindo. Molly sabe e não gosta, por que é desconfortável está sob alguém que pode descobrir todos os seus segredos. Um dos quais ela não precisa que o detetive descubra.

Então ela se afasta, em direção a sala e enquanto caminha em direção ao sofá, ela toma uma respiração pesada como se acabasse de percorrer uma maratona, mas são apenas alguns passos até ela ficar do outro lado. Uma distância onde ela não pode sentir seu calor e lembrar de sentimentos que ficaram no passado. Completamente.

“Acidente, por que eu sou uma adulta e você também o é. Não era para ter acontecido, mas como não podemos voltar em nossas decisões é melhor que a gente encare isso da maneira mais prática possível” ela diz rapidamente, segurando a bainha da camisa, “ e isso Sherlock, não é feito simplesmente se casando ou tendo pessoas me seguindo !” ela declara por fim, finalmente o encarando.

Sherlock parece teimoso, arredio pelas suas palavras, “então... como eu deveria agir?” ele se volta para ela, realmente uma dúvida estampada em seu rosto.

“me perguntando Sherlock”

Oh. Ele parecia iluminado com uma nova possibilidade, mas então, novamente perdido, “perguntar o quê, por exemplo?”

Ela soltou um pesado suspiro, mas não era realmente uma novidade o fato de Sherlock perder algumas coisas básicas da vida. “Me perguntar como vai minha saúde, ou do bebê, por exemplo”

Sherlock franziu o rosto, como se descartando alguma informação, “eu tive acesso ao banco de dados da maternidade que você foi Molly, que por acaso eu não gosto" ele disse e continuou: " eu sei que você está bem de saúde e que o segredo também está bem, peso e tudo normal” 

Molly fechou os olhos e tentou manter a calma, “bem, é isso que eu quero dizer, ao invés de invadir o servidor do hospital, é melhor me perguntar diretamente”

“é melhor?” ele pareceu incrédulo.

Ela cerrou os dentes, “sim, Sherlock, eu prefiro assim”

Ele pareceu está considerando algo e ela apenas achou que ele iria insistir no assunto quando ele se vira totalmente para ela, mãos atrás das costas e o rosto sério.

“tudo bem Molly Hooper, fazemos do seu jeito” ele diz de maneira séria.

“sem me vigiar Sherlock!” ela confirma.

“Certo” ele garante.

“sem sem-tetos”

“eu não tenho o controle sobre a população de mendig...”

“Eu disse sem, Sherlock”!

“como você quiser”

E o detetive deu mais garantias que ia tentar manter a privacidade dela. Ela balançou a cabeça, apesar de tudo, aquilo era um começo.

“Mas... “ ele começou e ela notou sua voz vacilante, agarrando-se novamente no crânio, “eu preciso que você faça algo em troca”

Ela não gostou do rumo daquela conversa. “O quê?” Perguntou temerosa, sua mente rodando para o que sabe Deus Sherlock usaria como moeda de troca, “Por que se você acha que eu forneceria seu acesso a centrífuga nova do laboratório, Sherlock, você sabe que....”

“Preciso que você veja meus pais”

Ele diz e Molly se senta no sofá.

Sherlock não parece melhor que ela, na verdade, talvez esteja ficando mais branco e pálido do que o encontrara antes.

“Preciso contar a eles sobre...sobre o que tem dentro de você”

“um bebê” ela o lembra ainda pasma.

“Isso, um- um bebê”.

Molly está perdida e ela tem que aguardar alguns segundos até que sua mente volte a trabalhar em uma velocidade normal.

“Você já contou para eles?” perguntou nervosa, pondo um mecha de cabelos atrás da orelha e sentindo o rosto queimar.

Sherlock não respondeu de imediato e tudo o que ele poderia fazer, ao que parece, era encarar o crânio que segurava, “Ainda não, mas Mycroft ameaçou fazê-lo” disse relutante, e então se voltando para ela:

“Você precisa ser apresentada a meus pais Molly Hooper”.


Notas Finais


Então... Olá novamente!
Embora não haja justificativas para a interrupção dessa fanfic, ao meu favor, tenho que informar que os últimos meses tem sido bem loucos para mim, a isso acumulou um tremendo e gigantesco bloqueio criativo na minha mente.
Mas tenho recebido ainda alguns comentários e eu sou muito, mais muito feliz por cada um! Obrigada pelo apoio, pelas palavras gentis e todo o carinho.

Espero que ainda possamos compartilhar um pouco de amor por Sherlock e Molly juntos (OTPPPPPPPPPPP ship forever)
:D


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