História O segredo do meu híbrido - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Conversation


Fanfic / Fanfiction O segredo do meu híbrido - Capítulo 3 - Conversation

— O que você quer?! 

Quase gritou apertando mais o híbrido em seus braços, talvez na tentativa de lhe passar segurança. Hoseok apenas o olhou de cima a baixo, cínico. Deixou o ar escapar pelos lábios e começou sua ladainha. 

— É sério que você está com… Ele? 

Apontou com uma certa cara de nojo enquanto olhava para o híbrido, mesmo sabendo que esse não o olhava de volta por motivos nítidos. Jungkook ficou indignado e tentou se controlar para não dar um murro na cara daquele homem. Ou melhor dizendo, monstro! 

— Escuta aqui, seu filho da… - 

O interrompeu. 

— Me poupe de seus xingamentos. Sua voz é irritante. — jogou o veneno no ventilador — aproveite bem desse aí, porque eu já fiz tudo que tinha para fazer, se é que me entende — piscou maligno. 

Jungkook rangeu os dentes e partiria para cima dele se o ômega não tivesse o impedido. Hoseok riu cínico mais uma vez e, com aquela risada maligna, ele saiu do local friamente, deixando somente o som da sola dura de seus sapatos batendo contra o chão até desaparecer por completo. 

As palavras do homem batucavam na cabeça de jungkook. Como assim “já aproveitou bem dele”? Só de lembrar dessa palavra já sentia um nó em sua garganta e se lamentava por não ter esganado o pescoço do homem. 

Ficaria pensando em ótimas formas de vingança se não fosse sua mente que o lembrou do baixinho aninhado em seu peito com os olhinhos escorrendo lágrimas pesadas. 

Jungkook fez questão de tentar consolar o garoto, fazendo carinho nos cabelos dele e sussurrando um “vai ficar tudo bem” em suas orelhinhas — as humanas, pois ele tinha as duas (quatro), tanto a felina quanto a humana. Talvez isso explique a sua ótima audição. 

Depois de alguns longos minutos o híbrido se acalmou e jungkook também. Antes seu sangue fervia em suas veias, agora sua raiva desaparecia a cada segundo que passava. Talvez não desaparecia, pois o ódio no coração ficou, porém ele se acalmava. Nunca foi cabeça quente, mas tinha situações que ninguém aguentava. 

Ambos concordaram em irem para casa, afinal, o clima de compras parecia nunca ter existido. Além do mais, eles já compraram roupas o suficiente por enquanto, então o dia não foi totalmente perdido. 

O caminho de volta para casa foi calmo. O ônibus estava vazio enquanto deu para relaxar um pouco e espairecer. O silêncio reinava porém surpreendentemente não era incômodo. Jimin foi o tempo todo agarrado no braço de jungkook, apoiando a cabeça no ombro do mesmo e jungkook foi ouvindo música em um lado do fone só. 

Chegaram até rápido em casa. O tempo passou voando. Quando se deram conta, jimin já estava deitado na cama tristonho, coberto com um cobertor quentinho e jungkook caçava algo para o animar, porém nada achou. Nem dar uma volta no parque podiam pois a chuva começou a cair assim que colocaram os pés para dentro de casa, com direito a raios e trovões. Nem a Internet e nem a televisão pegavam mais, então as possibilidades de distração eram menores ainda. 

Jungkook até pensou em dar um livro para ele ler, porém raciocinou um pouco e chegou a conclusão de que muito provavelmente jimin não sabia ler e nem muito menos escrever. 

Resolveu então fugir do que temia; uma boa e velha conversa sobre o passado. 

Tirou a conclusão de que precisava saber detalhes da vida do ômega, talvez para não acabar falando coisas que não deveria a qualquer momento. Ou talvez seja simples curiosidade, porém preferiu acreditar que era a primeira opção. 

— Jimin, senta um pouquinho, vamos conversar. 

Pediu, se sentando ao lado dele na cama. Logo vou o híbrido se sentar também, olhando com olhinhos confuso a ele. Sua expressão era neutra porém mesmo assim ele conseguia ficar fofo. 

— Sobre o que quer conversar, kook? 

Perguntou com a voz meio fraca, porém doce. Jungkook suspirou, ele provavelmente estava triste ou magoado. Talvez essa não fosse a melhor hora para conversar sobre o passado, porém se não fosse agora o mais provável é que não fosse nunca. 

— jimin, você confia em mim? 

Talvez fosse muito cedo para pedir uma coisa assim para alguém que até ontem ainda era um desconhecido, porém mesmo assim perguntou, tendo a consciência de que a resposta poderia ser um belo “não”. 

— Confio, Kook. Você me trata bem. 

Sorri fraco, sem nem abrir a boca. Jungkook se sentiu um pouco aliviado ao saber que pelo menos o mínimo de confiança o híbrido tinha nele. 

— Então eu preciso que você me conte um pouquinho sobre a sua vida. Você poderia me fazer esse favor, baixinho? Me conta um pouquinho só do que você passou antes de estar aqui. 

Pediu. 

— Tudo bem, Kook. Eu conto. Mas eu não sou baixinho! — fez bico — você que é muito alto. 

Riu. 

— Okay, okay, senhor gigante. — brincou — agora me conte. 

— Hun… Por um tempo eu vivi em um… um… Eu não sei o nome do lugar. Mas sei que lá tinha um monte de coisas esquisitas e pessoas como eu. Também tinham pessoas com grandes casacos brancos, mas não parecia que aquilo esquentava nada. 

Fez uma careta. Jungkook entendeu que esses “casacos grandes e brancos que não esquenta” eram jalecos, então já deduziu onde ele provavelmente estava. 

— Você estava em um laboratório? 

— É, sim, eu acho… Já ouvi esse nome. Então deve ser isso mesmo! — sorriu um pouco mas essa pequena “alegria” logo sumiu se transformando em uma cara nada boa. — lá eles fariam coisas ruins comigo. Coisas que doíam bastante. Eles sempre colocavam líquidos coloridos em mim por uma coisa pontuada que doía meu bracinho. — enrugou o nariz — eles faziam várias coisas em mim e nós outros que estavam lá, mas eu não sei explicar essas coisas. Mas, dentre todos que estavam lá, eu era o menos pior. — coçou a nuca. 

— Nossa… 

Falou meio em choque, ou talvez sem palavras nem de consolação para poder dizer algo. 

— Bom, depois disso eles me deram para o meu antigo dono. O que estava naquele lugar que tem várias roupas. — tentou descrever o shopping — ele não foi tão ruim comigo. Não foi bom, mas comparando com a minha vida de antes eu parecia estar no paraíso. Bem, eu achava estar no paraíso. Kook… como é o paraíso? 

— Eu não sei gatinho, eu não sei… 

— Hun, com o tempo eu não aguentava mais aquilo. Estava com fome, muita fome. Frio e dores no corpo. Aí eu fugi depois de alguns anos, e aí te encontrei — sorri — eu acho que você é o meu anjo. Mas, eu também acho que ele também era até pouco tempo. 

Falou pensativo, mais para si mesmo do que para o alfa. Jungkook não conseguia entender; como ele pode chamar aquele homem de “anjo”? Ele era repugnante! 

— Eu acho que… Eu convivi tanto tempo com o Hoseok que talvez eu tenha começado a vê-lo como um amigo. Por muito tempo ele foi minha única companhia… 

Abaixou a cabeça. Jungkook, de certa forma, até entendeu o lado do híbrido. Ele sempre foi sozinho e aquele… Ser… Sempre foi a única pessoa que ele podia conversar, ou pelo menos tinha contado. Jungkook até entendia, principalmente pela inocência de jimin. Ele era inocente demais para saber quando a pessoa não pode nem ser chamada de ser humano. 

Jungkook não resistiu, afagou os cabelos do menor e deixou um beijo no topo de sua cabeça. Preferiu não perguntar nenhum detalhe sobre o que aconteceu durante esse tempo em que ele ficou, tanto no laboratório, tanto na casa de Hoseok. Sabia que isso poderia ter sido bem traumático para ele e que não é bom para ninguém ter memórias ruins revivida. 

Ficou um tempinho fazendo carinho no híbrido até esse deitar em seu peito e aos poucos ir adormecendo. Quando isso aconteceu, jungkook o deitou em uma posição confortável e o cobriu, deixando-o como um bebê, dormindo com o rostinho ameaçado no travesseiro. 

Jungkook aproveitou o momento para tomar um banho quietinho e relaxar, tentando esquecer o que aconteceu hoje. Foi no guarda roupas, pegou uma toalha e uma roupa confortável de dormir. Mais especificamente uma calça de moletom e uma camisa com o tecido fino e confortável. E assim foi para o banheiro. 

Nem é preciso descrever o que ele fez ali. Porém, quanto ensaboava seu corpo ele não imaginava o que seu “doce híbrido” estaria fazendo do lado de fora do quarto. 

Nunca que imaginaria que o híbrido estava com um celular na mão — que com certeza não era o seu — e mandando uma mensagem para a pessoa que menos imaginaria que ele queria ter contato. 


Eu; está tudo saindo como o planejado, Hobi… 






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