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História O Senhor das Trevas: O Sacrifício - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Gente, vocês não fazem ideia de como foi difícil fantasiar uma história de época. Sempre quis escrever uma, mas não saía nada, até que um dia, puff, minha mente deu um estalo e surgiu O Senhor das Trevas: O Sacrifício.

Espero que gostem de verdade e que dêem muito amor a ela.

Boa leitura ❤❤

Capítulo 1 - Capítulo 1


                      Capítulo 1

Rosemary Argata Valéria Jones atravessou o salão, já bastante agitado, tentando passar por despercebida, fora da vista dos criados. Sentia-se bastante satisfeita com suas calças e o chapéu para cobrir-lhe os cabelos.

Em dias normais teria passado por dificuldades ao tentar escapar do palácio. Gostava de pensar que podia ser livre como qualquer outra jovem, porém mais cedo nessa manhã Taehyung lhe informara que o rei o procurara para anunciar a chegada de um visitante de inestimável importância.

Havia mesmo notado algo de diferente quando acordei, pensou Mary. Nada estava sendo feito na ordem habitual, e havia mais criados do que de costume circulando pelo palácio. Mas nenhum deles lhe deram atenção e suas criadas não foram acordá-la como de costume. Mary, no entanto, não estava zangada e, na verdade, achava a situação bastante favorável para a sua fuga.

Da outra extremidade do salão, podia ver Pierre olhando para todos os lados e se escondeu atrás de uma das mesas, tomando cuidado para que ninguém pudesse vê-la. Mary temia muito o mordomo, que já havia lhe castigado mais vezes do que ela conseguia lembrar.

Ela não fazia ideia de como despistar o desagradável homem. Ele era muito observador, mas também não era muito inteligente, e embora de alguma forma ela tivesse que escapar, achava muito mais seguro permanecer escondida.

Então uma voz grossa perguntou:

— Ora, Mary, o que está fazendo aqui escondida?

A jovem ergueu os olhos para ver o irmão mais velho parado de pé na sua frente.

— Taehyung — disse ela, tentando decidir se estava surpresa por ele tê-la reconhecido tão facilmente ou incomodada pela possibilidade de ele estragar os seus planos. — Abaixa aqui.

O príncipe obedeceu.

— Por que está vestida assim? — perguntou ele, confuso.

— É um disfarce para que eu possa fugir — respondeu Mary, orgulhosa de si mesma.

Taehyung riu baixinho.

— Ora, minha irmã, você se supera a cada dia.

A jovem riu.

— Sim, mas parece que não é o bastante.

— Por que diz isso?

— Pierre — resmungou Mary, irritada.

O príncipe ergueu o pescoço por um breve segundo por sobre a mesa e seus olhos avistaram o mordomo dando instruções a uma das criadas.

— Ah — suspirou Taehyung, lançando um olhar solidário para a irmã. — Não precisa dizer mais nada. Já entendi tudo.

— Ele vai estragar tudo — suspirou Mary. — Preciso escapar sem que ele me veja.

Ele sorriu — o sorriso condescendente e meio maroto que Mary conhecia muito bem.

— Tentarei distraí-lo o máximo que eu conseguir.

Mary assentiu e ergueu o olhar para ver o irmão marchar lentamente na direção de Pierre, medindo pouco mais de 1,80 metro de altura, ombros largos e olhos azuis despreocupados. Era dono de cabelos castanhos bem enrolados — de um tom mais claro que o dela — e sempre a salvava de uma enrascada.

— Sr. Hasters — falou o príncipe.

O mordomo fez um aceno de cabeça e murmurou:

— Majestade.

— Os preparativos para a chegada do visitante estão indo bem, pelo o que vejo.

— Sempre faço o melhor que eu posso, majestade — disse o mordomo, cheio de si. Era um homem orgulhoso e gostava quando o seu trabalho era valorizado. Na juventude, Pierre tinha sido um homem robusto, mas agora estava com bem mais de sessenta anos e seus movimentos eram rígidos e lentos. No entanto, ele ainda conseguia comandar um palácio com perfeição. — Espero que seja o suficiente para agradar o visitante.

— Imagino que ele vá chegar acompanhado.

— Sim, majestade.

— Ótimo. Agora mostre-me tudo o que será servido, por favor.

— Acaso refere-se ao banquete, majestade?

— Sim, meu caro Pierre. Meu pai parece gostar muito desta visita, então quero ter certeza de que tudo estará perfeito. Não concorda?

Pierre assentiu, sem ter muita certeza.

— Muito bem. Majestade, queira me seguir até a cozinha, por favor.

O mordomo fez uma reverência curta e se virou para sair, e Taehyung o seguiu cordialmente. De seu arriscado esconderijo, Mary ficou observando os dois se afastarem enquanto ela saía pelo outro lado do salão, sempre mantendo a cabeça abaixada e os olhos atentos.

Mary se obrigou a sorrir abertamente. Depois de quase duas semanas sem explorar o reino, a simples imagem dos portões principais do palácio era o suficiente para fazer seu coração transbordar de emoção. Ela não queria ter que sair sem o consentimento do pai, de fato não queria, e estava bastante ciente da punição severa que levaria quando retornasse. Mas desejar um pouco mais de liberdade era pedir muito?

Não que ela fosse impossibilitada de sair, mas sendo a única “princesinha” do rei de Lakesh, era de se esperar que ele enviasse guardas para escoltá-la e garantir a sua segurança. Sendo assim, Mary não viu outra alternativa se não encontrar uma forma de escapar do palácio sem que precisasse ser vigiada aonde quer que ela fosse. Então, mesmo sabendo que não era algo adequado para uma dama, passou a vestir-se como um homem. No final das contas, Mary optara pela independência ao invés de segurança.

— Olá, sr. Fernandez — disse um dos guardas responsáveis por vigiar os portões. — Ficará fora durante a tarde inteira?

Mary olhou para o velho homem, esquecendo-se por um breve momento que vestida em trajes masculinos, seu nome era Edward Fernandez.

— Desta vez não, sr. Grayson — sorriu ela, recompondo-se. — O rei receberá uma visita importante hoje. Como um dos criados pessoais do príncipe, devo ficar inteiramente a sua disposição.

— Oh, sim, não se fala em outra coisa por aqui — disse ele, fazendo um sinal para que outros dois guardas abrissem os portões. — Tenha um bom dia, sr. Fernandez.

— Igualmente, sr. Grayson — E então, depois de sorrir outra vez para o homem, Mary deixou o palácio.

                          ••♦••

— Acha que ela vai gostar de você? — sussurrou Jung Hoseok para Jeon Jungkook, o duque de Lion. — A princesa, quero dizer.

O duque — o visitante aguardado pelo rei de Lakesh —, observava a paisagem pela pequena janela da carruagem. Fingiu ignorar a pergunta de Hoseok, seu soldado de confiança. Naquele momento, os dois estavam a caminho de Lakesh, ambos homens jovens e muito belos, com olhos negros e intensos. Mas enquanto Hoseok era descontraído e brincalhão, Jungkook era sério e quase não abria a boca.

No entanto, tinha sido essa personalidade, que havia despertado o interesse de milhares de jovens solteiras do reino. As mães da sociedade, competiam entre si, querendo reivindicar o duque para suas filhas. Mas, sempre que uma delas tentava se aproximar, Jungkook fugia como o diabo foge da cruz.

Para o jovem duque, casamento era uma grande dor de cabeça. Embora ele estivesse comprometido com a princesa de Lakesh, ainda continuava tendo o mesmo pensamento.

Hoseok não se ofendeu por ter sido ignorado. Os dois se conheciam havia anos, e o rapaz apenas ria quando Jungkook fingia que ele não havia escutado nada que saía de sua boca. Entretanto, o soldado era persistente e não desistiria de arrancar uma resposta do companheiro tão facilmente.

— Ah, meu caro duque, não seja tão frio — disse ele, simulando uma expressão de tristeza. — Estamos viajando por mais de duas horas e você ainda não disse uma palavra. Não seja tão duro comigo.

O duque desviou o olhar da janela e encarou Hoseok. Então, estreitou os olhos.

E estreitou um pouco mais.

— Tão irritante — resmungou ele.

— “Irritante?” — disse o soldado, fingindo estar surpreso. — Você já me chamou de nomes muito piores.

Jungkook passou a mão pelos cabelos escuros. Sabia que não era o mais agradável dos homens, mas seu humor havia piorado gradativamente nas últimas três semanas. Tivera que enfrentar o exército inimigo do reino de Oregor durante duas semanas, sem descanso, obedecendo as ordens de Felipe, o rei de Lakesh. Os dois reinos se enfrentavam já havia muito tempo, mas graças a incrível força do duque, somada a de seus homens, Lakesh sempre conquistava a vitória.

— O senhor duque é mais difícil de persuadir que as damas — continuou Hoseok, suspirando em derrota.

— Não creio que a princesa seja diferente das outras — confessou Jungkook, dando-se por vencido.

Hoseok recostou-se e cruzou as pernas longas e musculosas, lançando um sorriso de satisfação para o amigo.

— No fim você acabou respondendo a minha pergunta.

Jungkook bufou.

— Você não me daria sossego se eu não respondesse.

— Mas é claro.

— Eu deveria arrancar sua língua, mas não sou um homem cruel.

Hoseok riu.

— Diz o homem que acabou de ameaçar cortar a língua do melhor amigo.

Jungkook sorriu.

— Você não para de falar — justificou-se.

— Eu sei que no fundo você gosta de ouvir a minha voz.

Jungkook ignorou o comentário sem cabimento.

— De qualquer forma — acrescentou Hoseok, colocando um fim as piadas —, estou sentindo que desta vez será diferente.

Jungkook ergueu uma sobrancelha.

— É só uma intuição — continuou Hoseok —, mas talvez possa virar uma certeza.

Com isso, cruzou os braços e fechou os olhos, deixando o duque intrigado.

E com a cabeça cheia de dúvidas.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Comentem o que acharam ❤❤❤❤


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