História O SEQUESTRO - Capítulo 4


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Categorias La Casa de Papel
Tags Bandidos, Crianças, Empregados, Família, Filhos, Mistério, Morte, Sequestro, Teorias, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Quatro


Cinco anos antes

Desço pelas escadas da minha casa, a primeira visão que tenho é de Marlee dando ordens a outras empregadas.

— Bom dia querida, como estão os preparativos? — pergunto assim que todos se afastam

— Bom dia senhora. À tarde, a governanta irá vir para ter uma reunião com a senhora, ela gostaria de saber os gostos do Senhor Healy.

Informo a ela — coisas que ela já deveria saber — que a tarde iremos sair para passearmos e não voltaríamos para o almoço, mas, ela poderia conversar com a governanta pois acredito que certamente acertaria nossos gostos. Marlee me responde acenando positivamente com a cabeça e me direciona para a sala que está servido o café.

Assim que meu marido e minhas filhas me veem, um sorriso é aberto por eles, seguido por um "bom dia" e respondo no mesmo tom. Sento ao lado de Haley, que está à ponta da mesa, minhas filhas ficam a minha frente.

— Vocês já deram parabéns para o papai hoje? — digo enquanto uma das minhas empregadas coloca meu suco e outra limpa a boca de Amberly.

— P-béns p-pa — Ashley grita batendo palmas e meu marido sorri.

— Parabéns papai — Amberly diz acompanhando sua irmã na animação — quantos anos? — ela abre suas mãos na frente do corpo.

— Nenhuma que você poderia contar nos dedinhos, filha — ele diz sorrindo e minha filha olha confusa para suas mãos e depois sorri.

Terminamos o café e fomos para o parque que as minhas filhas adoram. Como o local é cercado, deixamos as crianças brincando e sentamos em um dos bancos admirando a paisagem e jogando conversa fora.

Esse é um dos poucos dias que Haley não está acompanhado de seu notebook ou qualquer outra coisa que o lembre trabalho.

— Elas estão crescendo tão rápido — ele diz enquanto nossas filhas brincam de escalar — eu mal acredito que Ashley já está com um ano — ele sorri e passa suas mãos na calça — e Amberly — mais uma vez ele sorri — já está com três.

Elas nos gritam para olhá-las brincando e nós gargalhamos.

— Deveríamos ter trazido a babá — falo enquanto levantamos e ele acena positivamente com a cabeça.

Brincamos juntos por alguns minutos até um carrinho de sorvete passar do outro lado da rua, o suficiente fazer Ashley gritar que queria um. Meu marido a leva junto com Amberly para escolher o sabor do sorvete e voltam cada um com um sorvete na mão, incluindo meu marido que está com dois e me oferece um.

Passamos a tarde papeando e transitando pela cidade revendo alguns pontos turísticos. Almoçamos no restaurante favorito de Haley e assim que entramos na porta, minhas filhas se animaram, pois é o favorito delas também. Depois, como o prometido, seguimos para casa. Cada vez que chegamos mais perto meu coração acelera e aperta.

Mas afinal, o que poderia dar errado?

Um toque em um botão e o portão se abre aos poucos nos permitindo avançar com o carro pela garagem. Assim que descemos, abrimos as portas traseiras para retirar as meninas da cadeirinha de proteção e sem excitar elas correm para dentro de casa nos deixando para trás.

— O que achou do nosso dia? — pergunto quando ele chega ao meu lado.

— Foi ótimo ficar com vocês — ele diz enquanto entrelaça nossos dedos.

Entramos pela porta de casa e meu coração dispara com a surpresa que está prestes a acontecer. Mas ao contrário do previsto, quando chegamos na sala principal não existe nenhuma decoração de festa. Meu marido sobe para o quarto e chamo por Marlee.

Não obtenho nenhuma resposta, ninguém vem ao meu encontro. Subo para o quarto das minhas filhas. Bato duas vezes, ninguém responde. Tomo a iniciativa de entrar no quarto e o encontro vazio. Desço novamente para a sala principal e chamo por minhas filhas, outra vez, ninguém responde.

Olho para os lados a procura de alguém e escuto passos, com um reflexo me viro na direção deles.

— Querida, não se mexa — meu marido diz na frente de uma pessoa que está totalmente vestida de preto e com uma máscara possibilitando ver somente seus olhos e bocas.

— Coloca as mãos pro alto — o assaltante grita com a arma apontada para mim e me assusto.

— Faz o que ele está falando Jeane — ele tenta ser firme, mas sua voz fala em alguns momentos.

Aos poucos levanto às minhas mãos e as posiciono ao lado da minha cabeça.

— Mas e as minhas filhas? — falo e o assaltante sorri — onde estão as minhas filhas? — levanto o tom de voz e ele ri cada vez mais.

Um sentimento de ódio percorre cada veia do meu corpo e a única coisa que me impede de tomar uma atitude é a pistola apontada para mim.

Ele assobia e outra pessoa surge ao meu lado segurando a mão de cada uma das minhas filhas.

Um sentimento de alívio percorre o meu corpo, mas ao ver os rostinhos perdidos delas, meu coração se quebra.

— Essas ai servem Senhora Smith? — ele joga meu marido na minha direção e caminha lentamente em direção às minhas filhas.

— Se você tocá-las, eu juro que eu...

— Você o que Haley? — ele aponta a arma na garganta do meu marido ficando face a face, separado somente pela máscara — eu que estou no comando aqui, não sacou? — ele gargalha e vai na direção das minhas filhas. — Vejamos — ele abaixa ao lado de Ashley — você, pequenininha, é a Ashley? — ela acena a cabeça e meu coração dói. Ele a pega no colo e vai na direção de Amberly — e então, você é Amberly — ela confirma.

Ele olha para Amberly aponta na minha direção. Estendo os braços e minha filha corre e abraça as minhas pernas.

O assaltante, que acho que posso chamá-lo de sequestrador, passeia com a minha filha caçula no colo de um lado para o outro enquanto a outra assaltante — que julgo ser uma mulher — fica parada nos olhando.

— Eu preciso amarrar vocês? — ele aponta a arma para o meu marido e em seguida para mim.

Meu marido balança a cabeça indicando que não.

— Eu preciso de uma confirmação verbal — o sequestrador sobe a barra da sua blusa e revela um gravador.

Que diabos ele está fazendo.

— Você não precisa nos amarrar — meu marido diz entre os dentes.

— Ótimo — ele diz dando pulinhos indicando alegria — bravo.

Olho nos olhos do homem vestido de preto e vejo traços que são familiares. O seu jeito, a maneira como sorri e demonstra uma falsa alegria. Tudo é familiar. Olho para o meu marido e ele acena a cabeça positivamente como uma resposta aos meus pensamentos.

— Sabe, — ele agacha no chão e coloca minha filha entre as pernas — eu não estou aqui para roubar vocês, não não — ele sorri — eu estou aqui para te matar Healy.

A pistola é apontada para meu marido e abraço ainda mais a minha filha para que ela não veja essa cena.

— Por favor, me dê a Ashley — peço com a voz falha e o sequestrador gargalha do meu pedido.

— Vai andando até a mamãe Ash.

Ele empurra a minha filha e agacho no chão para chamá-la, aos poucos ela vem a minha direção. O homem se levanta e aponta a sua arma na cabeça dela e entro em desespero. Quando Ashley encosta nos meus braços, ele finge atirar fazendo um barulho com a sua boca e com um reflexo a abraço.

— Já pensou Jeane — ele roda a arma na sua mão — se você fica sem a sua filhinha.

Ignoro seus insultos e seguro forte na mão das minhas filhas enquanto fico de pé.

— Vamos parar com enrolações.

Ele acena para a parceira de crime e ela vai até meu marido. Com um golpe ela o joga no chão e o sequestrador atira.

Minhas filhas começam a chorar desesperadamente e eu me abaixo para tentar parar o mar de sangue que sai do peito do meu marido.

— Jeane — ele diz com dificuldade — você sabe quem eles são.

Sua respiração falha e de seus olhos caem algumas lágrimas.

Minhas filhas correm e sobem em cima do pai enquanto o chama desesperadamente.

— E depois será você — ele aponta sua arma para Amberly — depois você — aponta para Ashley — e você querida Jeane — por último sua arma aponta para minha face e simula um barulho de tiro.

O homem se retira andando em passos tranquilos pela minha casa e a mulher que o ajudou a cometer o crime o segue, mas consigo vê-la olhar para trás e murmurar um "sinto muito" antes das lágrimas tomarem conta dos meus olhos e eu não conseguir ver mais nada.

 



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