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História O Sequestro Na Paulista - Capítulo 3


Escrita por: Bea_Rxpizx

Notas do Autor


Antes de tudo quero dedicar esta história para meus melhores amigos, pessoas nas quais me inspirei para a criação dos personagens protagonistas; Luma, Nathalie, Giovana, Gabriel, Gabriel e Enzo.
Em prol de colocar todos os nossos sonhos em papel, ou melhor, em história.

História ainda em andamento, não sei quando terminarei de escrever e muito menos de postar, mas pretendo postar ao menos um capítulo por semana.

Espero que gostem, aproveitem!
~ Com carinho, Bea

Capítulo 3 - A ligação de Luca


...Luca...

       Oi... Diário? Não muito bem como escrever por aqui, mas Mary me pediu para fazer isso sempre que tivesse tempo, então aqui estou eu.

       Acabei de dar um grande susto nela. Cheguei na porta do quarto dela e comecei a bater desesperado e animado. Ela ficou muito brava pelo susto e ficou bem preocupada achando que eu estava passando mal ou precisando de ajuda. Vou contar como foi.

       - Mary! Mary! Mary! - Eu disse batendo na porta de seu quarto desesperadamente, até ela abrir respirando fundo ainda tentando se recuperar do susto.

       - O que foi, Luca? Não deveria estar dormindo? - Ela perguntou me olhando pensativa.

       - Sim, eu deveria, mas acabei de receber uma ligação. Aquela na qual estávamos esperando - comecei a me empolgar.

       - E então, já sabe para quem vai ser meu próximo trabalho? - Via seu rosto se abrir em um sorriso animador.

       - Sim! Vou te contar devagar para que não grite como da última vez. Você vai desenhar e costurar para a...

       Nessas horas você deve estar se perguntando quem sou eu e por que eu estou tão animado quanto Mary, então vou me apresentar antes de continuar a história.

       Meu nome é Luca, não é nenhum apelido, me chamo Luca mesmo. Sinto que é um nome que combina com a minha aparência, até que gosto dele, mas também é comum me chamarem de Lucas, Lucca, ou de Luka, às vezes por não saber o certo, às vezes só para me ver irritado. Já me chamaram até mesmo de Luke.

       Fiz vinte e dois anos em fevereiro, agora são 4:39 a.m. do dia 10 de abril, então não faz tanto tempo assim. Sou o segundo mais novo da casa, mas ainda assim consigo ser o mais responsável.

       Recebi a proposta de vir morar aqui de um primo meu de terceiro ou quarto grau, não sei direito quem é ele, apenas que é um primo bem distante. Foi muito bom ele ter nos dado essa oportunidade, é muito mais perto de tudo para todo mundo. Mais perto dos empregos, mais perto das universidades, mais perto de tudo mesmo.

       Sou o fundador de uma crescente empresa de música aqui na Paulista mesmo, que é um dos melhores pontos que eu poderia ter escolhido. Para ajudar um pouco na renda, eu gravo vídeos para o meu canal do YouTube tocando baixo, que sempre foi minha paixão. Desde pequeno me apresento para amigos e familiares, e assim como eu segui meu sonho, espero que as brilhantes pessoas que crescem na minha empresa também consigam fazer o que amam.

       Morei por um ano em Portugal, para ter uma experiência diferente da que tenho no Brasil. Tive estudos muito rigorosos, trabalhei muito, por diversas vezes toquei em bares ou em calçadas para ter algum reconhecimento fora do trabalho, com a minha arte, conheci pessoas novas, mas algo que nunca esquecerei é como o português de Portugal é diferente do português do Brasil. É lindo ouvir todas aquelas pessoas falando a mesma língua que você e ao mesmo tempo ser uma língua tão diferente.

       Na escola em que estudei gostaram tanto da minha pontuação em uma prova e de como eu tinha fluência no inglês, que queriam investir na minha educação fora do país, mas meus pais como tinham muito medo de me deixar sozinho e não tinham condições de irem juntos a mim, por emprego, família, enfim, acabamos não aceitando, mas esse foi um dos dias mais felizes da minha vida. A partir daí, nunca mais deixei nenhuma oportunidade passar.

       Morei por lá quando tinha dezessete anos, mas voltei quando completei dezoito por saudade do Brasil, dos meus amigos e da minha casa. Como os estudos eram muito puxados, voltei cansado, porém rápido para poder estudar para tentar passar em algum vestibular que me desse bolsa em uma boa faculdade. Acabei perdendo um ano, pois se começasse logo que saí da escola a prestar vestibular, estaria na faculdade com dezoito anos, porém não deu tempo de eu pegar a fase de provas e tive que esperar até o ano seguinte.

       Nunca me arrependo de ter vivido uma pequena parte da minha vida naquele país tão belo, mas nada pode ser comparado à beleza que o Brasil possui.

       Fui criado pelos meus pais, mas quando recebi a proposta de morar aqui nesse apartamento, um tanto quanto longe deles, não pude hesitar em aceitar de primeira, Não queria vir sozinho, então chamei esses seis doidos para me fazerem companhia.

       Foi um ano muito louco que passamos por aqui, por isso não reclamei de ter que escrever alguma coisa no diário, acho que é uma ótima oportunidade de não perdermos nossas memórias, como da vez que adotamos uma galinha, vou explicar melhor.

       Fomos todos à feira comer pastel, vimos que no final da mesma tinha um homem querendo se desfazer da galinha a todo custo, não importava se seria de graça ou não, então pegamos e a levamos para casa. Não deu nem três dias, todo mundo já estava exausto da bichinha. Mateus e Dhiego se trancavam no quarto com certo medo de Tina (sim, esse era o nome dela), eu ria demais quando isso acontecia, pareciam duas crianças, que cutucavam-na e saiam correndo. Mary e Alice me ajudavam a cuidar dela, davam grãos, água e limpavam a sujeira que ficava espalhada por todo o apartamento. Lili e Ayla já não gostavam muito da presença da nossa amiga ali, a galinha as acordava mais cedo do que queriam, o que as deixavam irritadíssimas. No final, fomos a uma fazenda e a deixamos por lá, mas foi assim que cuidamos de uma galinha por meros três dias.


Notas Finais


capítulo interminado!


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