História O serviço de entrega de Jongdae para um Minseok sem dinheiro - Capítulo 1


Escrita por: e lotso

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, Xiumin
Tags Chenmin, Colegial, Fluffy, Xiuchen, Xiuchenworld, Yaoi
Visualizações 476
Palavras 2.513
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu odeio a escola. Essa é a frase que resume meu atual estado na vida. Além de odiar estudar e acordar cedo, ainda tenho que participar de alguma das atividades extracurriculares daquele presídio. Não que esse seja o problema, o que realmente me deixa irritado é o fato de nunca ter conseguido entrar no time de futebol  que além de contar como atividade extracurricular e me dar uns pontinhos a mais nas matérias, me garante uma vaga em alguma faculdade realmente boa. Ah, claro, ainda me faria ficar mais próximo do menino que eu tenho uma quedinha/precipício, Kim Jongdae, o capitão do time — e o cara mais lindo que eu conheço.

Sendo um aluno comum naquela escola, dificilmente Kim Jongdae um dia me notaria, já que ele tem meio mundo ajoelhado aos seus pés e, bom… o fato dele ser hétero macho alfa, que normalmente fica com várias garotas com vozes irritantes o chamando de oppa. Dói admitir que, no fundo, eu tenho uma pequena invejinha delas. Mas, poxa, Jongdae poderia dar uma chance para o lado colorido da força.

Depois de alguns anos com esse precipício, me contentei com a visão daquele homem lindo de longe — embora quisesse tocar nos músculos e dar uns beijos naqueles lábios finos —, vida que segue.

A última coisa que eu esperava nessa minha vidinha entediante era abrir a porta da minha casa, ver o entregador de pizza vestido de Homem de Ferro sorrindo para mim e, a parte mais estranha dessa história, o entregador de pizza ser Kim Jongdae. Aquele cara másculo que eu citei no início segurando uma caixa e fantasiado parecia, na verdade, uma criança grande demais para a sua idade. Não preciso dizer que o sorriso sumiu assim que ele me viu, preciso? Por algum motivo que eu desconheço, Jongdae estava sem a máscara do super-herói que o caracterizava. Talvez o calor ou o destino querendo que Jongdae se envergonhasse na minha frente, porque ele enrubesceu, arregalou os olhos, baixou a cabeça e falou baixinho o valor que eu deveria pagá-lo pela pizza. Só deveria, porque dinheiro eu não tinha. Afinal, quem em pleno segundo ano do ensino médio tem mais do que alguns trocados no bolso e umas moedinhas que, no máximo, são o suficiente para comprar uma bala? Não sabia o porquê de ter pedido a pizza sem ter dinheiro, no máximo do máximo eu tinha ₩5000,00, e olhe lá.

— Então… — comecei, um pouco envergonhado. — Acontece que eu não tenho o tal do dinheiro.

— O quê? — Jongdae perguntou incrédulo, aumentando o tom de voz. — Por que alguém pede uma pizza se não pode pagar? O que eu faço com isso agora?

— Come? — eu ri baixinho esperando que ele também achasse engraçado, mas ele continuou sério. — Okay, okay. Eu posso explicar. Eu 'tava com fome e sem dinheiro, aí eu pedi uma pizza.

— E vai pagar como?

— Não sei, me diz você. Que outro tipo de pagamento vocês aceitam?

— Isso nunca aconteceu antes, eu não sei. — ficamos em um silêncio constrangedor por alguns instantes. — Minseok…?

Kim Jongdae sabe meu nome, por essa eu realmente não esperava.

— Ahn…?

— Como você vai pagar? — Jongdae falou calmo, como se estivesse tentando controlar a raiva.

— Me diz um jeito, que não seja dinheiro e que seja bom para os dois lados. — naquele momento eu estava pensando em algo como um copo, ou até mesmo alguma pulseira da minha mãe, mas Jongdae me olhou com uma carinha um tanto quanto maliciosa e sorriu de canto.

— Tem um jeito, sim.

Eu nunca me imaginaria daquele jeito com Kim Jongdae. Ele estava deitado em minha cama, comendo pizza como forma de pagamento.

— Você não tem que trabalhar? — perguntei.

— O seu pedido era o último da noite. — Jongdae respondeu, dando de ombros.

Murmurei um “entendi” e continuei observando-o. De perto ele era extremamente lindo, não que eu não soubesse disso, é só que eu nunca tinha visto ele assim, tão gente como a gente, sem ninguém rodeando ele e tentando aproveitar-se da sua popularidade.

— Para. — eu disse, e Jongdae riu.

— O quê? — ri também ao vê-lo corado.

— Você 'tá me olhando como se quisesse me comer. — concluí, e ele riu.

Ai meu Deus, que vergonha! Minha bochechas estavam queimando e eu sabia que eu provavelmente estava fazendo o famoso cosplay de tomate, ainda por cima, na frente do senpai.

— Eu não quis… — ele começou.

— Não, tudo bem. — interrompi.

Aquele silêncio constrangedor tomou conta do meu quarto, enquanto eu tentava ao máximo não encarar o mais novo que estava a alguns metros de mim.

— Você poderia… — Jongdae quebrou o silêncio. — Poderia não contar pra ninguém sobre isso? Sobre eu ser entregador de pizza e tal. — falou um pouco envergonhado.

— Não, não… Tudo bem, eu não ia falar pra ninguém mesmo.

Mais uma vez silêncio.

— Sabe, Minseok, eu vejo você me observando enquanto treino. — Jongdae sorriu sapeca.

Tá bom, por essa eu realmente não esperava. Puta. Merda. A vergonha era tanta que eu queria me esconder dentro do guarda-roupa e só sair de lá quando o mundo acabasse. Achava que ele não me notava, já que eu sentava nas arquibancadas e fazia alguns temas que eu esquecia de fazer em casa. Mas nunca, em toda a minha existência, eu imaginei que Jongdae percebesse que estava sendo observado.

— Do que… — pausei a fala, sabendo que iria gaguejar. — Do que você tá falando? — disse, tentando ser forte.

— Ah, Minseok, não se finja de bobo. — Jongdae falou sarcástico. — Chanyeol me contou a verdade.

Então, se algum dia você tiver que escolher entre passar o fim do mundo com Park Chanyeol ou uma onça, escolha a onça, porque nem ela é tão traiçoeira quanto o poste de quatro metros que eu, gentilmente, chamava de amigo. Pura burrice! Chanyeol não passava de um idiota que fazia de tudo para conseguir nem que fosse um fio de cabelo de Byun Baekhyun.

— O que você deu em troca?

— Falei com Baekhyun e fiz com que ele convidasse Chanyeol para o seu aniversário. — Jongdae respondeu, dando de ombros.

Não havia uma coisa que Chanyeol não fizesse por aquele tal de Baekhyun, um amigo de Jongdae que não jogava futebol, mas era lindo demais e por isso quase tão popular quando o capitão do time. Aquelas garotas nojentas também eram apaixonadas por aquele rostinho bonito do Byun, infelizmente, meu melhor amigo era exatamente igual a elas.

— Como pode confiar nele? Ele poderia estar mentindo pra ti. — falei, tentando me livrar.

— Eu até acreditaria nisso, mas ele me falou isso mês passado e desde então eu venho te observando me observar. — Jongdae sorriu de canto. — Me acha bonito, é isso?

— O quê…?! — bonito é pouco, para falar a verdade. — Eu só vejo a continuidade do jogo, só isso.

— Então por que você tá vermelho? — a expressão maliciosa tomou o rosto dele por completo.

— Eu na-não tô vermelho. — coloquei as mãos em minhas bochechas, me odiei por gaguejar e por isso senti ter ficado mais vermelho ainda.

— Olha, Minseok, se você gosta de mim, é só falar.

— Como assim?

— Você sabe, não é nada vergonhoso, muita gente gosta de mim. — sorriu convencido.

— Ah, para Kim Jongdae. — briguei. — Não ache que só porque você é bonito, todo mundo gosta de você.

— Ah, então eu sou bonito, é?

— E-eu quero dizer… — comecei envergonhado. — É o que as pessoas acham. — Jongdae riu, mas permaneceu em silêncio, comendo a última fatia de pizza que faltava.

Sinceramente eu não esperava que Kim Jongdae fosse daquele jeito, achava que ele pensasse só em si mesmo logo após ter ficado famosinho, mas na verdade ele parecia bastante desinteressado em toda aquela fama que haviam colocado sobre ele. Jongdae parecia muito mais legal como entregador de pizza, do que como capitão do time do futebol.

— Minseok-ah. — Jongdae chamou.

— Fala. — respondi, estranhando a pouca distância entre nós dois.

— Sabe… você poderia pagar de outro jeito.

— Como? Esse já não foi o meu pagamento? — perguntei confuso.

— Não, claro que não. Você só pagou metade da pizza.

— Hm… Entendi. E como eu pago o resto?

Jongdae se aproximou mais ainda, ficando ao meu lado, frente a frente.

— Assim.

Ele colou seus lábios nos meus, entreabri os lábios para que ele aprofundasse o beijo, o que não demorou muito. Coloquei minhas mãos por trás da sua nuca, puxando mais para perto, enquanto ele segurava minha cintura. Foi ele quem acabou com o beijo, continuando com os olhos fechados mesmo depois do ósculo.

Nós dois estávamos ofegantes, não pelo beijo, porque ele foi calma do início ao fim, porém estávamos ansiosos. Meu coração batia rápido e as tão famosas borboletas no estômago voltaram.

— O que foi isso? — perguntei.

— Não gostou? — ele olhou para mim com as bochechas vermelhas, envergonhado.

— Não. — Falei rápido.

— Não?

Não, não, gostei. Eu gostei. É que… foi tão de repente.

— Achei que gostasse de mim.

— Eu gosto. Porra, Jongdae, gosto até demais. Mas eu achava que você era hétero.

— Acho que quando se têm metade das garotas do mundo nos seus pés, você começa a odiar elas. Todas elas. — ele riu, embora parecesse preocupado.

— Por isso me beijou? Pra saber se é gay? — sorri convencido. — Acho que você é gay, Kim Jongdae.

— É… Talvez.

 

[...]

 

Eu estava ansioso, na sala de aula, em uma das classes do fundo. Se fosse um dia normal, eu esperaria que Jongdae entrasse na sala e ficasse na frente, como o aluno exemplar que ele é, porém, desta vez, eu queria falar com ele, não deixar o que aconteceu na noite passada para trás, não esquecer ou fingir que nunca aconteceu.

Jongdae chegou, passou pela porta da sala com Baekhyun do seu lado e mais duas meninas falando alguma coisa que eu não pude ouvir. Ele fez o mesmo de sempre, colocou a mochila em cima da mesa e saiu da sala junto do Byun, à procura de Jongin.

Era de se esperar que Jongdae me ignorasse, então continuei sentado, pensando em como fui burro por esperar alguma atitude em relação a ele. Deitei minha cabeça em minha mochila com o intuito de dormir por, sei lá, toda a minha vida.

 

[...]

 

Eu estava sentado nas arquibancadas, desta vez sem nenhuma desculpa, não estava fazendo os temas, esperando alguém, nem mesmo vendo a continuidade do jogo; eu estava vendo Kim Jongdae. Eu aguentei grandes dez minutos, até que não consegui mais olhá-lo e simplesmente saí do ginásio.

Kim Jongdae era aquele tipico tipo de pessoa que tem medo de ser quem é na frente dos outros. Concluí que aquele beijo, que para mim significou tanto, para ele significava nada. Ele tinha toda uma reputação a seguir, precisava ser igual Jongin e Baekhyun: precisava gostar de ficar com garotas e nunca se relacionar seriamente.

Decidi ir para a biblioteca, ler e desestressar a alma. Resolvi ler, mais uma vez, “O Sol é Para Todos” e tentar aprender com Jean Louise que eu não precisava de ninguém além de mim mesmo. Foi mais ou menos meia hora depois de eu ter começado a ler que eu senti uma mão em meu ombro, achei que fosse Junmyeon, o bibliotecário que adorava bater um papo sobre os livros que eu estava lendo, porém assim que me virei me surpreendi.

Em minha frente estava Kim Jongdae, todo suado e ofegante, com os olhos arregalados e as mãos tremendo.

— Tá tudo bem? — perguntei preocupado.

— Por que você saiu? — falou com a voz baixa e a respiração descontrolada.

— O que…?

— Por que não ficou para ver o jogo?

— Você tá brincando comigo? — perguntei irritado.

— Minseok, eu… — fitou os próprios pés. — Eu gosto de te ver me assistindo jogar.

— Peça para que uma daquelas suas fãs que te assistam jogar, já que gosta tanto. — eu estava irritado, claro que estava, mas tinha razão para isso. Então ele achava que era assim? Que me tinha quando queria e me ignorava quando me achava desnecessário?

— Eu… Ah Minseok, eu gosto de você.

— Você só gosta de mim quando não está com um de seus amigos ou com aquelas garotas nojentas ao seu redor. — não precisava de um espelho para saber que eu estava fazendo bico.

— Eu só fiquei com vergonha e… — olhou em meus olhos. — Medo de você não querer nada comigo.

— Do que está falando? — perguntei confuso.

— É que… — ele enrubesceu, olhou para baixo e respirou fundo. — Eu entendo que eu tenha sido um pouco idiota. Na verdade, eu ainda acho que sou o maior idiota do mundo por não conseguir nem falar com você direito e… — olhou para mim. — Eu só queria saber se tá tudo bem se eu passar na sua casa mais vezes, não só pra entregar pizza, e vestido com roupas normais. — suspirou. — Eu não tenho vergonha de você, Minseok. Só de não te ver em um dos meus treinos eu já sinto que vou jogar mal, eu sinto como se… — pensou por alguns segundos. — Como se eu precisasse de você. Eu acho que deveríamos repetir a dose algumas vezes, porque teu beijo foi melhor que de qualquer outra menina que eu já beijei e eu queria poder te beijar sem ser como um pagamento, entende? — fechou os olhos, colocando as mãos nas bochechas rubras, tentando se esconder de mim. — Meu Deus, eu sou muito gay. — ri baixinho com sua fala final.

— Como vou saber se amanhã você não vai me ignorar? — perguntei desconfiado, claro que queria muito acreditar no que ele tinha dito, queria poder beijar ele mais uma vez, mas eu tive medo, Jongdae parecia ser exatamente como Jongin: falava o que as pessoas queriam ouvir, prometia mentiras para deixar os outros felizes e depois fingia não saber de nada, idiota!

— Se eu fizer isso, pode me chutar. — falou enquanto ria.

 

[...]

 

Quando Jongdae chegou na aula e fez o mesmo de sempre, preparei-me para chutá-lo, porém, poucos minutos depois de conversar com uma garota nojenta, vi ele se aproximar. Ele me puxou pela mão e me abraçou carinhosamente, na frente de toda a turma.

— Você não tem vergonha? — perguntei.

— Vergonha eu só tenho de me vestir de Homem de Ferro. — rimos.

Ficamos um tempo em silêncio.

— Já disse que você parece um urso? — Jongdae falou sorrindo.

— Já disse que Robert Downey Jr é um péssimo Homem de Ferro comparado à você?

 


Notas Finais




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