História O seu jeito doce de ser - Capítulo 5


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Categorias Capitão América, Guardiões da Galáxia, Homem de Ferro (Iron Man), O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pantera Negra (T'Challa), Personagens Originais, Steve Rogers, Thor, Visão
Visualizações 58
Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - O encontro


Fanfic / Fanfiction O seu jeito doce de ser - Capítulo 5 - O encontro

ESTHER TOMPSON


Tudo foi tão rápido, e eu vi tudo acontecer, ele matou aqueles homens em um piscar de olhos como se já fizesse isso a muito tempo, como se fosse uma máquina mortífera. Meu coração está batendo freneticamente e meus olhos ardendo com as lágrimas querendo escorrer por meu rosto.

Sem dizer uma palavra, ele me deu uma última olhada, como se quisesse se desculpar e se explicar e então saiu, saiu apressado como se também estivesse fugindo de algo, ou alguém.

Meu coração se partiu naquele dia, naquele instante sabendo que eu nunca mais o veria. Que nunca mais ele iria vir me ver, pra saber se ainda tinha rosas pra vender ou pra saber se estou bem. Bucky. Meu misterioso Bucky foi embora.

Um mês se passou desde o ocorrido, nunca pensei que precisaria tanto de alguém como preciso dele. Ele foi o único que em tão pouco tempo me fez sentir única e especial. Ele se tornou alguém muito especial pra mim, eu sabia disso, mas agora ele passou a ser muito mais, algo que eu ainda não sei dizer.

– Esther – Olhei pra dona Olívia – Não fique assim, não gosto de te ver assim.

– Eu só queria que ele voltasse – Abaixei a cabeça – Nem que fosse pra me vigiar indo pra casa.

– Se ele gosta mesmo de você, ele vai voltar. Você não está mais com o brilho de antes, está mais magra. Querida, não fique assim – Alisou minha cabeça – Sei que ele tem uma explicação.

– Sinto a falta dele. Ele foi o único que me fez sentir especial. – Sorri fraca – Mesmo em tão pouco tempo.

– Você o ama, não é ? – A olhei rapidamente – Você o ama. – Afirmou mais pra si mesma.

– Não sei se posso dizer que é amor.

– Se não fosse amor, não estaria assim. Vem cá – Esticou os braços e me abraçou – Minha menina está amando.

– Talvez. Amando alguém que saiu sem dizer adeus. – Senti uma gota de lágrima escorrer por meu rosto – Ele foi tão especial. Tão gentil.

– Você se lembra o que ele fez aquele dia ? – Nos olhamos e eu concordei – Ele fez aquilo pra te proteger, e sumiu pra não ter que dar queixa. Talvez seria mais difícil assim.

– Mas sumiu do mapa – Sequei a outra lágrima que já escorria por meu rosto.

– Pense apenas pelo lado positivo. Olha, quero que faça uma coisa, deixe sua cesta aqui comigo e vá dar uma volta na sua bicicleta.

– Dar uma volta ?

– Sim. Esfriar a cabeça, esquecer um pouco os problemas, vai lá na praça o lugar que você ama.

– Tem certeza ? Não quero dar trabalho pra senhora.

– Não vai me dar trabalho algum, eu que quero te ajudar.

– Tudo bem, então – Então peguei as cestas e coloquei na sua barraca, olhei pra ela e ela acenou mostrando que está tudo bem. Peguei minha bicicleta e sai. Meu coração parece pesado, minha cabeça cheia de algo que nem sei o que é.

Chegando assim na praça, avisto várias crianças brincando nos brinquedos novos que colocaram e outras brincando por todo o gramado. Pais sentados fazendo piqueniques e outros Aproveitando a tarde de outras formas. Empurrei a minha bicicleta e parei em um banco. Encostei a minha bicicleta e me sentei. Passaram-se uns minutos e estava focada nas crianças brincando. Que saudade da minha infância. Até que escuto um miado entre umas árvores atrás de mim, olhei e não vi nada apenas escutava. Me levantei e fui atrás do miado encontrando uma bolinha de belo, preto e branco, sorri ao ver.

– Olá pequeno – Assim que ele me viu veio até mim, então o peguei. Tão pequeno e frágil, tão fofinho – O que faz aqui sozinho ? – Em resposta ele miou.

Fui andando em direção a minha bicicleta e o coloquei na cesta, se acomodando dentro dela. Uma tontura me veio e me apoiei no banco, mas foi em vão pois fui direto no chão falando assim meu braço e meus joelhos. Essas tonturas vem acontecendo quase sempre e está me deixando nervosa.

– Moça – Uma menina de mais ou menos uns dez anos me chamou – Moça está tudo bem ?

– Oi – Sorri pra ela – Está sim, não foi nada.

– Tem certeza ? Quer que eu chame o médico ?

– Não precisa, muito obrigada. – Me levantei.

– Seu braço, está sangrando – Olhei pro meu braço, e puxa vida, está muito machucado. Também, cai igual uma jaca madura no chão. – Seus joelhos também, mas o seu braço está mais.

– Vou cuidar disso – Olhei pra ela – Obrigada mais uma vez.

– De nada. Miranda – Estendeu a mão.

– Esther – Apertei sua mão, depois soltamos – Já vou indo. Você vem sempre aqui ?

– Sempre que posso. Não é todo dia, já que estudo o dia todo, e você ?

– Todo dia. Bom, agora já vou indo, tenho que cuidar dos machucados. – Nos despedimos e segui em direção a feira. Me sentia cada vez mais cançada e um pouco sem ar. Minha falta de apetite não está me fazendo muito bem.

Logo cheguei na feira e avistei dona Olívia atender um homem, de casaco, boné e cabelos escuros que vão até o ombro, por um instante sorri com a esperança de ser o Bucky mas meu sorriso morreu ao lembrar que ele foi embora e deve está muito longe. Ele não vai voltar.

Algumas pessoas me olhavam, provavelmente pelos meus machucados, não ligo mas está Estranho. Empurrar a bicicleta já está ficando difícil, meu braço tá doendo, posso aguentar.

O homem então abaixa a cabeça e sai. Dona Olívia suspirou pesadamente e voltou a sua atenção para o seus bolos. Ficou nervosa e olhando para a direção em que o homem foi.

– Está tudo bem ? – Encostei a minha bicicleta na sua barraca, já não tinha tanta flor como antes – Aconteceu algo ?

– O homem que me comprou dois bolos, os esqueceu aqui – Disse triste – Agora ele já está longe, não vai me ouvir. Filha, onde você machucou esse braço ?

– Eu cai, não foi nada de mais. Ele ainda está em uma distância favorável, quer que eu vá levar pra ele ?

– Você faria isso ? – Balancei a cabeça – Então leva pra mim, antes que ele suma da vista de uma vez.

– Só cuida do meu gatinho.

Então peguei a sacola com o braço bom, e fui andando rápido na direção do homem. Ele agora adiantou os passos e atravessou a rua, apressei ainda mais o meu, mesmo estando com meus joelhos doendo. Ele não pode ficar sem seus bolos, pagou por eles. O gritei, mas ele não me escutou. Comecei então a correr, e ele entrou em uma esquina. Puxa, é agora que o perco de vista. Corri e virei a esquina, vendo ele entrar em um dos prédios, sumindo da minha vista, pelo menos sei em qual ele entrou.

Parei em frente ao que ele entrou, e ele é um dos prédios abandonados a anos. Engoli em seco e pensei se iria entrar ou não, mas resolvi entrar, seja o que Deus quiser.

Abri a porta, olhei ao redor e tudo está muito abandonado. Entrei fechando a porta atrás de mim. Agora é saber onde ele tá. Escutei um barulho rápido vindo de um dos andares de cima e então me apressei em subir as escadas. Longas escadas. Subi cada degrau já pedindo a Deus pra achar ele logo. Recuei assim que escutei outro barulho, esse parecia de uma janela sendo aberta, do penúltimo andar. Estou quase lá, faltam só mais dois andares.

Cansada e quase morrendo, consegui chegar. Levantei a mão pra bater na porta, mas parei um pouco. Não sei quem é essa pessoa, fui muito louca de vir até aqui, não sei o que vai ser de mim. Meu coração acelerou, mas já que estou aqui não vou dar pra trás. Dei três batidas na porta e esperei, tudo ficou em um silêncio só. Bati novamente e esperei, se ele não me atender na terceira vez, vou embora. Não estou com tanta paciência assim.

Bati novamente e já tinha desistido quando ele abre a porta, mas apenas um pouquinho pra ver de quem se tratava. Meu coração quase saiu pela boca de tanto nervoso.

– Me desculpe, mas você esqueceu o seu bolo lá na barraca da dona Olívia – Levantei a sacola mostrando a ele. Os seus olhos azuis me lembram uma pessoa. Bucky.

Ele ficou parado me olhando, e me senti desconfortável. E depois foi abrindo a porta aos poucos mostrando quem é.

– Oi meu anjo !


Notas Finais


Bucky. Bucky. Bucky.
Foi e voltou... Motivos ? Só no próximo capítulo..


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