História O Soldado, O Musico e O Lord - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Medieval, Monstros, Vampiros, Yaoi
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - O Príncipe


O Príncipe 

 

Quando as cortinas foram abertas por uma das empregadas para que a luz do sol entrasse, o jovem herdeiro do trono de Kastides já estava acordado a alguns minutos, olhava a parte de cima de sua cama como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

- Vossa alteza, seu desjejum estará aqui em minutos, seria melhor o senhor se lavar. A empregada conhecia o príncipe a mais tempo que o mesmo pudesse lembrar, tinha muito respeito por aqueles que o serviam, mais isso não impedia que sua personalidade forte surgisse as vezes.

- Sim, Sim claro Maim, como sempre nem mesmo minha comida posso escolher. O príncipe disse num tom de zombaria e com um sorriso maldoso nos lábios perfeitos, se a Maim não o conhecesse diria que ele a estava desafiando, o menino já não parecia mais uma criança, aquele sorriso derreteria os corações das jovens de todos os reinos, as sardas embaixo dos olhos eram um charme sem duvida e aos olhos amarelos como o mel mais puro já extraído, os cabelos cacheados num tom chocolate que estavam bagunçados pela noite mal dormida, o príncipe era um deleite para as vistas cansadas da velha empregada.

Maim respirou fundo e olhou incisivamente para o adolescente sentado entre os vários cobertores e lençóis feitos pelo melhor material encontrado, “ele parece um anjo” pensou a velha mulher, realmente a família real carregava uma excelente linhagem, “pena que sua personalidade e tão ruim quanto a do próprio diabo” completou o pensamento, só teria um jeito de tirar aquele rapaz da cama, se ele estava jogando ela saberia muito bem que cartaz por na mesa.

- Sabe meu príncipe, o senhor deveria se arrumar logo, o senhor seu pai está muito empolgado com a festa de hoje, seria uma pena se vossa alteza não estivesse no salão pra ajudar nas decisões, afinal, seu melhor amigo vai ser indicado hoje e...

- A INDICÇÃO DO ELEY! COMO PUDE ME ESQUECER DISSO! O príncipe pulou de sua luxuosa cama, esquecendo-se que estava nu, olhou para traz é viu Maim de olhos fechados e com um sorriso vitorioso no rosto, o príncipe decidiu ignorar sua derrota momentânea e foi se lavar.

O dejejum foi agradável, outras três empregadas trouxeram frutas e pães para o príncipe, sua bebida favorita foi lhe dada de bom grado, leite de vaca com açúcar mascava e gotas de chocolate amargo derretido, o príncipe assim como seu pai amava coisas doces.

Quando terminou de comer ainda enrolado em uma toalha, o príncipe vestiu roupas simples, pois não gostava de andar todo pomposo pelo castelo, diferente de sua irmã mais velha Valleri, a terceira a nascer, que sempre parecia estar pronta para um baile de mascaras, mais também não queria se passar por um plebeu como sua irmã Velmiran a quinta a nascer e gêmea mais velha de Vigur a sexta a nascer, por muitos anos não conseguia entender como suas irmãs eram tão diferentes e tão parecidas ao mesmo tempo, não se importava realmente, amava todas as sete, a diferença de idade entre ele e Vannan a sétima a nascer era de dez anos, e a diferença entre ele é Valkiria a Primeira a nascer era de dezesseis anos, sempre foi mais próximo de Virila a segunda a nascer, ela era a mais parecida com a mãe que nunca conheceu, pois havia morrido dando a luz a ele, sua irmã Verissima a quarta a nascer, era muda, e se comunicava por desenhos no começo, hoje ela escreve e com ajuda de uma poção mágica consegue fazer sua ave de estimação falar algumas coisas, suas irmãs eram mulheres lindas, divertidas, inteligentes e que o amavam muito, ainda não entendia o porquê ele deveria subir ao trono.

Saiu andando animado do quarto, Maim o seguiade uma distancia confortável para o príncipe, que por sinal tinha um sorriso nos olhos, isso geralmente era mau sinal, como por exemplo, quando o príncipe entrou na cozinha do castelo aos seis anos e derrubou um caldeirão inteiro de caldo no chão, ou quando no aniversario de vinte e um anos de Vennan ele decidiu que enfrentaria todos os homens que tentasse tira-la para dançar, ou pior, quando Valkiria ganhou sua tropa de soldados e para testa-los jogou poções explosivas neles, o príncipe foi uma criança difícil, mais quem o poderia julgar, ele nunca saiu pelos portões do castelo, uma criança difícil, mais muito solitária.

Ao chegar no salão, Bernard o chefe dos mordomos e empregadas prendeu a respiração, aquele sorriso era mal sinal, o príncipe com as mãos na cintura olhando para todos os lados com aquele sorriso, algo muito serio se passava na cabecinha de cabelos cacheados de Vossa alteza.

- Em que posso ser útil meu príncipe? Bernard perguntou apreensivo, na verdade não queria a resposta.

- Eley, meu amigo mais querido se torna um cavaleiro hoje. Disse o príncipe olhando para o chão, e de forma terna continuou. Ele, e Gallant foram às únicas crianças que brincavam cominho quando era pequeno, eu quero que tudo, absolutamente tudo, esteja perfeito para ele.

- Claro vossa Alteza, não vamos decepcionar o senhor, muito menos o jovem Eley. Bernard disse um pouco aliviado.

- Excelente, agora, se me permite perguntar, onde esta meu pai? O príncipe tinha o sorriso nos lábios novamente, Bernard se sentiu levemente ameaçado ou preocupado, talvez algo entre os dois,

- N-Nos aposentos dele meu príncipe. Respondeu Bernard agora realmente pensando que talvez, só talvez tivesse caído na armadilha do príncipe.

- Ótimo. E seu sorriso se alargou ainda mais enquanto falava as próximas palavras. Maim, não precisa me acompanhar, fique e ajude nos preparativos, eu irei falar com meu pai, prometo voltar em alguns minutos.

- Claro meu príncipe. Maim olhou para Bernard meio apreensiva mais uma ordem era uma ordem.

O príncipe andou veloz pelos corredores do grandioso castelo, o quarto do pai ficava na parte de trás do castelo protegido por muitos soldados e empregadas treinadas em magias dos tipos mais diversos, os corredores para chegar ao quarto do rei eram encantados, isso fazia parecer que eles aumentavam de tamanho ou tivesse bifurcações que nunca estiveram ali, os objetos moviam-se de lugar aleatoriamente, se alguém sem preparação tentasse chegar aos aposentos do rei poderia ficar dias perdidos em um corredor de apenas vinte passos, oque não era o caso do príncipe, que além de ser um excelente espadachim, tinham incríveis habilidades com poções e era letrado em magia e alquimia, em seus dezessete anos o mesmo já poderia ser apontado como um mago de classe potestade ou virtude, o que era simplesmente algo incrível para a sua idade, muitos magos passam anos de sua vida apenas para se tornarem arcanjos, enquanto uma criança de seis anos já o era.

- Pai, quero falar com senhor. Disse o príncipe abrindo as portas enormes de mogno mais velhas que seu avô e entrando no quarto luxuoso, onde seu pai o Rei Karlus tomava seu desjejum tranquilamente.

- Claro querido, oque você precisa meu sol? Disse o rei levando sua caneca com a sua bebida favorita, que por sinal era a mesma que seu filho até a boca perfeita.

O Rei era um homem lindo e jovem, os olhos castanhos como creme de avelã e cacau, e os cabelos um pouco mais escuros ondulados e compridos, o corpo perfeito com algumas cicatrizes aqui e ali, as sardas presentes abaixo dos olhos, característica essa que só aparecia nos homens da família a barba bem feita e cheia na cor dos cabelos e uma pinta embaixo do olho esquerdo, quando o seu filho nasceu o mesmo tinha apenas trinta anos, e quando sua filha mais velha nasceu ele tinha apenas quatorze anos, agora com seus quarenta e sete anos ele se encontrava no auge de seu charme e maturidade, um rei justo e bondoso, sempre disposto a ajudar quem aparecesse em seu reino, não importava se essa pessoa fosse humana ou criatura magica, seria bem vindo em Kastides e seria tratada como cidadão como qualquer outro.

- Eu quero dar um presente para Eley. O príncipe disse para seu pai com seu sorriso característico, já o rei erguia a sobrancelha de forma questionadora e desconfiada.

- Prossiga meu sol. Desse o rei se levantando e fazendo as empregadas que estavam no quarto ficarem vermelhas como um tomate e o filho virar o rosto para parede, dormir nu era algo exclusivo do príncipe.

- Eu quero dar a ele uma moeda de ouro. O rei estranhou esse pedido olhando novamente para o filho com a sobrancelha arqueada enquanto arrumava uma toalha na cintura para o alivio ou frustração das empregadas presentes.

- Eu tenho certeza que Grougray e muito bem pago meu filho, uma moeda de ouro não e nada... então o rei percebeu o que seu sol queria dizer, ele queria dar uma moeda de ouro, uma vida, uma pedra filosofal, essa realização fez o rei dar um sorriso característico.

O príncipe sabia que seu pai não era bobo e já tinha entendido, e pelo visto gostado da ideia.

- Sabe meu sol, você me lembra muito a mim mesmo na sua idade, porém com menos filhos. Disse soltando uma risada divertida e continuou. Pelo menos eu espero que você não tenha nenhum filho escondido. Disse juntando as sobrancelhas de forma inquisitiva.

- Pai...O príncipe ficou levemente avermelhado, esse não era um assunto divertido de se ter com o pai, muito menos com o rei.

- Calma meu querido estou brincando, eu também quis dar algo muito especial pro Grougray mais ele nunca aceitou, então duvido que Eley aceite. Disse o rei andando em direção ao seu guarda roupa deixando a toalha escorregar por suas pernas, o que fez um das empregadas segurar o folego de forma audível e seu filho colocar uma das mãos no rosto pra não ver o que não queria.

- Não planejo me jogar nos braços do meu melhor amigo pai. Disse O príncipe de forma enojada.

-É uma pena acho que vocês fariam um lindo casal, e eu gosto muito de Eley, meu sol que acha dessa blusa? Disse o rei colocando uma peça de roupa na frente de seu tronco para mostrar ao filho.

- Eu gosto mais da vermelha, o presente será uma forma de mostrar que confio minha vida a ele.

- Sim, a vermelha fica melhor com a calça que eu quero colocar, eu sei que confia cegamente em Eley filho, mais fazer uma dessas é deveras perigoso, e tudo que eu menos quero e ver você em perigo meu amor. O rei falava enquanto se vestia de forma preguiçosa, porém rápida.

- Eu sou mais que hábil a fazer cem dessas sem problema nenhum meu pai, já superei meu professor de magia a anos e o de alquimia também, eu sei muito bem mexer com poções e magias de cura, então eu realmente não sei porque toda esse preocupação, na verdade não sei porque você esta sempre tão preocupado comigo, eu nunca sai do castelo nem mesmo uma vez na vida, o senhor não permite que eu...

- Silencio. Disse o rei de forma alta, porem não gritando, esse assusto sempre aparecia uma hora ou outra, mais no momento o rei não estava com muita paciência para explicar novamente os porquês do príncipe não poder sair do castelo, ele amava o filho e perde-lo não era uma opção.

- Perdão meu pai, eu não queria te incomodar. O príncipe parecia triste e arrependido das palavras proferidas, a preocupação excessiva do pai chegava a ser algo doentio, mesmo que a razão nunca tenha sido explicada.

- Tudo bem meu amor, eu que me desculpo por ter erguido minha voz para você, e meninas, me perdoem pelo susto sim, estão dispensadas, quero passar um tempo com meu filho antes da festa. Enquanto falava as empregadas o reverenciavam e saiam uma a uma do quarto.

- Como estou meu sol? Acha que Grougray vai aceitar vir aos meus aposentos essa noite? O rei não usaria essa roupa na festa, mais o mesmo amava receber elogios, fossem eles de quem fossem.

- Qualquer um iria pra cama com você pai, mais acho que Grougray não e qualquer um. O príncipe riu da falsa expressão de tristeza do pai.

- Um dia ele ira ceder, tenho certeza. O rei falou isso mais pra si mesmo do que para o filho.

Embora um homem incrivelmente desejável o rei não desposou ninguém depois da morte da esposa, e também não quis mais filhos, afinal oito era um numero incrivelmente satisfatório, mais em seus momentos mais difíceis Grougray estava lá, então foi natural que em algum momento os sentimentos de amizade e gratidão começassem a evoluir, se tornando uma paixão quase avassaladora e que queimava com um desejo sem fim, já tinha perdido a conta de quantos homens, mulheres e pessoas entre os gêneros ou sem gênero já tinham passado por seus braços, mais no final era nos braços de Grougray que queria estar.

- Bem meu filho, já que você vai fazer isso, vamos fazer direito, eu irei te ajudar.

E com essa frase seu coração do Príncipe se encheu de emoção e felicidade, esse seria o melhor presente de todos.

- Obrigado meu pai, vamos para a biblioteca!



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