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História O som da sua voz - Capítulo 7


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Olá, votem na Karol comka.

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction O som da sua voz - Capítulo 7 - Capítulo 7

 Aurélio vivia irritado e isso não passou despercebido pelo pai e a filha. Esse comportamento dele não era nada comum. Depois da reunião com a rainha do café o homem tentava arrumar uma forma de pagar a mulher que estava perturbando seu alto controle.  

Pensou em procurar um emprego na sua profissional, botânica. Mas não estava o agradando, então decidiu procurar no que mais amava, cuidar dos cavalos, gados. Só que era uma procura inútil, os fazendeiros tinham vergonha e constrangimento de darem um emprego para ele por ser um filho de um barão. E também surgia sempre a mesma dúvida que eles perguntavam.

pra quer trabalhar? Sua família tem dinheiro e prestígio para umas dez gerações.

Ele saia frustrado e cabisbaixo quando passava por esses episódios. Dois dias tinham se passado e ainda nada, e seu humor não estava do melhores e isso também não ajudava. Ele não estava se reconhecendo, esse não era o homem tranquilo e equilibrado.  

Ontem a pôs se encontrar com o advogado antes dele voltar para a cidade. Saindo da casa de chá ele quase esbarrou na mulher outra vez, com o seu funcionário que parecia mais um guarda costa ao lado. Mas diferente da outra ele deu uma cara de indiferença para o homem e apenas deu a volta e fingiu que não aconteceu nada, como se ela fosse uma desconhecida. Que deixou a mulher desacreditada o olhou seguir seu caminho sem olhar pra trás. 

Se ele não entendia o que estaca havendo com, muito menos ele que estava se sufocando com essa dúvida. 

.... 

O vale estava um calor insuperável. Julieta não conseguia se concentrar no seus negócios pela a temperatura tão avançada. Se levantando e anunciando ao seu motorista que iriam sair.

Caminhando pela trilha de terra, chegando no lugar onde passou a ser um lugar favorito seu. No momento que ela chegou no local ele já estava lá. Com as mangas da camisa levantas assim como a calças dobrada até acima da perna. Ele estava refrescando os pés dentro do rio jogando algumas pedinhos dentro d’água.  

Julieta caminha para mas perto porém pisa em um galho que faz barulho dando sinal da sua presença. Aurélio nem se deu o trabalho de virar.  

– Eu imaginei que viria.  

A mulher caminhou para mais perto não muito para não molhar seu vestido. Aurélio jogou a última pedra e se virou andando para fora do rio, passando por ela juntando seu palito do chão. Quando a encarou pela a primeira vez, ela tinha os olhos presos no seu seus, com os braços cruzados como se esperasse que ele falasse o que tanto tava incomodando. Mas ele não o fez.  

Julieta até queria dizer alguma coisa, ela até tentou mas desistiu, afinal ele não compreenderia, e soltando os braços ao lado do corpo frustrada. 

Ele riu baixo com o desapontamento dela, e com o palito em mãos tirou de dentro do bolso um bloco de notações com folhas amareladas, e também uma “caneta.”  

Ele se aproximou da morena segurando em sua mão e colocando. Ela olhou para os objetos e depois para o homem, uma emoção nasceu com essa atenção que ele teve.  

– Agora diz, o que estava tentando me falar?_ ele esperou para que ela terminasse de escrever.  

“Está com raiva de mim?” 

Aurélio soltou ar cruzando os braços para depois voltar a olhar para ela. A respondeu com outra pergunta.

– Quando estávamos aqui da última vez, que eu te falei sobre a situação da minha família, sobre a falência. Você sabia quem eu era?  

“Sobre quem você era não. Apenas sei que implicou com comigo.” _ Aurélio gargalhou e viu verdade nos olhos castanhos. Ele parou e a olhou serenamente, agora estava sossegado nas suas dúvidas que o tiraram o juízo.  

– Quando eu entrei naquele escritório e te vir sentada ali, na minha frente com..._ coçou a garganta desviando do que diria. – Bom, uma raiva incontrolável se instalou em mim. Eu sei que possa ser um besteira, até porque a gente mal se conhece. Só que eu me sentir enganado. Eu tinha me aberto aqui, nesse mesmo lugar pra você. Achei que estava apenas me manipulando. 

“Não sei o que te dizer. Mas juro que não te enganei e também não sabia que era você quem entraria pela aquela porta.” 

Ele leu e seu coração se aqueceu. No fundo ele sabia mas precisava saber porque não queria ficar com mágoa dela. 

 “Como vai fechar essa dívida, ela é muito alta Aurélio.”_ quis saber.  

– Eu não sei. Andei procurando emprego pelas redondezas mas nada_ ele riu irônico. – Eles têm vergonha de me darem o trabalho.  

“Porque?” 

-Acham que não podem me dá emprego porque não é digno e não é a altura do filho do barão.  

Julieta negou achando aquilo um absurdo. Ele só sabia admirar as feições dela. A empresária percebeu o olhar dele queimar, e suas bochechas corar. Ela desviou o seu olhar para a água disfarçando o seu jeito incomodado. Quando voltou a olhar pra ele então teve uma ideia, uma sugestão, queria o ajudar. Pegando o bloco tirando a folha e amassando para logo escrever na outra.  

“Eu tenho uma proposta a te fazer.”_ ele pegou o papel, apenas a encarou e deixou prosseguir. 

“Porque não vem trabalhar pra mim? Bom eu tenho certeza que a agropecuária alguns anos vai ser tão grandioso quanto o café.”  

– Está me oferecendo um emprego Julieta?  

“Se você quiser. A mas se achar que é pouco para o filho de um barão.”_ provocou e ele não resistiu em abrir um sorriso.  

Depois de alguns segundos o sorriso foi diminuindo e se aproximou vagarosamente. Julieta levantou os ombros seguindo os passos que ele dava para perto de se. Aurélio fitava os lábios de Julieta e ela percebeu e em um deslize modera o lábio inferior.  

Quando estavam com os corpo com pouca distância, Aurélio tocou o queixo dela levantando para o olhar profundamente. Fez uma linha do alto da testa dela lentamente, passando pelo nariz, alcançando a boca da mesma. Aqueles olhos castanhos o assistia com curiosidade, esperando ansiosamente para o que faria. Aurélio não se aguentando em apenas admira-la tomou os lábios dela em um beijo profundo e quente. Julieta de imediato pôs suas mãos no peito dele o afastando em pouca distância. Ainda de olhos fechados tentando processar aquela rápida iniciativa que apagou de desprevenida. Foi uma grande surpresa.  

Ela levantou a cabeça em um convite para que ele continue, porque mais que tudo a mulher queria. E com a linha curva em um sorriso escondido entre bochecha dela que fazia um leve roça com a barba, causando um arrepio. Segurando o rosto dela com as duas mãos e unindo as bocas em um beijo gentilmente, pedindo para se aprofundar em um universo desconhecido. 

Ele não queria assustar ela, viu o espanto que ocasionou. Por tanto foi sendo cuidadoso em suas ações. Aurélio segurou a cintura de Julieta com a mão direita, e com a esquerda, saiu do rosto, subindo de encontro a nuca trazendo para mais perto do seu corpo. Julieta passou os braços por baixo do dele, apertando as costas largas do homem. O beijo foi ficando envolvente, faziam seus corpos esquentarem, em uma febre. As línguas atrevidas brigando por mais espaço. O beijo foi se aprofundando em uma deliciosa distração.  

A necessidade do ar era muito grande batendo no peito, mas a necessidade de continuarem se beijando era no mesmo nível. Quando foi preciso se separarem, Aurélio foi parando as poucos fazendo um percurso de beijos passando da boca dela e indo prós cantos e fazendo um caminho por quase todo o face dela. Ele segurou novamente o rosto de Julieta em suas mãos e depositou demoradamente no centro onde dividia seus olhos e de encontro a testa da mesma amorosamente. Ela tocou os braços do botânico e permanecer de olhos fechados. O mesmo suspirou e disse:  

– Eu não posso aceitar_ diz em um sussurro.


Notas Finais


Até a próxima


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