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História O Som do Coração livro 1 - Capítulo 31


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Capítulo 31 - Relacionamentos não são fáceis


Sam

 

- Caras! Vamos dar um tempo, eu estou cansado. Lucky reclama enquanto coloca o baixo no pedestal.

- Eu estou morrendo de fome, vou pedir pizza. Shane tira seu telefone do bolso e começa a pedir.

- Você está pronto irmão? Tom me pergunta encostando-se ao meu sofá.

- Para o que exatamente? Eu devolvo.

- Para o festival? Ele fica aguardando a minha resposta.

- Pra ser sincero, eu não estou. Está tudo indo tão bem entre nós. Ela não disse nada, apesar de saber que o Derick vai estar lá. Não sei se é por medo da minha reação, ou outra coisa.

- Pode ser que ela não tenha falado nada, porque está esperando que você fale algo. Lucky diz se sentando no outro sofá.

- O ponto é que eu não sei o que falar. Eu estou evitando tocar no assunto, e consequentemente a evitando também. Eu digo.

- Você não deveria evitá-la. Afirma Lucky.

- Eu sei.

- Você acha que ela ainda sente algo por ele? Tom questiona.

- Eu tenho certeza que sim. Só não sei o que é. Levando minha cerveja até a boca, tomo um longo gole.

- Eu acho que você está enganado. Shane diz sentando-se também. O que vocês tem é muito forte, todo mundo enxerga isto. Você não era assim com a Katy. Dá pra ver a diferença. E olhando pra como ela olha pra você, dá pra ver que o sentimento é mútuo.

- A Katy foi amor de adolescente, de certo modo, acho que tenho que agradecer ao Derick. Ele me fez tomar coragem para terminar algo que já tinha acabado eu só não tinha enxergado ainda. - Eu a amo, eu nunca senti nada assim por ninguém, o meu medo é que ela não sinta o mesmo.

- Como eu disse você está errado. Shane afirma.

- E se eu não estiver, e se quando ela o vir, o sentimento que ela tem por ele vier à tona, e ela perceba que foi um erro deixá-lo.

- Acho que a sua preocupação está no lugar errado. Tom fala se endireitando e olhando pra mim.

- Do que você está falando Tom? Eu pergunto.

- Você devia se preocupar com a Katy, e não com o Derick.

- A Katy não vai fazer nada, ela voltou para a casa dos pais.

- Eu acho que o Tom tem razão. Ela está com raiva, e aquela garota tem uma imaginação muito fértil quando se trata de vingança. Lucky diz se levantando e indo para a cozinha pegar mais cerveja.

- Ela entrou no seu quarto quando você estava dormindo, ficou nua e se deitou com você, para você achar que ela era a Mia. Você acha mesmo que ela não fará algo novamente. Shane me lembra.

- Ela perdeu o emprego e perdeu você, na cabeça dela nada mais importa. Você acha que ela não fará mais nada. Pois eu acho que vai. Tom diz pegando a cerveja de Lucky.

- Vocês têm razão. Ela ainda tem a chave do apartamento. Pode entrar aqui a qualquer hora. Tenho que dar um jeito nisso, antes que ela tente se esgueirar pra minha cama de novo.

- E desta vez você pode não ter tanta sorte, de conseguir tirá-la antes que Mia perceba. Lucky me alerta.

Eles têm razão, se a Micaela vir ela na minha cama como da outra vez, não vai ser tão fácil convencê-la do contrário.

Mia

 

Estamos na sala da casa que alugamos em Los Angeles vendo um filme. Eve, Bonnie e Candy estão dormindo esparramadas no sofá, apenas Dakota e eu continuamos assistindo ao filme. Os dias passaram rápido desde que voltamos do Kansas. Estava tudo indo às mil maravilhas, até a semana passada quando Brendon disse que iríamos para o festival de rock.

Samuel anda estranho, me evitando, desde que soube que a Peace Rock também estaria lá. Eu devia lhe dizer que ele não tem com o que se preocupar, é com ele que eu quero estar. O meu medo é o que o Derick possa fazer para tentar acabar com a nossa relação. Ele pode ser bem persuasivo quando ele quer algo.

- Um dólar por seus pensamentos! Eu me viro para Dakota que me observa.

- Nada, só estava pensando no festival.

- No Derick você quer dizer.

- Na verdade no Sam. Desde que ele soube que o Derick vai estar lá, ele fica me evitando, como se eu tivesse culpa. Uma hora ou outra nós vamos nos encontrar, e muitas vezes ainda, ele tem que se acostumar com isso.

- E você tem certeza que não quer mais ficar com o Derick?

- Certeza absoluta. Eu pensei muito nisso. O Derick foi a minha fuga da realidade. Eu o amei não vou negar, mas foi mais paixão que amor, paixão passa, acaba. Amor não. O que sinto pelo Samuel não tem comparação. Com o Derick era uma atração muito forte, aquela química que parece que tudo pode explodir quando nos tocamos, mas era só isso, não temos nada em comum. Com o Sam é totalmente diferente, eu me abri pra ele totalmente, lhe contei coisas, que não tinha contado nem pra você. Eu não sei explicar, quando não estamos juntos, eu não me sinto completa. E isso que ele está fazendo me afastando assim, por uma coisa que nem aconteceu ainda, esta acabando comigo.

- Então minha amiga, me diga uma coisa.

- O quê?

- Porque você ainda esta aqui conversando comigo, ao invés de estar lá, lhe perguntando que porcaria ele esta pensando ao afastá-la.

- Você tem razão.

- Eu sempre tenho.

- Mas eu não posso deixar você sozinha. Você está tão triste. Quando é que você vai parar com o castigo.

- Eu não estou castigando ele Mia. Eu dei um ponto final. É isso.

- Dakota. Ele está apaixonado por você. Parece um cachorro abandonado. E você o ama. Porque não lhe dá uma nova chance?

- Eu realmente não quero falar sobre isso.

- Já faz dois meses desde o casamento, e você está cada vez mais triste, emagreceu muito, não anda se alimentando direito, estou preocupada com você.

- Eu já disse que estou bem. Então você está esperando o que para ir atrás do Sam?

Este é o seu jeito de dizer que o assunto está encerrado, então eu também troco de assunto.

- Sim você tem razão. Onde estão as chaves do carro?

- Em cima da mesa da entrada. Boa sorte!

- Obrigado!

Pego as chaves e saio pela porta. Nixon nosso segurança está esperando, mas eu o dispenso. Durante a viagem até seu apartamento vou pensando em tudo que tenho pra falar. Vou deixar as coisas bem claras pra ele. Entro pela garagem e aceno para o porteiro da noite, ele me conhece e não impede minha entrada. Entro no elevador e aperto o botão da cobertura. Estou tão ansiosa, que meu coração parece saltar pela boca. Quando chego a sua porta paro, escutando vozes masculinas dentro do apartamento, paro por um instante pensando em desistir, mas então tomo coragem e bato na porta.

 



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