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História O Som do Coração livro 1 - Capítulo 35


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Capítulo 35 - Palm Beach


Sam

 

Estamos na piscina do hotel descansando. Chegamos ontem á noite, nosso show é só daqui a três dias. As garotas por outro lado se apresentam amanhã á noite, elas saíram para fazer compras. Shane é o único que não esta aqui. Lucky por outro lado já está rodeado de garotas. Tom senta-se ao meu lado respingando água de seu cabelo.

- Que porra Tom. Eu resmungo.

- Você está na piscina mano. Ele afirma o óbvio. – Alguma novidade? Ele pergunta sentando na cadeira ao meu lado.

- Sobre o que?

- O que você acha?

- Mia á levou ao médico. Ela disse que as enxaquecas são causadas pelo estresse. Agora ela parece um pouco melhor. É isso que você queria saber?

- Não é só isso, eu queria saber o que ela tem falado de mim?

- Mano, a Mia não fala pra mim tudo o que elas conversam apesar de você achar o contrário. E quando eu estou perto, se o seu nome é mencionado, ela às vezes ignora, mas a maioria das vezes ela se levanta e sai.

- Isso é uma merda.

- Eu sei, e sinto muito por você. Sei como você se sente.

- Eu queria te pedir uma coisa?

- O que você quiser.

- Eu escrevi uma música, e queria que você a trabalhasse comigo.

- Claro isso é uma coisa boa. Você raramente escreve algo, mas quando escreve são perfeitas.

- Esta é mais que perfeita, ela é especial. Mas não é só isso, eu quero fazer algo que nunca fiz.

- Isto esta ficando bom. Manda aí, o que você quer?

- Eu quero cantá-la no festival, no primeiro show.

- Cara! Quem é você e o que você fez com meu irmão? Eu digo fazendo cara de dramático.

- Engraçado, muito engraçado. Ele diz fazendo uma careta.

- È sobre ela não é? Eu pergunto.

- Eu escrevi há algum tempo, eu tenho que conquistá-la, eu não sei mais o que fazer. Ele puxa os cabelos, mostrando o quanto ele está desesperado.

Coloco a mão no seu ombro em um gesto de conforto, sei exatamente como ele se sente. Sinto pena do meu irmão, a história dele não é legal.

Ele se apaixonou somente uma vez. Ele namorava essa garota desde o colegial, era apaixonado por ela, seu nome era Alisson. Eles não se desgrudavam, foram até pra mesma faculdade de artes, ele cursava música e ela desenho, ela desenhava bem pra caramba.

Tudo aconteceu no segundo ano da faculdade, eles vinham passar o feriado de quatro de julho na fazenda, e decidiram vir de carro ao invés de vir de avião. Ele contou que eles vinham conversando e rindo, estava tocando uma de suas músicas favoritas no rádio, ela tirou o cinto por algum minutos, para dançar e fazê-lo rir, ele tirou os olhos da estrada por um breve momento para vê-la, e no momento que voltou os olhos para a estrada era tarde demais, o carro bateu direto neles. Ele não se machucou muito, alguns cortes no rosto, algumas costelas quebradas, por causa do cinto.

Mas ela foi outra história, com a força da batida, e sem cinto de segurança, ela foi arremessada pelo vidro da frente, seus ferimentos eram muito graves. Quando a ambulância chegou até eles, ela já estava sem vida, morreu em seus braços. E o pior era que o motorista do outro veiculo estava bêbado. Quanto eles a declararam morta Tom partiu pra cima dele e quase o matou. Cinco policiais e dois paramédicos não conseguiram contê-lo, tiveram que dopá-lo. Meu irmão demorou muito pra se recuperar. Algum tempo depois ele achou algum conforto na música novamente. Foi assim que fundamos a nossa banda. A capa de nosso primeiro disco é um dos desenhos de Alisson, ele quis homenageá-la. Ele nunca mais se envolveu assim com uma garota. Até Dakota aparecer.

 

Mia

 

Estou no provador da Victoria’s Secret, desde que Sam gosta de rasgar minhas calcinhas, meu estoque está quase zerado, então aqui estamos. As meninas também estão aproveitando bastante o dia de compras. Felícia conseguiu uma hora no hotel com uma estilista bem conhecida no nosso meio artístico, ela é especialista em roupas para o show, e segundo Felícia temos que renovar nosso guarda roupa.

Saio do provador com as peças que escolhi e dou para a vendedora, as meninas também acabaram. Logo estamos sentadas no restaurante almoçando. Dakota está séria hoje.

- Está tudo bem docinho? Eu pergunto.

- Não me chame assim, faz me lembrar dele.

- Por quê? Ele te chamava assim de “docinho”. Eu digo rindo. Mas o olhar que ela me lança, faz com que meu sorriso desapareça.

- Era exatamente assim que ele me chamava. Ela diz furiosa agora.

- Ok, desculpe. Não foi minha intenção. É estranho sabia.

- O que é estranho?

- O Tom todo metido a homem das cavernas, bruto e tal, lhe dar um apelido assim. Estou tentando imaginá-lo te chamando assim de “docinho”.

- Terminou de pegar no meu pé agora. Ela resmunga.

- Nossa Dakota esses hormônios da gravidez estão te deixando mais rabugenta. Eve fala enquanto toma um gole de sua bebida.

- Se é que isso é possível. Candy resmunga.

- Com certeza é possível. Bonnie concorda também.

- Hoje vocês acordaram com o único objetivo de me hostilizar, é isso.

- Não é claro que não. Eu digo tentando amenizar a situação, e lançando um olhar de advertência para as garotas.

Terminamos nosso almoço e voltamos para o hotel. A estilista está a nossa espera, ela se apresenta como Hannah Collins. Nos mostra várias peças de roupa que trouxe especificamente para cada uma de nós. Devo admitir que ela acertou cada um de nossos estilos. Ela trouxe também sapatos, botas, sandálias e alguns tênis também. Eve estava no paraíso. Depois de Hannah ter saído, fui tomar um banho, quando voltei para a sala Dakota não estava.

- Cadê a Dakota?

- No quarto. É Bonnie que responde.

Chego a sua porta e bato, ela me diz para entrar, ela está deitada na cama e eu me sento ao seu lado.

- Esta tudo bem? Está sentindo alguma dor?

- Só se for dor de amor. Serve?

- Eu tenho um segredo pra te contar. Isso é bem fácil de resolver. Eu levanto a sobrancelha interrogativamente. Não preciso dizer ela sabe do que estou falando.

- Eu quero te mostrar uma coisa. Ela diz pegando seu telefone e desliza os dedos pela tela procurando algo, assim que ela encontra o que está procurando ela me estende o telefone, eu o pego e vejo mensagens de Tom.

- Leia. Ela me incentiva.

- Tudo bem.

Eu leio as mensagens e de repente começo a chorar. Olhando para ele, tão silencioso, fechado. Nunca poderia imaginar o cara que escreveu essas mensagens. Ele está realmente apaixonado por Dakota. E eu não tinha a mínima idéia de que essa tal de Alisson sequer existiu, Sam nunca me disse nada. Não é a toa que ele lutou tanto pelo que sentia pela minha amiga. Se eu tivesse passado por algo assim, não ia querer me apaixonar nunca mais.

- Porque está me mostrando isso? Eu murmuro.

- Será que ele está dizendo a verdade?

- Ele não parece o tipo de cara que usaria sua ex-namorada morta como desculpa para levar alguém pra cama. Você não acha?

- Não isso. A parte sobre o que ele sente por mim. Ela pergunta se sentando na cama.

- Dakota. Eu digo pegando suas mãos na minha. – Ele está apaixonado por você, eu já tinha percebido antes dele mesmo. Ele está sofrendo, assim como você. Eu sei que ele te machucou, mas, não acho que tenha sido intencional, ele estava lutando pelo que sentia por você. Tem medo de deixar você entrar e alguma coisa ruim acontecer.

- Ele disse coisas horríveis pra mim, ainda dói.

- Eu sei. Eu entendo isso, mas, lhe dê uma chance de se redimir. Eu te amo, e quero que seja feliz. E ele pode fazer isso, se você deixar.

- Você está certa. Eu vou pensar sobre isso. Agora preciso dormir um pouco.

- Claro! Vou descer um pouco, até a piscina. Te vejo depois.

Quando chego à piscina os enxergo imediatamente, como sempre rodeados por garotas. Lucky tem uma em cada lado da cadeira e uma no colo. Tom está conversando com uma morena. E Samuel conversando com uma menina loira, que a cada oportunidade que tem fica passando suas mãos nele, ele não parece estar muito á vontade com isso, bom pra ele, ou ele nunca mais iria ter filhos, eu arrancaria suas bolas se ele estivesse lhe dando confiança.

Sigo na sua direção. Assim que ele me vê ele exala um suspiro resignado, mas não sorri. Eu sento em seu colo e coloco meus lábios nos seus, ele retribui imediatamente me segurando pela nuca. Ouço protestos vindos da menina, e a voz de Lucky lhe advertindo de quem eu era. Ela parece ser esperta, pois se cala, e vira sua atenção para Lucky. Continuo a beijá-lo. Não tenho a mínima vontade de parar.

 

Sam

 

Continuamos bebendo nossos drinques na piscina quando Lucky se junta a nós trazendo com ele algumas garotas. Se fosse antes, seria eu com três garotas em cima de mim e não Lucky, mas agora só penso em uma garota, ela ocupa todos os meus pensamentos. A loira ao meu lado é do tipo que adora a cama de roqueiro, eu não estou interessado, tento apenas ser simpático me esquivando de suas investidas. Olho para Tom, ele parece entediado com a morena ao seu lado, Lucky por outro lado está adorando.

Meu olhar é desviado pela entrada da única garota que me tem. Ela me olha e seu olhar desvia para a garota ao meu lado. Merda! E agora, ela está brava ou o que. Não consigo entender. Ela caminha na nossa direção e senta no meu colo, e me beija com fome. Eu não penso, apenas retribuo, segurando a sua nuca firme para que não fuja. Ela quer mostrar que sou dela, eu não me importo nem um pouco, muito menos com a garota resmungando ao meu lado. Eu sou dela, só ela importa. Ela quebra o beijo ofegante, mas não se afasta, está sorrindo.

- Sentiu minha falta grandão. Passando as mãos no meu rosto e encostando sua testa na minha.

- Desde o momento que você saiu da minha cama. Digo segurando seu rosto.

- Podemos voltar pra lá. Se você quiser. A não ser que você esteja ocupado no momento. Ela diz sedutora.

- Pequena você não precisa dizer duas vezes. Eu estava tentando arranjar uma desculpa para fugir.

Ela solta uma risada e se levanta me oferecendo a mão, eu aceito prontamente. Assim que as portas do elevador se fecham, minha boca está na sua novamente, suas mãos explorando meu corpo. Afastamo-nos apenas quando a porta do elevador se abre em nosso andar.

Quando coloco o pé pra fora do elevador eu paro em choque com a cena a minha frente, sinto Mia enrijecer ao meu lado. Que porra é essa. O mundo enlouqueceu de vez. Sabia que este festival não seria uma boa idéia. E mais uma vez eu deveria ter escutado a minha intuição.

 



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