História O som que eu ouvi - Capítulo 1


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Categorias Choque de Cultura
Personagens Julinho da Van, Maurílio dos Anjos, Personagens Originais
Tags Choque De Cultura, Quaseverso, Sprinterkombi, Tv Quase
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Palavras 1.382
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, LGBT, Mistério, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Guess who's back, back again 🎵
Olá fanfiqueires, estou de volta depois de tanto tempo sem postar nada com uma historinha temática de halloween!
Só queria dizer que é muito bom estar de volta e que prometo não ficar tão ausente.
Muito obrigada por lerem ♡

Capítulo 1 - Capítulo Único


Paft!

Julinho abriu os olhos para o teto escuro.

- Maumau? Maurílio? - cutucou o namorado, incrédulo de que podia estar dormindo mesmo depois daquele estrondo - você ouviu esse barulho?

- Não ouvi nada Ju, vai dormir.

Maurílio abraçou o peito de Julinho encaixando a cabeça em um ponto confortável entre o ombro e o pescoço do outro, num aconchego tão agradável que Julinho quase cochilou novamente se não fosse um segundo barulho, agora acompanhado de o que pareciam ser vozes sussurradas.

Dessa vez nem Maurílio podia negar que o som existia e que claramente vinha da sala de casa.

- Entrou gente aqui, Maurilio!

O loiro pulou da cama caçando o pedaço de pau que guardara em cima do guarda-roupa para situações como essas e partiu para a saída do quarto quando foi parado por Maurílio que se colocou entre ele e a porta.

- Onde cê vai?

- Comprar pão, Maurílio… onde você acha que vou?

Os dois tinham um jeito de gritar por sussurros que seria engraçado de se ver se a situação não fosse tão tensa.

- Você não pode ir lá assim... você nem sabe o que é!

Julinho sempre considerou bonitinha essa coisa do namorado pensar demais sobre todas as situações, mas daquela vez sabia que não era hora para ficar de conversinha. Gentilmente afastou Maurílio pro lado, apontando para o banheiro e indicando que ele deveria se esconder lá.

Já estava com a mão no trinco da porta quando Maurílio sussurrou em um tom sombrio

- E se for um fantasma?

O piloto estremeceu. Sempre foi um homem que, na humildade, nunca teve medo de enfrentar ninguém porque sabia que podia se garantir, mas com coisas dos além aí a história era diferente.

Tanto que tinha insistindo por horas para Maurílio não alugar aquela casa quando descobriu que o idoso que era o antigo dono do imóvel tinha sido encontrado morto alí mesmo, na sala da onde Julinho ouvia agora ecoar um terceiro estrondo que fez um calafrio subir na sua espinha.

- E se for, o que que a gente faz?

- Não sei, só sei que eu não vou lá. Se você quiser ir se encontrar com as almas pode ir!

- Eu não vou também não!

Finalmente afastou-se da porta, encarando Maurilio com os olhos arregalados enquanto tentava identificar o mais baixo ruído como se tivesse anteninhas.

- Não fica tentando ouvir não - Maurílio deu um abraço reconfortante no outro. Sabia muito bem que esse era um dos pontos fracos dos namorado - é melhor não prestar atenção.

- E se ele vim pra cá?

- Bem, pelo o que eu sei os fantasmas costumam ficar no local da morte, que foi lá na sala, então-

Maurílio até queria continuar sua palestra com todo seu conhecimento sobre almas penadas baseado em porra nenhuma, mas foi interrompido pelo barulho de uma única nota de piano que reverberou sobre toda a casa.

- Caralho! - Julinho pulou no lugar, se encostando na parede em busca de sustentação - o velho tocava piano?

- S-sim - o moreno respondeu parecendo realmente exasperado pela primeira vez. - Julinho, vamo pro banheiro! Os barulhos vão ficar mais baixos lá.

- Acho que a gente devia chamar alguém - Julinho respondeu ignorando a sugestão - eu vou ligar pra Rogerinho.

- Não! - a voz saiu mais alta do que o planejado devido ao nervosismo - se… se você ligar vai ter que falar e o fantasma pode te ouvir, eu mando uma mensagem!

Julinho coçou a cabeça questionando a lógica do namorado e pensando como as pessoas realmente reagem estranhas em momentos de medo. E o moreno realmente parecia muito preocupado enquanto teclava no celular.

O quarto permanecia em silêncio enquanto Julinho se concentrava na sua audição buscando entender as vozes distantes e sussurradas que vinham do outro cômodo, quando outro dos seus sentidos foi instigado.

- Que cheiro é esse?

- Não tô sentindo cheiro nenhum - Maurílio balançou a cabeça negativamente de forma dramática.

- É perfume de ROSAS, MAURÍLIO - O loiro sussurrou gritando novamente - A gente tem que se mandar daqui, Moreno. Isso é alma penada direto do cemitério!

- Eu não vou! - Maurílio deu um passo pra trás soltando a mão de Julinho - você vai correr e me deixar aqui sozinho?

Julinho voltou calmo para onde Maurílio batia o pé resignado e segurou as duas mãos do namorado o olhando com atenção.

- Eu sei que cê tá paralisado de medo, meu amor, e é por isso que eu vou fazer isso por nós dois. Você vai me agradecer depois.

E antes que Maurílio pudesse elaborar qualquer resposta, Julinho abriu a porta do quarto e correu puxando o namorado pela mão. O moreno atravessou o pequeno corredor em dois ou três tropeços até sentir a força motriz que o arrastava cessar.

A possibilidade de encontrar figuras estranhas na sua sala de estar já era calculada por Julinho quando decidiu correr de casa. O que não esperava era que fossem figuras que ele conhecia muito bem. E que duas delas estariam se equilibrando no seu sofá enquanto prendiam uma faixa vermelha que dizia: "Julinho, quer casar comigo?"

Parou por um milésimo de segundo tentando processar o que via quando o terceiro indivíduo alí - Evandro, no caso - deu um pulinho de susto ao perceber sua presença, largou a sacola gigante cheia de pétalas de flores brancas que espalhava pelo chão e correu para o teclado onde começou a tocar alegremente uma música que Julinho reconheceu vagamente como sendo a trilha de um desses filmes que Maurílio gostava, mas não lembrou qual.

- Porra, Maurilio! Tu não disse que ia segurar ele lá dentro? - Rogerinho soltou o lado da faixa que tentava prender e desceu do sofá, agora cheio de marcas de pé - Nem vem falar que não vai pagar os 100 conto que tu prometeu não que a gente fez o trabalho, tu que foi burro e atrapalhou!

- Eu fui burro? Vocês fizeram mó barulhão!

- Pera, vocês tão recebendo para fazer isso? - O tecladista parou com a melodia, mas foi ignorado no bate e volta de acusações protagonizado por Rogerinho e Maurílio.

- Eu tentando de tudo pra ele ficar lá e vocês conversando, quebrando coisas…

A voz de Maurílio foi diminuindo conforme começou a sentir o enlace de mãos que ainda mantinha com Julinho se tornando mais apertado. Finalmente recuperado do choque inicial, Julinho levava o braço para as costas de Maurílio, forçando os dois a ficarem de frente um para o outro.

O sorriso estampado no rosto em nada lembrava a cara de assustado dos últimos minutos.

- Cê planejou um pedido de casamento pra mim, Moreno?

- Não era pra ser assim, deu tudo errado - Maurílio murmurou tristemente olhando para os próprios pés.

- Como que deu errado se você ainda nem fez o pedido?

O moreno voltou a encarar o namorado nos olhos sentindo o coração encher com a ansiedade que o acompanhou por toda aquela semana. Agora nós braços do amado, porém, todo o nervosismo que também o atormentava havia se dissipado, sendo substituído por um fervor tão intenso que sentia que seu corpo iria explodir.

Como não explodiu, soltou a mão do parceiro e correu de volta ao quarto

- Acho que a gente já pode ir - Renan se levantou impaciente em direção a porta.

Rogerinho acenou com a cabeça para Julinho - que respondeu fazendo um joinha em agradecimento - e também saiu, sendo seguido por Evandro carregando o teclado embaixo do braço desengonçadamente.

Maurilio voltou do quarto trazendo na mão uma caixinha vermelha e estendeu para entregá-la a Julinho

- Não, não! Assim não - respondeu, se recusando a receber - eu quero o pedido!

- Cê quer que eu ajoelhe? - Maurilio abriu aquele sorriso lindo que Julinho amava.

- Não precisa ajoelhar não, Moreno, que eu quero tá olhando nos seus olhos assim bem de perto quando eu ouvir você falar.

Maurílio se aproximou de Julinho segurando a caixinha entre os dois antes de pedir com a voz trêmula:

- Julinho, cê aceita casar comigo?

Julinho respondeu com um beijo terno e apaixonado que acabou rápido demais com Maurílio afastando as bocas, mas mantendo os rostos quase colados

- Eu também quero ouvir você falar.

Julinho riu.

- É claro que eu aceito, meu dengo.


Notas Finais


Buh! 😝


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