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História O Sonho - Capítulo 1


Escrita por: NicArs

Notas do Autor


Isso é um cenário, ou seja, apenas uma narração onde você pode-se colocar como personagem, juntamente com Chen.
Boa leitura!

Capítulo 1 - O Sonho


Fanfic / Fanfiction O Sonho - Capítulo 1 - O Sonho

Ouvia as pessoas conversarem ao meu redor, mas eu pouco entendia. Na verdade, nem me importava em compreender o que diziam. Ali não era o meu lugar. Não sabia exatamente o porquê de permanecer, mas sentia que deveria esperar.

Não sei ao certo como descrever o vazio e a tristeza fúnebre que me consumia gradualmente; nem como explicar como em questão de segundos, quando nossos olhares se encontraram, elas se esvaíram. Como uma tela em preto e branco que não se recorda de como era, ao ganhar vida no pincelar de cores vibrantes.

Sabe a sensação de ser preenchida por um sentimento tão forte e avassalador, que ao imaginar o fim dele, você tem a impressão de que se tornará vazia e não haverá nada no mundo que a fará se sentir tão viva e feliz, quanto naquele momento?

Era dessa forma que eu me sentia ao vê-lo descer do veículo e passar os olhos pela pequena multidão que se formou ali. Quando seu olhar encontrou o meu, fui atingida por uma emoção tão forte e medonha, que escapava pelos cantos de meus lábios, desenhando um sorriso abobado.

Eu sabia que ele sentia o mesmo. Não sei como, mas sabia.

Seu sorriso, normalmente tão espontâneo e tracejado de certa malicia, tornara-se tímido; esgueirando-se pelos vértices da boca e findando nos olhos felinos, tão brilhantes quanto o céu estrelado em meio à escuridão.

 “Jondae está aqui!”, a sonoridade das palavras, colorida pela recente emoção que me subjugava naquele momento, ecoaram em minha mente como a mais encantadora melodia do universo.

Por um segundo, enquanto ele tentava atravessar a barreira de meninas que nos separavam, pensei que eu não conseguiria me conter. Era como se a qualquer momento, meu coração pudesse explodir se mais um grama daquele sentimento fosse adicionado a ele. Manter-me calma tornara-se uma missão quase impossível.

Sehun foi o primeiro a atravessar a pequena multidão e vim ao meu encontro. Pouco dei importância a sua presença, pois meus olhos estavam fixos no sorriso de Jongdae. Sempre que lhe era possível, seu olhar escapava, procurando o meu, manifestando um sorriso cativante a cada encontro.

Ele aguardou, deixando-me por último. E quando finalmente se aproximou, o ar me escapou dos pulmões, meu coração falhou uma batida e o mundo calou-se.

Não sei quantos minutos perdemos apenas nos contemplando, não era como se o tempo fosse algo relevante. Finalmente estávamos ali e nada mais importava. Continuávamos sorrindo como dois tolos apaixonados ao reencontrar o amor de sua vida, de outras eras.

“Finalmente nos encontramos de novo”, as palavras dele eram sopradas numa voz cálida.

“Já faz um tempo”, minha frase não foi mais que um trêmulo sussurro.

Em apenas dois curtos passos, ele mingou a distancia entre nós. Seus dentes perfeitamente brancos pressionaram o lábio inferior, como se tentasse conter uma batalha interna.

Meu interior fervilhava e eu sabia que o dele também. Essa emoção incomensurável era, ao mesmo tempo, excitante e assustadora; vibrante e mortal.

Um palmo... Era a exata distancia que nos separava nesse momento. Porém, nenhum dos dois tinha coragem de tomar a iniciativa. Por mais que meus dedos formigassem e meus braços doessem, tamanha era a ansiedade de embala-lo; por mais que meu coração suplicasse por sentir o seu, para que finalmente pudessem bater como um; por mais que minha alma clamasse por sua outra metade, que se encontrava ali, tão próxima... Eu temia. Um medo que fazia minhas pernas fraquejarem e minha determinação falhar. Abraçá-lo significava muito mais do que matar a saudade que me assombrava o peito. Abraçá-lo significava mergulhar de cabeça no precipício desse insano sentimento, que provoca uma dor aguda e prazerosa no fundo do meu ser.

 Não sei quando decidi fazer, mas quando percebi, já o tinha feito. Meus dedos alcançaram o tecido de sua camisa, puxando-o timidamente para mim com uma força quase inexistente. Bastou isso, para que no segundo seguinte Jongdae me envolvesse em seus braços, apertando-me contra seu corpo. Aninhei-me em seu peito e lacei sua cintura delgada para que ele nunca mais escapasse.

Seu abraço era quente e confortável, como o edredom que nos protege numa manhã de domingo em pleno inverno. Sentia-me como se finalmente tivesse achado meu lugar no mundo e era bem ali, em seus braços. Seu perfume misturava-se ao cheiro de roupa limpa, despertando em mim uma estranha familiaridade.

“Senti sua falta”, não sei ao certo se foi eu que ditei essas palavras ou ele; ou quem sabe, se foi apenas um manifesto de minha consciência embriagada. O que sei, é que elas carregavam uma dolorosa verdade, da qual eu não tinha ciência até aquele momento.

O mundo desaparecera, enquanto nós flutuávamos numa dimensão que apenas nos pertencia.

E em meio aos devaneios, percebi que o fim estava próximo. Por mais que desejasse o contrario, sabia que não podíamos permanecer assim para sempre – infelizmente.

“Não sei quando o verei novamente”, o pensamento atingiu-me como uma navalha, fria e cortante. Foi quando reuni do intrínseco de meu ser a coragem necessária para marca tal memoria.

Afastei-me um pouco, apenas o suficiente para pôr-me na ponta dos pés e selar lhe a bochecha. Senti a pele aquecer sob meus lábios e os braços dele me apertarem um pouco mais. Deixei que meus carnudos escorregassem, até que vislumbrei o canto de sua boca, de onde um sorriso sapeca escapulia. Engoli o medo, traguei oxigênio e o beijei.

Seus lábios eram macios e quentes de tal forma, que não haveria como imaginá-los. E se por ventura não existissem, haveria de ser criados pelo divino. Timidamente, nossas línguas bailaram como velhas conhecidas, num ritmo bem ensaiado. Jongdae tinha gosto de pasta de dente de hortelã, com algum doce. Um sabor viciante e de uma pureza singular, ao mesmo tempo, que era erótica.

 Senti seus dedos entrelaçar-se aos fios de meu cabelo, ao que eu o puxava mais para mim. Mantínhamos um ritmo calmo, degustando do que nos era oferecido e saboreando cada misero segundo. Até que o ar se fez necessário.

Sorrimos, quando nos afastamos minimamente. Ousei mordisca lhe o lábio inferior, ao que seu sorriso apenas aumentou após a ação.

“Isso foi bom”, ele sussurrou, mantendo nossas testas coladas.

Confirmei balançando a cabeça discretamente.

Só então nos demos conta que Sehun, que estava próximo, o chamava há algum tempo. Jongdae pediu para que ele esperasse com um aceno.

“Eu tenho que ir.”, disse visivelmente desapontado, “O avião já vai pousar”. Naquele momento, eu não havia percebido a incoerência de suas palavras. “Espero te ver de novo”, e ditando isso, ele selou minha testa e se foi.

Apesar do sorriso que Jongdae tentava esboçar, era notório o pingo de tristeza que manchava as íris de seus olhos. Creio que este mesmo sentimento, se pintou em minha face ao vê-lo partir.

E como um sopro, minhas pálpebras se abriram, ofuscadas pela intensa luz da manhã. Ainda podendo sentir os sabores e vibrações dos sentimentos tão vividamente, quanto o sonho que eu acabara de despertar.


Notas Finais


Gostaram? Chen é um lindo :3
Obrigada por ler ^-^
E sorry qualquer erro.


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