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História O Suficiente Para Alcançar Seu Coração - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Sempre seremos nós


Fanfic / Fanfiction O Suficiente Para Alcançar Seu Coração - Capítulo 3 - Sempre seremos nós

Estou ressentido com você

Porque você não me entende

Pare meu ressentimento, por favor

Segure minha mão de novo

Can't You See Me? — Tomorrow X Together

 

P a r t e

D o i s

 

F i n a l

 

P o v : Kim Hong-joong

 

— Fica comigo. — Seong-hwa murmurou provocativamente nos meus lábios enquanto me beijava. — Isso é tudo o que eu preciso. — Abri os olhos para encará-lo, estava surpreso com o tom firme das suas palavras. — Por favor. — Sua voz agora estava triste e suas mãos apertavam com força as minhas bochechas. Um beijo profundo, seguindo um atrás do outro. Nossos lábios se tocam com mais vontade, com mais desejo e excitação em um ritmo descontrolado e frenético. Então, me permito esquecer só por um momento a razão do meu coração estar doendo tanto. — Senti tanta falta da sua boca gostosa... hmmn.

— Cala a boca. — Coloquei os meus braços ao redor do seu pescoço, apertando os fios escuros do seu cabelo comprido com força até ouvi-lo soltar um gemido baixo e sorrir entre um beijo e outro. Apesar de estar emocionalmente cansado dessa brincadeira, eu adorava sentir as suas mãos explorando o meu corpo como se fosse a primeira vez tocando nele. 

— Eu preciso de você. — Seong-hwa sussurrou tão baixo que precisei fazer um esforço para ouvir. — Você me deixa louco, sabe disso não sabe?

— Espera, agora eu estou confuso. Você precisa de mim? Como assim... Seong-hwa? — Eu disse cambaleando de costas em direção ao quarto com ele me empurrando e beijando o meu pescoço. — Aaah... Isso não é certo.

— O que não é certo? — Seong-hwa se inclinou, pressionando os lábios quentes contra os meus com uma delicada doçura.

Nós. O que estamos fazendo?

Seong-hwa desabotoou o botão da minha calça jeans e logo abriu o zíper. Estamos com os olhos fixos um no outro, aquele olhar preguiçoso que me deixava cada vez mais apaixonado, o olhar que indicava que algo fantástico estava prestes a acontecer.

— Sexo, Hong-joong. Estamos fazendo sexo, não é óbvio? — Ele respondeu em um tom sarcástico. Eu mal consegui tocar os seus lábios quando senti seu toque inesperado invadindo o tecido nas minhas pernas. Eu me agarrei nos seus ombros, suas mãos ágeis me apertaram, apalparam toda a parte sensível dos meus testículos até a extremidade, me torturando com movimentos suaves.

Oooh! Seong-hwa. — Suspirei alto após o fim do beijo. — Eu. Não. Quero.

— Shiii! Cala a boca. — Ele ordenou em meu ouvido, me arrepiando. — Vamos aproveitar a noite inteira fazendo coisa melhor, ok? Eu não quero conversar com você agora. — Cravei as unhas em seus ombros com raiva, Seong-hwa beijou o meu pescoço e logo o senti chupar a minha pele com força. Tenho certeza de que ficará uma marca visível no local, mas eu nunca me importei mesmo em escondê-las. — Me deixa te amar um pouquinho.

Meu coração congelou.

Ele queria me amar?

— Mas eu quero conversar agora. — Eu segurei firme o seu pulso, o impedindo de continuar me masturbando. Seong-hwa olhou para baixo meio surpreso, meio confuso. Essa é a primeira vez que eu recusava as suas caricias, no fundo eu também estava um pouco surpreso com isso. Ele estava se segurando, eu podia ver pelo brilho nos seus olhos que seu autocontrole não duraria muito tempo. — Eu preciso te perguntar uma coisa e quero que seja sincero comigo.

— Então, pergunte. — Seong-hwa disse em um tom impaciente enquanto tirava a calça de moletom. — E só para deixar claro, eu sempre sou sincero com você.

— Eu preciso saber o que você sente por mim, de verdade. — Meus olhos se encheram de lágrimas. — Eu preciso saber se o que estamos fazendo é apenas sexo. Se não existe algo mais.

Ele franziu as sobrancelhas.

— Você nunca se importou com isso antes, Hong-joong. — A mecha escura do seu cabelo era tão longa que caía sobre os olhos castanhos brilhosos, tentei resistir ao desejo de colocá-la atrás da sua orelha e acariciar a sua pele macia com meus dedos, apenas para poder senti-lo um pouco mais. — Por que está tão preocupado agora?

— Porque eu preciso saber se você também gosta de mim.

Seong-hwa já não parecia estar mais impaciente para se livrar da última peça de roupa. E por um momento, pensei tê-lo deixado surpreso, mas seus olhos adquiriram um brilho mais intenso e a expressão em seu rosto se tornou sombria.

Eu tentei me segurar, mas suas mãos foram mais rápidas e empurraram meus ombros para trás, de um jeito violento. Os lençóis eram de um azul pastel e estavam frios, eu respirava lenta e profundamente como se estivesse me preparando para levantar um peso enorme ou mergulhar em um precipício infinito. Esperei, mas nada aconteceu. Seong-hwa continuou me olhando com a respiração entrecortada. Eu sabia o quanto era arriscado falar sobre esse assunto, sabia que ele também tinha medo de se machucar.

— É claro que eu gosto de você. Se não gostasse não estaríamos transando. — Olhei para o seu punho fechado e por uma fração de segundo pensei que ele fosse me bater. — Não me olhe desse jeito, Hong-joong. Você sabe que eu nunca faria nada para te machucar. Nunca.

Meu corpo relaxou no colchão.

— Preciso saber se você também gosta de mim. E não se faça de desentendido. Quero saber o que você sente por mim, agora! — Apesar de estar com medo da resposta minha voz saiu firme e mais séria do que o esperado. Seong-hwa pareceu estremecer diante das minhas palavras. — Se continuar me enrolando eu juro que vou embora de novo e dessa vez não vou voltar.

Seu olhar se arrastou dos meus olhos para as minhas pernas, observando cada traço do meu corpo e limpou a garganta conforme levantava a mão para jogar alguns fios rebeldes do seu cabelo para trás, como sempre fazia quando estava nervoso. Eu sabia que Seong-hwa estava lutando contra alguma coisa em sua mente, pois parecia estar com medo do que ia dizer. Quando voltou a me encarar, finalmente entendi.

Ele estava com medo de me machucar.

— Me desculpe. — Eu me mexi para me sentar, estava envergonhado demais para continuar o encarando, mas Seong-hwa agarrou os meus pulsos e me empurrou de volta para a cama, me prendendo embaixo do seu corpo. — O que você está fazen...? Ai! — Ele olhou para os meus lábios com um sorriso misterioso no rosto, não reconheci a sua expressão. Seong-hwa não parece ser mais o mesmo de segundos atrás, ele não parece estar mais com raiva e aquilo me surpreendeu. — Eu acho que não consigo mais fazer isso. Não aguento mais, ok? — Fechei os olhos impedindo que as lágrimas escorressem.

Senti a pressão em meu pulso quando seus dedos se fecharam com força em volta deles, estava com a estranha sensação de ter sido preso em uma teia de aranha.

— Sai de cima de mim! — Protestei, ele estava começando a me machucar.

— Você quer saber o que sinto por você? — Meus olhos estavam úmidos, continuei prestando a atenção nas suas palavras determinado a aceitar a sua resposta. Pisquei os olhos e virei o rosto em direção à parede, encarei o relógio em cima da cômoda branca que marcava exatamente 3:31 AM. — Depois do treinamento de ontem eu voltei para te buscar porque não queria passar mais uma noite brigado com você e acabei ouvindo a sua conversa com Mingi. Se o que estamos fazendo te deixa tão mal, por que nunca me contou? Poderíamos ter evitado todo esse drama, não acha? Droga, eu sou seu parceiro, seu colega de trabalho e acima de tudo seu melhor amigo. — Abri a boca para responder, mas Seong-hwa agarrou o meu queixo e virou o meu rosto em sua direção, me forçando a olhar nos seus olhos. — Eu quase fiquei louco. Depois de ouvir o que ele disse fiquei com medo de você se afastar de mim. Eu bebi e te mandei várias mensagens idiotas porque estava com saudade, não apenas do sexo, Hong-joong.

Silêncio.

— I-Isso não tem graça, Park! — Falei tirando suas mãos do meu rosto. — Agora, sai de cima de mim.

— Estou falando sério! — Seong-hwa quase gritou, eu me assustei com a sua voz grossa. Uma parte de mim não quer acreditar nele, isso só pode ser mais uma das suas brincadeiras sem graça para me fazer ficar. — Sabe o que eu senti quando olhei para o seu rosto hoje de manhã? Senti a necessidade de te jogar na minha cama e cuidar de você. Eu quero fazer isso, me deixa fazer isso, Hong-joong? Eu tive que sentir medo de te perder para perceber que quero você.

Seong-hwa acariciou as minhas bochechas com suavidade, ele parecia estar uma bagunça tão grande que senti vontade de abraçá-lo.

— Por favor, diz alguma coisa.

Meus lábios estavam grudados em uma linha reta, levantei as sobrancelhas sem saber o que dizer. Seong-hwa se inclinou e segurou o meu pescoço com certo cuidado, como se estivesse esperando que eu o afastasse. Um sorriso tímido escapou no canto dos seus lábios ao perceber que as lágrimas continuavam escorrendo pelas minhas bochechas. Seong-hwa me beijou devagar. Eu estava tão confuso, mas aliviado. Muito aliviado. Tipo, muito mesmo. Será que estou imaginando coisas? Ou essas palavras realmente saíram da sua boca?

— Quer ouvir a verdade? Eu também gosto de você. — Com essas palavras parecendo tão verdadeiras, desesperadas e tão reais todas as minhas forças se foram. Eu me rendi à ele. Meus dedos deslizaram pelas suas costas até tocarem o elástico da sua cueca, eu apertei a sua bunda gostosa com força, apertei sem dó. Seus lábios foram ficando cada vez mais impaciente. Eu chamei o seu nome, mas ele saiu junto com um gemido abafado.

— Então, você também me ama? — Perguntei apenas para ter a certeza de que havia entendido certo. Seong-hwa sorriu em resposta, enquanto beijava e lambia a minha barriga, deixando marcas em minha pele até a região abaixo do meu umbigo. Quando suas mãos puxaram o tecido fino da minha cueca preta, não pude deixar de ficar um pouco envergonhado ao observar a expressão satisfeita em seu rosto, meu pau estava totalmente duro e desejando o seu toque.

Apoiei os cotovelos na cama, respirando com certa dificuldade. Eu tentava lutar contra cada célula do meu corpo para escapar daquela prazerosa armadilha, mas era impossível com Seong-hwa me olhando desse jeito. Ele era tão sexy, tão irresistível. Seong-hwa sabia cada ponto fraco do meu corpo melhor do que ninguém e agora que tínhamos dado o primeiro passo eu não tinha a intensão de fugir.

Seong-hwa botou a língua para fora. Eu me preparei, no momento em que colocou a boca no meu pau, instintivamente agarrei os lençóis com força.  Eu mordia os lábios na tentativa de me controlar, de não fazer muito barulho para não acordar o Yeosang — que estava dormindo no quarto ao lado. Mas eu não conseguia me controlar, o meu corpo não me obedecia mais. A maravilhosa sensação da sua boca molhada e quente deslizando por toda a extensão do meu membro era simplesmente incrível. Seong-hwa usava as duas mãos para me massagear enquanto sua língua lambia e provocava a região mais sensível. Ele estava brincando comigo.

Aaahh.

Eu segurei os seus cabelos com uma das mãos, olhando fixamente em seus olhos. Sua cabeça ia para cima e para baixo, enquanto o enfiava mais fundo na boca mais ofegante eu ficava. Cada vez que ele me chupava, eu conseguia sentir o calor começando a subir. O seu maravilhoso olhar parecia implorar para sentir o meu gosto e por mais que eu queira me segurar não consigo mais resistir.

Eu soltei os seus cabelos e me rendi.

— Continua, assim. — A palma da sua mão deslizou suavemente pela lateral do meu corpo, apertando minha bunda de um jeito carinhoso. Eu não aguentava mais. Agh! Ergui a cabeça e vi seus olhos fechados, como se estivesse saboreando cada centímetro de mim, Seong-hwa continuou abocanhando, dessa vez mais rápido e fazendo sucções mais fortes. — Aahh! Eu não... consigo mais... — Eu o observei engolindo sem dificuldade alguma o líquido viscoso. Meu corpo inteiro tremeu. Seong-hwa lambeu os lábios e sorriu enquanto eu me contorcia levemente por causa do imenso prazer.

Seong-hwa se inclinou e me deu um beijo suave. Passei a mão em seus cabelos, acariciando os fios suavemente. Ele estava tão lindo. Seus olhos deixavam transparecer milhares de emoções e pela primeira vez eu conseguia enxergá-las. Conseguia enxergar a felicidade, conseguia enxergar o desejo e principalmente o amor que ele sentia por mim.

Park Seong-hwa precisava de mim tanto quanto eu precisava dele.

— Você gosta de me torturar, não gosta? — Brinquei, antes que eu pudesse tomar qualquer iniciativa Seong-hwa me virou de bruços e  pressionou o peito contra as minhas costas.

— Eu ainda não acabei com você. — Ele provocou. Seus lábios estavam na minha orelha agora, quando senti o seu dedo indicador e o do meio perto do meu queixo eu os enfiei na boca, lambi e chupei-os em um gesto imediato.

Seu pau estava aninhado no meio da minha bunda, roçando no ponto exato onde eu queria que ele estivesse. Como se estivesse lendo os meus pensamentos, Seong-hwa tirou os dedos da minha boca e não demorou muito para eu senti-los entrar em mim sem um mínimo de cuidado. Eu estremeci e soltei um palavrão. O seu olhar era tão penetrante ao observar cada movimento do meu corpo que meus olhos se encheram de lágrimas novamente.

Aaahh... Es-espera. — Eu mais gemi do que falei.

— Você é tão gostoso, Hong-joong. — Ele sussurrou, beijando a minha nuca. Eu não precisava virar o rosto para saber que ele estava sorrindo. É claro que estaria. Seong-hwa beijava a parte macia atrás do lóbulo da minha orelha, me deixando incapaz de pensar direito enquanto usava os dedos para me provocar. Seus dedos estavam completamente dentro de mim, mas aquilo não era o suficiente para aliviar o meu desespero. — Tão apertado e quente.

Estiquei o braço para trás e segurei o seu membro grosso que parecia pulsar pelo meu toque. A sensação de tocá-lo era incrível. Comecei movendo a mão devagar, bem devagar, depois mais depressa, junto com os ritmos que ele estava fazendo em mim, então senti a sua mão me impedir de continuar.

— Não faz isso, ainda não. — Seong-hwa sussurrou ofegante contra a minha pele. — Eu quero gozar dentro de você, babe.

Empurrei a minha bunda contra a sua mão, na tentativa de senti-lo mais profundamente, implorando por mais.

— Parece que os meus dedos não são mais necessários aqui, não é? — Seong-hwa suspirou com prazer. Eu senti os seus dedos saírem de dentro de mim com certa brutalidade, aquilo me fez morder o lençol, soltar um gritinho baixo e afiado. Ele soltou uma risadinha gostosa, se inclinou e me deu um beijo longo, um beijo apaixonante como se estivesse pedindo desculpas.

— Eu não aguento mais, por favor. — Eu me posicionei na cama com os joelhos afastados, fechei os olhos e esperei. Seong-hwa trilhou alguns beijos suaves nas minhas costas até finalmente enfiar só a ponta de seu pau na minha bunda. Então ele me penetrou, foi até o fim em um gesto único. — Aaaaaghh. — Eu estremeci, Seong-hwa segurou firme a minha cintura me impedindo de me afastar e levantou meu quadril para erguer um pouco mais a minha bunda. Meu corpo não conseguia ficar parado.

Seong-hwa deslizava seu membro para dentro de mim com tanta facilidade que me fazia querer chorar por causa do imenso prazer. Apoiei a testa no colchão, agarrando o tecido com força com as mãos. Lágrimas começaram a escorrer.  De felicidade, de alivio. Eu achava que sabia o que era sexo bom, mas isso era algo mais profundo. Mais intenso. Não estamos apenas transando. Seong-hwa assumia o controle do meu corpo como ninguém, me tocava como se o meu corpo fosse um instrumento que somente ele sabia tocar com perfeição. Eu estava chorando porque o amava.

Ainda dentro de mim, Seong-hwa se inclinou com cuidado e continuou transando comigo. Ele segurou a minha mão e entrelaçou os nossos dedos em um gesto romântico de me acalmar. Eu conseguia sentir a sua respiração descontrolada na minha nuca e ouvir alguns pequenos gemidos que saíam da sua boca.

Meu corpo inteiro estava tomado por uma intensidade tão grande, um prazer esmagador que era impossível ignorar, eu não sabia mais o que sentir. Essa sensação me envolveu por completo, eu gemia sem me importar enquanto ela viajava como eletricidade pelo meu corpo.

— Continua fazendo esse barulho. — Seong-hwa disse ofegante. Eu não sabia exatamente o som que estava fazendo, mas não iria parar. — Eu estou tão feliz. — Seong-hwa cobriu o meu pescoço com beijos suaves, enquanto gemia descontroladamente contra minha pele. — Eu estava com tanto medo de te perder. Hong-joong... Nunca mais me deixe. — Eu apertei a sua mão quando ele mordeu firme a minha orelha e ao mesmo tempo delicadamente, da mesma forma que estava me fodendo agora.

Eu comecei a soluçar, deixando as lágrimas escorrerem pelo meu rosto e molhar os lençóis.

— Está tudo bem? — Ele perguntou agora preocupado. — Quer que eu pare?

— Não pare, não pare. Seong-hwa-aaah! — Senti uma das suas mãos deslizaram por baixo do meu corpo até cobrirem a minha boca, certamente eu estava fazendo barulhos demais.

— Shiii. — Ele encostou a bochecha na minha e prendeu a respiração conforme se concentrava, preparando-se para o fim. — Eu estou apaixonado por você. — Seong-hwa sussurrou no meu ouvido. Toda vez em que se enterrava dentro de mim, um fluxo de dor maravilhoso era enviado por todo o meu corpo e toda vez que ele se afastada eu quase entrava em pânico. Senti a sua boca procurar desesperadamente a minha, seu suor se misturando ao meu como se nossas peles estivessem se derretendo juntas.

— Estar dentro de você é tão delicioso. — Ele gemeu na minha boca. Senti a umidade morna de seu esperma me invadindo quando ele pressionou pela última vez dentro de mim. Era uma sensação gostosa. Seu gemido foi abafado quando me inclinei para beijá-lo, enquanto curtia o próprio orgasmo.

Aos poucos o seu corpo foi relaxando e tombou ao lado do meu. Eu tentei limpar as lágrimas, mas esse movimento só o fez virar o rosto para me encarar. Eu não conseguia parar de chorar, estava me sentindo envergonhado demais, então me sentei na cama.

— Quer tomar um banho? — Seong-hwa envolveu a minha mão com a dele, levou os meus dedos até os lábios e os beijou.

— Tudo o que você disse era verdade? — Perguntei, pelo canto dos olhos notei que ele estava com uma expressão atordoada no rosto. Seong-hwa deixou o ar escapar dos pulmões e pareceu se passar muito tempo antes de ele suspirar outra vez. Ficamos assim ouvindo o silêncio ao nosso redor por um longo tempo, até as minhas forças voltarem e eu pegar a minha cueca.

— Eu fiz algo de errado? — Por fim ele perguntou.

Vesti a minha calça.

— Claro que não. — Respondi em um tom sarcástico.

— Hong-joong, eu não estou entendendo. — Seong-hwa agarrou o meu braço antes de eu passar pela porta do quarto. — Eu te machuquei? — Quando ele se posicionou na minha frente, eu desviei o olhar envergonhado. — Ai. Meu. Deus. Eu te machuquei mesmo? Me desculpe, me desculpe.

— Não. — Senti meu peito se afundar. A voz dele demonstrava tanto arrependimento quanto mágoa e aquilo mexeu comigo. — Você não me machucou, porra!

— Então me diz, por favor. — Ele se aproximou e tocou a minha bochecha esquerda, acariciou a minha pele levemente com o polegar. — Me explica o que está acontecendo. O que eu fiz de errado? Foi algo que eu disse? Não vai embora desse jeito, por favor. Vamos conversar.

Que merda! — Eu afastei o seu braço do meu rosto. — Eu estou tão confuso. — Dei dois passos para trás, me preparando mentalmente para uma possível discussão. Meus olhos se encheram de lágrimas novamente. — Pela primeira vez na minha vida adulta eu me deixei envolver em uma relação sem compromisso, em uma situação na qual eu perdi totalmente o controle. E eu sei que cometi muitos erros com você, mas estar do seu lado nunca foi um deles.

— Você não ouviu o que eu disse?

— Não, espera um pouco. Me deixa terminar, eu preciso fazer isso. — Os seus olhos estavam mergulhados nos meus, meu estômago estava embrulhado e eu não estava mais pensando direito. Tudo o que eu queria era que ele me ouvisse dizer. — Eu tenho uns sentimentos bem fortes aqui e sei que você tem medo de se machucar, que não gosta de sair da sua própria zona de conforto, mas também é assustador para mim estar apaixonado por você. Eu também sei que quando estamos fazendo sexo dizemos coisas por impulso e sem perceber, mas o que você me disse, Seong-hwa...

— É a verdade. — Ele se aproximou de mim e segurou o meu rosto com as duas mãos. — Eu também estava com medo. E sei que não demonstro os meus sentimentos muito bem, que tenho problemas para confiar nas pessoas, mas quando estou com você sinto que posso ser eu mesmo, entende? — A sua voz era baixa, mas o tom continuava firme como se tivesse certeza do que estava falando. Me perguntei mentalmente se ele estava bêbado. Mas Seong-hwa não costuma falar muito quando está bêbado, muito menos sobre os seus sentimentos. Ele realmente estava sendo sincero. — Eu me sinto completo com você. E quando a gente brigou, a maneira como você bateu a porta depois de ir embora me enfureceu. Eu quis correr atrás de você, mas estava envergonhado demais para pedir desculpas. Porra, me desculpa, ok? Eu falei aquelas coisas sem pensar e acabei te machucando. Eu sinto muito.

— Então, você também...?

— Eu não sabia o que fazer, estava com medo de você nunca mais olhar na minha cara depois das palavras horríveis que eu disse. — Os olhos dele estavam brilhando de arrependimento e culpa. Seong-hwa esfregou o nariz no meu e levemente beijou meus lábios, pressionou a testa contra a minha e sorriu. — Eu estou apaixonado por você.

Eu comecei a me sentir aliviado.

— Hong-joong? — Ele sussurrou o meu nome. — Você estava chorando porque eu te machuquei?

Soltei uma risada nervosa e voltei a me sentar na cama.

— Não. Já disse que você não me machucou. Agora para de me perguntar isso, é constrangedor. — Passei a mão nos cabelos enquanto ele se aproximava de mim. Seong-hwa ergueu o meu queixo com os dedos, me fazendo levantar a cabeça para olha-lo nos olhos. — Hum?

— Eu nunca mais vou te machucar. — Ele beijou a minha testa. — Prometo.

— Eu te amo.

As sobrancelhas escuras dele dispararam para cima e Seong-hwa prendeu a respiração, como se tivesse acabado de levar um tiro no peito. Ele abriu a boca, mas não falou nada, apenas sorriu um pouco envergonhado. Em seguida, colou os lábios nos meus e me deitou novamente no colchão.



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