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História O sussurro - fanfic de Hush Hush - Capítulo 7


Escrita por: Griffths

Notas do Autor


Olá, aqui mais um capítulo pra vocês <3

Capítulo 7 - Capítulo 7


Meu campo de visão flagra meu pai jogado no chão, havia  sangue por todos os lados, corro até ele e me jogo ao seu lado, pego telefone que ficava na mesinha ao lado da cama, ligo pra ambulância, tento por duas vezes até ser atendida, profiro o endereço.

O quarto estava intacto, o que me deixou ainda mais apavorada, as janelas fechadas, não tinha nada quebrado. Como alguém conseguiu entrar aqui? Volto os olhos para meu pai, abri a camisa dele pra ver os resultados dos machucados e percebo que ele estava muito ferido, ainda por cima desacordado, isso me deixou mais preocupada, minhas mãos trêmulas passam por entre os cabelos dele, meus lábios sibilando que tudo iria ficar bem, era a única coisa que conseguia dizer. 

Alguns minutos depois a ambulância chegou, pude identificar por razão da sirene, sinto uma ponta de esperança. Não conseguia entender o que eles diziam, apenas me afastei para que pudessem fazer os primeiros socorros, vejo-os descerem com meu pai em cima da maca, no modo automático sigo atrás, adentro meu carro e sigo a ambulância, lutando para não sofrer um acidente logo atrás. 

Chego  no hospital, estaciono o carro de qualquer jeito,  entro e espero que alguém venha falar comigo, as horas se passam e mal consegui me sentar, fiquei o tempo todo em pé, totalmente paralisada a espera de notícias. Depois de uma hora e meia uma médica veio em minha direção, sinto as lágrimas escorrerem por meu rosto, não queria olhar nos olhos dela, pois notícias ruins não precisavam ser ditas para serem compreendias.

— Como ele está? — tento conter as falhas na minha voz.

— Felizmente ele está bem, foi apenas um susto —  a voz passiva da médica adentra na minha cabeça e noto que ela  segura em minhas mãos — Amanhã bem cedo ele poderá ir pra casa, apenas peço que fique hoje à noite em observação, sugiro um sistema de alarme, afinal seu pai foi agredido.

Solto o ar dos pulmões com alívio,  minhas mãos param de tremer, o aperto no meu peito cedeu, mas ainda tinham muitas coisas para serem esclarecidas, como? Porque alguém havia entrado na minha casa e feito isso com meu pai?  E será que ele corria risco de morte estando por aqui?

— Obrigada, muito obrigada mesmo — falei deixando escapar algumas lágrimas do meu rosto.

— Posso vê-lo? 

— Claro,  quarto 202 — noto um sorriso e em seguida ela ganha os corredores.

Entro no quarto e meu pai estava sedado, ando mais rápido ao vê-lo, pego em suas mãos, mesmo sabendo que estava fora de perigo, não consegui conter o choro, a ideia de que alguém havia tentado algo contra ele me chocou de certo modo. Saber que ele estava bem me confortou, elevo os olhos rumo a seu rosto no instante em que ouço sua voz vagarosa.

— Jenna. 

— Eu estou aqui, vai ficar tudo bem, amanhã vamos pra casa — tentei não chorar.

— Querida, vá pra casa amanhã você tem aula.

— Não, vou ficar aqui com você — ouço minha voz trêmula.

— Tenho uma condição — ele diz, sua voz rouca.

— O que ? — dei de ombros.

— Quero panquecas com cobertura  de maçã — ele aperta minha mão que estava entre seus dedos.

— Certo você é quem manda  senhor Mayson — forço um sorriso sem mostrar os dentes, fiz um gesto de continência o silêncio toma de conta do quarto — Te amo pai — ele fechou os olhos e sorriu.

— Também te amo filha.

 Acordo com raios de sol preguiçosos que se estendiam pela janela, em seguida uma enfermeira veio até o quarto e me disse que já poderíamos ir assim que meu pai acordasse, caminho até a recepção para assinar os papeis necessários. Trinta minutos depois estávamos em casa na cozinha, meu pai sentado  em umas das cadeiras e eu preparando panquecas. Levo as panquecas até ele com café, vejo que seu rosto está melhor, hesitante resolvi perguntar o que houve.

— Como foi? — falo quase sussurrando sentada em sua frente olhando os curativos.

— Deveria ser um ladrão, acho que não se contentou em roubar e então bem... você já sabe.

— Esse ladrão não roubou nada, mas mesmo assim precisamos ir à delegacia fazer uma denuncia e ligar pra instalarem alarmes.

— Amanhã bem cedo  eu faço isso, não se preocupe Jenna eu estou bem — ele fez uma pausa e mordiscou um pedaço de panqueca — Venha cá.

Arrasto os pés em sua direção e seus braços me envolvem.

— Você não deve se preocupar querida, está tudo bem.

Faço um gesto positivo com a cabeça o abraçando. Passamos a manhã inteira conversando, depois que fiz algumas tarefas domésticas e liguei pra Scar.

— Como seu pai está? — ouço a voz fina de Scar do outro lado da linha.

— Está ótimo, obrigada, como foi na prisão? — jogo-me em minha cama caindo de costas.

— A galera tá tensa, por causa dos trabalhos do infeliz do Michael, mas fora isso tudo beleza.

 

Bato a mão contra a testa e lembrei-me do trabalho que tinha que fazer com o Caleb hoje a noite, não podia deixar meu pai sozinho depois de ter ficado a noite toda no hospital. O que eu ia fazer? Não tinha o número de Caleb, então não teria como adiar, fito o relógio do celular, ainda eram 15:20, ainda teria um tempo, precisava ir fazer o trabalho, mas não demoraria muito por lá. 

— Certo, hum... nos vemos amanhã — desligo.

 

Percebi que a tarde se arrastava, achei melhor adiantar o trabalho, assim daria pra chegar em casa mais rápido e não deixar meu pai sozinho por tanto tempo. Pesquisei tudo que precisava pra registrar no cartaz que compraria na ida a biblioteca, salvei tudo no laptop, dei uma última olhada no meu pai que estava dormindo, verifiquei se cada porta e cada janela da casa estavam devidamente fechadas e fui para meu quarto, escrevo um bilhete e deixo na mesinha ao lado da cama do meu pai, caso ele acordasse. Ainda tinha mais alguns minutos, deito-me na minha cama, a noite passada não tinha sido nada confortável, estava com sono, mas acordaria para ir a tempo. 

Estava novamente  no cemitério, com as mesmas roupas de quando estive lá na última vez, vivenciando a mesma cena, o machucado, as asas, o anjo, ele me arrastando pelo cemitério enquanto eu gritava tentando me soltar, porém, dessa vez pude ver seus olhos, mais negros que a noite, me parecia familiar. Acordei. Felizmente dessa vez estava no meu quarto, enxugo minha testa molhada e tento entender porque estava sonhando com anjos essas noites, começo a pensar em todas as coisas que estavam acontecendo, minha mãe, meu pai e a possibilidade de Caleb falar na minha mente, manteria a calma mesmo sendo difícil, era a melhor alternativa, se eu enlouquecesse nunca iria descobrir, mas a prioridade agora era a recuperação do meu pai, ainda sem sono volto a me deitar.

Acordo ouvindo as  batidas na minha porta, ando lentamente até a madeira e giro a maçaneta, ele está tão disposto que nem parecia ter passado a noite anterior no hospital. Parecia que eu havia me jogado de uma janela e caído de cara no chão. Ainda estava sonolenta, volto para a cama e me sento, fito as horas no despertador, a noite já havia chegado precisava ir à biblioteca. 

— Você está indo à delegacia? — ouço minha voz rouca.

— Sim, e depois vou à companhia de alarmes vi seu bilhete, mas um rapaz chamado Caleb ligou, disse que você poderia ir amanhã no mesmo horário, para fazerem o trabalho. 

— Certo, acho que vou voltar a dormir, já perdi a hora mesmo— caminho em sua direção e lhe dou um beijo no rosto, não sabia o porquê, mas o sono me puxava para perto novamente. Estava feliz por não ter que encarar Caleb hoje, mas por mais que este encontro tenha sido adiado não sabia se estava pronta para isso, apenas sabia que manter distância dele era o correto, e era isso que iria fazer.


Notas Finais


O próximo ainda hoje.


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