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História O sussurro - fanfic de Hush Hush - Capítulo 8


Escrita por: Griffths

Notas do Autor


Hey baby, você por aqui?

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fui direto ao meu armário pegar os livros necessários pra aula de álgebra, sento-me na mesma cadeira de todos os dias, meus pensamentos focaram em Caleb, fiquei pensando em como seria ficar praticamente sozinha com ele a noite na biblioteca, pois bibliotecas são pouco frequentadas e apesar disso achei melhor que fosse lá do que na minha casa, quanto menos na dele, cogitei se ele iria se comportar ou se iria persistir em me infernizar com aqueles apelidos, os olhares e os sorrisos indecentes, o pior de tudo era que eu correspondia positivamente aos flertes, ele me atraía de uma forma inegável. 

Não queria que ele tentasse nada, pois tinha medo de não conseguir resistir.

— Seu pai está melhor? — Scar senta-se ao lado passando as mãos nos meus cabelos.

— Está sim, obrigada — foco um sorriso — Ele está tão bem que foi trabalhar hoje de manhã.

— Seu pai é de ferro? — observo um sorriso — Fico feliz em saber que está tudo bem, você vai ficar sozinha? 

— Sim, acho que até ir para casa os alarmes já estarão instalados, e acho que um policial vai passar a noite. 

— Eu dormiria com você, mas minha mãe agora deu pra se fazer de durona acredita? Espero que essa fase passe logo, mas acho que tem haver com o meu pai,  estou deixando para  desobedecer no sábado — noto seu rosto enquanto vejo-a morder os lábios. 

— Que mente diabólica — fito o quadro negro.

— Boliche com os meninos amor. 

O sinal tocou e assistimos à aula de  álgebra com a senhora Jodie Foster, fomos almoçar no refeitório e depois que todas as aulas acabaram, resolvi procurar Caleb para irmos enfim fazer o trabalho, o procurei-o por toda a escola, laboratórios, ginásio, biblioteca, e quando finalmente desisti o vi no estacionamento, estava prestes a montar na sua bela moto preta, quando eu o impedi gritando seu nome e acenando com as mãos.

— Caleb — gritei, ele olhou para trás desceu da moto, ficou encostado na estrutura com as mãos dentro dos bolsos da jaqueta. Depois de dar uma corridinha em sua direção continuei — Precisamos fazer o trabalho agora, podemos ir à biblioteca? — minha voz ressoou ofegante.

— Porque tem que ser agora? — franzo o cenho cravando meus olhos na sua postura nada agradável.

— Preciso ir pra casa cedo, eu moro longe daqui e meu pai não vai dormir em casa, podemos ir ou não?

— Vai estar sozinha em casa?

Quis me bater por ter dado essa informação, não podia ter sido tão burra, mas fui, lembro-me que ele não sabia onde eu morava, neste caso não precisava me preocupar. 

Forço um sorriso.

— Vamos ou não?

 Ele me ofereceu um dos capacetes e gesticulou para moto.

— Vamos?

— Não podemos ir á pé? — fito a moto, o grande medo não estava nela em si, mas sim em que a pilotava, Caleb não tem cara de que respeita as leis de trânsito. 

— Prefere ir á pé ao em vez de simplesmente subir na moto? 

— Você ao menos sabe o que significa sinal vermelho? — retruco rispidamente olhando para os lados. 

— Tudo  bem te vejo lá, só não demore, não tenho tanto tempo disponível pra você — Caleb colocou o capacete e subiu na moto, acelerando, estava  dando partida quando exclamei. 

— Tudo bem....  eu vou —  Não tinha outra saída, era isso ou andar umas cinco quadras sozinha, meu pai havia me trazido até a escola, e meu carro e velho  companheiro está em casa. 

Suas mãos alcançam o visor do capacete e ele me estende  outro que estava segurando. Subi na moto com cuidado, pois estava de vestido, que ótimo porque não vesti uma calça jeans? 

Coloco capacete, tento disfarçar o desconforto por tanta aproximação. Depois que estava totalmente acomodada ele saiu cantando os pneus. 

Chegamos à biblioteca, desço da moto e tiro o capacete.

Sentamos em uma das mesas dos fundos. Abro a bolsa e retiro o laptop, cartaz  e algumas canetas pra escrever, observo a minha frente uma enorme prateleira, com livros de todos os gêneros, fito a mesa de madeira comprida e minhas unhas sobre ela. 

— Eu tomei a liberdade de adiantar o trabalho, então só precisamos escrever aqui no cartaz.  

— Tudo bem. 

O passar dos minutos foram lentos e cansativos, hora ou outra ele cravava seus olhos em mim, e senti a pele queimar algumas vezes. Escrevemos tudo que estava em negrito no artigo que encontrei na internet, colocamos as imagens, assim que terminamos o trabalho jogo minhas coisas na mochila.

— Te vejo amanhã —  coloco a mochila nos ombros.

Caleb puxa meu braço, sinto a pele formigar diante da sensação de seus dedos quentes tocando me tocando, apesar do toque ser sutil e leve. 

— Quer uma carona?

— Vou ligar pra Scar — Me viro e continuo andando, fitando as prateleiras à minha frente. 

— Eu insisto  — Reviro os olhos internamente por ele ser tão convidativo. Não teria nada demais em pegar uma carona com o Caleb, fiz que sim com a cabeça e prossegui meus passos rumo à saída. Desço as escadas de concreto segurando o corrimão, observo a moto há alguns passos de nós. 

— Antes de te levar pra casa, preciso passar em um lugar primeiro. 

— Se não demorar por mim tudo bem. 

O visor do capacete que eu usava era tão escuro que eu não via absolutamente nada naquela velocidade, o vento bate em meus braços, trazendo frio para dentro, aperto mais um pouco seu abdômen a fim de espantar o frio. Depois de alguns minutos  ouvi um som distante. A moto freia devagar, percebo que há alguns metros estava havendo uma festa por razão da musica alta, desço da moto. 

— Não me disse que viria há uma festa, me leve pra casa agora, por favor — resmungo entre os dentes, como ele pôde me trazer neste lugar?

 — Eu disse que iria passar em um lugar primeiro, não vamos demorar — ouço sua voz calma, desta vez sem audácia, apesar de seus olhos estarem abarrotados dela.

— Mas você não disse que esse lugar seria uma festa — exponho incrédula, ninguém na terra era mais petulante do que ele, certamente ninguém bateria este recorde. 

— Já disse que não vamos demorar, eu prometo. 

Não podia fazer muito, podia? Estava no meio do nada adentrando na festa de desconhecidos, sei bem que Caleb não é um exemplo de cidadão americano, talvez a festa fosse de um grupo de mafiosos ou coisa do tipo. Ele diminuiu a distância entre nós, sutilmente pegou na minha mão, seus dedos roçam meu rosto colocando uma mecha de cabelo para trás da orelha.

— Vai ser divertido — desta vez o sorriso de canto desponta, demonstrando suas verdadeiras intenções, representadas por este sorriso singularmente cafajeste. 

— Não vamos demorar — consigo soar ríspida mesmo com meu coração quente.

Entramos em uma espécie de salão  enorme. Muita gente, tanta que tive que me concentrar para encontrar ar para mim, muitos adolescentes e se drogando e bebendo, seria ótimo gritar “polícia” todos sairiam correndo, mas não era com isso que me preocupava, estar em uma festa com o Caleb me preocupava, estava com medo de não conseguir resistir  a tentação, aqueles olhos infinitamente negros, e seu corpo praticamente perfeito, os sorrisos. Se as coisas esquentam, há uma probabilidade de entramos em combustão. Sinto minhas mãos transpirando, ele se aproxima de mim falando em meu ouvido por cima da música. 

— Vou buscar algo pra beber, o que você quer? 

— Um refrigerante — sinto a garganta seca, se é que vendem refrigerante por aqui. 

Não sabia o que ele estava tramando, se era um joguinho de sedução não iria cair nisso, seria burrice, tentei não parecer nervosa e é obvio que seria uma tarefa difícil, mas precisava cumpri-la, limpo as mãos no jeans, olhando para os lados, não saberia de que lado ele iria aparecer. Alguns minutos depois ele desponta com duas latinhas e me ofereceu uma, pego-a  e entornei alguns goles, sentindo a garganta congelar.

— Porque me trouxe aqui? — arqueio as sobrancelhas, antes que pudesse formular melhor a pergunta ela havia saído. 

— Sempre faz tantas perguntas? — ouço sua voz, mas me concentro em seus olhos.

— Você nunca responde — a luz alternava de cor, a meia luz ele ganhara um aspecto dez vezes mais convidativo, sua boca levemente vermelha, somada a barba por fazer... o cabelo bagunçado.

— Tudo tem tempo certo, tem coisas que você ainda não precisa saber.

Ele se aproximou sussurrando em meu ouvido.

— Que tal dançar? — sua respiração morna fez cada músculo do meu corpo queimar, senti a reação em cadeia se espalhando. 

Estremeço com ele tão perto, ainda por cima nestas circunstâncias, noto as minhas pernas bambas  com sua aproximação. Era difícil me conter, ele despertava sensações em mim que eu nunca havia sequer experimentado. Queria sair correndo, mas também queria ficar. Deixamos as latinhas no balcão. Deixo que ele me conduza até o centro do salão, tocava uma música romântica que estava na minha lista de favoritas, The scientist da banda coldplay o que facilitou ainda mais todo o clima. Sinto suas mãos na minha cintura e antes que percebesse entrelacei os dedos em volta da sua nuca, sentir seu cheiro nunca fora tão bom, seu calor fez com que as barreiras impostas por minha mente se diluíssem sem nenhum esforço. Ele não disse absolutamente nada, como se não quisesse interromper aquele momento único, o frenesi magnético que nos unia, sinto apenas suas órbitas enegrecidas sobre mim. Suas mãos passeando por minhas costas fazendo com que os pelos dos meus braços  eriçassem, seus dedos estão no meu rosto, Caleb se aproxima  fazendo com que nossos lábios ficassem apenas uns centímetros de distância, passando o dedo indicador nos meus lábios, deixando-me totalmente sem defesa. Eu queria beija-lo, queria poder senti-lo melhor, sem reação alguma apenas fecho os olhos, esperando por sua reação, mas puude ouvir sua voz apesar da música alta.

— Hora de ir Anjo.


Notas Finais


E aí? gostou :3


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