História O telefonema - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Countryhumans, Nazi, Sovi, Third Reich, União Soviética, Urss, Urss X Nazi, Ussr
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Palavras 1.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E aqui estamos nós dnv com esta fic q eu tanto amo, tavam sentindo falta dela?? Pois agr ela tá de voltaaaa, boa leitura meus hentais

Capítulo 1 - Único (?)


Nazi’s POV

Uma merda. É isto o que se resume a minha vida no fundo de uma depressão absoluta. Há muito tempo deixei de ter uma boa razão para continuar vivo.

Sou um fracasso de líder que perdeu a Segunda Guerra, matou milhões de inocentes (em especial judeus), todos os países viraram as costas para mim e o meu filho tem vergonha e raiva do próprio pai. Percebe que minha vida é um enorme borrão negro o qual incomoda a visão alheia? Pois é, eu sou a mancha que impede a obra-prima mundial de ser gloriosa e belíssima.

Meus motivos para continuar respirando já se esgotaram. Sem família, sem amigos, sem amor, sem honra, por qual razão minha existência faz diferença no mundo se ninguém se importa mais comigo?

A porcaria dos livros de auto-ajuda só me fizeram questionar se um sujeito horrível como eu, merece ser respeitado e amado por alguém. Para mim esses livros só servem para arrancar dinheiro, porque cada um necessita de um tipo de auxílio diferente e generalizar não adianta de nada (o quão burro eu fui em comprar um exemplar achando que poderia melhorar).

Atualmente, estou no meu escritório e sentado na minha poltrona de couro negro, atrás da mesa de carvalho rústico. Meu queixo está apoiado sobre minhas mãos entrelaçadas enquanto eu pensava sobre minha grande angústia.

De modo forçado, fiz com que uma grande quantidade de ar atravessasse minhas vias aéreas e minha traqueia e logo todo o oxigênio fosse expelido em um suspiro. Esta atitude teve seu efeito calmante, porém efêmero e sem pensar duas vezes, retirei da gaveta um revólver e uma bala para nele inserir.

 Posicionei o pequeno objeto metálico na arma e a direcionei na minha cabeça. Agora estava estava carregado e o gatilho estava prestes a ser puxado pelo meu indicador.

 Ainda receoso, o filme da minha vida inteira começou a passar pela minha mente e ali eu selecionava as melhores e as piores cenas. Não haviam muitas memórias ótimas, no entanto dentro dessa escassez veio uma feliz recordação e nela havia um alguém, ou melhor, meu ex-melhor amigo: URSS.

 Sim, nós éramos crianças que sempre se divertiam em um campo cheio de girassóis cuja alegria era irradiada pelas pétalas amareladas. Sempre estávamos ali para observar o glorioso Sol se pôr do alto da colina esverdeada e era ali que ouvíamos um ao outro. A ajuda era oferecida, além do carinho nos abraços de urso do soviético.

 Ah… por quê eu tive que me tornar um sedento por poder e apunhalá-lo pelas costas? Por quê eu tive que ser um cuzão com a única pessoa que sempre disposta a me ajudar? 

 De maneira involuntária, lágrimas pesadas começaram a escorrer pela minha pele cor escarlate e as grossas gotículas de água começaram a molhar as mangas do meu uniforme. Os dígitos trêmulos estavam indecisos em puxar o gatilho ou não fazê-lo, o orgulho e a covardia lutavam entre si para finalmente decidir meu destino imutável e sofrido. Meu coração estava completamente despedaçado ao pensar nisso e por tudo o que eu passei, até que me lembro de algo que Polônia me aconselhou.

 Basicamente, ele me disse que eu poderia contar com ele para o que precisasse, caso eu quisesse conversar. Além disso, acrescentou que se não fosse o caso, havia a opção de ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV) e assim, me abriria com um desconhecido que fornece suporte emocional. Que lembrança totalmente aleatória a minha e em um momento desses ainda por cima.

 Levou algum tempo para eu finalmente decidir conversar (não com o Polônia, pois meu filho me proibiu de eu ter contato com o namorado polonês), apesar do meu ego contradizer afirmando que isso não resolveria os problemas. Eu, por fim, decido tacar o “foda-se” e largar o armamento na mesa, para em seguida pegar meu celular que se encontrava no canto superior direito do móvel.

A partir do momento em que eu descobri o número, disquei-o e aguardei o atendimento com o coração tentando sair pela garganta e o suor escorrer da minha testa.


“Centro de Valorização da Vida, em que posso ajudar?” - perguntou a voz masculina grossa e calma. É impressão minha ou eu conheço essa voz?


“...” - eu levei algum tempo para buscar as palavras certas, até que eu decido ser franco - “Eu quero me matar de uma vez” - respondi-o melancólico e sério, tentando a qualquer custo não chorar novamente.


“Acalme-se senhor, já parou pra pensar em como aqueles que te amam vão se sentir caso faça isso?”


“Não, porque eu sinto que ninguém me ama e que nunca serei amado novamente”


“Pelo visto, você não tem motivos para querer viver…” - ele disse tristemente e eu confirmei a afirmação - “Bom, eu posso lhe afirmar que agora existe um motivo na sua lista de razões” - ele disse um tanto alegre a última parte e isso me intrigou.


“E qual seria?” - indaguei bem curioso, mas já na expectativa de ouvir que é apenas uma fase.


“Eu me importar e muito contigo…” - a sinceridade e a empatia do sujeito me cativaram a estender mais a conversa. Não porque eu gostei dele e sim, pelo meu interesse de querer estudá-lo.


“Não minta na cara dura, por quê se importa com um desconhecido?” - uma risada anasalada foi captada pelos meu ouvidos. Que risada agradável.


“Que tal fazermos assim: você me conta sobre os seus tormentos e no final eu te conto o motivo para me importar com você?” - eu não pude negar o trato já que eu queria obter essa informação de qualquer jeito.


 Contei a ele tudo o que eu estava sentindo em relação às merdas que fiz até os dias atuais. O alcoolismo que catalisa minha decadência e minha morte. A vergonha de mim mesmo como pai, líder e pessoa. E até mesmo a razão de detestar a homossexualidade: meu pai, Império Alemão, abusava de mim.

 Até que não foi uma má ideia me abrir com este ser cujo nome desconheço. Ele sempre ouvia atentamente a cada palavra pronunciada por mim e apenas abria a boca para aconselhar (de modo eficiente,diferente do conteúdo de auto-ajuda) quando eu cessava meus verbetes. O mais impressionante é que tudo era desprovido de julgamentos os quais eu temia receber dele.


“Bom é…” - quando percebi que todo o chumbo armazenado no meu coração havia sumido, me vi em estado de grande alívio e de profundo agradecimento pela paciência e pelo gigante auxílio que havia recebido durante umas boa horas - “É… é… eu não sei como agradecê-lo. O-Obrigado por ouvir um miserável como eu” - respondi meio tímido e evitando me irritar com minha vulnerabilidade.


“Não há de quê, Mëin Füher… ou melhor, Nazi!” - voz máscula disse docilmente e pude sentir uma palpitação forte contra meu peito. Não sabia se era por ansiedade ou por finalmente ter descoberto que era URSS quem estava me atendendo esse tempo todo.


“SOVIET, POR QUÊ…” - eu não pude continuar meu questionamento exaltado, pois a ligação havia se encerrado, tudo por causa da maldita bateria que acabou.


 Depositei o meu aparelho na mesa, retirei meu quepe e esfreguei minhas sobrancelhas com os dedos. Mas que porra foi essa? O cara cuja confiança foi traída por mim estava conversando comigo normalmente e com um ar preocupado ainda por cima! Por quê ele quis me ajudar? O que há com esse comunista doido por vodka?
 Ótimo, agora ele conseguiu inserir mais questionamentos na minha mente, além daquele primordial o qual ele prometeu me contar depois que eu falasse tudo o que me asfixiava. Mesmo que isso tenha sido esquisito, me sinto muito melhor agora, coisa que eu não sentia faz tempo.  Agora eu finalmente posso deitar a cabeça nos meus braços e dormir, sem medo da insônia me atrapalhar às 5:47 da manhã indicada pelo relógio de parede.
 Esse comunista tem muita coisa pra me responder!



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