História O telefonema - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Countryhumans, Nazi, Sovi, Third Reich, União Soviética, Urss, Urss X Nazi, Ussr
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Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O batismo: beijo nazi-soviético


Fanfic / Fanfiction O telefonema - Capítulo 2 - O batismo: beijo nazi-soviético

3 meses depois…

URSS's POV

 Se eu pudesse resumir a felicidade com uma única situação, seria os dentes amostra de Nazi, que estava sentado na Harley-Davidson Fat Boy que eu aluguei para que pudéssemos ter um encontro diferente - claro que não no sentido romântico. A genuína alegria do alemão elucidava a cada tentativa dele de fazer o motor da motocicleta negra roncar bem alto, evidentemente estava recordando do passado por estar com um sorriso tão largo e lindo. Que é? Não é todo dia que se vê Nazi sorrir tanto.

 Já fazem três meses desde aquele dia que ele ligou no meu trabalho temporário e eu ouvi cada arrependimento e lamentação que corroía seu espírito deplorável. De acordo com Nazi, levaram cerca de três dias para que ele pudesse finalmente falar comigo de novo e conseguir o meu número- pelo o que parece, quando outras pessoas atendiam, falavam que não era possível passar meu contato-, já que ele exigia certas respostas de mim e eu disse que quando me sentisse pronto eu diria. Desde então temos nos falado frequentemente e o ajudei até na questão do alcoolismo, que agora está bem melhor.

 Foi um tanto cômico o fato de um orgulhoso como ele buscar ajuda, no entanto não posso julgá-lo por isso uma vez que ninguém passa por essa vida sem dificuldades. 

 Eu nunca pensei que estaria vivo para ver uma alma tão forte e audaciosa em um estado de profunda tristeza e a minha empatia só aumentou quando reconheci o timbre de sua voz do outro lado da linha. Até hoje me pergunto como não pude odiá-lo a ponto de impedí-lo de se suicidar dentro do Füherbunker no final da Segunda Guerra, sendo que minha missão era matá -lo. 

 Acho que no fundo, eu não fui capaz de esquecer todas as nossas lembranças de quando éramos crianças e de todos os sentimentos bons proporcionados a cada dia que passava. No fundo, eu sou apenas um fraco…


"Hey Soviet, vai ficar me encarando com essa cara de tacho ou vamos apostar uma corrida como nos velhos tempos?" - seu cenho estava arqueado, era um misto de estranheza e preocupação que eu pude perceber em seu olhar. Minha cabeça deu uma leve chacoalhada e minha mão deu um tapinha em minha bochecha.


"Eu não estava te encarando e sim, a paisagem. Aliás não consegui te ver nesse meio tempo já que é um nanico" - eu o provoquei tentando segurar meu riso com a expressão irritada que se instaurou nele. Ele por sua vez, me deu um leve empurrão e quase me desequilibrei de cima da minha moto.


"Nanico teu cu, você que é um poste ambulante de 1,87m" - ele retrucou logo cruzando os braços.


"Melhor um nanico de 1,70m adorável do que um poste desengonçado de 1,87m" - tapei minha boca após perceber o elogio que havia escapado e isso arrancou uma expressão surpresa e corada do meu amigo. Ele por sua vez desviou seu olhar e a tristeza surgiu em seu sorriso desmanchado.


"P-para, você sabe que esse é o tipo de elogio que eu nunca poderia receber" - eu entendi o que ele quis dizer e um pequeno silêncio permaneceu entre nós. Para quebrar o gelo, comecei a falar sobre a paisagem à nossa frente: o antigo campo de girassóis que ficava abaixo da colina onde nos encontrávamos antiga e atualmente. 

 

 Sorri satisfeito ao perceber que o germânico estava com uma expressão mais serena e feliz. Aproveitei sua distração focada nas flores amarelas iluminadas à luz do luar e liguei minha motocicleta de mesma marca, logo descendo a colina com vantagem.


"SCHEISSE, SEU ESTÚPIDO!" - foi a última coisa que eu ouvi depois do alemão fazer o motor emitir um novo ronco e girar o acelerador. E assim fomos rumo à pequena e velha estrada -localizada no meio do campo de girassóis- por onde apostávamos nossas corridas durante nossa adolescência.


Narradora's POV

 No final das contas, URSS perdeu a corrida mesmo tendo começado antes do combinado. Basicamente, o percurso era todo o gigantesco campo de flores e quem chegasse ao outro lado primeiro, decidia o local do encontro.

 Por causa dessa pequena vitória, o nazista sentia-se capaz de fazer qualquer coisa, não era atoa que ele dava saltitadas após o término da competição. Podia-se assemelhá-lo a uma criança que acabara de ganhar um presente e isso era agradável aos olhos do soviético.


"Chupa essa comunista, quem mandou ir antes da contagem?" - Nazi dizia com o indicador praticamente apontado na cara do amigo, que o observava com a mesma cara plena e habitual.


"Por que você não enfia esse dedo em outro lugar que não seja a minha cara?" - Soviet perguntou um tanto impaciente e seu acompanhante logo o respondeu.


"É… não obrigado, não quero enfiá-lo no meu ânus" - Nazi respondeu um tanto sem graça e isso arrancou um sorrisinho de URSS.


"Quem disse que eu me referia necessariamente a esse lugar?" - logo Third Reich percebeu que havia pensado em merda, fazendo com que suas bochechas fossem caracterizadas por um rubor evidente e seus braços se cruzassem, de forma a evitar contato visual com o maior - "Enfim aonde quer continuar o nosso encontro, Nazi?" - o de ushanka perguntou a fim de deixar o alemão mais confortável.


"U-Um bar tá ótimo" - Nazi respondeu entre gaguejos e se amaldiçoava por isso - "E você pode escolher qual!"


"É-É sério?" - foi a vez de URSS se surpreender com a atitude do outro - "Hey Nazi, você ganhou a corrida, pode escolher!"


"Eu sei que ganhei, mas…" - o alemão ia responder que a opinião do soviético importava para si, mas logo alterou a resposta - "... Eu estou sem ideia para qual ir e como você bebe bastante, pensei que conhecesse um ótimo lugar"


"Ah…" - uma outra justificativa era esperada pelo comunista, mas logo prosseguiu - "Já que é assim, vamos ao bar do Brasil. É um bar luxuoso, mas com um preço acessível"


"Então vamos lá!" - logo ambos ligaram seus veículos e URSS foi mostrando o caminho.


 Levou cerca de 15 minutos para eles chegarem ao estabelecimento. Primeiramente, acomodaram as motocicletas no estacionamento do bar e assim que abriram a porta, tiveram acesso a um bar luxuoso cuja temática era praia.

 O lugar irradiava uma energia reconfortante, devido à iluminação agradável de algumas lanternas japonesas coloridas presentes mais na área das mesas. O piso era de mármore negro, que combinava com a luz mais amena das lanternas, enquanto que o balcão de madeira lustrado era evidenciado pela luz amarelada contida em uma estrutura semelhante a um telhado de palha. Por fim, havia uma prateleira talhada em madeira rústica com alguns desenhos havianos e cheia de bebidas atraentes, que davam cor ao espaço.

 O nazista ficou admirado com o local, no entanto haviam países e pessoas que o encaravam ou com medo ou com desgosto, assim gerando um sentimento de repulsa e desconforto. Como o balcão ainda estava longe, deu tempo de URSS perceber a situação de Nazi e para protegê-lo, envolveu o pescoço do menor com o braço direito.

 Obviamente, Third Reich se assustou no início, mas não retrucou por ter gostado do sentimento protetor, sempre presente no sovietico desde a infância.


"Ah e aí comunista? Suave?" - cumprimentou o brasileiro sorridente de trás do balcão assim que avistou o mais alto - "Ora ora ora, pelo visto tio Nazi decidiu sair, venham homens e aproveitem" - Nazi ficou um tanto impressionado com o fato do sul-americano de blazer negro cumprimentá-lo de maneira calorosa.


"E aí, Brasil. Pois é, decidi trazê-lo aqui pra nos divertimos um pouco" - disse o soviético e assim que ele é o companheiro chegaram ao balcão, os dois deram um aperto de mão em Brasil. Assim que ambos se acomodaram no bancos cor turquesa, o sul-americano foi preparar um drink enquanto os clientes admiravam o local em silêncio.


"Que tal a gente fechar um trato, parça?" - sugeriu o brasileiro enquanto preparava uma caipiroska  e logo a depositou em uma taça cristalina e delicada- "Eu darei cinco bebidas por minha conta pra cada um de vocês…" - e isso tornou-se tentador a ambos os líderes"... Mas pra isso algum de vocês vai ter que virar essa caipiroska..."


"Moleza, passa pra cá" - disse o pai de Rússia com brilho nos olhos e pedindo com o indicador para que o drink fosse entregue. Enquanto o soviético estava eufórico, havia um nazista ao seu lado que estava com o pé atrás, ou seja, tinha a sensação de que havia alguma intenção por trás daquele sorriso malicioso estampado no rei dos memes… e Nazi estava certo.


"Calma lá, mermão… eu não terminei de falar. Então virando esse drink quer dizer que você aceita o fato de ter que tomá-lo e compartilhá-lo com o nazista?"


"Sim, oras. E por qual motivo eu não aceitaria compartilhar essa bebida com Nazi?" - o desentendimento de URSS logo desapareceu assim que fitou o rubor nas bochechas do nazista e no sorriso carregado de malícia nos lábios delineados do brasileiro. Havia finalmente sacado o plano do barman e isso fez o soviético esconder parte de seu rosto envergonhado com a ushanka felpuda que sempre usava - "Brasil mais que porra é essa?!" - mesmo constrangido, URSS se levantou bruscamente do assento e ainda bateu a palma da mão no balcão com força.


"Ué você acha que só a Japão shippa vocês dois? Eu quero ver o batizado do beijo nazi-soviético, porra!" - as palavras faltaram na fala do comunista e de Nazi depois de ouvirem a declaração do brasileiro


"Brasil, olha... Eu não posso fazer isso" - o soviético respondeu um tanto preocupado com o que o amigo pensaria se eles fizessem isso. Claro que queria vodka e cerveja de graça, mas não queria fazer Nazi se sentir mal, afinal sabia o motivo da repulsa deste com a homossexualidade. 


"Cara, você não vai perder sua masculinidade se beijar um homem. Vai continuar botando medo nos inimigos" - respondeu Brasil tentando reconfortar o maior que estava corado.

 

 Durante esse meio tempo em que os dois estavam discutindo, havia um nazista de ombros arqueados e coração extremamente acelerado. Certamente, a quentura inevitável estava concentrada em suas maçãs do rosto e isso o incomodava.

 Queria sim tomar cerveja alemã enquanto conversava com URSS, se bem que também pensava na provável felicidade do comunista de tomar umas vodkas. Outra coisa a se pensar era se o soviético o odiaria se eles se beijassem... Se bem que Third Reich novamente jogou tudo para o alto e chamou a atenção de URSS.


"HEY Soviet..." - Nazi disse firmemente e logo pegou a taça de caipiroska. Assim que colocou o conteúdo na boca (sem engolir), o alemão se levantou do assento e puxou o amigo pela gola do sobretudo, assim unindo seus lábios.


 Ao contrário do nazista - que estava de olhos fechados - Soviet estava com os olhos extremamente arregalados, só de sentir aqueles lábios macios com gosto doce de limão e vodka. Depois de alguns segundos, URSS também fechou os olhos e puxou o amigo pela cintura a fim de colar seus corpos.

 Mesmo que uma mão do comunista tenha tocado delicadamente o rosto de Nazi, não levou muito tempo para que o beijo fosse aprofundado a partir do momento em que a língua do maior percorreu superficialmente o lábio inferior do baixinho. Apesar de envergonhado, este deu uma pequena abertura para o outro explorar sua boca com demasiada caipiroska contida. 

 Realmente, o germânico tinha que admitir que o esfregar devagar que as línguas realizavam dentro da sua boca, o fazia gemer baixinho e querer que o contato continuasse daquele modo. Em busca de mais contato, ele ficou na ponta dos pés para envolver o pescoço do soviético com os braços.

 Estava tudo ótimo, mas parecia que a bebida proporcionava um calor ainda maior do que se ela não estivesse presente em ambas as bocas, se bem que um pouco do conteúdo escorria e formava filetes de destilado no rosto dos dois líderes. 


"Baby... abra a boca pro papai te provar..." - uma voz ecoou na cabeça de Nazi, tão familiar e tão retratada pelo líder. Mas ao contrário do que tudo indica, não era URSS o detentor da voz e sim, Império Alemão.


 Exatamente, o baixinho estava relembrando de um dos dias que seu próprio pai abusou dele, ainda na adolescência. De repente, a sensação daquela língua extensa e asquerosa invadindo violentamente a boca veio à mente de Third Reich, o que fez um sentimento ruim brotar no coração dele. 

 Não querendo mais sentir aquilo, o alemão empurrou o companheiro com toda a força que tinha e ao interromper o ósculo, foi em direção ao banheiro totalmente corado e ofegante, sem dar atenção aos chamamentos de URSS.


Notas Finais


Eh isto aí, espero q tenham gostado e até daqui a pouco ^^


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