História O telefonema - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Countryhumans, Nazi, Sovi, Third Reich, União Soviética, Urss, Urss X Nazi, Ussr
Visualizações 22
Palavras 2.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Cura pra ressaca


Nazi's POV

 Ah que sensação boa é essa que estou sentindo? É um calor aconchegante que me impede de sair de onde estou, mas espera onde é que eu estou exatamente?

 Decido logo abrir lentamente os olhos pesados e percebo que estou em um quarto que não é meu. Isso já foi motivo para eu me assustar pelo fato de que vi três pilhas de roupa espalhadas pelo cômodo, além de dois braços fortes que envolviam meu corpo - e que braços.

 Em seguida, viro-me um pouco e dou de cara com um comunista dormindo pacificamente e sem a sua amada ushanka. O choque foi tamanho que eu acabei berrando mais alto do que deveria.


"PUTA QUE PARIU!!!" - nisso eu acabei o empurrando com toda força que eu tinha e sem querer acabei caindo da cama assim que, acidentalmente, chutei o lugar onde o Sol nunca nasce. 
 
 

Ambos gememos de dor, mas acredito que URSS era quem mais estava sofrendo uma vez que ele se revirava na cama e com as duas mãos na região. Eu com dificuldade me levantei com a bunda e a cabeça doloridas e me aproximei do líder socialista. 


"CACETE NAZI, POR QUE FEZ ISSO?" - perguntou Sovi com certa raiva e com os olhos extremamente fechados. Droga, já fiz ele começar o dia com o pé direito, parabéns Third Reich!


"E-Eu me assustei pra caramba" - falei de modo honesto, mas a culpa aumentava a cada segundo que meus globos oculares assistiam à cena lamentável, iluminada pelos raios de Sol alaranjados. 


Não aguentando mais ver isso, deitei-me de frente para meu amigo e o abracei fortemente, permitindo-o afundar seu rosto no meu peito. Rapidamente, suas mãos agarraram minha camiseta na região das costas como forma de descontar a dor.


"P-Por que tá fazendo isso?" - o maior perguntou com a cara ainda no meu peito e pude sentir o minha face esquentar.


"Você não OUSE contar pra alguém sobre isso!" - falei de modo autoritário e logo fazendo um cafuné na cabeça dele. Seria errado da minha parte dizer que de certa forma eu queria sentir aquele calor inicial de quando eu ainda estava dormindo, acompanhado do perfume agradável que Sovi detém? 


 Levou um tempo, mas a dor dele finalmente passou e isso já me aliviou bastante, afinal quem quer ser acordado com um chute no saco? Lentamente, ele foi saindo dos meus braços e se sentou na cama. 


"Que horas são?" - ele perguntou coçando os olhos e esticando os braços para cima. Gente eu não sabia que ele tinha tanto músculo assim - infelizmente, pude perceber que haviam algumas cicatrizes nos tríceps e o pior de tudo é saber que isso é culpa minha - "Droga, eu to atrasado!" - de repente, sou acordado de meus pensamentos com o soviético saindo da cama rapidamente e indo em direção ao armário de madeira bem à frente. 


"Já tem que ir trabalhar?" - perguntei logo percebendo que hoje é segunda-feira. 


"да (Sim), já são 7h35min e eu entro às 8h" - ele explicou vasculhando o armário e logo encontrando seu tradicional sobretudo, suéter, calça de inverno e botas negras. 


 Com tudo já escolhido, ele foi despindo de seu pijama e sem se importar com minha presença pelo visto. Primeiro foi a camiseta que ao retirada, permitiu-me de ver as costas avermelhadas e musculosas - e cheias de cicatrizes - do soviético. Em seguida, a ausência da bermuda deu lugar a uma bunda carnuda coberta apenas por uma box negra. 

 Cara você tá fazendo um strip-tease ou o que? O único problema é que eu não consigo tirar os olhos e os pensamentos pecaminosos desse corpo, pera o que? 


"Tá gostando tanto do que tá vendo?" - Sovi perguntou me olhando do pequeno espelho presente em uma das portas do armário. Havia uma clara malícia em seu olhar e em seu sorriso, agora eu não sei bem o que responder. 


"... Eu tava me vendo do espelho, não tá vendo não? E por que é que você tá me olhando daí?" - finalmente achei uma brecha pra desviar um pouco do assunto, no entanto a expressão facial do soviético não se alterou. 


"Ha como se eu fosse acreditar que tu não pensou em nada, Mëin Führer" - ele disse terminando de se vestir e para aproveitar, lancei um dos travesseiros nele como forma de dissipar meu constrangimento. 


 O pior de tudo é que ele conseguiu desviar e ainda sorriu vitorioso. Em seguida, ele caminhou em minha direção e eu, mesmo querendo encostar na cabeceira, continuei intacto para não demonstrar medo da cara safada dele. 

A única arma que eu tinha era o travesseiro com quem me encontrava abraçado e abracei ainda mais forte quando Sovi apoiou um dos joelhos na cama e ainda pegou meu queixo. Não pude evitar de engolir seco ao observar seus olhos famintos e sorriso atraente. 


"Saiba que não é o único que consegue tirar as palavras dos outros..." - nessa hora meu coração batia muito rápido, ainda mais com o passeio que o dedão dele realizava em meu lábio inferior, umedecido gradativamente com minha própria saliva. De repente, senti a respiração dele perto da minha orelha e logo sorriu - "... nanico"


 Você tá de sacanagem com a minha cara que me chamou disso? Ah mais vai ter volta! 

 Antes que eu o xingasse, provoquei-o dizendo que ele era um mau exemplo de presidente por estar atrasado e ele, rapidinho, saiu correndo e se despedindo de mim sorridente.

Mas o que raios ele quis dizer com "você não é o único que consegue tirar as palavras dos outros"? Tem alguma coisa a mais aí!


"Mas você tá de brincadeira, né comunista?" - falei ao perceber o símbolo da camiseta que eu estou usando. 


 Decidi tirá-la e vestir as minhas roupas que estavam penduradas em uma arara que havia no cômodo. Durante minha trajetória percebi o quanto o comunista é desorganizado, pois haviam várias roupas jogadas no chão ou nos móveis presentes, quando puder vou dar um jeito nisso. 

 Assim que me ajeitei, uma forte dor de cabeça veio me fazendo grunhir. Como forma de inibir um pouco a dor, acariciei minhas têmporas com as mãos. Aí como eu odeio acordar de ressaca e em plena segunda de manhã!

Bom, eu decidi que a melhor opção era ir para casa já que estou aqui há muito tempo. Não pude nem agradecer URSS por tudo o que ele fez, talvez eu pense em alguma forma de agradecê-lo. 

 Quando abri os olhos novamente, notei que em cima do criado-mudo estava a tão amada ushanka de Sovi. Que estúpido, só esqueceu o acessório que usa todo dia. Logo uma ideia me veio à mente: vou levar o chapéu de inverno dele até a sede do governo soviético e assim posso agradecê-lo. 

 Assim que me aproximei da ushanka, surgiu uma vontade insana de querer cheirá-la já que... NEIN, NEIN NEIN isso é muito errado! Mas por que é que ela tinha que cheirar tão bem? Foda-se ninguém vai saber! 

 Por conseguinte, aproximei-a de minhas narinas e o perfume do soviético logo foi reconhecido. Em seguida, um suspiro de satisfação escapou de mim e o desejo de sentir o aroma novamente ascendeu em mim. Mais uma vez, respirei a parte felpuda do chapéu e o cheiro doce praticamente me asfixou de tão forte que exalei, mas isso me trouxe um sentimento prazeroso inigualável. 

 Percebendo a tamanha loucura, agarrei o "xodó" de URSS e sai do quarto. Levou um tempo para eu sair daquela mansão - ainda bem que nenhuma das empregadas me viu - e logo caminhar em direção ao trabalho do comunista.

 Olha, eu não sou muito de sair de casa, mas admito que hoje está uma manhã bonita para ver o que se passa fora das residências. A brisa fresca bate delicadamente no meu rosto e na ushanka, fazendo com que a parte felpuda dançasse ao ritmo determinado pelo vento.

Minha vista se direcionou às cafeterias adoráveis abrindo do outro lado da rua e isso fez recordações com meu filho aparecerem. Quando criança, eu levava Alemanha para tomarmos café da manhã juntos em algum desses estabelecimentos para variar um pouco a comida dos funcionários que minha criança comia constantemente. Era divertido ver a empolgação demonstrada pelo meu garoto de óculos quando conversávamos sobre algum assunto, na companhia de dois cappuccino e alguns doces. Ah como eu queria voltar a essa época em que Alemanha não me odiava com todas as forças...


"P-Por favor, devolvam minha mochila!" - meus pensamentos são interrompidos pela voz chorosa de uma garotinha assim que passei do lado de um beco. Dei dois passos para trás e vi que eu não estava errado. 


 Mais ao fundo, haviam três garotos de aproximadamente doze anos em círculo e no meio havia uma uma garotinha de vestido branco saltitante que se esforçava para pegar a mochila rosa que passava de mão pra mão dos mais velhos.

 Cerrei os olhos de raiva e pude notar que pela bandeira da menina, ela é uma das filhas de URSS, cujo nome não consigo recordar! Ah esses palhaços não vão mais riri da cara dela, principalmente se eu estiver por perto!
 

Mesmo um pouco longe, eu andava à passos largos e pesados. O sangue fervia, meus dentes realizavam uma pressão absurda e meus punhos estavam cerrados - mas tomei cuidado para não rasgar a ushanka de Sovi - assim que vi um dos garotos rirem e fazerem a pequenina ir para o chão. Essa foi a gota d'água!


"OH SEUS BUNDAS MOLE!" - berrei irritado e a atenção dos menores se direcionaram a mim - "POR QUE NÃO FAZEM O FAVOR DE TIRAREM O CU SUJO DE PERTO DELA?"


"Se não o que? Vai decepar seis milhões de cabeças de judeus fora?" - um deles peeguntou com um sorriso prepotente. Isso de certa forma me afetou, mas eu não vou perder pra três pirralhos!


"Não, na verdade eu queria saber..." - antes de continuar, coloquei a mão direita dentro da calça - na verdade da meia que eu uso - e retirei uma pistola. Claro que para dar um sustinho, puxei o gatinho, apontei para o saco de um deles e dei meu melhor sorriso psicopata - "Se eu podia testar meu brinquedinho novo"


 Quando terminei de falar, a tremedeira tomou conta dos três pentelhos e eles logo correram feito uns bebês chorões, largando a mochila da garota no chão. Até que foi divertido assusta-los e ter mostrado quem manda nisso daqui.

 Peguei a mochila, limpei um pouco e voltei minha atenção para a pequenina que ainda estava no chão, logo me agachei para ajudá-la a levantar.


"Você está bem?" - perguntei apreensivo.


"E-Estou sim" - ela disse logo ajeitando o vestido que estava um pouco sujo - "Muito obrigada por ter me ajudado" - ela logo finalizou com um sorriso enorme. Isso não apenas aqueceu meu coração como também me fez lembrar do sorriso do meu filho quando pequeno.


"Sem problemas, mas deveria ter mais cuidado. Nunca se sabe quando eles podem aparecer" - no início, eu estava sorridente mas em seguida fiquei sério. Depois de devolver a mochila para ela, perguntei - " Me diz, por que não mandou eles pararem? Não se impôs?"


"Eu tenho um certo medo de machucar as pessoas" - ela disse olhando para as próprias sapatilhas.


"Só por quê é filha do URSS?" - os olhos dela se expandiram quando cessei minha fala.


"Então você sabe quem eu sou..."


"Sim, mas me desculpa a grosseria por perguntar: qual o seu nome?" - indaguei-a meio sem graça, porém ela não pareceu ofendida.


"Não precisa ficar com vergonha, até porque não é fácil lembrar o nome de 15 crianças" - ela falou, logo rindo do próprio comentário e me contagiando com o riso adorável - "Meu nome é Belarus e você deve ser Nazi!" - agora que eu fiquei constrangido, a criança sabe quem eu sou e eu não sei o dela.


"C-Como sabe o meu nome?" - perguntei surpreso. 


"Meu pai vive falando com e de você!" - senti meu rosto esquentar com o comentário inocente. Depois de mais alguns minutos, Belarus disse que tinha que ir à escola e perguntei se poderia acompanhá-la. 


 Durante o caminho ela me explicou que sofria bullying daqueles pentelhos e que, hoje em especial, as brincadeiras foram favorecidas pelo fato de ela ter perdido o ônibus e não ter ido com os irmãos - mesmo que eles não estudem nas mesmas escolas. Depois de ter ouvido tudo, aconselhei-a de não ter medo de mostrar autoridade quando esse tipo de situação se repetir. 

Assim que cessamos esse assunto, Belarus começou a falar da família e era adorável, já que ficava evidente o amor e admiração que ela sentia tanto pelos irmãos quanto pelo pai. Sovi tá de parabéns, a educação dessa menina é excelente! Bom, ela até me perguntou a razão de eu estar com o chapéu do pai dela e eu inventei que o soviético havia me ligado para trazer o seu "xodó".

 O tempo passou voando e nós já havíamos chegado na escola. Antes de Bela ir, perguntei o horário que encerrava as aulas dela e quando ela disse, falei que ia buscá-la - não quero nenhum pentelhos mexendo nela! Por fim, ela abraçou minhas pernas - pois ela só tem 8 anos - e eu me agachei para fazer esse gesto ser mais carinhoso.

 Vendo ela correr e brincar com as outras crianças, fez um sorriso pequeno aparecer em meu rosto e continuei abraçando a ushanka de Sovi. Já estava quase esquecendo de entregá-la ao dono.

 Novamente uma dor aguda surgiu na minha cabeça, como sinal da ressaca de me avisar de sua existência. Para melhorá-lá, decidi ir á uma cafeteria aqui perto para tomar um expresso forte e uma garrafa d'água logo em seguida. 

 Depois de andar e andar e andar, localizei uma cafeteria com várias samambaias na frente e em cima do toldo e as fachadas eram negras. O interior era uma intercalação de piso de azulejos albinos com paredes de carvalho. Haviam alguns móveis negros e outros rústicos, mas que eram amenizados pela luz externa e pelas pequenas luminárias amareladas.

 Realmente foi um estabelecimento que me atraiu - pela aparência e pelo viciante cheiro de café - e logo o adentrei. Não levou muito tempo para eu ir ao caixa e fazer meu pedido de "cura pra ressaca", acompanhada de dois muffins de maçã com canela - é me deu a louca de comprar um para URSS. Em seguida, me sentei em uma mesa e depositei o ushanka nela. 

Enquanto meu pedido não chegava pude perceber que haviam olhares desagradáveis sobre mim e eu tive que fingir que estava tudo bem. Porra por que não olham pra algo que não seja eu? Um nazista não pode mais sair de casa?


"Third Reich..." - quando a voz me chamou para buscar o pedido, todo mundo - literalmente - olhou para mim. 


 Eu respirei fundo, peguei o "xodó" e caminhei até o balcão. Eu olhava de um lado para o outro e os mesmos sentimentos eram transmitidos pelas pessoas e pelos countries. Apressei o passo e finalmente cheguei ao meu destino para ir embora logo.


"Olá Nazi..." - assim que minha atenção voltou para o atendente, meu queixo caiu ao ver Polônia me cumprimentando e sorridente. Se eu posso dizer, acho que meu nível de tremedeira estava tão intenso quanto no dia em que Berlim foi invadida pelo Exército Vermelho. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...